Controle de Poluição Industrial - Resíduos Solidos

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Tratamento de Res í duos S ó lidos Eng. Ms. Guilherme Augusto Guimarães Oliveira

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INTRODUÇÃO A geração e disposição dos resíduos sólidos gerados nas diversas atividades antrópicas tornou-se uma das principais causas de poluição ambiental. Os problemas decorrentes da disposição inadequada dos resíduos sólidos são antigos. Já no século XIV, metade da população da Europa foi dizimada pela peste bubônica, causada pela pulga dos ratos que proliferavam nos aglomerados populacionais, devido ao hábito dos habitantes disporem o lixo a céu aberto nas vias públicas.

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INTRODUÇÃO Com o advento da Revolução Industrial, potencializou os riscos decorrentes da disposição inadequada dos resíduos, tendo em vista o aumento do volume e da periculosidade dos mesmos. Os fatores relacionados ao crescimento populacional e o desenvolvimento econômico, sobretudo o industrial, acentuaram a geração de resíduos. A nossa civilização chega ao século XXI como a civilização dos resíduos, marcada pelo desperdício e pelas contradições de um desenvolvimento industrial e tecnológico sem precedentes na história da humanidade.

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MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Love Canal é um bairro nas Cataratas do Niágara, em Nova York. Nos anos 1970, o bairro teve um elevado número de casos de câncer e defeitos congênitos. Alunos das escolas locais adoeciam com freqüência. Os moradores descobriram acidentalmente que um canal próximo era local de deposição de substâncias tóxicas. Em 1978, Love Canal havia atraído a atenção da mídia nacional e artigos de jornais descreviam o bairro como uma “ bomba-relógio para a saúde pública”. Por fim, o governo remanejou mais de 800 famílias, indenizando os moradores pelas suas casas. A matriz da poluição, a Occidental Petroleum, gastou mais de US$ 200 milhões na limpeza do sítio, e o Congresso aprovou uma lei criando o Superfundo em 1980.

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MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Em 1892, William T. Love propôs conectar as partes alta e baixa do rio Niagara, abrindo um canal de cerca de 9,6 km de extensão e 85 metros profundidade. Em 1920, com o projeto abandonado, a área já escavada foi vendida e se tornou um vazadouro de lixo até 1953. Uma das principais indústrias que lá vertiam seus dejetos era a Hooker Chemical Corporation. A cidade de Niagara Falls e o Exército norte-americano também usaram o local como despejo. Em 1953, a Hooker Chemical Corporation, após preencher todo o canal com lixo tóxico e cobrí-lo com terra, vendeu a área à Coordenação de Educação de Niagara Falls, ao preço simbólico de 1 dólar. O contrato de venda continha uma cláusula pela qual se reconhecia que, se viessem a ocorrer casos de moléstias ou mortes por conta do material enterrado, a empresa não seria responsabilizada.

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Love Canal - EUA

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CONVENÇÃO DA BASILÉIA A Convenção da Basiléia para o Controle de Resíduos Perigosos e sua Eliminação de 1989, resultou das preocupações com a destinação final dos resíduos, mais especificamente, com o envio de rejeitos gerados nas nações industrializadas para os países em desenvolvimento. A Convenção tem como objetivos principais a redução do movimento trans-fronteiriço de resíduos perigosos, a minimização da geração de resíduos e a proibição de envio de resíduos para países que não possuam a capacidade de destiná-los adequadamente. A Convenção pretendia resolver o problema do crescimento das exportações de resíduos perigosos do mundo industrializado para os países em desenvolvimento.

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POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS O impacto ambiental da disposição inadequada dos resíduos sólidos se dá na forma de poluição das águas, do ar e do solo. Na maior parte das vezes, a disposição inadequada dos resíduos sólidos tem como impacto mais significativo a contaminação do solo e das águas subterrâneas. A magnitude do impacto depende, sobretudo, da composição do resíduo descartado, composição essa que está associada às substâncias e processos envolvidos na fabricação do produto final. A utilização do solo como local de disposição dos resíduos sólidos, mesmo que temporário, envolve medidas de segurança, para evitar que percolação de poluentes para camadas mais profundas, alterando a qualidade ambiental.

