logging in or signing up Tuareg o Homem Azul ronaldocgq Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 747 Category: Spiritual/ Ins.. License: Some Rights Reserved Like it (3) Dislike it (2) Added: June 09, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: Tuareg Uma bonita entrevista com um tuareg realizada por: VÍCTOR-M. AMELA a: MOUSSA AG ASSARID ¯Música: Lawrence de Arabia Slide 2: Não sei minha idade. Nasci no Deserto do Saara, sem documentos. Slide 3: Nasci em um acampamento dos nômades tuaregs entre Timbuctu e Gao, ao norte de Mali. Fui pastor de camelos, cabras, cordeiros e vacas de meu pai. Hoje estudo gestão na Universidade de Montpellier. Slide 4: Estou solteiro. Defendo aos pastores tuaregs. Sou muçulmano, sem fanatismo. Que turbante tão formoso!- É uma fina tela de algodão: permite tapar o rosto no deserto, e continuar a ver e respirar através dele. Slide 5: É de um azul belíssimo…- Nós, os tuaregs, somos chamados de homens azuis por isso: O tecido solta alguma tinta e nossa pele adquire tons azulados- Como conseguem esse tom de azul anil?- Com uma planta chamada índigo, mesclada com outros pigmentos naturais. Para os tuaregs o azul é a côr do mundo. Por que? É a côr dominante: é a côr do céu, do teto de nossa casa. Slide 6: Quem são os tuaregs? - Tuareg significa “abandonados”, porque somos um velho povo nômade do deserto, solitários e orgulhosos: “Senhores do Deserto, é como nos chamam. Nossa etnia é a amasigh (bereber), e o nosso alfabeto, o tifinagh. Quantos são? - Uns três milhões, e a maioria permanece nômade. Mas a população diminui. “É preciso que um povo desapareça, para que saibamos que ele existiu!” Apregoava um sábio. Eu luto para preservar esse povo. - A que se dedicam? - Pastoreamos rebanhos de camelos, cabras, cordeiros, vacas e asnos num reino de imensidão e de silêncio Slide 7: O deserto é realmente tão silencioso? - Quando se está sozinho naquele silêncio, ouve-se o batimento do próprio coração. Não há lugar melhor para se estar sozinho. Quais recordações de sua infância vc conserva com maior nitidez? - Desperto com a luz do sol e ali estão as cabras de meu pai. Elas nos dão leite e carne, nós a levamos onde há água e pasto… Assim fizeram meu bizavô, meu avô e meu pai… e eu. Não havia outra coisa no mundo além disso. E eu era muito feliz com isso. Slide 8: De fato! Não parece muito estimulante… - Mas é muito! Aos sete anos já te deixam afastar-se do acampamento para que aprendas coisas importantes: farejar o ar, escutar, apurar a vista, orientar-se pelo sol e as estrelas… E a deixar-se levar pelo camelo, se vc se perder. Ele te levará onde há água. Saber isso é valioso, sem dúvida… Ali tudo é simples e profundo. Existem muito poucas coisas. E cada uma tem um enorme valor! Slide 9: - Então esse mundo e aquele são muito diferentes, não?- Ali cada pequena coisa te proporciona felicidade. Cada toque é valorizado. Sentimos uma enorme alegria pelo simples fato de nos tocarmos e estarmos juntos. Ali ninguém sonha com chegar a ser, porque cada um já o é! - O que mais o chocou em sua primeira viagem à Europa? - Ver as pessoas correndo pelo aeroporto. No deserto só se corre quando vem uma tempestade de areia. Me assustei. É claro! Slide 10: - Eles apenas iam buscar suas malas… - Sim! Era isso. Também vi cartazes de mulheres nuas. Me perguntei: porque essa falta de respeito para com a mulher? Depois, no Íbis Hotel, vi a primeira torneira da minha vida, vi a água correndo e senti vontade de chorar… - Que abundância! Que desperdício! Não? - Todos os dias da minha vida consistiam-se em procurar água.Quando vejo as fontes ornamentais aquí e acolá, continuo sentindo por dentro uma dor tão intensa… Slide 11: Tanto assim? - Sim! No começo dos anos 90 houve uma grande seca. Morreramos animais e nós adoecemos. Eu tinha uns 12 anos e minha mãe morreu. Ela era tudo para mim! Me contava histórias e ensinou-me a contá-las muito bem. Ela me ensinou a ser eu mesmo. Slide 12: - O que sucedeu com sua família? - Convenci meu pai que me deixasse ir à escola. Quase todo dia caminhava 15km. Até que um dia o professor me arranjou um lugar para dormir e uma senhora me dava o que comer, quando eu passava em frente à sua casa. Entendi que essa ajuda vinha de minha mãe. - De onde surgiu esse desejo de estudar? - Uns dois anos antes, havia passado pelo nosso acampamento o rally Paris-Dakar, e uma jornalista deixou cair um livro de sua Mochila. Eu o apanhei e lhe entreguei. Ela me deu