Módulo IV - Mediação de Pares e Equipe de Mediação

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Módulo IV – Mediação Escolar : 

Módulo IV – Mediação Escolar Mediação Escolar Mediação de Pares e Equipe de Mediação

Slide 2: 

A proposta de implantação da MEDIAÇÃO DE PARES e sua fundamentação teórica será pautada nas ideias encontradas no livro “Mediação Escolar de Pares – semeando a paz entre os jovens” de Corinna Schabbel (2002) e na dissertação de mestrado “A gestão de conflitos na escola – a mediação como alternativa” de Florinda Maria Coelho Pacheco (2006) – Biblioteca Virtual. Além desta, buscamos orientações na cartilha disponibilizada pelo governo federal denominada “Convivência Democrática Juvenil – Projeto Escola de Mediadores” – Instituto Mediare.

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Algumas destas experiências foram desenvolvidas em Portugal e outros países europeus. Da mesma maneira explicitada na semanas anteriores, a direção escolar deve adaptar o procedimento à sua realidade. Por fim, explicitamos um exemplo brasileiro retratado no Fantástico (TV Globo). Uma escola antes classificada como violenta transformou sua realidade através do diálogo, da compreensão, da tolerância e do projeto de mediação de pares.

Motivação : 

Schabbel (2002) atesta que a transformação de toda sociedade se inicia pela juventude. “Assim, ao acreditar na criança e no jovem, o papel do educador inclui o desenvolvimento de uma cultura do diálogo, do respeito, do consenso e da paz num ambiente escolar onde todas as pessoas - alunos, professores e administradores - tenham a disponibilidade para aprender habilidades que lhe sirvam para evitar enfrentamentos inúteis, bem como para reparar de maneira pacífica os relacionamentos desgastados ou deteriorados.” Motivação

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“A difusão de conceitos como responsabilidade social e voluntariado nas escolas trouxeram experiências pioneiras para adolescentes integrando-os com a comunidade consigo. A implantação de programas de mediação nas escolas irá contemplar jovens e educadores com as possibilidades de diálogo mais conscientes... semear a mediação escolar não como mais uma técnica da moda, mas sim como um processo de aprendizagem dirigido a tratar conflitos de maneira pacífica onde nossas crianças e jovens aprendam que a escuta, o respeito mútuo, a tolerância, a cooperação e o diálogo são aspectos naturais das relações entre pessoas que convivem em sociedade.” Schabbel (2002)

Somos Seres em Relação : 

A comunicação faze parte da essência da convivência em sociedade, desde o nascimento. Ser-Pertencer-Relacionar = viver em implica na construção de nós mesmos e do mundo circundante. Através da comunicação dos aproximamos, mas também nos afastamos. Podemos exemplificar com as relações em sala de aula, neste ambiente coexistem o discurso impositivo individual (autoridade e subordinado) e diálogo plural (entre semelhantes). Utilizamos ainda da indagação e reflexão em nosso cotidiano. Somos Seres em Relação

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“Dialogar é explorar, participar e aceitar as incoerências de nosso pensamento. Enquanto a discussão busca um acordo ou uma conclusão, o diálogo busca uma compreensão maior da questão ou uma síntese. Em outras palavras, o conhecimento adquirido no espaço social da escola favorece a reflexão e a cooperação, facilita a mudança e o crescimento. A educação por sua vez, se constitui em um processo dialógico contínuo baseado nas experiências primárias onde família, escola e comunidade são os agentes externos que auxiliam na organização dos pensamentos, das emoções, dos processos intelectuais a partir da experiência imediata. Para que os alunos se sintam confortáveis no espaço da escola, o professor ao ser receptivo permite que o aluno se aproxime para que juntos criem e recriem uma caminhada formadora baseada na solidariedade e no respeito mútuo.” Schabbel (2002)

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A autora possui um visão interessante sobre a adolescência e atesta que tal fase “turbulenta” nada mais é do que a necessidade de mudança. A grande maioria dos adolescentes por ela entrevistados acham interessante aprender meios pacíficos de solução de conflitos. Métodos coercitivos e punitivos não resolvem, apenas transferem para o coordenador ou a direção da escola. A mediação um método pedagógico e não somente uma técnica

Conversar : 

