Os Gregos

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Grécia Antiga Atenas

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Olá , eu chamo-me Megára e sou filha de Creonte, Rei de Tebas. Em tempos fui casada com Hércules e, hoje, vou contar-vos um pouco da história da minha cidade, Atenas, e do meu povo, os Helenos.

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Há muitos muitos anos, o meu povo vivia feliz naquilo que nós chamávamos a Hélade. O nosso mundo, o mundo helénico, tinha um território muito mais extenso do que hoje e era composto de uma parte continental na Península Balcânica, onde ficavam as nossas duas principais cidades, Atenas e Esparta, e umas centenas de ilhas e cidades espalhadas pelo mediterrâneo oriental, pela costa da actual Turquia, pela Itália, pelo Sul de França e até pelo sudeste da Ibéria.

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Povos Invasores Mas nem sempre vivemos em paz. Durante séculos, a Hélade foi invadida por muitos povos que nos provocaram muita insegurança e nos levaram a isolarmo-nos uns dos outros para melhor nos podermos defender. Os primeiros povos invasores a chegar foram os Aqueus e os Eólios. Depois vieram os Jónios e , por volta do ano mil antes de Cristo, os piores de todos eles, os Dórios, que com as suas armas de ferro nos fizeram mergulhar numa espécie de idade das trevas. Os Dórios deslocaram-se para a região do Peloponeso e aí fundaram a cidade de Esparta.

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A Colonização Grega Devido à guerra, às invasões, aos combates entre as nossas cidades e ao clima de medo e insegurança que isso trazia às nossas gentes .... e ao facto de o solo cultivável ser pouco para todos, pois a grande maioria do nosso território é composto por montanhas , muitos de nós tivemos que emigrar. Assim espalhámo-nos por todo o Mediterrâneo e aí fundámos colónias que eram cidades que depois mantinham relações comerciais e culturais com a mãe Grécia, a metrópole. Apesar de viverem isoladas, as colónias e as cidades-estado possuíam algumas características comuns que lhes dava alguma unidade, tais como a língua, a religião, os jogos e os costumes.

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Tivemos de sair da nossa terra que não dava para todos. Iniciámos a nossa diáspora , a nossa emigração para várias regiões do mar Mediterrâneo e do mar Negro, e as razões foram estas: A necessidade de terras férteis para a agricultura; A insegurança provocada pelas invasões A procura de matérias-primas; A procura de produtos para comercializar e de mercados para vender os seus produtos. O problema das dívidas e das heranças Continuávamos gregos, helenos, pois unia-nos a cultura pelo que a nossa arte e a cultura também por aí se espalharam Teatro grego em Taormina, Sicília

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A acrópole A asty A Cidade-Estado A cidade-estado era composta por duas partes: a Acrópole que era a parte alta da cidade onde ficavam os templos mais importantes e os edifícios da administração da cidade e a Asty que era a parte baixa da cidade onde vivia a população e onde ficavam também o mercado e a Ágora , a praça mais importante da cidade, o lugar de encontro dos cidadãos, zona muito animada e frequentada, onde as pessoas iam passear e discutir os problemas que diziam respeito ao governo sua cidade. O nosso regime político, em Atenas, como vês, era uma democracia mas disso falaremos mais à frente.

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A Cidade-Estado O solo montanhoso dificultava as comunicações e provocou o isolamento das nossas populações. A insegurança provocada pelas invasões e pela guerra levou-nos a procurar sítios isolados. Isso explica porque nunca fomos um país unificado com uma capital que nos governasse a todos. Assim, nasceram as Cidades-Estado, que nós chamávamos Pólis. Cada cidade-estado, ou pólis, governava-se a ela própria, isto é, tinha o seu próprio governo, as suas próprias leis e eram independentes do governo e das leis das outras cidades. A Pólis de Atenas

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Como não podíamos viver da agricultura, como os egípcios ou o sumérios, dedicámo-nos ao mar, ao comércio marítimo a longa distância, ao artesanato e… à guerra. O porto do Pireu, a 5Km de Atenas e com bons acessos, facilitou-nos a vida. Importávamos cereais, madeiras e metais e exportávamos produtos artesanais, (armas, navios e cerâmicas) e excedentes agrícolas (azeite, vinho e figos). Com a prata das nossas minas cunhámos a primeira moeda, o dracma, que passou a ser aceite, no comércio realizado em todo o Mediterrâneo; Para a guerra e para nossa defesa fundámos e liderámos a Liga de Delos que era uma união de várias cidades-estado, uma aliança defensiva, para nos precavermos contra a ameaça dos reis persas, de Dário e sobretudo do seu filho, Xerxes, que jurara vingar a derrota do pai em Maratona no ano de 490 ac. Economia de Atenas

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Atenas no Séc V ac

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Sociedade Ateniense Em Atenas não éramos todos iguais. Nós, as mulheres, estávamos num nível inferior ao dos homens. Não tínhamos qualquer direito político , não podíamos eleger ou ser eleitas e muitos outros direitos, não nos eram concedidos. Havia até um lugar na casa para vivermos, o gineceu, e em todas as fases da nossa vida éramos controladas por um homem: pai, marido ou irmão. Casar , para nós, era apenas mudar de dono: do pai passávamos para o marido. Se não casássemos, desonrávamos a família e a nós mesmas e éramos vistas como umas falhadas que só traríamos despesas à casa. Nas heranças, só éramos herdeiras se não houvesse filhos legítimos.

