Terra em 24 horas

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Slide 1: 

por Clóvis Ático clovis.atico@gmail.com Clique para avançar...Quando surgir uma palavra escrita em azul e sublinhada, apenas aponte o mouse para ver mais informações. TerraUma pequena história

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A Terra tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos e durante todo esse tempo sofreu diversas transformações de amplitude global que deixaram marcas bastante definidas nas rochas que a compõem. Identificando tais marcas, é possível dividir a História da Terra em fases geológicas distintas, montando, assim, uma Escala Geológica de Tempo.

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Nessa Escala, que não é linear, representamos a passagem do tempo no sentido de baixo para cima, ficando na parte de baixo o representante mais velho. Esta, aliás, é a forma como as rochas normalmente se apresentam na natureza: a mais nova acima da mais velha.

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Como é muito difícil raciocinar com intervalos de tempo da ordem de milhões de anos, converteremos a nossa Escala Geológica em um período de apenas 24 horas. Agora, vamos nos imaginar em uma máquina do tempo que pode deslocar-se a uma “velocidade” de 53.240 anos por segundo. Dessa forma, a cada 18,78 segundos percorreremos um milhão de anos.

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Iniciaremos, assim, a nossa viagem à meia-noite, quando a Terra foi formada (há 4,6 bilhões de anos) e quando o Universo já tinha 9,1 bilhões de anos. Vamos nos deslocar para o presente, de baixo para cima na Escala, até o fim do Quaternário, sabendo de antemão que levaremos exatas 24 horas nessa viagem virtual. Veremos o nosso planeta ser formada a partir de poeira e gás, resultando em uma massa disforme em ebulição.

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Passados quase 22 minutos (70 milhões de anos) de sua formação, a Terra sofrerá uma catastrófica colisão com outro planeta, chamado hoje de Téia, que resultará na total destruição deste último. Parte dos destroços de Téia ficarão em órbita da Terra e acabarão por juntar-se, formando a nossa Lua, enquanto seu núcleo será absorvido pelo nosso planeta sobrevivente.

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As próximas horas de nossa viagem serão, certamente, as mais monótonas de todas. Estaremos no Hadeano e veremos a Terra ser bombardeada por uma incessante chuva de meteoros e cometas. A fusão do interior do planeta permitirá que o ferro, mais denso, afunde para o centro, formando um núcleo pesado; O material menos denso, rico em silicatos, flutuará para a superfície, formando um oceano de magma.

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A atmosfera da Terra hadeana foi provavelmente rica em CO2, talvez tanto quanto as atmosferas de Vênus e de Marte. Gradativamente o planeta se recomporá do intenso bombardeio e perderá calor, permitindo que o vapor de água exalado dos vulcões e oriundos dos cometas forme as primeiras chuvas.

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Pouco depois das 3 horas estaremos no éon Arqueano e já veremos um imenso oceano cobrindo toda a Terra, ainda bastante quente. A água do mar absorvia a maior parte do dióxido de carbono emitido pelos vulcões mas mesmo assim a atmosfera estava saturada pelo gás e com praticamente nenhum oxigênio (0,0001%).

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A vida era incipiente no Arqueano, limitada a simples organismos unicelulares não nucleados, chamados procariontes, e cianobactérias (conhecidas como algas azuis). Sucessivas gerações dessas algas formarão os estromatólitos encontrados até hoje. Serão estes os primeiros organismos capazes de realizar a fotossíntese, com a conseqüente liberação de oxigênio.

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Esse oxigênio inicialmente reagirá com o abundante ferro presente nas águas do oceano, formando óxidos de ferro, que se depositarão no fundo das águas. Muitas formações ferríferas bandadas deste tipo são explorados até hoje para obtenção do metal. Quando a maior parte do ferro for oxidado, o oxigênio poderá escapar e passará a “contaminar” a atmosfera terrestre, afetando a vida anaeróbica até então predominante. Entramos no segundo éon: o Proterozóico.

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Devido à crescente concentrações de oxigênio na atmosfera, uma extinção em massa ocorrerá na Terra, que ficará conhecida como a Catástrofe do Oxigênio. Uma nova forma de vida, dependente do oxigênio, passará a dominar o planeta: as bactérias aeróbicas.

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Elas dominarão, sozinhas, o planeta até pouco depois das 21:00 horas, por quase 1,5 bilhão de anos (8:36 horas). Estamos no fim do éon Proterozóico e devido às orogêneses que ocorrerão no futuro, haverá muito pouco registro fóssil nas rochas. A atmosfera terá mudado, gradativamente, de vermelho para azul Até agora estivemos visitando o chamado Pré-Cambriano, que perdurou por mais de 88% da História da Terra.