O ser humano constrói para si um equilíbrio em sua vida. Sempre que algo foge a este equilíbrio ele busca de todas as formas retomar este estado físico-mental. Schabbel atesta que a comunicação é a chave para a manutenção desse “sistema”. Aponta as falhas na comunicação (como já aprendemos): as críticas, desqualificações ou pré-julgamentos provocam no interlocutor sentimentos e temores de ameaça, lição de moral, verborragia, responder de maneira auto-protetora. Conversar

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Assim, cada um tenta estabelecer o seu ponto de vista (perpetua-se o problema). O interlocutor poderá agir com ironia, argumentação lógica ou confirmação. Dessa forma ele não ofenderá a outra parte, mas também se mantém afastado do tema (busca uma certa imparcialidade e não necessariamente provocará um sentimento negativo no outro), logo não oferecem apoio. Conversar

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“Nas escolas, as diferentes atividades pedagógicas, lúdicas e desportivas incentivam e despertam os interesses das crianças e jovens. Cada um deles se manifesta a partir da ativação das expectativas sobre a probabilidade de alcançar o objetivo de forma que as cognições e as emoções associadas evoquem um certo grau de motivação para a realização da tarefa. Estas, ao eliciar ansiedades associadas a fracasso e/ou sucesso determinam a ação e, conseqüentemente, a qualidade da comunicação usando expressões particulares ligadas a valores, suposições e preferências já aprendidas anteriormente.”

Proteger : 

A autora defende a idéia de que família, escola e sociedade devem buscar um meio termo quanto à proteção concedida à criança (contra doença, dano, transtornos ou responsabilidades excessivas). Assim, não devemos superprotegê-las e nem tampouco abandoná-las à sua própria sorte. A maneira como fazemos este procedimento influencia diretamente as habilidades da criança frente aos riscos e perigos da vida. “Em outras palavras o significado dado à qualidade dos afetos vividos nas relações com os pais será replicado primeiramente na escola e posteriormente em outros contextos da sociedade. Proteger a criança é dever da família, da escola e toda a comunidade.” Proteger

Hostilizar : 

Autoridades investidas (pais, direção escolar e etc) devem se atentar quanto ao tratamento concedido aos jovens e estes aprenderem também sobre o tema. Agir com hostilidade não é a melhor solução: “Assim, quando adultos interagem com os jovens e interpretam a raiva como sendo petulância ou reação a um ressentimento infantil, os jovens ao interpretar a reação dos pais como abandono, reagem e o ciclo do conflito se estabelece pela escassez ou ausência do diálogo.” Hostilizar

Socializar : 

Jovens tem de aprender a se socializar, pois a vida em sociedade é indispensável. Somos seres políticos que não vivem isoladamente. “Cada pessoa influencia e é influenciada por outra pessoa em interações sociais. Embora haja semelhanças formais importantes entre a organização da identidade e a sociedade, há evidências de que quando as pessoas refletem sobre si mesmas, suas características pessoais, domínios de competência, valores morais, e metas, são envolvidos tanto aspectos pessoais (subjetivos e estruturais) quanto a preocupação de como as outras pessoas irão reagir e interpretar a escolha pessoal.” Socializar

O Espaço Social da Escola : 

“As escolas estão inseridas nos sistema educativo de uma sociedade e, em seu sentido mais amplo, respondem às necessidades oriundas da realidade social de sua comunidade e contribuem para o desenvolvimento pleno da personalidade dos alunos incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis, autônomos e solidários para o progresso social e participação democrática na vida em sociedade.” As incivilidades e o desrespeito a esse conceito nos levam a uma reflexão de que a escola deve repensar o seu papel. A escola não deve ser mais somente interventora que vigia e pune, mas supervisora de soluções conjuntas e dialógicas O Espaço Social da Escola

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Os atuais instrumentos de solução (ainda mal administrados) criam uma rivalidade desnecessária entre aluno e escola. Professores tornam-se tediosos transmissores repetitivos de conhecimentos (e se dão por satisfeitos) e alunos criam barreiras psicológicas internas quanto ao local e às atividades pedagógicas exercidas (consequências: evasão, violência, bullying etc).  “Um dos processos de intervenção precoce em conflitos escolares consiste em ajudar as crianças e jovens a gerenciar suas diferenças de forma eficaz, extraindo de cada situação o que ela tem de positivo para obter respostas mais criativas.”

