Comunicacao_nao_violenta

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Comunicação: 

Comunicação Disc. Psicologia das Organizações

Conceito: 

Conceito Comun icar vem do latim communicatio, que significa tornar comum uma percepção sobre as coisas, o prefixo ‘co’ destaca a ideia de ‘reunião’. Comum + ação. Pode significar também a troca, transferência de informações.

Slide 3: 

A comunicação é um dos temas mais problemáticos nas organizações.... Ela inclui falar e ser ouvido. Além de ouvido compreendido, além de compreendido ser influenciado quer seja por um processo de liderança, negociação, vendas ou relacionamento interpessoal.

O que vem primeiro?: 

O que vem primeiro? Uma organização é bem-sucedida e então propicia uma franca e aberta comunicação entre os seus pares ou É a comunicação efetiva que faz com que a organização seja bem-sucedida?

Slide 5: 

Os fatores que influenciam o êxito da comunicação corporativa na empresa são: a transparência nas ações, a congruência entre os valores que prega e a prática, os meios – pelos quais utiliza para estar na mídia – como a eficiência da assessoria de Imprensa, o apoio interno e externo da assessoria de Marketing, a preocupação com o ecossistema e a responsabilidade social.

Comunicação interna: 

Comunicação interna A comunicação interna reforça a instrução profissional, auxilia a performance das pessoas, ajuda a desenvolver talentos e fortalecer o vínculo do colaborador com a empresa. Um bom programa de comunicação evita desvios de informação capacita o colaborador como um multiplicador consciente dos princípios e objetivos da empresa.

Barreiras da comunicação eficaz: 

Barreiras da comunicação eficaz Filtragem: manipulação da informação pelo emissor para que o receptor a veja como ele deseja Percepção seletiva: o receptor vê e/ou escuta seletivamente com base nas próprias necessidades, motivações, história etc. Sobrecarga de informações: as pessoas tem uma capacidade finita de processar informações Emoções: o fato de estar aborrecido, distraído ou feliz altera o processo de comunicação Idioma Silêncio: sonegação de informações

Você sabe o quanto a sua voz e o seu corpo são importantes em toda Comunicação? Se fosses colocar em um %, quanto seria?: 

Você sabe o quanto a sua voz e o seu corpo são importantes em toda Comunicação? Se fosses colocar em um %, quanto seria?

Segundo uma pesquisa, realizada pela UCLA : 

Segundo uma pesquisa, realizada pela UCLA Em toda Comunicação: 7% é transmitido através das PALAVRAS (conteúdo intelectual); 38% é transmitido pelo TOM DA VOZ (é a maneira como emitimos a voz); e 55% é transmitido através da LINGUAGEM CORPORAL. Ou seja: 7% é o percentual da LINGUAGEM VERBAL; e 93% é o equivalente à LINGUAGEM NÃO VERBAL.

Slide 10: 

Veremos a partir daqui uma teoria de comunicação que se chama ‘Comunicação não-violenta’(CNV). Em nosso estado, essa abordagem foi a base de um Projeto em implementação, chamado Justiça Restaurativa. Que tal pensarmos nos impactos dessa teoria de comunicação nas organizações??

Comunicação Não-violenta: 

Comunicação Não-violenta

Comunicação não-violenta é...: 

Comunicação não-violenta é... CNV envolve habilidades de comunicação que apoiam um relacionamento compassivo e de consciência da interdependência do nosso bem estar, ao mesmo tempo em que usa o poder com os outros (parceria) para atender às necessidades de todos os interessados.

Ela se baseia no conceito de Necessidades: 

Ela se baseia no conceito de Necessidades É aquilo que busco quando falo ou faço algo e que está alinhado com meus princípios, valores e intenção. NE - CESSARE : É aquilo que não cessa nunca. Estamos sempre buscando.

Slide 14: 

Quando eu compro um carro, uma casa ou um celular, o que eu estou buscando, exatamente??