o mesmo de presente. Era um exemplar do Pequeno Príncipe e eu me prometi que um dia conseguiria lê-lo. Slide 13: - E conseguiu. Sim! Foi assim que consegui uma bolsa de estudos na França. - Um Tuareg na universidade! - Ah, o que mais sinto falta aqui é o leite de camela... E o calor da fogueira, e de andar com os pés descalços na areia quente. Lá nós olhamos as estrelas todas as noites e cada estrela é diferente das outras como cada cabra é diferente.Aqui, à noite, você olha para TV. Slide 14: - Sim! E o que vc acha pior aqui? - Vocês tem tudo, mas não acham suficiente. Vocês se queixam. Na França passam a vida reclamando! Aprisionam-se pelo resto da vida à uma dívida bancária, num desejo de possuir tudo rapidamente ... No deserto não há congestionamentos e você sabe por quê? Porque lá ninguém quer ultrapassar ninguém! - Conte-me um momento de extrema felicidade no seu deserto distante. - Todo dia, duas horas antes do pôr do sol: a temperatura abaixa, mas ainda não chegou o frio, e os homens e os animais, lentamente voltam para o acampamento e seus perfis são recortados em um céu cor de rosa, azul, vermelho, amarelo, verde... Slide 15: - Fascinante, na verdade... - É um momento mágico ... Entramos todos na cabana e colocamos o chá para ferver. Sentamo-nos em silêncio, a ouvir a ebulição ... A calma invade todos nós, e o nosso coração bate ao ritmo Do barulho da fervura... -Que paz! Slide 16: Aquí vocês tem relógio… … lá temos tempo. Slide 17: VOCÊ TEM O RELÓGIO, EU TENHO O TEMPO! NA NOSSA VIDA O TEMPO NÃO DEVE SER APENAS O MARCADO NO RELÓGIO. QUANTAS VEZES NOS NOSSOS DIAS NOS FALTA “O TEMPO”? Slide 18: O tempo é como um rio. Você não pode tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou, não passará de novo. Aproveite cada momento da vida... ENCONTRE TEMPO PARA VIVER Se você vive dizendo como você está ocupado, então você nunca estará livre. Se você vive dizendo que você não tem tempo, então você nunca terá tempo. Se você vive dizendo o que vai fazer amanhã, esse amanhã nunca chegará. Slide 19: Aproveite cada momento da vida ... Se você não usar o seu tempo durante o dia, você é o perdedor. É impossível voltar atrás. Valorize cada momento vivido, e esse tesouro terá muito mais valor se você compartilhá-lo com alguém especial, especial o suficiente para você gastar com ele o seu tempo... e lembre-se que o tempo não espera por ninguém Slide 20: © JMascaró 2009 DISTRIBUIDO POR http://qualiblog.wordpress.com/ You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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Fui pastor de camelos, cabras, cordeiros e vacas de meu pai. Hoje estudo gestão na Universidade de Montpellier. Slide 4: Estou solteiro. Defendo aos pastores tuaregs. Sou muçulmano, sem fanatismo. Que turbante tão formoso!- É uma fina tela de algodão: permite tapar o rosto no deserto, e continuar a ver e respirar através dele. Slide 5: É de um azul belíssimo…- Nós, os tuaregs, somos chamados de homens azuis por isso: O tecido solta alguma tinta e nossa pele adquire tons azulados- Como conseguem esse tom de azul anil?- Com uma planta chamada índigo, mesclada com outros pigmentos naturais. Para os tuaregs o azul é a côr do mundo. Por que? É a côr dominante: é a côr do céu, do teto de nossa casa. Slide 6: Quem são os tuaregs? - Tuareg significa “abandonados”, porque somos um velho povo nômade do deserto, solitários e orgulhosos: “Senhores do Deserto, é como nos chamam. Nossa etnia é a amasigh (bereber), e o nosso alfabeto, o tifinagh. Quantos são? - Uns três milhões, e a maioria permanece nômade. Mas a população diminui. “É preciso que um povo desapareça, para que saibamos que ele existiu!” Apregoava um sábio. Eu luto para preservar esse povo. - A que se dedicam? - Pastoreamos rebanhos de camelos, cabras, cordeiros, vacas e asnos num reino de imensidão e de silêncio Slide 7: O deserto é realmente tão silencioso? - Quando se está sozinho naquele silêncio, ouve-se o batimento do próprio coração. Não há lugar melhor para se estar sozinho. Quais recordações de sua infância vc conserva com maior nitidez? - Desperto com a luz do sol e ali estão as cabras de meu pai. Elas nos dão leite e carne, nós a levamos onde há água e pasto… Assim fizeram meu bizavô, meu avô e meu pai… e eu. Não havia outra coisa no mundo além disso. E eu era muito feliz com isso. Slide 8: De fato! Não parece muito estimulante… - Mas é muito! Aos sete anos já te deixam afastar-se do acampamento para que aprendas coisas importantes: farejar o ar, escutar, apurar a vista, orientar-se pelo sol e as estrelas… E a deixar-se levar pelo camelo, se vc se perder. Ele te levará onde há água. Saber isso é valioso, sem dúvida… Ali tudo é simples e profundo. Existem muito poucas coisas. E cada uma tem um enorme valor! Slide 9: - Então esse mundo e aquele são muito diferentes, não?