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POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS Além da degradação do solo, a disposição inadequada de resíduos oferece riscos ao ambiente quanto ao aspecto contaminação da águas subterrâneas e superficiais. A contaminação das águas subterrâneas é devido à lixiviação de componentes tóxicos presentes nos resíduos, que são arrastados até alcançar os aquíferos. A estrutura de drenagem interna do solo contribui para o arraste dos resíduos. Como conseqüência da disposição inadequada dos resíduos no solo, temos também a poluição das águas de superfície, em decorrência do carreamento superficial de poluentes presentes nos resíduos, situação potencializada com a erosão do próprio solo contaminado.

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POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS Santo Amaro da Purificação/BA – Contaminação ambiental por chumbo, por mais de 30 anos (entre 1960 e 1993), das atividades de uma fábrica de pelotização de chumbo. A Fábrica de chumbo francesa que faliu em 1993, contaminou com cerca de 500 mil toneladas de apara de chumbo. Contaminação atingiu pessoas, ruas, o rio Subaé e o estuário da Baía de Todos os Santos. A dose de ingestão de chumbo em crianças superou em 11,7 vezes o limite máximo aceito pela OMS.

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POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS Cidade dos Meninos/RJ – Em 1989 foi constatada contaminação ambiental e exposição humana a compostos organoclorados do passivo abandonado, nos anos 1960, pela extinta fábrica do Instituto de Malariologia, pertencente ao então Ministério da Educação e Saúde .

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POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS Aterro Mantovani, em Santo Antônio da Posse (SP) : Contaminação do solo pelo despejo de mais de 500 mil toneladas de material tóxico. Na região, rios foram contaminados e já há casos de pessoas que desenvolveram câncer por causa da ingestão de material tóxico produzido por empresas. Das 63 indústrias que despejaram detritos no local, 48 assumiram o problema e custearam os R$ 6 milhões gastos até agora com medidas de emergência de contenção dos poluentes (organoclorados, solventes e metais pesados, entre outros).

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POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS Aterro Mantovani, em Santo Antônio da Posse (SP) :

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De acordo com a Lei n° 6.938, de 31/8/1981, que instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente, “poluição é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: Prejudiquem a saúde, a segurança ou o bem-estar da população; Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; Ocasionar danos à flora, à fauna e a qualquer recurso natural; Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos “. A Lei n° 7.772, de 8/9/1980, que dispõe sobre a proteção, conservação e melhoria do meio ambiente em Minas Gerais, estabelece no seu artigo 2º que: “entende-se por poluição ou degradação ambiental qualquer alteração das qualidades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente que possam: I – prejudicar a saúde ou o bem-estar da população; II – criar condições adversas às atividades sociais e econômicas; III – ocasionar danos à flora, a fauna e a qualquer recurso natural; IV – ocasionar danos relevantes aos acervos históricos, cultural e paisagísticos”. POLUIÇÃO E RESÍDUOS SÓLIDOS

Objeções aos resíduos sólidos: :

Objeções aos resíduos sólidos: • Saúde pública • Contaminação do solo e da água • Estética da paisagem • Ocupação do espaço • Diminuição do valor comercial da terra • Custo da coleta e destinação final • Doenças relacionadas aos resíduos sólidos: leptospirose, peste bubônica, triquinose (Transmitida por porcos criados sem higiene), doenças degeneradoras do sistema nervoso central, deficiência mental em crianças.

