CAPÍTULO IV - MINHAS HISTÓRIAS

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Livro da poetisa Carlinda Nunes de Brito, uma trajetória de vida escrita a luz da poesia.

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UMA HISTÓRIA DE MUITAS HISTÓRIAS – CAPÍTULO IV:

UMA HISTÓRIA DE MUITAS HISTÓRIAS – CAPÍTULO IV Pedaços da minha vida Pedaços do meu Sertão Sob a luz da poesia Carlinda Nunes de Brito Brasília – DF Clique para avançar Ou use a seta

Justificativa:

Justificativa A primeira parte deste livro é uma retrospectiva, uma volta ao passado, uma alusão às primeiras famílias que impulsionaram o progresso da minha terra natal, Itapetim – PE A segunda parte refiro-me aos impulsos, sonhos e motivações de minha adolescência, procurando descrever ,com felicidade, a minha busca, os meus anseios, mostrando que, foi através do AMOR que encontrei respostas e soluções para todos os problemas e dilemas com os quais me envolvi em várias fases da minha vida.

Justificativa:

Justificativa O AMOR me levou ao misticismo e a busca de algo mais profundo, o verdadeiro sentido da vida. E assim eu conto em versos meus desafios diante das dificuldades e contingências familiares, estruturais, humanas e sociais, bem como o redimensionamento das opções de vida, feitas conscientemente sob a luz da filosofia do AMOR, a tônica dominante dos meu atos e dos meus versos, que reconhecendo não terem muita poesia, talvez apenas construção de rimas que expressam a minha maneira de ver, sentir e enfrentar o mundo, engajar-me e adaptar-me as paralelas, sem me deixar abater, e encontrando sempre uma resposta na grande via de acesso à vida: o AMOR

AGRADECIMENTOS:

AGRADECIMENTOS Desembargador Valdeci Confessor que me oportunizou minha entrada ao curso ginasial Seu Juvêncio Bezerra Leite e sua filha, Anísia Bezerra de Farias, pelo acolhimento na Cidade de Patos-PB para estudar no Colégio Roberto Simonsen A todas as Irmãs do Colégio Cristo Rei em Patos-PB, pelo internato e seqüencia dos estudos como candidata à Vida Religiosa, tendo me tornado, à época, a Irmã Sulamita.

Sobre a autora:

Sobre a autora Carlinda Nunes de Brito nasceu em 04/01/1940, no Sítio Riacho Salgado, pertencente ao Município de Itapetim- PE, onde viveu sua infância e adolescência, do sítio para a cidade, até seus 18 anos. Alfabetizou-se na escola do engenho dos Sampaios, e em casa estudava, lia, fazia poesias com ajuda dos trabalhadores do engenho de seus pais , avós e bisavós. Em seguida estudou a quinta série no grupo escolar Dom José Lopes com a professora e prima Jacimã Leite, preparando-se para o exame de Admissão ao Ginásio, recebendo grande ajuda e incentivo do professor Valdeci Gomes Confessor , foi aprovada, mas não teve condições para estudar em São José do Egito, uma cidade vizinha que tinha colégio e ,naquela época ,a Cidade de Itapetim só tinha até o curso primário. Foi convidada pelo fazendeiro André Bitu e sua esposa Dona Dorita para alfabetizar suas filhas: Socorro e Rilva, além de seus moradores e vizinhos da Fazenda Riacho Verde, de sua propriedade, por não haver uma Escola Rural na região próxima, era comum a professora ser paga pelo fazendeiro e residir com a família. Em 1960, por orientação de seu Juvêncio Bezerra, um comerciante próspero da cidade e casado com uma prima sua, foi morar em Patos-PB com Anísia Bezerra de Farias para ajudar nas tarefas de casa e dar continuidade aos seus estudos à noite no Colégio Roberto Simonsen. Em seguida mudou seus objetivos de vida e resolveu entrar no convento da Congregaçao das Filhas do Amor Divino através do Colégio Cristo Rei, onde estudou a segunda serie ginasial e foi transferida para o postulantado em Natal, no Rio Grande do Norte, onde continuou os estudos.

