Ecologia Fungos Macroscópicos Amazônia

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Originalmente foi usada no Seminário do Programa de Capacitação Institucional (PCI) em Março de 2008, é fruto do mestrado de Ricardo Braga Neto no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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2008 Seminário PCI – INPA, Manaus

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INFLUÊNCIA AMBIENTAL NA DISTRIBUIÇÃO DE FUNGOS MACROSCÓPICOS DE SERRAPILHEIRA: IMPLICAÇÕES PARA ESTRATÉGIAS DE INVENTÁRIO 2008 Seminário PCI – INPA, Manaus

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Fungos são importantes componentes dos ecossistemas tropicais, principalmente na ciclagem de nutrientes (Swift 1982) Serrapilheira > maior parte da biomassa que entra no sistema de decomposição em florestas tropicais (Luizão 1989) Crescimento e produtividade primária são limitados pela disponibilidade de nutrientes mineralizados (Lodge 1993) P e N são escassos

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Biomassa de fungos na serrapilheira Alta concentração de nutrientes (P e N) Armazenamento e imobilização (reduzem lixiviação) Grande flutuação de biomassa (condicionada com umidade) Pulsos de disponibilização de nutrientes Sincronizados com absorção e crescimento das plantas

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O conhecimento sobre a diversidade e atividade dos fungos é bastante incipiente, principalmente nos trópicos a decomposição influencia a produtividade primária e a diversidade de espécies (Moore et al. 2004)

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A maior parte da diversidade desconhecida dos fungos está nos trópicos (Lodge et al. 1995; Hawksworth and Rossman 1997; Hawksworth 2001) Espera-se que > fungos na ordem Agaricales tenha: distribuição espacial restrita alto grau de endemismos (Lodge et al. 1995; Mueller et al. 2006)

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Amostragem em pequena escala espacial Falta de métodos padronizados entre estudos = Desconhecimento sobre como a diversidade de fungos está organizada no espaço em escalas espaciais distintas planejamento da conservação

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Lodge et al. (1995) concluíram que a diversidade de fungos decompositores é maior em: áreas com baixas LATITUDES ALTITUDES moderadas a baixas CHUVA moderada a elevada grande DIVERSIDADE DE HABITATS EXPECTATIVA de se encontrar elevada diversidade de fungos em florestas tropicais, independentemente do lugar

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Amazônia Legal ( ~ 5 × 106 km2 )

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- Inventariando fungos - Cogumelos (corpos de frutificação) são usados para determinar a ocorrência de espécies no tempo e no espaço (Vogt et al. 1992; Lodge e Cantrell 1995; Lodge et al. 2004; O’Dell et al. 2004) Macrofungos = fungos macroscópicos (sensu Mueller et al. 2006) tempo X espaço

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objetivos variação temporal ► chuva variação espacial ► topografia / solo distribuição de cogumelos em mesoescala (25 km2)

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AREA DE ESTUDO (RFAD)

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10.000 ha florestas de terra firme chuva anual 2436 ± 332 mm (1975 a 2004) parcelas orientadas pela curva de nível 30 parcelas sistema de grades 5 x 5 km2

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Coleta dos dados 1. Fungos (Tricholomataceae, Agaricales, Basidiomycota) Fungos marasmióides, colibióides ou crepidotóides diretamente conectados à componentes da serrapilheira (folhas, gravetos, etc.) cada parcela = 0.25 x 250 m 30 parcelas distribuídas em 25 km2 2 visitas em cada parcela

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1. Fungos (Tricholomataceae, Agaricales, Basidiomycota) Limitações taxonômicas Geralmente não é possível identificar espécies de fungos em campo Identificação em espécie de coleções representativas é lento Coleta dos dados

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http://ppbio.inpa.gov.br/Port/inventarios/guias/Guia_fungos_RFAD.pdf 1. Fungos (Tricholomataceae, Agaricales, Basidiomycota) Coleta dos dados

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CHUVA CPCRH / INPA CONTEÚDO DE ARGILA NO SOLO ALTITUDE Banco de dados do PPBio 2. Variáveis ambientais Conteúdo de argila ► fortemente correlacionado com altitude (r = 0,977) Estimativa usada► chuva acumulada nos três dias anteriores à coleta Coleta dos dados

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Análise dos dados

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parcelas em períodos chuvosos > 10 mm de chuva acumulada (N = 15) parcelas em períodos secos < 10 mm de chuva acumulada (N = 45) sorteio de 15 parcelas Análise dos dados

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- Variáveis dependentes - Riqueza de morfoespécies Composição de morfoespécies (PCoA) - Variáveis independentes - Chuva acumulada Conteúdo de argila no solo Regressões lineares múltiplas Análise dos dados

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RESULTADOS ~ 1.200 cogumelos 87 morfoespécies nenhuma diferença entre o número de morfoespécies encontrado em cada ocasião de coleta apenas 32 morfoespécies foram encontradas em ambas ocasiões de coleta

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RESULTADOS Riqueza de morfoespécies F2, 24 = 8.250, P = 0.002, R2 = 0.358 Chuva (P = 0.002) Conteúdo de argila (P = 0.040)

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F2, 11 = 4.456, P = 0.038, R2 = 0.347 Chuva (P = 0.046) Conteúdo de argila (P = 0.198) RESULTADOS Riqueza de morfoespécies

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RESULTADOS Composição de morfoespécies Períodos secos F6, 44 = 3.699, P = 0.005, R2 = 0.267 Chuva (P = 0.678) Conteúdo de argila (P < 0.001) Períodos chuvosos F6, 22 = 2.474, P = 0.056, R2 = 0.301 Chuva (P = 0.223) Conteúdo de argila (P = 0.051)

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A produção de cogumelos (corpos de frutificação) variou no tempo e no espaço Chuva e o conteúdo de argila no solo foram preditores da riqueza e composição de morfoespécies Respostas do número de morfoespécies aos fatores edáficos dependeu da intensidade de chuva

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atividade micelial produção de cogumelos chance de observar espécies nutrição absortiva dos fungos > dependência da umidade Quanto mais choveu, mais morfoespécies foram observadas

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maioria das morfoespécies RARAS detectabilidade BAIXA AMOSTRAGENS REPETIDAS nenhuma diferença no número de morfoespécies entre as ocasiões de coleta baixa complementaridade > respostas diferenciais aos regimes de chuva

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CONCLUSÕES

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estudos baseados na ocorrência de cogumelos para estimar a distribuição espacial de espécies de fungos devem levar em conta a variação temporal causada pela chuva espera-se encontrar mais espécies em períodos chuvosos, mas não entre estações do ano CONCLUSÕES

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AGRADECIMENTOS Programa Capacitação Institucional (PCI) - INPA PELD (Pesquisas Ecológicas de Longa Duração) PARAMA (Projeto para o Avanço da Rede Cientifica na Amazônia) Agradeço especialmente a Regina e Flávio Luizão