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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO Cordel Na rte e Na ida A Vera Lúcia Dias de Oliveira Maceió,2009

MÓDULO IMPRESSO:

MÓDULO IMPRESSO Cordel Elisangela Mercado

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sumário

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A partir do final do século 20, o cordel ganhou espaço nas salas de aula no Brasil, alguns estados em destaques São Paulo e Rio de Janeiro, fora os estados do nordeste onde o cordel sempre propagou e concentram-se a artistas e autores da cultura popular, principalmente: repentistas, violeiros, cordelistas, forrozeiros, trovadores, entre outros. É um gênero da poesia narrativa popular impressa emissário da cultura popular. Os cordelistas é o representante do povo e voz do povo, um repórter dos acontecimentos da vida. Os folhetos são encontrados nas feiras livres, praças, padaria, livraria e mercados das grandes cidades nordestinas e em grandes centros urbanos exibidos, também, em bancas de jornal, livrarias, aeroportos salão de artesanatos, internet e outros. JUSTIFICATIVA

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Neste contexto, as crianças nordestinas principalmente de Pernambuco e Paraíba desde cedo convivem com a literatura popular oral desde quadrinhas, parlendas, trava-línguas, trovas, cantigas de rodas, pelejas e canções criadas pelo povo para animar seu trabalho durante a labuta, um funeral, uma pescaria e assim por diante. Alguns exemplos: “Ô de casa deixe eu entrar, Pra gente cozer, Pra gente fiar, Pra gente bordar, pra gente cantar e coisas bonitas a gente criar”. Autor desconhecido “Ô mulé acorda logo prepara a bóia que peixe bom eu vou trazer e com a cachaça e muita viola nois vai comer”. Autor desconhecido

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A literatura popular tanto na zona rural, quanto na zona urbana no nordeste tem seu espaço garantido, principalmente em municípios que ainda não há energia ou que foram instaladas há pouco tempo, o cordel é destaque. Neste sentido, a escola da zona urbana e em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro incluem o cordel no currículo e nos eventos pedagógicos . Neste contexto, introduzir o cordel em sala e na metodologia de forma dinâmica, lúdica, interativa e interdisciplinar, facilita o processo de ensino/aprendizagem, estimulando todos a vivenciar a literatura de cordel e conhecimentos historicamente acumulados nos folhetos de cordel, destarte, eterniza a cultura nordestina e a literatura oral.

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Objetivos Valorizar as manifestações multicultural da literatura de cordel; Estimular o letramento a partir da literatura de cordel; Explorar a simbologia do tema diabo: ética, cidadania, consciência ecológica; Perfilhar a literatura de cordel como sua história e patrimônio cultural; Explorar temas diversos: cidadania, preconceito, consciência ambiental a partir da literatura de cordel; Estimular a leitura e escrita de cordéis

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REFERENCIAL TEÓRICO Os folhetos encontrados em feiras, livrarias, centros culturais, bancas de jornal, hoje em dia copilados em sites e blogs, também ,em livros, vendidos de casa em casa, em rodas de violas e eventos culturais, caracterizam a nossa literatura de cordel. Alguns são romances que contam histórias com a finalidade de entreter ou poesia pura de nordestino que fala do sertão e de suas belezas naturais: da seca, da fauna e flora, do cangaço, suas tristezas e alegrias, escritos em verso e prosa (sextilhas ou décimas). Sua poesia também são versos jornalísticos de opinião, que criticam fatos políticos, desastres naturais, acontecimento do cotidiano reproduz as histórias maravilhosas e fantásticas dos clássicos da literatura infantil e do universo literário, também novelas, filmes, músicas, desafios ou pelejas; falam de pessoas, de doenças, culinária, entre outros. É muito comum encontrar cordéis de humor jocoso, aventuras de peões, causos reais e imaginários, bem como, a saga de Lampião e Maria bonita, Antonio Silvino ou a vida de religiosos: dos papas, santos ou a vida do Padre Cícero e Frei Damião, bem como celebridades da música, artistas de TV, filmes nacionais e estrangeiras ou dos avanços tecnológicos, artísticos e culturais. O cordel bem fundamentado por Bráulio Tavares:

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[...] “ O processo básico da poesia é justamente este, mote e glosa. O mundo fornece os motes, a gente os desenvolve. É a notícia de jornal, é o filme da TV, é a vida doméstica, é a vida amorosa, é a política, o futebol, a literatura, a imaginação” (Bráulio). [...] Novos cordelistas aparecem. O interesse pelo cordel amplia-se entre a classe média. Novos recursos (computador, internet) vêm ajudar a preservar esta forma de literatura. Porque quando falamos de cordel estamos falando de duas coisas: 1) os folhetinhos de 11x16 cm; 2) o Romanceiro Popular Nordestino que é publicado nestes folhetos. Mesmo que os folhetos desapareçam um dia, o importante é que sobreviva o Romanceiro, os poemas, o lado literário do fenômeno, mais importante do que a sua feição gráfica. Existe cordel eletrônico sendo publicado na Internet, cordel sem papel, mas que é acessado e lido como se acessa e se lê um jornal ou um blog. É um cordel sem folheto, digamos: o Romanceiro descobrindo uma nova forma de se divulgar e de se manter vivo [...] (Bráulio)