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“Esses programas visam administrar disputas entre grupos no ambiente escolar, incluir habilidades de comunicação e resolução de problemas no currículo da escola para se tornar, em um segundo momento, um programa preventivo voltado à criação de normas pacíficas de interação social na cultura da escola. Brigas, agressões físicas e violência passam a ser formas inaceitáveis de resolver conflitos.” A proposta é solucionar o conflito, ou seja, deixar de lado a litigiosidade (seja com perdão ou não) e não punir ou retaliar posteriormente seu semelhante. Compreender que diferenças existem e sempre vão existir, assim apenas nos resta respeitá-las e conviver com as mesmas.

Mediação e Mediador : 

Princípios Norteadores:   - Caráter voluntário: respeita o princípio da autonomia da vontade das partes; - Diligência dos procedimentos: assegurar a qualidade do processo e cuidar ativamente de todos seus princípios norteadores incluindo boa fé e lealdade das práticas aplicadas; - Flexibilidade: tanto na linguagem como nos procedimentos de modo que atenda às necessidades tanto do contexto quanto das pessoas envolvidas no processo; Mediação e Mediador

Slide 19: 

Princípios Norteadores: Segurança e sigilo: os fatos, as experiências compartilhadas, as possibilidades para a solução do conflito e as escolhas que ocorrem durante a mediação são sigilosos e privilegiados sempre respeitando o princípio da autonomia da vontade das partes nos termos por ela convencionados. Ainda pautada na ideia de que o meio social influencia a “construção” do ser humano a autora associa tal conceito e sua validade para um transformação escolar através dos meios pacíficos.

Slide 20: 

“Se a organização social influencia os processos cognitivos das pessoas tanto a dialética quanto a lógica são instrumentos utilizados na solução de conflitos. Pessoas inseridas em um contexto onde a existência social está construída sobre os alicerces da harmonia ao serem confrontadas com situações contraditórias (polaridades de opinião) tentarão transcender a contradição para encontrar um caminho intermediário. Em suma, o exercício da dialética leva à busca de solução entre os possíveis atendendo os princípios da harmonia social”.

Slide 21: 

“Em contrapartida, pessoas inseridas em um contexto no qual predomina o raciocínio lógico e analítico, desenvolverão regras e categorias para conduzir debates e argumentos de acordo com a estrutura do princípio de não contradição. Resolvem seus conflitos baseados em regras pré-estabelecidas que, nem sempre, atendem às necessidades do contexto. Em resumo, as diferenças sociais entre as culturas orientadas para o coletivo e às orientadas para o individual estão presentes em nossas relações cotidianas. Como os processos de aprendizagem dependem das trocas intersubjetivas, pode-se dizer que fatores sociais influenciam a metafísica, a epistemologia e, também, o desenvolvimento de habilidades cognitivas que irão influenciar o comportamento dos indivíduos quando diante de situações de conflito.”

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“A concepção de linguagem enquanto ação e instrumento de trabalho para o mediador fez me reconhecer e aceitar como princípio norteador de meu trabalho o papel das múltiplas diferenças que co-existem em uma comunidade (raça, credo, condição sócio-econômica, cultura de origem, mitos, crenças e costumes). Ao mediar jovens de diferentes substratos sociais passei a entender melhor porque os estudantes discutem tão freqüentemente na defensiva ou até mesmo através de brigas de pouca importância”.

Slide 23: 

“Por outro lado, a estabilidade das amizades entre jovens (grupos de pares) que vivem nas ruas baseiam-se na necessidade de reduzir a solidão, a insegurança e no apoio mútuo para eles resistirem à autoridade. Até que eles descubram quem eu era, o que estava fazendo ali, são desconfiados e interagem utilizando principalmente jogos de linguagem reativos, agressivos e evitando ou rejeitando o contato. Quando fui aceita, o tom mudou. Passaram a contar histórias de amor e de esperança em um futuro mais luminoso utilizando jogos volitivos, teleológicos e criativos.”

Mediação de Pares : 

A mediação de pares é um procedimento que capacita um grupo de alunos de uma escola para atuarem como mediadores nas disputas de seus pares. Por estarem inseridos na escola e serem colegas, a mediação de pares não é aplicável a todos os contextos e também não é apropriada para todos os tipos de disputa. “Porém, trata-se de um instrumento valioso para que alunos assumam um controle maior sobre suas vidas e habilidades para resolver problemas e disputas. Na mediação de pares, o conflito é considerado positivo sendo essencial para proporcionar desafios e possibilidades de crescimento.” Mediação de Pares

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É uma metodologia de ensino na qual se privilegia a comunicação interpessoal em todos os níveis, possibilitando a reflexão e o pensamento complexo. Ensinar os alunos a aceitar o diferente (massificação traz consigo segregação e discriminação). Contudo os administradores devem refletir: “Estamos dispostos a compartilhar a idéia de uma distribuição mais democrática do poder dentro da escola?” – obviamente que a direção não perderá seu poder, contudo, este somente será descentralizado.