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Às 21:10:20 entraremos na primeira era do éon Fanerozóico, o Paleozóico, que se estenderá até aproximadamente as 22:41 O Paleozóico será tão rico em eventos que será dividido em 6 períodos bem distintos. A partir deste ponto da viagem não poderemos nem piscar os olhos, pois tudo começará a acontecer de forma muito rápida.

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A atividade vulcânica no Paleozóico estará bem mais amena, alternando-se períodos de calmaria com grandes explosões em todo o planeta. Estamos no primeiro período do Paleozóico, o Cambriano, quando emergirão 4 continentes: Laurentia (parte central da América do Norte), Báltica (parte da Europa) e Sibéria (mesma região no oeste russo) e um supercontinente no hemisfério sul, que será chamado de Gondwana. Ainda não existiam plantas terrestres e os continentes não passavam de rochas nuas.

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Os primeiros peixes, esponjas, corais e moluscos surgirão ainda no Cambriano e o evento será de tal monta que passará a ser conhecido como Explosão Cambriana. Em relativamente pouco tempo surgirão praticamente todos os filos animais conhecidos, inclusive os precursores dos vertebrados, além de outros que a ciência não consegue classificar, todos eles organismos marinhos.

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Boa parte dessa diversidade biológica será extinta no final do Cambriano, devido provavelmente a uma extensa glaciação. Estima-se que 85% de toda a vida no planeta será extinta ao final do período Cambriano.

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Ordoviciano Entramos no segundo período da era Paleozóica: o Ordoviciano. Os continentes ainda estão desérticos, rebaixados por epirogêneses e invadidos por extensos mares rasos; O norte do planeta será quase inteiramente oceano e a sua maior parte terrestre estará confinada ao sul.

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Como agora os organismos passarão a apresentar partes duras (conchas, dentes, etc.), algumas delas poderão ser preservadas como fósseis. Que poderão vir a ser descobertos e estudados por uma outra espécie ainda muito distante. O Ordoviciano durará aproximadamente 44,6 milhões de anos (quase 14 minutos) e seu final será marcado por uma nova extinção em massa. Estrelas do mar Idade: 490 a 443 milhões de anos Período: Ordoviciano Localização: Formação Kataoua , Marrocos

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Às 21:41 entraremos no período Siluriano, quando a fauna terá que se recuperar da recente extinção em massa. Será mantida a predominância de invertebrados, principalmente trilobitas, crinóides, euriptéridos e cefalópodes. Surgirão as primeiras plantas terrestres.

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Faltando pouco mais que 10 minutos para as 22:00 h, chegaremos ao período Devoniano, quando ocorrerá a proliferação dos peixes, motivo pelo qual o período é conhecido como "a idade dos peixes"; O clima era quente e o nível dos oceanos alto. o que fez com que muitas terras fossem cobertas por mares rasos, onde proliferavam grandes recifes de coral. É neste período que surgem os primeiros tubarões e anfíbios.

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Pouco após as 22 horas chegaremos ao período Carbonífero, quando grandes florestas e pântanos cobrirão a maior parte das terras. Nas florestas deste período ainda predominarão licopódios e samambáias (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos períodos anteriores), merecendo destaque as Pteridospermatófitas (samambaias com sementes), hoje extintas. Tais florestas gerarão os grandes depósitos de carvão mineral, explorados até hoje.

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Finalmente os continentes serão invadidos por insetos... milhões e milhões de diferentes espécies de insetos. Entramos no período Permiano, quando o clima na Terra começará a esquentar cada vez mais. Algumas dessas espécies de insetos sobreviverão até o final da nossa viagem.

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Durante o Permiano notaremos um maior desenvolvimento e diversificação dos répteis, que passarão a dominar definitivamente o planeta. Serão de grande porte e atingirão o topo da cadeia alimentar e, ao mesmo tempo, veremos a decadência dos artrópodes gigantes, que se extinguirão neste período. Na fauna terrestre do período se destacarão animais que não eram nem répteis nem mamíferos e pertenciam ao grupo dos synapsida.

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Marcando o fim do período Permiano, uma nova extinção em massa assolará o planeta e será de tal porte que ficará conhecida como a “mãe de todas as extinções”. Assistiremos à extinção de mais de 96% das espécies marinhas, cerca de 70% dos vertebrados terrestres e 83% dos insetos. A teoria mais aceita diz que gigantescas erupções vulcânicas liberaram tamanha quantidade de dióxido de carbono na atmosfera que provocou o súbito aumento da temperatura do planeta.

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Chegamos ao Triássico, primeiro período da era Mesozóica, quando a temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Nas florestas prosperarão samambáias, ginkgos e coníferas. Os répteis voltarão a dominar a Terra (todos os fósseis terrestres do Triássico são de répteis). Surgirão os primeiros dinossauros, mais baixos que os que surgirão a seguir, no Jurássico, e a maioria serão quadrúpedes.