Sobre a Autora:

Sobre a Autora Depois foi admitida ao noviciado e recebeu o hábito tornou-se Irmã Sulamita, permanecendo na Congregação por 12 anos. Deixou a Congregação por motivos familiares (arrimo de família), como professora estadual e municipal, em Natal, assumiu a responsabilidade de manter seus pais uma vez que, naquela época, não existiam a aposentadoria e o Funrural. Finda a temporada em Natal, mudou-se para Brasília em busca de melhores empregos , onde casou-se com o primo José Paulino Nunes, economista, militar da Marinha Naval, onde reside até hoje. Dessa união, nasceu Carlos Alberto que lhe deu duas netinhas: Fernanda e Raphaela . Nunca deixou Itapetim fora de seus objetivos e um dia talvez possa retornar a concha familiar e espiritual, para de novo juntar-se aos seus familiares, ao seu povo, às suas raízes.

A autora em Brasília:

A autora em Brasília Longe muito longe da gleba onde nasci, nunca consegui esquecer , nem perder de vista aquele recanto íngreme que nas épocas de seca ao prenúncio das chuvas, já se transformava num paraíso acolhedor onde a própria natureza se encarregava da arbórea ornamentação.

A autora em Brasília:

A autora em Brasília Todos aqueles elementos naturais e paisagísticos estão profundamente ligados a minha personalidade. Sinto que a minha energia psíquica tem algo daquela química nordestina e me sinto pedaço, continuação daquela realidade que trago latente em meu ser.

A autora em Brasília:

A autora em Brasília Identifico-me com o solo ardil, com as quietudes das tardes, com o sereno da noite, , com as fases da lua, com a escuridão das madrugadas frias. Identifico-me com o sertão nordestino em si, com os seus variados climas, com a alegria dos pássaros nas temporadas de inverno

A autora em Brasília:

A autora em Brasília Identifico-me com a gente humilde com sua linguagem transparente que traduz a verdade na mais alta expressão do sentimento. Sofro quando o Nordeste sofre as agruras da seca. O abandono dos governos e a insensatez dos políticos e vibro igualmente com os anos promissores e com aqueles que conscientemente lutam pelo seu desenvolvimento e com o progresso que lentamente está chegando por lá ...

Prefácio – Professor Benone Lopes:

Prefácio – Professor Benone Lopes À minha prima Carlinda , De Nininha a Sulamita De Sulamita a Carlinda Nunca temos o destino nas nossas mãos, Podemos determiná-lo pelo ideal, por tudo aquilo que realmente queremos e pela determinação com que nos firmamos para o que queremos conquistar. Não poderia sequer descrever, ou mesmo analisar a determinação com que se firmou essa criatura sensacional, de coração e alma incomparáveis, na conquista do seu ideal.

Prefácio – Professor Benone Lopes:

Prefácio – Professor Benone Lopes Nos seus versos descreveu de maneira simples mas, verdadeiramente harmoniosa, sua história e todos os fatos que comprovam sua determinação como gente, como pessoa e como criatura humana, que soube definir-se seguramente nas suas decisões. Sua vida reflete simplicidade. Sua história espelha humanidade. Seus atos exprimem a grandeza de sua alma. Consciente de seus ideais, quando a vida lhe parecia infortúnio, soube ouvir a voz do Senhor atendendo ao chamado de Cristo, que a esperava no seu lugar verdadeiro

Prefácio – Professor Benone Lopes:

Prefácio – Professor Benone Lopes No seu hábito religioso soube demonstrar ao passar de cada dia, a forma simples de amar, doar-se, de conquistar seus ideais, de fazer amizade e de ser querida por todos que a rodeavam.

Prefácio – Professor Benone Lopes:

Prefácio – Professor Benone Lopes Como educadora é exemplo de dedicação, empenhando-se para a formação de pessoas humanas, de cidadãos conscientes, capazes de proverem sua própria existência.

Prefácio – Professor Benone Lopes:

Prefácio – Professor Benone Lopes Despiu-se do seu hábito religioso e, hoje, como filha, mãe e esposa, continua a atender a voz do Senhor, continua ofertando seu mais puro gesto de verdadeira oração de amor.