Slide 15: 

Veja as necessidades por trás de cada ação! Quando podemos compreender as necessidades que motivam os nossos comportamentos e também os dos outros, então nós não temos inimigos. Marshall Rosenberg

Slide 16: 

ESTRATÉGIAS Casa, carro, bolsa, sapatos,dinheiro, livro, perfume, celular, etc.... São o FORMA que escolhemos como meio de satisfazer nossas necessidades. NECESSIDADES São universais! Todos temos e buscamos. Elas coexistem e nunca se chocam. Ex: alegria, bem estar, paz, preenchimento interior, autoestima X

As pessoas abaixo podem estar buscando satisfazer as mesmas necessidades, mas utilizam-se de estratégias diferentes...: 

As pessoas abaixo podem estar buscando satisfazer as mesmas necessidades, mas utilizam-se de estratégias diferentes... Em nosso dia a dia as nossas estratégias é que entram em conflito e não as necessidades!!

Slide 18: 

Ao focar nas estratégias e tentar dizer o que está certo ou errado, entramos no conflito... E o “ certo ” e o “ errado ” de cada um está conectado com as suas experiências. ‘O maior inimigo das verdades não são as mentiras, mas as convicções.’ Nietzsche

Quanto mais minha observação...: 

Quanto mais minha observação... Estiver focada no erro ou no acerto , nos rótulos , nas comparações ou nos merecimentos , mais nos afastaremos uns dos outros e mais nossa conexão ficará prejudicada.

Quanto mais minha observação...: 

Quanto mais minha observação... Estiver focada nas minhas necessidades e nas do outro, mais isso me ajudará a reconhecer que existe algo em mim que também existe no outro. É a descoberta de nossa humanidade compartilhada!

Slide 21: 

Por isso, a CNV não é um exercício de aprender a maneira certa ou errada de falar, mas de aprender a fazer escolhas . Ou seja, com ela fica mais claro que posso escolher onde quero focar minha atenção: nos erros / acertos ou nas necessidades do outro.

Benefícios da CNV: 

Benefícios da CNV

Os benefícios da CNV:: 

Os benefícios da CNV: Reformulação da expressão e da escuta; Respostas conscientes; Expressão honesta e clara + atenção respeitosa e empática; Observação e identificação de comportamentos que nos afetam; Identificação e articulação de desejos; Substitui os velhos padrões de defesa, ataque e recuo diante de julgamentos e críticas;

Slide 24: 

Resistência e postura defensiva minimizadas; Observar o que o outro sente e necessita em vez de julgar; Escutar a nós mesmos e ao outro = respeito, atenção e empatia. Condicionamento da atenção: concentração em pontos potencial de me dar o que procuro. O outro não precisa conhecer a técnica para se comunicar compassivamente. (Continuação...)

Como utilizar a CNV: 

Como utilizar a CNV

Slide 26: 

As palavras nunca, jamais, frequentemente, raramente e sempre podem ser usadas como exagero de linguagem, como é o caso em que se associam as avaliações às observações: - Você está sempre preocupado. - Ela nunca está quando precisamos dela. - Você raramente faz o que eu peço. - Ele aparece aqui com frequência . reações defensivas

Slide 27: 

Julgamentos, críticas, diagnósticos e interpretações dos outros são todas expressões alienadas de nossas próprias necessidades e valores. Não costumamos pensar sobre o que nós estávamos precisando para ter tomado certas atitudes, mas sim no que há de errado com os outros por não terem atendido as nossas necessidades . Quando os outros ouvem críticas, tendem a investir na autodefesa ou no contra-ataque.

PEDIDO:: 

PEDIDO : Como podemos expressar nossos desejos de modo que os outros estejam mais dispostos a nos responder positivamente?

Slide 29: 

1 - Expressar exatamente o que queremos e o que não queremos ; 2 - linguagem positiva , pedidos em linguagem negativa geram resistência e podem gerar confusão 3 – Evitar frases vagas , abstratas ou ambíguas; 4 – Formular solicitações na forma de ações concretas ; 5 – Especificar a ação necessária para que o outro alcance o resultado que queremos; 6 – As solicitações devem ser acompanhadas de nossos sentimentos e necessidades , caso contrário podem soar como uma exigência, especialmente quando o pedido assume forma de pergunta; 7 – Saber qual o objetivo exato que queremos atingir ao formular um pedido.