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A origem da literatura de cordel segundo o historiador folclorista brasileiro, Luis da Câmara Cascudo, surgiu a partir do século XVII, no livro Vaqueiros e cantadores (Porto Alegre: Globo, 1939. p.16) os folhetos foram introduzidos no Brasil pelo cantador Silvino Pirauá de Lima e depois pela dupla Leandro Gomes de Barros e Francisco das Chagas Batista. No início da publicação da literatura de cordel no País, muitos autores de folhetos eram também cantadores, que improvisavam versos, viajando pelas fazendas, vilarejos e cidades pequenas do sertão. Com a criação de imprensas particulares em casas e barracas de poetas, mudou o sistema de divulgação. O autor do folheto podia ficar num mesmo lugar a maior parte do com as folhas volantes ou folhas soltas denominado folhetos de feira, em Portugal, cuja venda era privilégio de cegos. Em sua maioria os cordelistas não eram alfabetizados, porém letrados, escreviam com ajuda de “letrados” (pessoa que dominava a escrita) podia ser o filho ou graduados e apaixonados que conviviam com eles e prestavam esses serviços de escrita voluntariamente.

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A evolução da literatura de cordel no Brasil não ocorreu de maneira estética e harmoniosa. A literatura oral , precursora da escrita, andou lentamente em busca de forma estrutural. Os primeiros cordelistas repentistas não tinham qualquer compromisso com a métrica e muito menos com o número de versos para compor suas estrofes. Alguns versos alongavam sem estética, outros, breves. No entanto, o interlocutor respondia rimando a última palavra do seu verso com a última do parceiro. Ariano Suassuna um estudioso do assunto, a literatura popular em versos do Nordeste brasileiro pode ser classificada nos seguintes ciclos: o heróico, o maravilhoso, o religioso ou moral, o satírico e o histórico.

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Produção de cordel; Leitura e interpretação de cordel e sua temática; Exploração de gêneros da literatura oral; Técnica de xilogravura; Estrutura organizacional do cordel. Conteúdos

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Metodologia Passo Na a sala de aula dispor folhetos, CDs com cantigas de roda, caixas com trava línguas, parlendas, quadrinhas, trovas e outros. Trabalhar os conceitos: ética, cidadania ou abordada e identificada pelo grupo; após explorar, dramatizar e ouvir as historia do cordel, trava línguas, trovas e quadrinhas. Conversar com os alunos sobre a atividade realizada, em seguida debater e questionar para conhecer o conhecimento prévio dos alunos com relação a historia A estória do Rei, do Rato, do Gato , trava língua, parlendas , trovas e cantigas de roda. 2. Passo Na sala de aula assistir DVD do Patati e Patata com musicas de trava línguas e parlendas ; também, nos site de buscas no Google e you tube observar, musicas, histórias, obras de xilogravuras, artes e folhetos ; em seguida propor aos alunos painéis individuais pintado com técnica de xilogravura, pintar quadros com arte de xilogravuras com matriz diversas: madeira pinho, batata, Inhame, estimulando a criatividade dos alunos. Durante o processo trabalhar os conceitos e conteúdos. Após as atividades realizadas, construir textos individuais sobre os conhecimentos adquiridos. Propor para o dia seguinte um passeio pela cidade para fotografar folhetos expostos em vários locais e na feira livre segundo a óptica do aluno; também comprar folhetos que mais chamaram sua atenção; neste contexto, de volta a sala fazer um passeio mental pela cidade estimulando sua percepção visual e histórica. Neste contexto, observar o material fotográfico, e os desenhos feitos pelos alunos do passeio e do imaginado pelos alunos, expor na escola os trabalhos realizados.

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3. Passo Durante a semana contar, dramatizar, conversar com repentistas e autores de cordel convidados pelo grupo, expor cordéis em: malas, varais de cordão e expositores, explorar quadrinhas, trovas,parlendas e ilustrá-las, pesquisar em casa e na escola sobre cordéis e sua origem, convidar os pais para contar cordéis em sala. Prepara receitas regionais em sala: tapioca, bolo de milho, canjica, cuscuz, milho cozido, arroz de leite com carne de sol, etc. , tanto com o professor, quanto com os pais, explorar os ingredientes conceitos matemáticos, quantidade, peso, medida, densidade, textura, cor, forma, etc. explorar rótulos e embalagens das receitas realizadas, construir gráficos dos ingredientes. Construir esculturas de barro com os alunos e uma CSA de reboco explora o material utilizado após conhecer uma casa de reboco. 4. Passo Explorar um folheto e os materiais para construção de um cordel, dobrar duas folhas de oficio reciclado, ao meio e dobrar novamente ou cortá-lo em quatro partes depois, cortar uma folha de papel oficio de cor para a capa e reservá-la , após a construção das historias dos alunos, desenhar a capa com a técnica da xilogravura do tema da historia. Marcar um dia para expor em varais de corda os cordéis das crianças, convidar a comunidade escolar para conhecê-los. Durante a exposição oferecer comidas típicas, feitas com as crianças em sala com o professor ou pais. Ao som de cantadores regionais. 5. Passo A avaliação será feita durante todo o projeto e registrada através da construção de um portfólio no Power Point e uma revista no move maker com os alunos sobre as atividades, com as fotos e os textos construídos coletivos e individuais sobre o conhecimento adquiridos e objetivos alcançados de todo o trabalho desenvolvidos durante as duas semanas.