Prefácio – Professor Benone Lopes:

Prefácio – Professor Benone Lopes A essa criatura maravilhosa, por quem tenho uma profunda admiração, como nada tenho a lhe oferecer, senão a minha amizade, meu carinho e reconhecimento de sua bondade. Deixo nesta mensagem toda a minha sinceridade e prova de minha admiração pela sua personalidade e firmeza de determinações. Terás sempre em cada amanhecer Uma luz brilhando em teu caminho Em outras vidas farás resplandecer A bondade de Deus com teu carinho E farás do amor toda beleza Dessa vida que Deus te consagrou Com teus gestos simples de grandeza És a mesma Imã na caridade Pela força que tens na amizade Vais pregando a paz e o amor Do primo e amigo: Benone Lopes Itapetim, 25 de janeiro de 1987

Prefácio – Maria das Neves Marinho (in memoriam):

Prefácio – Maria das Neves Marinho (in memoriam) Carlinda, Nem sei mesmo porque me pediste para figurar no prefácio do teu livro, fiquei surpresa, não foi pouca sorte tua? Quem sou eu para falar da poetisa Carlinda, flor dos campos de Itapetim que certamente bebeu na mesma fonte de Rogaciano Leite, nosso poeta maior.

Prefácio – Maria das Neves Marinho (in memoriam):

Prefácio – Maria das Neves Marinho (in memoriam) A pessoa de Carlinda eu já conhecia de longas datas, mas a poetisa somente agora conheci, e fiquei deveras emocionada com a história de seus antepassados, que ela conta em versos simples cheios de sentimento, saudades, emoções e, acima de tudo, de tanto amor! Posso aproveitar o sentimento do poeta e dizer como disse ele: “Pois algo que se quer quando se escreve/ Pega-se a pena em traços idéias.” Eis aí o fruto dessas idéias que saíram numa efusão de sentimentos, arrancados do coração para a mente e da mente para o papel, porque não podiam mais calar na alma da poetisa e brotavam para aliviar o peito de alguém que soluçava numa avalanche de recordações.

Prefácio – Maria das Neves Marinho (in memoriam):

Prefácio – Maria das Neves Marinho (in memoriam) É só o que sei dizer da poetisa, certa porém, que ela merece muito mais. E da poetisa humana que ela é? O que posso dizer de alguém que muitas vezes me fez parar para refletir sobre si e nessas reflexões fiquei certa de que nunca seria capaz sequer de imitá-la. Pois é por tudo isso que eu digo: pra frente mulher corajosa! Reparte comigo o que Deus te sobra e eu serei uma pessoa fortalecida com capacidade para contribuir na mudança desse mundo conturbado, num mundo de harmonia, onde todos juntos possam de mãos dadas entoarem a mesma canção, a canção da paz! Maria das Neves Marinho São José do Egito, março de 1989

Prefácio – Jó Patriota (in memoriam):

Prefácio – Jó Patriota (in memoriam) De Jó Patriota para Carlinda, um verso improvisado que fez em alusão ao seu passado e misticamente se afina com as páginas deste livro, onde ele entra em cena como personagem inspirador do mesmo: “A infância esquecer não há quem possa Guardo dela algum filme em minha mente Na beleza que vem do sol nascente Dóira o terreiro da palhoça O meu pai regressando de uma roça Eu recordo na hora que anoitece Minha mãe ajoelhada numa prece Evitar de eu lembrar não há quem faça Passa tudo na vida, tudo passa Mas nem tudo que passa a gente esquece!”

Sobre o livro:

Sobre o livro 3 São rimas em construção Que vão formando meus versos Realidade e ação E nestes deixo impresso Minha vida detalhada Minha íngreme caminhada Minha origem e parentela Minha maneira de ser Deixando pra você ler De forma simples, singela 4 Nasci longe, no Sertão No interior do Nordeste Na indômita região Entre leste e o oeste Do meu bravo Pernambuco Solo de Joaquim Nabuco Terra enfim das vaquejadas De poetas violeiros Grandes vates seresteiros Das noites enluaradas

Sobre o livro:

Sobre o livro 1 Um livro para a família Para os amigos também Escrito aqui em Brasília Com um desejo porém De deixar com a minha história Um pouquinho de memória De uma distante cidade Dos que por lá passaram E com certeza deixaram Marcas de muita saudade 2 São minhas reminiscências E minhas recordações São minhas experiências Êxitos e desilusões Desta minha travessia Em forma de poesia É dura, é realística É um forte sentimento Mesclando meu pensamento É minha visão humanística