Pedindo um retorno: 

Sempre que dizemos algo a outra pessoa estamos pedindo alguma coisa em troca. Para sabermos de nosso ouvinte qual a sua reação às nossas palavras podemos nos conectar com seus sentimentos, com seus pensamentos ou com sua disposição para tomar a atitude que determinamos. Pedindo um retorno

Pedidos X Exigências: 

Pedidos X Exigências Um pedido é recebido como exigência quando: a pessoa acredita que será punida ou culpada se não cumpri-lo. Diante de uma exigência: Exigência não tem liberdade de escolha . Pedido liberdade, respeito e compreensão : “Você estaria disposta a conduzir a reunião?” nos submetermos nos rebelarmos

Slide 32: 

Portanto, ao pedir em vez de exigir , não significa que devemos desistir sempre que alguém disser “ não ” à nossa solicitação. Significa que não tentaremos convencer a pessoa antes de oferecer nossa empatia para tentar entender o que a está impedindo de dizer sim. Quando os outros confiam que nosso compromisso maior é que esse processo satisfaça a necessidade de todos , então elas podem confiar que nossas solicitações são pedidos.

Pensamentos desse tipo transformam pedidos em exigências:: 

Pensamentos desse tipo transformam pedidos em exigências: Ele deveria se arrumar sozinho. Espera-se que ela faça o que eu peço. Eu mereço um aumento. Tenho motivos para querer que eles fiquem até mais tarde. Tenho o direito de ter mais tempo de folga. Quando formulamos nossas necessidades dessa maneira, estamos fadados a julgar os outros quando eles não fazem o que pedimos.

Parafraseando: 

Uma maneira eficaz de dar um retorno para ver o que compreendemos do nosso emissor é parafrasear. Se recebemos a mensagem com precisão a paráfrase confirmará isso a ela e se não, a pessoa terá a oportunidade de corrigi -la . Além disso, esse retorno é uma oportunidade para a pessoa refletir sobre o que disse. Parafraseando

MANTENDO A EMPATIA: 

MANTENDO A EMPATIA Deixar o outro se expressar antes de propormos soluções ou ajuda pois a pressa pode dar a impressão de que queremos nos livrar delas. Manter a atenção concentrada ao que acontece dentro do outro o permite expressar seu interior com profundidade. Pessoa que fala recebeu empatia quando há um alívio de tensão em seu corpo ou quando o fluxo de suas palavras chegam ao fim.

Oferecendo a empatia a nós mesmos : 

Oferecendo a empatia a nós mesmos Quando somos intolerantes para com nós mesmos , é difícil ter compaixão verdadeira pelos outros. Conceitos críticos a respeito de nós mesmos impedem que vejamos a beleza que temos interiormente e perdemos a conexão com a energia divina que é a nossa origem . Condicionados a nos vermos como objetos cheios de falhas, não será surpreendente que acabemos tendo uma relação violenta com nós mesmos? A maneira como fomos ensinados a nos avaliar nos conduz mais ao ódio por nós mesmos do que ao aprendizado.

Slide 37: 

Nossas escolhas devem ser motivadas pelo desejo de contribuir para a vida e para os ambientes de trabalho onde atuamos , e não por medo, vergonha, culpa ou obrigação. Se nos dermos conta de que, por trás de cada uma das ações que realizamos existe um propósito enriquecedor para a vida e para o trabalho, então a energia com que as desempenhamos tornará a vida mais agradável para nós e para os outros. Até mesmo o trabalho duro. Se ao contrário, executarmos as nossas atividades por medo, ódio, culpa, vergonha, dever ou obrigação, acabaremos gerando resistência em nós mesmos.

Reflexão individual: 

Reflexão individual SUBSTITUINDO O “ tenho de fazer ” POR “ escolho fazer ”: 1 – relacione todas as coisas que diz a si mesmo que tem de fazer mesmo que as deteste, pois não tem escolha. 2 – reconheça para si que está fazendo as coisas porque escolheu fazê-las e não porque tem de fazê-las. Coloque a palavra “escolho” na frente de cada um dos itens. 3 – depois de ter reconhecido que escolheu fazer a tarefa específica, entre em contato com a intenção por trás dela e complete a frase: “Escolho _____ porque quero _____.”

Referências: 

Referências BISPO, Patrícia. A Comunicação muda uma empresa. Disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Entrevista/5099/a-comunicacao-muda-uma-empresa.html Acesso 06/10/2011 ROBBINS, Stephen; JUDGE, Timothy; SOBRAL, Felipe. Comportamento Organizacional. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. Cap. 11. ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora,2006.