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Cronograma CONNHECIMENTO ATIVIDADE PERÍODO Pesquisa Debates do tema Duas semanas Passeios Desenhar, fotografar, produzir DVD e ilustrar; Produção de artes Exposições; conhecimento da literatura de cordel Produção de cordel Dramatização, modelagem,

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Referências

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Cordel na arte e na vida! Na história na escola e na mídia Pois é , exigências se faz a quem tem Competência ou então no curso De mídias da educação na UFAL Pra quem tem consciência da importância Do cordel na escola na pesquisa e na ciência. Ufa! Eu nunca fiz um cordel, mas conheço Muito bem, de cordelistas , artistas, Xilografistas , repentista e violeiro, Já vi Cordel na feira , na padaria , na rua, na tua casa e na minha, vi também na escola ,na historia, na cultura do povo brasileiro.do mundo e da lua.. Cordel que fala de homem, mulher, Cultura e arte, ou então do meu sertão, Da seca , da fartura, da pobreza e da riqueza Do santo e do diabo, de criança a donzela, De mulher formosa a mulher feia De homem iletrado a homem letrado De matuto esperto e matuto burro. Há tem cordel de profissões De jornalista, dentista, jogador Professor, ator diretor e por ai vai Motorista, presidente e de doutor cantor nacional e internacional que fala de tristeza, alegria, e mais De cabra macho e cabra gay. lobisomem, mula sem cabeça e pavão tem de fabulas, historias sem pé nem cabeça de príncipe e de princesa rei e rainha de dinossauro, fadinha e fé, Ou então de animais reais e imaginários, tem também os satíricos, informativos, mídias na educação e cordel no coração Precisa ser falado agora pra ficar na historia como nordestina monto rima na hora tanto na vida quanto na escola corda , papel, madeira e talhadeira com a xilogravura vou ilustrar sem demora um folheto de cordel para o povo admira depois criar uma historia fabulosa. Cordel na arte e na vida

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Quero o cordel na sala Na rua, no bolso e na mala Numa roda de leitura ou Numa roda de viola na casa ou na escola o cordel de ontem e de hoje nasceu da poesia popular Com intento de encantar e emocionar Quero o aluno contagiar Abrir um livro ou um cordel Viajar no filme na net Na poesia ou na musica numa pagina encantar pois cada página é uma emoção uma ventura e muita imaginação a fantasia funde-se a realidade e estimula a criatividade é disso tudo que surge escritor, cantor, poeta e leitor competente que emociona e alegra a gente e as historias contadas fica na mente. Deixar constantemente Alunos folhear livremente Cordéis de todo canto E conhecer seu encanto O cordel no ensino, na escola na medicina no cinema e na alma não importa o jeito o cordel ta na fala no jeito de cada um pensar na poesia no verso na prosa é só criar e contar seja da mente da gente e do coração sai a historia de cada um e do dia das vivencias e da imaginação das crenças e da cultura popular e as historias passa de geração Para uma criança encantar Basta com a ciranda começar Depois cantar, falar ou prosear Brincar de Rima e de roda, Pião , bola, pipa e cabra cega Contar causos historia e peleja que cause admiração emoção nostalgia.

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Cordel antigo livro novo Livro antigo cordel novo Que conta historias de gente ou de bicho reais ou imaginarias da vida ou do mundo de gente boa ou má de bandido ou cangaceiro de amor ou traição de ódio ou de paixão de terror ou assombração de criança ou povão de saúde ou educação de político honesto ou ladrão Ler é viajar na imaginação Desperta a curiosidade Ativa conhecimentos internos E o leitor passa a interagir Com as linguagens de vários gêneros, Explorar esse universo é fantástico Brincar, contar cantar é contagiante Conviver com contador É viajar na poesia É conviver com a fantasia Mergulhar na magia e tem mais blogar na literatura oral é preservar o patrimônio cultural e cordelistas nordestino e nacional seja embolador ou cantador com trava língua a língua trava parlendas , quadrinhas e trova não precisa ser doutor basta a língua embolar e a mente trabalhar que um cordel nascerá contagiar leitor é um gesto de amor Convido vocês agora A viajar na poesia Na fantasia e na historia Só mais uma coisa a Literatura oral e escrita, é nosso bem cultural. De Vera Lucia Dias de Oliveira