O que se deve entender por pobres de espírito? ESE Cap VII

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EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO CAP. VII – BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

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O que se deve entender por pobres de espírito :

O que se deve entender por pobres de espírito EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO CAP. VII – BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO Alan Kardec

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. S. MATEUS, cap. V, vv. 3.:

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. S. MATEUS, cap. V, vv. 3.

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Acreditando estar ouvindo tal afirmação vinda de Jesus, nosso entendimento atual fica, de imediato, confuso. Sem aceitar a primeira impressão que ela nos dá, recorremos ao Aurélio e, no verbete próprio, lemos a seguinte definição para a expressão “pobre de espírito”: Pobre de espírito . Pessoa simplória, ingênua, parva, tola.

R E F L E X Ã O :

R E F L E X Ã O

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É evidente, para nós, que o Mestre dos Mestres não estaria a dizer que o Reino dos Céus pertence aos parvos, aos tolos ou ingênuos. Somos espíritas e, como tal, nada deve ser aceito por nós como chega aos nossos sentidos, sem que antes analisemos a informação percebida usando da razão e do bom-senso. Desse modo, se a informação que nos chega nos parece absurda, cabe a nós investigarmos mais aprofundadamente a questão até que o sentido se faça.

O QUE DIZ A CODIFICAÇÃO?:

O QUE DIZ A CODIFICAÇÃO?

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“A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos”.

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“Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito ; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as  circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e  isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.”

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A explicação de Kardec é clara e faz total sentido, dando às palavras de Jesus o caráter que se pode esperar delas. Fica, no entanto, a dúvida. Se Jesus quis se referir aos humildes de espírito e aos simples de coração, por que ele usou a expressão “pobres de espírito” e não outra mais adequada?

Mas ... será que Jesus usou mesmo a expressão “pobres de espírito”? :

Mas ... será que Jesus usou mesmo a expressão “pobres de espírito”?

Para conferir se a expressão usada pelo Mestre foi mesmo “pobres de espírito”, fez-se consultas a três edições da Bíblia em Português e uma na sua versão em Francês. Vejamos o resultado da consulta feita por Renato Costa da Sociedade Espírita São Francisco de Assis de Duas Barras-RJ :

Para conferir se a expressão usada pelo Mestre foi mesmo “pobres de espírito”, fez-se consultas a três edições da Bíblia em Português e uma na sua versão em Francês. Vejamos o resultado da consulta feita por Renato Costa da Sociedade Espírita São Francisco de Assis de Duas Barras-RJ

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Bíblia Católica, tradução feita pelo padre Antônio Pereira de Figueiredo no século XVIII, com base na Vulgata Latina, tradução feita por Jerônimo no Século V do Grego para o Latin A fala de Jesus aparece transcrita nas traduções da Vulgata de forma idêntica a como aparece em O Evangelho Segundo o Espiritismo. Essa constatação confirma o que era de se esperar, isto é, que a Bíblia em francês utilizada por Kardec era, também ela, uma tradução da Vulgata “Bem aventurados os pobres de espírito : porque deles é o reino dos céus”

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Bíblia Catolica, edição em português, pela Editora Ave Maria, da tradução feita pelos Monges de Mardesous . Esta tradução foi feita para o francês a partir dos originais em hebraico e grego, tendo já contado com manuscritos descobertos mais recentemente. Foi publicada somente em 1957. Mais confiável, pelas razões expostas, que as traduções feitas a partir da Vulgata, veremos que ela  dá um significado compreensível às palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre , porque deles é  o reino dos céus!” Quem tem um coração de pobre são os humildes. E que os humildes venham a herdar o reino dos céus faz sentido, apesar de ainda nos parecer uma afirmação um tanto vaga para ter vindo do Mestre dos mestres. Afinal, um pobre pode ter o coração humilde externado no seu comportamento social, mas pode, por outro lado, ser revoltado com sua situação e, desse modo, não possuir humildade moral.

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Bíblia Protestante, edição digital da chamada edição revisada de Almeid a. A tradução para o português iniciada por João Ferreira de Almeida no século XVII não seguiu à Vulgata, pois o autor se havia convertido à fé protestante, tendo ele e seus sucessores se baseado nos originais em aramaico e grego disponíveis então. A chamada “edição revisada de João Ferreira de Almeida”, publicada em 1967, seguiu os melhores manuscritos originais hoje conhecidos, gozando, assim, de boa consideração pelos estudiosos atuais. A transcrição dela é a seguinte: “Bem-aventurados os humildes de espírito , porque deles é o reino dos céus” A expressão “humildes de espírito” nos parece precisa, pois o adjetivo humilde, como vimos, pode ser entendido como acanhado, tímido, mas, quando ouvimos falar em “humilde de espírito”, sabemos que estamos falando de uma qualidade moral e não de um aspecto comportamental.

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Bilblia Católica, A Bíblia de Jerusalém , preparada a partir dos anos da segunda guerra e que teve sua primeira versão brasileira publicada em 1981 pela Editora Paulina, foi por nós consultada em sua versão revisada, editada em francês em 1973. Diz ela: “Felizes os pobres em espírito , pois o reino dos céus a eles pertence” O pobre em espírito certamente é humilde pois se sabe necessitando de ajuda para crescer. Mais que isso, ele sabe que a ajuda que necessita é espiritual pois é nesse aspecto que está sua pobreza

Conclusão:

Conclusão O que Jesus quis nos ensinar, portanto, é que o reino dos céus, aquele estado que está no mais íntimo do nosso ser e que nós, no mais das vezes, desconhecemos, só será atingido pelos humildes que, com paciência e perseverança buscam as coisas do espírito, procurando, a cada dia, sem cessar, ser um pouco melhores que no dia anterior, aceitando as expiações e provações por que passam como lições a serem aprendidas, jamais se revoltando contra a vida ou contra Deus e constantemente orando à Espiritualidade Maior para que os ajude nessa empreitada.

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