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Vantagens da Mediação Escolar de Pares: São inúmeras as vantagens advindas da adoção da mediação de pares no âmbito escolar e sua efetiva implantação. Contudo, podemos resumi-las em apenas um conceito: a transformação do meio escolar (conceito amplo que inclui o espaço físico escolar, o ambiente familiar do aluno e o seu meio social de convívio). Todos passam a ser parceiros na construção de uma nova mentalidade. As incivilidades e as posturas negativas diante dos conflitos (que ainda existirão inevitavelmente) são reduzidas. O corpo docente terá mais tempo e tranquilidade para cuidar daquilo que realmente é a sua especialidade: ensinar, e não punir ou vigiar.

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Objetivos da Mediação de Pares Criar vínculos cooperativos e senso de comunidade na escola; Melhorar o ambiente de na aula pela diminuição da hostilidade e tensão; Desenvolver o senso de coletivismo; Melhorar as relações professor/aluno; Incrementar a participação dos alunos nos projetos da escola e da comunidade; Resolver conflitos menores entre pares que interferem nos processos educativos; Valorizar os alunos incrementando a auto-estima; Mudar os parâmetros de comunicação e linguagem; Incentivar valores e responsabilidades pelo todo. Desenvolvimento de pensamento crítico, habilidades para solucionar problemas e assertividade; Dar mais tempo ao professor para cuidar de seus afazeres para os quais foi formado.”

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Elementos Fundamentais de um projeto: 1. Seleção de alunos para serem treinados 2. Equipe de Supervisão 3. Instrutores 4. Procedimento de recepção dos casos 5. Divulgação do programa para os alunos 6. Divulgação para familiares e comunidade 7. Logística do programa 8. Implementação do Programa 9. Avaliação do Programa 10. Disciplinas optativas no programa

Cenário Atual : 

A grande preocupação atual é reduzir os conflitos no âmbito da escola, pois estes não mais constituem casos esporádicos, mas se tornaram sistemáticos e gradativamente aumentam sua incidência e nível de violência. Investe-se fortunas em segurança física (como câmeras, cartões magnéticos e etc), mas a burocracia impede a implantação de uma projeto simples de mediação. Não há como criar um modelo rígido, mas cada escola deve elaborar seu próprio programa levando em consideração as suas peculiaridades, inclusive financeiras. Cenário Atual

Uma Proposta de Programa : 

Vejamos alguns aspectos práticos da implantação da Mediação de Pares na escola, ou seja, desenvolvida pelos próprios alunos com auxílio de supervisores. “Para que o programa seja bem sucedido são importantes alguns passos preliminares: 1. Promover encontros de trabalho formada por pessoas da escola e da comunidade para, através do diálogo em grupo criar a filosofia e a pedagogia a ser utilizada como metas-conceito do programa. Quanto maior a congruência entre a linha pedagógica e disciplinar da escola, sua filosofia de trabalho e a mediação de pares, maiores serão as chances do programa ser aceito pelos alunos, seus familiares e pela escola como um todo. Uma Proposta de Programa

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2. Será que os alunos-mediadores terão verdadeiramente a oportunidade de mediar casos, pois o benefício de um programa de mediação de pares que não seja efetivo não trará benefício para o todo. 3. Será que o corpo docente e administrativo da escola está preparado para enfrentar a mudança? Uma vez implantado o programa, é importante a disciplina do corpo docente para encaminhar os casos à mediação e não continuar resolvendo problemas em sala de aula pelos métodos antigos. Acreditar na capacidade dos mediadores de pares e no seu potencial é um dos passo importantes para que o programe funcione.

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4. Da mesma maneira que um treinador de futebol, natação ou ginástica olímpica, a escola vai precisar de um coordenador do programa. Seria interessante que a pessoa escolhida para esta função permanecesse o maior número de horas possíveis dentro da escola, estar comprometido com o programa, ser apreciativo para com os acertos e erros dos alunos mediadores e ter a capacitação necessária para atuar como coach em mediação. Este coordenador não exerce o papel de formador de mediadores.”