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Em termos gerais, havia muitas diferenças entre as pessoas e a sociedade ateniense estava dividida em 3 grupos: Cidadãos: Homens livres, com mais de 18 anos de idade, com serviço militar cumprido e filhos de pai e mãe atenienses. Somente eles possuíam direitos políticos para participar na vida política da pólis. As mulheres e as crianças não faziam parte do grupo dos cidadãos; Metecos: Eram os estrangeiros que habitavam em Atenas. Não tinham direitos políticos e estavam proibidos de adquirir terras, mas podiam dedicar-se ao comércio e ao artesanato. Em geral , pagavam impostos para viver em Atenas e estavam obrigados à prestação do serviço militar; Escravos: Formavam a grande maioria da população ateniense. Eram prisioneiros de guerra ou filhos de escravos. Executavam a maioria dos trabalhos mais pesados na agricultura, nas minas e nos serviços domésticos. Os escravos eram considerados propriedade do seu senhor, não tinham liberdade nem direitos políticos, embora houvesse leis que os protegiam contra excessos de maus tratos.

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Atenas conheceu vários regimes políticos: já fomos uma monarquia, em que o poder pertencia ao rei e aos nobres, uma oligarquia, que consistia no governo das famílias mais ricas e poderosas, uma tirania, em que o poder pertencia a um único governante que tomava todas as decisões por um certo período de tempo e, agora, com o governo de Péricles estamos a começar uma nova forma de governo, a Democracia. Regime Político Atenas do tempo de Péricles (visão idealizada)

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A política não é mais que o governo da Pólis. O caminho para a democracia começou com Sólon mas foi Clístenes que iniciou uma verdadeira reforma política que proporcionou aos cidadãos, independentemente da riqueza, o direito de voto e ocupação dos mais diversos cargos. Dividiu a província da Ática em 100 demos ( unidades de território) e eram os cidadãos dos demos que elegiam os que iriam ocupar os cargos no governo, nas assembleias e nos tribunais. Daí o nome do termo Democracia: demos (território, povo) + cracia ( poder) . A democracia é o poder dos demos, o poder do povo.

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Depois de Clístenes veio Péricles, a quem o historiador também grego Tucídides atribuiu o título de "o primeiro cidadão de Atenas“ e que acabou por cimentar o novo regime e acrescentar as reformas de Clístenes, tal como atribuir salário aos que se dedicassem ou que fossem eleitos para os cargos políticos. Resolvia-se assim o problema dos cidadãos capazes mas não ricos o suficiente para se poderem dedicar à cidade sem uma compensação monetária. Alargava-se a igualdade entre os cidadãos. O que passava a contar era não a riqueza mas o mérito e o valor de cada um. Péricles Foi a nossa cidade que revelou a cultura, que descobriu e organizou todas estas vantagens, que nos ensinou a agir e dulcificou as nossas relações, e que distinguiu entre as desgraças provocadas pela ignorância e pela necessidade, e ensinou a precavermo-nos contra aquelas e a suportar estas corajosamente.

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Não era uma Democracia perfeita ( alguma é?) e tinha os seus defeitos e a as suas contradições. As mulheres e os metecos, sem falar nos escravos, estavam excluídos da sua participação e não tinham quaisquer direitos políticos. A existência da escravatura não está de acordo com os princípios democráticos da procura da igualdade de direitos e da dignidade do Homem. E havia ainda uma certa limitação à liberdade de expressão através da Lei do Ostracismo que era uma lei que podia expulsar da cidade por um período de 10 anos quem conspirasse contra a democracia e, muitas vezes, era usada para perseguir e calar os adversários políticos. Ostrakas- votos que eram metidos nas urnas nas votações para ostracizar alguém

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Ao contrário das democracias modernas em que o povo elege os seus representantes, a nossa democracia era uma democracia directa, isto é, o povo votava e participava ele mesmo nas propostas, elaboração e decisão das leis que interessavam, ou não, à cidade. Os cargos duravam um ano e muitos deles eram preenchidos por sorteio. Não era uma democracia representativa como a que há hoje em Portugal. A democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.

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“ Lembre-se, também, que se o seu país tem o maior nome do mundo, é porque ele nunca se curvou diante do desastre; porque ele gastou mais vidas e esforços na guerra do que qualquer outra cidade, e conquistou para ele um poder maior do que até então era conhecido, e cuja memória será legada à mais longeva posteridade.” Terceira Oração de Péricles, Tucídides Péricles 492 a.C. - 429 a.C.

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A Eclésia era o principal órgão político de Atenas aberto todos os cidadãos que se reuniam na Pnix , uma colina junto à Ágora, para escolher os eleitos para os cargos e para decidir acerca da legislação, da guerra e da paz e para que os magistrados respondessem pelo seu desempenho nos cargos. Com Péricles cerca de 43 000 pessoas participavam nas reuniões da Eclésia que se reunia uma vez por semana. Os assuntos a serem tratados na Eclésia eram decididos pela Bulé, um órgão composto por quinhentos cidadãos tirados à sorte anualmente. Pnyx

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Continua…

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