O Aluno Mediador

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O ALUNO MEDIADOR SaberOnLine Lícia Caetano Maia

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O Aluno Mediador Já estudamos as contribuições da mediação de conflitos para a escola e também as características que o mediador precisa ter. Vimos ainda que o mediador , na escola, pode ser um profissional contratado para esta atividade, um professor ou um aluno . Vamos tratar agora deste último.

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1. O aluno-mediador tem proximidade com as partes envolvidas no conflito, pois compartilha do mesmo contexto, experiências e relacionamentos dos outros alunos. Isto dá aos mediandos, em grande parte dos casos, maior confiança e um sentimento de serem compreendidos pelo mediador. Formar os alunos para serem mediadores tem apresentado bons resultados principalmente por duas razões:

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2. Algumas escolas têm convidado justamente os alunos mais envolvidos em atos de indisciplina e violência para serem mediadores . Estes alunos são ajudados a entender que sua capacidade de liderança pode ser usada para ajudar na resolução dos conflitos e na promoção dos relacionamentos . Não têm mais necessidade de se afirmarem por meio da indisciplina e têm a oportunidade de afirmar sua pessoa pelo cuidado com os relacionamentos.

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“Entre os estudantes que participaram do curso de mediação, alguns são ex-brigões. O propósito é canalizar para o bem a ‘ liderança negativa ’ que eles exerciam, nas palavras da diretora Leísa . Nataniel está entre os que davam trabalho. ‘Eu era meio ignorante, muitos amigos meus tinham medo de mim, de eu bater neles. Agora, sinto que eles gostam da minha presença’ , conta o rapaz”. (Correio Brasiliense, 13 de maio de 2011)

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Abramovay e Rua (2004) apresentam que a visão da população é, em sua maioria, de que a violência nas escolas deve ser enfrentada com mais medidas de punição como solução . Temos estudado, todavia, que este não é o melhor modo de tratar a questão. Punir comumente gera reações de mais violência por parte dos alunos e não dá possibilidades de que eles reflitam sobre si mesmos chegando a uma mudança de posicionamento .

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Em relatos de alunos do Núcleo São Francisco podemos perceber como ser mediadores os fizeram repensar e reconstruir o que queriam para a própria vida. As falas evidenciam sua realização por poder viver os relacionamentos de modo não violento, por construir amizades verdadeiras e por poder ajudar outros colegas a fazer o mesmo: Dar ao aluno – até mesmo àquele que é autor da indisciplina – o papel de mediador provoca-o a reconsiderar sua própria posição, a reconhecer o valor que a em si e propõe outras possibilidades de realização da sua pessoa.

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“A gente percebe que não existe só o eu, existe o outro também. Então, a partir do momento que a gente entende essa relação, a gente pode conviver melhor com o outro e os conflitos... eles sempre vão existir, mas eles ajudam a gente a crescer.” (Aluna, vídeo: Mediação resolve conflitos em escola ) [O que mudou?] “Tudo! Até porque os alunos respeitam uns aos outros, os alunos respeitam os professores, aqui tem mais conversa. Hoje eu sou... eu sei conversar hoje, eu não sabia conversar antes, hoje é diferente” (Aluna, vídeo: Mediação resolve conflitos em escola )

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Ser mediador é uma proposta ao aluno , à sua liberdade . É também uma aposta no aluno, um olhar direcionado para seu valor enquanto pessoa. Ele deixa de ser definido por suas dificuldades e indisciplina e passa a ser valorizado por seu potencial. Os alunos, na maioria das vezes, reconhecem isso. É um olhar diferente que carrega reconhecimento , que diz ao jovem que ele tem valores e capacidades e que acreditamos nisso.

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Formação do Aluno Mediador O aluno mediador precisa fazer um curso de mediação fornecido pela escola onde aprenda a atuar como um mediador. O ponto norteador do curso é propor para os alunos uma mudança de olhar , um novo modo de considerar os colegas e os professores, de conversar, de se comunicar, de se relacionar…

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“Os mediadores aprendem que mediação é ética, é técnica, mas é um olhar amoroso também com a vida, com os colegas. O que importa é coração, é o que fica desse aprendizado todo, essa relação gostosa nossa, porque a gente acaba formando uma família”. (Flávia Beleza – Coordenadora do programa de mediação de conflitos do Núcleo São Francisco, vídeo: Mediação resolve conflitos em escola )

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Desenvolvendo um novo olhar, os alunos podem aprender as artes da mediação : os conflitos, suas características e o conflito positivo; o que significa ser mediador; a ética e as técnicas do mediador; a prática da mediação; os relacionamentos e a comunicação interpessoal; o relacionamento com colegas e professores; - as especificidades da mediação na escola.

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Referências: ABROMAWAY, M.; RUA, M. das G. Violências nas escolas: versão resumida. Brasília: UNESCO Brasil, REDE PITÁGORAS, Coordenação DST/AIDS do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, CNPq, Instituto Ayrton Senna, UNAIDS, Banco Mundial, USAID, Fundação Ford, CONSED, UNDIME, 2003. 88p. Cnetcutie. Mediação resolve conflitos na escola . You Tube, 24 de novembro de 2010. Disponível em: < http://www.youtube.com/watch?v=4CAJ9ZgByWY > Acesso em: 30 ago. 2011. Correio Braziliense. CEF São Francisco em destaque: Escola em São Sebastião oferece mais de 40 atividades interdisciplinares . Publicado em 13/05/2011. Disponível em: < http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/05/13/interna_cidadesdf,252003/escola-em-sao-sebastiao-oferece-mais-de-40-atividades-interdisciplinares.shtml >. Acesso em: 30 ago. 2011.