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Lembrar sempre: “Uma característica importante em um programa desta envergadura é a habilidade da escola em elaborar políticas em relação aos casos que podem ou não ser mediados e esta política deverá estar em consonância com as demais políticas e procedimentos do regulamento da escola. Os casos que não são atendidos pela mediação de pares são aqueles que fogem ao escopo da área privada, ou seja, onde a intervenção do poder público é necessária, como por exemplo: alunos portando armas, lutas corporais nas quais armas foram utilizadas, abuso sexual, ataques físicos graves com uso de armas ou não. Nestes casos permanece a eventualidade de uma sanção penal. Também não são mediáveis os casos envolvendo psicopatologias graves.”

Etapas de implantação : 

01 - Planejamento e Alcance do Programa   Escolher o coordenador do programa. Suas funções:   - cuidar da divulgação e da continuidade do processo de aprendizado para a mediação de toda a escola; - supervisionar as atividades relacionadas ao programa; - preparar o regulamento da mediação de pares; - manter a escola e a comunidade informada sobre os progressos do programa. Etapas de implantação

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Ação e Estratégia dentro da primeira etapa:   - Recursos para o programa: considerar recursos necessários para curto e longo prazo. Inicialmente considerar recursos para honorários do coordenador e coach (supervisor direto dos trabalhos), custos com treinamento, eventuais professores substitutos durante o treinamento, e despesas diversas (livros, material impresso para divulgação, cópias, camisetas para os mediadores, etc.). - Caso a escola não tenha em seu staff ou entre os pais, localizar no mercado e selecionar profissionais para: a. Ministrar palestras para o corpo docente e administrativo sobre a nova proposta.

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b. Implementar as habilidades de solução de problemas, assertividade e técnicas de comunicação para os profissionais e alunos da escola na forma de oficinas. c. Treinar os alunos –mediadores. d. Indicar o coach para o programa. Juntamente com professores conselheiros e alunos representantes de classe definir o sistema de seleção de alunos para o treinamento levando em consideração a diversidade (gênero, etnia, religião, idade, posição sócio-econômica, etc). - Treinamento dos alunos mediadores. - Divulgar o programa dentro da escola e para a comunidade em geral.

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- Avaliação dos alunos treinados e escalonar o trabalho dos mediadores fora de seu horário de aulas. A mediação de pares deve ocorrer o mais próximo possível do evento, ou seja, é importante ter mediadores disponíveis na hora dos intervalos e na saída do período. - Definir a política de sigilo. A preservação do sigilo sobre os assuntos conversados durante a mediação é um dos pontos altos para o sucesso do programa. É importante que os alunos mediadores tenham livre acesso ao coordenador e ao coach para conversar sobre os mais diversos assuntos, pois ambos também estão inseridos no compromisso de sigilo do programa. Devem constar do regulamento os assuntos que não serão mantidos em sigilo. - Atualização e continuidade de treinamentos. Geralmente os alunos mediadores pertencem às duas últimas séries da escola, podendo haver exceções de forma que para a fluidez do programa, treinamentos e atualizações devem ser programados anualmente.

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02 - Estrutura Inicial e Divulgação   Alunos treinados poderão realizar atividades simuladas. Nessa fase o coach prepara o modus operandi das mediações (cartilha da mediação, locais, agenda, registros dos casos) para, posteriormente, supervisionar as mediações e orientar os alunos mediadores. “Paralelamente forma-se uma comissão mista de alunos, professores, membros da administração e pais para desenvolver campanha de divulgação que pode ser uma atividade inserida na programação de artes ou outra disciplina relacionada ao tema.”

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03 – Treinamento   “Os treinamentos serão organizados a partir do programa desenvolvido e adaptado para o contexto da escola e da comunidade na qual está inserida. A experiência americana (ACR-Peer mediation Section) em treinamento de alunos sugere um número médio de horas, ou seja, entre 18 e 25 horas de treinamento para alunos do ensino médio e entre 8 e 15 horas para alunos das sétimas e oitavas séries do ensino fundamental.”

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04 – Supervisão   “Após a conclusão dos treinamentos, os alunos qualificados ao começarem a mediar os casos terão todo o apoio do coordenador e/ou do coach para conduziram as primeiras entrevistas, marcar os encontros de mediação, submeter seus casos à supervisão quando sentirem necessidade e dar continuidade a seus treinamentos e manter o processo educativo voltado para à solução de conflitos escolares em toda a escola.”

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