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Próximo das 23 horas chegaremos ao período Jurássico, quando terras baixas serão encobertas pelo mar, o que dividirá o supercontinente Pangéia em dois continentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul. As plantas predominantes serão cicadáceas, ginkgos e coníferas gigantescas (sequóias). Também será neste período que surgirão as primeiras plantas com flores.

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A fauna do Jurássico será marcada pela hegemonia dos répteis em todos os ambientes: dinossauros na terra, pterossauros no ar e plesiossauros no mar. O período também será marcado pelo surgimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos verdadeiros. Começarão a surgir dinossauros mais evoluídos e inteligentes, que eram superiores aos primitivos répteis do Triássico.

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Durante o período Cretáceo, os dinossauros alcançarão seu ápice (mais da metade das espécies conhecidas viveram neste período), É no mesmo período que surgirão os mamíferos placentários primitivos e as plantas com flores proliferarão. Neste período os continentes começarão a migrar as posições que ocupam hoje.

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Uma nova extinção em massa ocorrerá no fim do Cretáceo. O registro estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies no fim do Cretáceo coincide com um nível rico em irídio, um elemento químico pouco abundante na Terra e geralmente associado a corpos extraterrestres ou a fenômenos vulcânicos. A teoria mais aceita é a de que a queda de um meteorito na península de Yucatán, no México, criou um nuvem de poeira que cobriu a Terra, impedindo a passagem da luz do Sol e causando o resfriamento do planeta.

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Após a extinção dos dinossauros (23:39:30) entraremos no primeiro período da era Cenozóica: o Paleogeno, que durará até as 23:52:47. O Paleogeno é dividido em 3 épocas: Paleoceno, Eoceno e Oligoceno.

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Na época Paleoceno, veremos a proliferação dos pequenos mamíferos e as aves assumirão o topo da cadeia alimentar. O clima ainda estará bem quente e o planeta, de uma forma geral, se assemelhará ao do final do Cretáceo.

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No início do Eoceno as aves ainda serão os predadores dominantes porém, com o tempo, mamíferos carnívoros se desenvolverão e as substituirão. Por volta das 23:48 h o clima começa a esfriar, a vegetação próxima aos pólos começa a se tornar semelhante às de tundra e taiga e tem início o processo de congelamento dos pólos. Estas alterações causarão uma considerável extinção nos animais da época.

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Por volta das 23:49 entraremos no Oligoceno, que se prolongará até as 23:52:47 h. A Austrália se separará da Antártida, a Índia se unirá à Ásia e as Américas do Norte e do Sul começarão a se aproximar. Processos orogênicos iniciados no Cretáceo serão ampliados, resultando na formação dos Alpes e dos Cárpatos, na Europa, e do Atlas, no norte de África.

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Por volta das 23:53 entraremos no penúltimo período geológico, o Neogeno, cuja primeira época, o Mioceno, se prolongará até as 23:58:20 h. Nesta época a elevação das cordilheiras continuarão, como os Pirineus, os Alpes e o Himalaia. A temperatura estará mais baixa que a atual e se originarão as massas de gelo na Antártida. Proliferarão as espécies de mamíferos, entre elas o rinoceronte, o gato, o camelo, o cavalo e os grandes símios,

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Logo após as 23:58 entraremos na época Plioceno, que se prolongará até as 23:59:11. As duas Américas se unirão através do Istmo do Panamá e clima ficará mais frio e seco, semelhante ao clima atual. Surgirá o primeiro hominídeo reconhecível: o australopiteco.

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Faltando menos de 49 segundos para terminar nossa jornada, entraremos na primeira época do período Quaternário: o Pleistoceno, que durará até faltar um quinto de segundo para as 24 horas. O Homo sapiens, que surgirá faltando 12 segundos para o fim da nossa viagem, conviverá por um tempo com uma espécie mais antiga: o Homo neanderthalensis. O Homo sapiens sobreviverá à última glaciação e iniciará sua fabulosa jornada como espécie dominante do planeta.

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E em menos de um quinto de segundo (Holoceno) o Homo sapiens controlará o fogo, domesticará animais e plantas, trabalhará os metais, construirá armas e fará guerras... Muitas guerras. Construirá maravilhas arquitetônicas e desenvolverá tecnologia com potencial para provocar nova extinção em massa. Ocupará praticamente todos os ambientes, moldando-os às suas necessidades, afetando os ecossistemas que levaram tanto tempo para se equilibrar.

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Dominará as terras, os mares e o ar... E voará como nenhum pássaro jamais ousou. Mas isto é uma outra História... Fim da viagem

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Concepções artísticas: autores diversos, coletadas via internet Dados cronológicos : Carta Estratigráfica Internacional (IUGS - 2009) Músicas: Also sprach Zarathrusta (Richard Strauss ) Jurassic Park gate (John Williams) Journey to the center of the Earth (Rick Wakeman) Formatação: Clóvis Ático (clovis.atico@gmail.com)

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