- Ali cada pequena coisa te proporciona felicidade. Cada toque é valorizado. Sentimos uma enorme alegria pelo simples fato de nos tocarmos e estarmos juntos. Ali ninguém sonha com chegar a ser, porque cada um já o é! - O que mais o chocou em sua primeira viagem à Europa? - Ver as pessoas correndo pelo aeroporto. No deserto só se corre quando vem uma tempestade de areia. Me assustei. É claro! Slide 10: - Eles apenas iam buscar suas malas… - Sim! Era isso. Também vi cartazes de mulheres nuas. Me perguntei: porque essa falta de respeito para com a mulher? Depois, no Íbis Hotel, vi a primeira torneira da minha vida, vi a água correndo e senti vontade de chorar… - Que abundância! Que desperdício! Não? - Todos os dias da minha vida consistiam-se em procurar água.Quando vejo as fontes ornamentais aquí e acolá, continuo sentindo por dentro uma dor tão intensa… Slide 11: Tanto assim? - Sim! No começo dos anos 90 houve uma grande seca. Morreramos animais e nós adoecemos. Eu tinha uns 12 anos e minha mãe morreu. Ela era tudo para mim! Me contava histórias e ensinou-me a contá-las muito bem. Ela me ensinou a ser eu mesmo. Slide 12: - O que sucedeu com sua família? - Convenci meu pai que me deixasse ir à escola. Quase todo dia caminhava 15km. Até que um dia o professor me arranjou um lugar para dormir e uma senhora me dava o que comer, quando eu passava em frente à sua casa. Entendi que essa ajuda vinha de minha mãe. - De onde surgiu esse desejo de estudar? - Uns dois anos antes, havia passado pelo nosso acampamento o rally Paris-Dakar, e uma jornalista deixou cair um livro de sua Mochila. Eu o apanhei e lhe entreguei. Ela me deu o mesmo de presente. Era um exemplar do Pequeno Príncipe e eu me prometi que um dia conseguiria lê-lo. Slide 13: - E conseguiu. Sim! Foi assim que consegui uma bolsa de estudos na França. - Um Tuareg na universidade! - Ah, o que mais sinto falta aqui é o leite de camela... E o calor da fogueira, e de andar com os pés descalços na areia quente. Lá nós olhamos as estrelas todas as noites e cada estrela é diferente das outras como cada cabra é diferente.Aqui, à noite, você olha para TV. Slide 14: - Sim! E o que vc acha pior aqui? - Vocês tem tudo, mas não acham suficiente. Vocês se queixam. Na França passam a vida reclamando! Aprisionam-se pelo resto da vida à uma dívida bancária, num desejo de possuir tudo rapidamente ... No deserto não há congestionamentos e você sabe por quê? Porque lá ninguém quer ultrapassar ninguém! - Conte-me um momento de extrema felicidade no seu deserto distante. - Todo dia, duas horas antes do pôr do sol: a temperatura abaixa, mas ainda não chegou o frio, e os homens e os animais, lentamente voltam para o acampamento e seus perfis são recortados em um céu cor de rosa, azul, vermelho, amarelo, verde... Slide 15: - Fascinante, na verdade... - É um momento mágico ... Entramos todos na cabana e colocamos o chá para ferver. Sentamo-nos em silêncio, a ouvir a ebulição ... A calma invade todos nós, e o nosso coração bate ao ritmo Do barulho da fervura... -Que paz! Slide 16: Aquí vocês tem relógio… … lá temos tempo. Slide 17: VOCÊ TEM O RELÓGIO, EU TENHO O TEMPO! NA NOSSA VIDA O TEMPO NÃO DEVE SER APENAS O MARCADO NO RELÓGIO. QUANTAS VEZES NOS NOSSOS DIAS NOS FALTA “O TEMPO”? Slide 18: O tempo é como um rio. Você não pode tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou, não passará de novo. Aproveite cada momento da vida... ENCONTRE TEMPO PARA VIVER Se você vive dizendo como você está ocupado, então você nunca estará livre. Se você vive dizendo que você não tem tempo, então você nunca terá tempo. Se você vive dizendo o que vai fazer amanhã, esse amanhã nunca chegará. Slide 19: Aproveite cada momento da vida ... Se você não usar o seu tempo durante o dia, você é o perdedor. É impossível voltar atrás. Valorize cada momento vivido, e esse tesouro terá muito mais valor se você compartilhá-lo com alguém especial, especial o suficiente para você gastar com ele o seu tempo... e lembre-se que o tempo não espera por ninguém Slide 20: © JMascaró 2009 DISTRIBUIDO POR http://qualiblog.wordpress.com/