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 65 Até que um dia chegou Uma carta diferente Que me desestruturou Me deixou quase doente Alguém assim me dizia Como era que eu vivia Apregoando a verdade Sem os meus pais ajudar Deixando muito faltar E vivendo numa irmandade

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 66 E algum tempo fazia Que os mesmos não visitava Ir a passeio não podia Só quando a norma mandava Profundamente chocada Me senti ameaçada E fui lá de perto ver Se tudo era verdadeiro Tinha que saber primeiro Pra pensar no que fazer Meus pais: José Nunes e Alzira

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 67 Chegando em casa encontrei As coisas bem diferentes Já não tinha o que deixei Sítio, gado, nem sementes Tudo Havia acabado Meu pai velho e cansado Já de tanto labutar Não perdia a esperança De ver chegar a bonança Pois quem espera sempre alcança

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 68 Com a tal carta concordei Esse alguém tinha razão Estava fora de lei Filial do coração Como ajudar os de fora Todo dia e toda hora Se os que me deram a vida Precisavam dessa ajuda A caridade não muda A coisa era definida

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 69 Falei a provincial Da minha congregação Grande Alma sem igual Que me deu uma lição Considerada de luz Que o heroísmo da cruz Exigia sacrifício E que lá fora a dureza Me esperava com certeza Eram os ossos do ofício

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 70 Voltei como doação Para os meus pais ajudar Era a única solução Tinha que recomeçar E foi tão difícil a lida Mas não reclamo da vida Por tudo quanto vivi Eu jamais esquecerei Que se por amor entrei Foi por amor que sai

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 71 Sendo eu já professora Já passei a contratada Como alfabetizadora Pois estava preparada Trabalhava os três horários Pra conseguir honorários E assim restabelecer O equilíbrio da família Era a única como filha Em condições de prover

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 72 Permaneci em Natal A família toda veio Me senti num vendaval Sem poder sair do meio Fazendo uma faculdade Foi grande a dificuldade Com salário magistério Sem tempo para estudar Tinha mais que trabalhar E o problema foi sério

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 73 E não foi fácil enfrentar Tudo de cabeça erguida Comecei a fraquejar Por não encontrar saída Mas encontrei uma gente Que a tenho bem presente Ana Lélia, Dona Lídia Dr. Valtércio Bandeira Família hospitaleira Que a bondade irradia Em gratidão a essa família

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 74 Não somente Ana Lélia Que em casa me acolheu Lá de Açu Dona Ofélia De mim não se esqueceu Irmã Judite também Dos limites foi além Era presença constante Em todos os dissabores Já que nem tudo foi flores Nesse passado distante

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 75 Meus pais não se adaptaram E tiveram que voltar As coisa se complicaram Tive que improvisar Uma outra solução Naquela situação Foi Ana Lélia Bandeira A tábua da salvação Me estendeu a mão Com dedicação inteira

POR AMOR EU ENTREI, E POR AMOR EU SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR EU ENTREI, E POR AMOR EU SAÍ DO CONVENTO 76 Com Dona Lídia morando Não deixei a Faculdade Continuei trabalhando Com garra e dignidade Para o dinheiro enviar Para os meus pais nada faltar Foi essa a finalidade Porque deixei o convento E com esse pensamento Vivo a realidade

POR AMOR EU ENTREI, E POR AMOR EU SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR EU ENTREI, E POR AMOR EU SAÍ DO CONVENTO 77 Com dois anos de ausência Da família e do Convento Já sem muita paciência Às vezes um casamento Sempre me aparecia Só que eu não sentia Com essa disposição Porém a vida é um drama Em cada ato uma trama No palco da encenação

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO 78 Resolvi deixar Natal Tentar a vida em Brasília Pois não Podia afinal Mais um naquela família Que já tinha feito tanto Enxugando o meu pranto Eu teria que lutar Pela minha independência Superar toda carência E me reequilibrar

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO:

POR AMOR ENTREI, E POR AMOR SAÍ DO CONVENTO CONVIDO-OS A ASSISTIR AO PRÓXIMO CAPÍTULO: CARLINDA NUNES DE BRITO, EM BRASÍLIA Obrigada, amigo (a), pela sua atenção! Carlinda Nunes de Brito

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