LENDAS TRADICIONAIS DE LOUSADA

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Lendas Tradicionais de Lousada

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Introdução Este trabalho foi-nos pedido pela professora Carla Martins, para a disciplina de História Local, no âmbito de conhecermos melhor o concelho de Lousada. Iremos abordar o tema “Lendas Tradicionais de Lousada”, e, como está explicito no tema, iremos referir algumas lendas passadas de geração em geração em Lousada. Os nossos objectivos para este trabalho são: conhecer melhor Lousada e principalmente as suas lendas e fazer com que os nossos colegas, parentes e conhecidos fiquem a saber mais sobre este tema, que por vezes é esquecido… Esperamos conseguir alcançá-los.

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LENDA DA SERRA DE MINI-CRICA (Meinedo) No tempo em que os mouros foram expulsos da Península, costumavam esconder em grutas ou sob as cavernas permitidas pelos penedos, os tesouros que não podiam levar consigo. Assim nos montes de Mana, perto de Croca, concelho de Penafiel, consta haver aí muito ouro, deixado na precipitada fuga. É vulgar ainda ouvir o povo que “Mana a Crica (monte próximo de mana), muito ouro me lá fica”. As pessoas chegaram mesmo a introduzir na poesia popular uma quadra sobre esse tema: “Desencanta-te ó Moura Da serra de Mani-Crica Que Meinedo quer ser Uma freguesia Rica.”

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LENDA DO MONTE DE S. DOMINGOS (Cristelos) Segundo o povo de Cristelos, existe no monte de S. Domingos uma grande riqueza, destacando-se um sino de ouro. Toda essa riqueza terá sido conduzida para cá através dos mouros. Quem pretender chegar a esse sino, tem de passar por monstros terríveis e enfrentar situações hediondas, o que leva à superstição de que o monte está encantado. LENDA DO CUCO (Cristelos) O cuco é considerado na região o anunciador do bom tempo quando o seu cantar é ouvido antes do dia de S. José (19 de Março). Os lavradores temem-no muito, a ponto de ser considerado ave sagrada, e quando a Primavera se aproxima prestam-lhe muita atenção não vá o cuco não vir ou não cantar antes desse dia. Se isso acontecer é sinal que esse ano agrícola será muito mau.

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LENDA DA MOURA ENCANTADA DA EIRA DOS MOUROS (Torno) Na eira dos mouros, segundo consta na região de Aparecida, está uma moura encantada de guarda a um tesouro. Ficou lá como castigo por se ter apaixonado por um cavaleiro Cristão e será libertada quando algum rapaz solteiro for capaz de a desencantar descobrindo esse tesouro. LENDA DA CASA DA QUINTÃ (Caíde de Rei) A casa da Quintã foi construída a fins do séc. XVIII num local onde uma lenda popular diz que o rei aí terá caído abaixo do cavalo. Dai o nome da freguesia de Caíde de Rei. LENDA DO PENEDO DA MOURA (Figueiras) A 50 metros do penedo Santo está o penedo da Moura, certamente relativo a uma moura encantada ou feiticeira do Alcorão. Estranha vizinhança esta que se mantém há séculos entre o santo e a moura, retratando o conflito entre o povo cristão e o povo árabe. A fé do povo e os ventos da história mantiveram vivas tradições que nos falam do santo (Bartolomeu) e da moura (Zaira), perpetuando na história o choque de culturas entre cristãos e mouros.

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CONTO DO DIABO (Meinedo) Há cinquenta anos atrás, na freguesia de Meinedo, havia um senhor que segundo a crença de algumas pessoas, com a intenção de se verem livres dos males que as perseguiam, acorriam a sua casa, pois dizia-se que ele tirava o “diabo”. A referida tiragem era processada do seguinte modo:a pessoa que se julgava ter o diabo dirigia-se para um quarto escuro que o senhor tinha destinado para tal. O senhor, depois de tudo arranjado fazia umas rezas e pegava num alicate. Com ele apertava o corpo da vítima e dizia: “está a sair, estás quase a sair”! Depois de já ter apertado bem, dizia: “vai já, vai já sair!”. No fim de dizer estas palavras, acendia uma luz, olhava para a negra que fizera na vítima e dizia: “Este diabo estava bem agarrado, olhe o apertão que foi preciso dar-lhe.” A vitima, ainda impaciente, normalmente respondia: “Este diabo custou, mas ainda bem que estou livre.” Depois de tudo isto, era necessário a pessoa cumprir uma penitencia que normalmente era uma semana de trabalho na quinta do senhor. Por incrível que pareça, as pessoas pagavam ainda uma boa quantia, e o povo, ao ver o senhor enriquecer, dizia: “As árvores das patacas Não as há só no Brasil Vai para tirador de diabos E ganharás notas de mil!”

