Edna - IMPACTOS SOCIAIS E ECON�MICOS

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IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITONAS AGLOMERAÇÕES URBANAS : 

IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITONAS AGLOMERAÇÕES URBANAS

Slide 2: 

A pesquisa teve como objetivo identificar e mensurar os custos provocados pelos acidentes de trânsito nas aglomerações urbanas brasileiras, visando fornecer subsídios para a elaboração e avaliação de políticas públicas.

Slide 3: 

Aglomerações urbanas são grandes manchas urbanas contínuas no território, compostas por mais de um município com elevado grau de integração, resultantes do processo de crescimento das cidades, ou conjunto de cidades. Os municípios integrantes das quarenta e nove aglomerações urbanas brasileiras seguiram a classificação adotada na pesquisa “Caracterização e Tendências da Rede Urbana do Brasil”, realizada pelo IPEA, IBGE e NESUR/IE/UNICAMP. Tal pesquisa classificou a rede urbana brasileira em metrópoles globais, metrópoles nacionais, metrópoles regionais, centros regionais, e centros sub-regionais. Nestas áreas concentram-se 378 municípios, além do DF, 47% da população do país e 62% da frota de veículos. Aglomerações Urbanas

OBJETIVOS DA PESQUISA : 

OBJETIVOS DA PESQUISA Identificar e mensurar os custos dos acidentes de trânsito nas aglomerações urbanas brasileiras, visando a fornecer subsídios para a elaboração e avaliação de políticas públicas; Desenvolver metodologia para coleta de dados e quantificação dos custos de acidentes de trânsito; Definir parâmetros de referência para custos de acidentes de trânsito no país.

ASPECTOS METODOLÓGICOS : 

ASPECTOS METODOLÓGICOS O conhecimento dos custos sociais e econômicos provocados pelos acidentes de trânsito nas aglomerações urbanas impôs os seguintes desafios: Identificação dos custos provocados pelos acidentes de trânsito e definição dos procedimentos necessários para a sua mensuração; Expansão para o conjunto das aglomerações urbanas.

PESQUISAS REALIZADASPara o levantamento dos dados e informações para a mensuração dos custos provocados pelos acidentes de trânsito, foram realizadas as seguintes pesquisas: : 

PESQUISAS REALIZADASPara o levantamento dos dados e informações para a mensuração dos custos provocados pelos acidentes de trânsito, foram realizadas as seguintes pesquisas: Pesquisa domiciliar com base no cadastro nacional de veículos do Denatran (Pesquisa RENAVAM); Pesquisa domiciliar com base em amostra selecionada no cadastro de Boletins de Ocorrência (BOs) de acidentes de trânsito (Pesquisa BO); Pesquisa de Custos Médico-hospitalares; Pesquisa de Campo com Caminhoneiros; Levantamento de Campo junto a Empresas de Ônibus; Pesquisas Especiais; Pesquisas de Ocorrência de Quedas de Pedestres.

DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA : 

DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA A pesquisa se desenvolveu em quatro etapas. A primeira delas compreendeu o desenvolvimento da metodologia utilizada para levantamento dos dados e determinação dos custos. Proposta a metodologia, foram feitas pesquisas-piloto para testar a sua aplicabilidade e fazer os ajustes necessários. Definida a metodologia, iniciou-se a pesquisa na aglomeração urbana de S.Paulo, onde realizaram-se as seguintes pesquisas de campo ou levantamentos: Acidentes de Trânsito (RENAVAM), Acidentes de Trânsito com Vítimas (BO), Custos Médico- hospitalares, Acidentes com Caminhões, Acidentes com Ônibus, Queda de Pedestres e outras pesquisas complementares.

RESULTADOS DA PESQUISA : 

RESULTADOS DA PESQUISA CUSTOS TOTAIS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NAS AGLOMERAÇÕES URBANAS BRASILEIRAS Os acidentes de trânsito, no ano de 2001, geraram custos da ordem de R$3,6 bilhões, a preços de abril de 2003, para as 49 aglomerações. Caso considere-se o total da área urbana, estes custos chegam a R$5,3 bilhões. Estes valores resultam somente dos acidentes ocorridos em área urbana. Pelo fato da pesquisa ter se restringido às aglomerações urbanas, os custos dos acidentes ocorridos em rodovias fora do perímetro urbano não estão incluídos, ainda que estes acidentes sejam os mais graves, embora menos numerosos.

COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO : 

COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO Os acidentes de trânsito geram impactos diversificados. Nesta pesquisa estimaram-se os custos decorrentes da perda de produção, os custos de atendimento médico-hospitalar e de reabilitação, os custos de resgate de vítimas, de danos a veículos, os custos previdenciários, os custos de atendimento policial e de agente de trânsito, os danos a propriedades de terceiros, ao mobiliário urbano e à sinalização de trânsito, os custos de remoção de veículos, de processos judiciais, de congestionamento e o impacto familiar, conforme discriminado na tabela a seguir.

OS CUSTOS CONSIDERADOSA pesquisa considerou os seguintes custos provocados pelos acidentes de trânsito: : 

OS CUSTOS CONSIDERADOSA pesquisa considerou os seguintes custos provocados pelos acidentes de trânsito: Custo da Perda de Produção

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Custo dos Danos aos Veículos

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Custo médico-hospitalar

Slide 19: 

Custo de Processos Judiciais

Slide 20: 

Custo de Congestionamentos

Slide 21: 

Custo de Previdenciário

Slide 22: 

Custo do Resgate de Vítimas

Slide 24: 

Custo de Remoção de Veículos

Slide 25: 

Custo de Danos Imobiliários ao Patrimônio Público

Slide 29: 

Custo de Danos à Sinalização de Trânsito

Slide 30: 

Impacto Familiar

Slide 31: 

Custo do Atendimento Policial e dos Agentes de Trânsito

Slide 35: 

OS CUSTOS DISTRIBUÍDOS SEGUNDO A SEVERIDADE DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO

Slide 40: 

Verificou-se, ainda, que para cada 100 veículos acidentados nas aglomerações, 14 deles se envolveram em acidentes com vítimas. Este número reflete um valor médio para o conjunto das aglomerações urbanas, considerando os automóveis, os utilitários leves e as motocicletas.

QUEDAS DE PEDESTRES : 

QUEDAS DE PEDESTRES Tradicionalmente, os acidentes de trânsito incluem apenas os acidentes envolvendo veículos. As estatísticas referentes a esses acidentes já destacam o pedestre, vítima de atropelamento – cerca de 50% das mortes - como o elemento mais vulnerável no trânsito. No entanto, a queda de um pedestre na calçada ou na própria via, sem a participação direta ou indireta de um veículo, não é considerada como um acidente de trânsito, ainda que a queda tenha ocorrido em razão de um defeito na calçada ou na via.

Slide 42: 

Para isso, foi realizada pesquisa domiciliar em 354 domicílios da aglomeração urbana de São Paulo, totalizando 1426 moradores entrevistados para identificar a freqüência das quedas e os seus custos. A pesquisa realizada na Aglomeração Urbana de São Paulo revelou 9 quedas por grupo de mil habitantes, a um custo médio em torno de R$2,5 mil por queda.

DIMENSÃO DO PROBLEMA : 

DIMENSÃO DO PROBLEMA O acidente de trânsito tem especial relevância entre as externalidades negativas produzidas pelo trânsito, não somente pelas custos econômicos provocados mas, sobretudo, pela dor, sofrimento e perda de qualidade de vida imputados às vítimas, seus familiares e à sociedade como um todo.

SUBSÍDIOS PARA FORMULAÇÃO DE POLÍTICA PÚBLICAS : 

SUBSÍDIOS PARA FORMULAÇÃO DE POLÍTICA PÚBLICAS PRIORIDADE À REDUÇÃO DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO COM VÍTIMAS; POLÍTICAS ESPECÍFICAS PARA MOTOCICLISTAS; AÇÕES VOLTADAS PARA A CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES; MELHORIA DAS INFORMAÇÕES DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO; APRIMORAMENTO DO CADASTRO NACIONAL DE VEÍCULOS (RENAVAM).

Slide 46: 

Propõe-se estabelecer novos mecanismos de administração do Cadastro Nacional de Veículos (RENAVAM) que diferenciem o uso fiscal desse cadastro daquele voltado para a gestão do trânsito propriamente dita, o qual deve considerar a frota de veículos efetivamente em operação. Constatou-se uma diferença entre os dados disponíveis no Cadastro Nacional de Veículos e os utilizados pelos órgãos locais de trânsito. Numa primeira análise, considerou-se que isto resultou da permanência no cadastro dos órgãos locais, por razões administrativas, de veículos que já saíram de circulação, o que acaba por não retratar a realidade.

Slide 47: 

Estes Acidentes seriam evitados. No Trânsito a Educação é o Caminho!