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LENDA DA NOSSA SENHORA DA APARECIDA (Torno) Pelos meados de Agosto, é tempo de romaria e festa da Senhora da Aparecida. Aí pelo ano de 1823, no adro de Nossa Senhora da Conceição não se sabe como, alguém descobriu a Imagem de Senhora Aparecida. Sabe-se que a descoberta foi precedida de estranhos sinais que não paravam de chegar do céu em direcção à entrada de uma antiga mina seca que ficava ali no mesmo sítio do adro. Essa mina servia de abrigo a um simpático eremita, cuja origem ninguém conhecia, mas que era estimado por todos. Pelos animais e pelas crianças que, encantadas se sentavam ao seu redor a escutar histórias lindas e de sonhar... Assim corriam os anos até que um dia alguém estranhou o seu desaparecimento. Talvez tivesse ido mais longe nas suas voltas, a algum povo distante mostrar um oratório pequeno que sempre levava consigo, com a Imagem da Virgem Maria. Mas não voltou mais... até que os tais sinais, relâmpagos certinhos e estrelas que caíam na boca da mina, levaram os fregueses e o pároco a pensarem que algo se passava na tal mina. Foi só escavar um pouco e logo apareceram os trapos do ermitão juntos com a bela Imagem, Aparecida.

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LENDA DA NOSSA SENHORA DE SILVARES (Silvares) A imagem desta Santa apareceu num monte, situado entre as freguesias de Silvares, do concelho de Lousada, e de Santa Maria de Idães, do concelho de Felgueiras, e que por isso foi chamado Monte da Senhora. Como os da freguesia de Santa Maria de Idães, que iam à lenha ao Alto da Senhora, encontram-na e levaram-na para a igreja da sua freguesia; mas os de Silvares quiseram-na, estabelecendo-se rivalidade entre as duas freguesias. Houve luta, ficando vencedores os de Lousada, que a levaram para a sua freguesia. Mas a Santa, quando lá chegou, desapareceu e foi para o Alto da Senhora, sendo outra vez achada pelos lenhadores de Idães, que a conduziram para a sua igreja. Os de Lousada, sabendo que os de Idães já a tinham, tiraram-lha, e repetiu-se a cena três vezes. Os de Silvares, vendo que a Santa não queria estar na sua igreja, prometeram-lhe que A levariam todos os anos em procissão a Idães. Então a Santa fixou residência em Lousada, numa capelinha que lhe construíram, e cumpriu-se a promessa bastantes anos. LENDA DA SENHORA DAS NEVES (Meinedo) Nossa Senhora das Neves é a padroeira de Meinedo e de acordo com o que diz o povo num dia de muito calor, em pleno mês de Agosto, começou a cair neve. Perante facto insólito, o povo interpretou-o como um milagre de Nossa Senhora.

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Conclusão Gostamos bastante de realizar este trabalho, não só porque foi divertido mas também porque aprendemos bastante. Empenhamo-nos muito para concluir com sucesso o nosso trabalho, e ainda bem, pois o nosso esforço foi compensado com tudo aquilo que aprendemos. Os nossos objectivos foram alcançados com sucesso. Esperamos que os nossos colegas tenham aprendido tanto como nós aprendemos, e acima de tudo que se tenham divertido.

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Trabalho realizado por: Ana Raquel Pinto Nº 2 Anabela Tomás Nº 3 Tiago Santos Nº 26 Vera Ribeiro Nº 27 7ºB