Preocupações ambientais::

Preocupações ambientais: • Gases da estufa das atividades de resíduos solidos – aterros são a maior fonte de metano e gases de estufa; frotas de resíduos são fontes consideraveis de CO 2 and N 2 O. • Os materiais recicláveis gastos perderam sua energia inerente durante as atividades de produção (i.e., CO2 and N2O). • Metais voláteis pesados (exemplo chumbo e mercúrio) dioxinas e furanos de lixeiras abertas queimando e incineradores de baixo-padrão. • Vazamento de lixeiras abertas e sem forro contaminam a àgua do sub-solo e do superfície. • Bioaerosóis e poeira da manipulação. • Fumaça de lixeira abertas.

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A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – define o lixo como os "restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo-se apresentar no estado sólido, semi-sólido1 ou líquido2, desde que não seja passível de tratamento convencional. A NBR 10004 (ABNT, 2004) define como resíduos sólidos “ os resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam das atividades da comunidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível” DEFINIÇÃO DE LIXO E RESÍDUOS SÓLIDOS

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Os resíduos sólidos classificados como Perigosos, são aqueles que apresentam periculosidade, ou em decorrência das suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade (ABNT, 2004). Os resíduos sólidos classificados como Não-perigosos, são aqueles que podem apresentar propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade, entretanto, não se enquadram nas classificações dos resíduos perigosos (ABNT, 2004). Os resíduos sólidos classificados como classe II A – inerte são aqueles que não têm nenhum dos seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água (ABNT, 2004). Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente

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Quanto à natureza ou origem Lixo doméstico ou residencial • Lixo comercial • Lixo público • Lixo domiciliar especial: • Entulho de obras • Pilhas e baterias • Lâmpadas fluorescentes • Pneus Lixo de fontes especiais • Lixo industrial • Lixo radioativo • Lixo de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários • Lixo agrícola • Resíduos de serviços de saúde

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CARACTERÍSTICAS DOS RESÍDUOS SÓLIDOS As características do lixo podem variar em função de aspectos sociais, econômicos, culturais, geográficos e climáticos, ou seja, os mesmos fatores que também diferenciam as comunidades entre si e as próprias cidades. COMPOSTO BRASIL ALEMANHA HOLANDA EUA Matéria orgânica 65,00 10,40 50,30 35,60 Vidro 3,00 61,20 14,50 8,20 Metal 4,00 3,80 6,70 8,70 Plástico 3,00 5,80 6,00 6,50 Papel 25,00 18,80 22,50 41,00

GERAÇÃO PER CAPITA:

GERAÇÃO PER CAPITA A "geração per capita" relaciona a quantidade de resíduos urbanos gerada diariamente e o número de habitantes de determinada região. Muitos técnicos consideram de 0,5 a 0,8kg/hab./dia como a faixa de variação média para o Brasil. Na ausência de dados mais precisos, a geração per capita pode ser estimada. TAMANHO DA CIDADE POPULAÇÃO URBANA (habitantes) GERAÇÃO PER CAPITA (kg/hab./dia) Pequena Até 30 mil 0,50 Média De 30 mil a 500 mil De 0,50 a 0,80 Grande De 500 mil a 5 milhões De 0,80 a 1,00 Megalópole Acima de 5 milhões Acima de 1,00 Estados Unidos: 1,5 a 3,0 kg/hab.dia

COMPOSIÇÃO GRAVIMÉTRICA :

COMPOSIÇÃO GRAVIMÉTRICA A composição gravimétrica traduz o percentual de cada componente em relação ao peso total da amostra de lixo analisada. Entretanto, muitos técnicos tendem a simplificar, considerando apenas alguns componentes, tais como papel/papelão; plásticos; vidros; metais; matéria orgânica e outros

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Peso específico aparente é o peso do lixo solto em função do volume ocupado livremente, sem qualquer compactação, expresso em kg/m3. Sua determinação é fundamental para o dimensionamento de equipamentos e instalações. Na ausência de dados mais precisos, podem-se utilizar os valores de 230kg/m³ para o peso específico do lixo domiciliar, de 280kg/m³ para o peso específico dos resíduos de serviços de saúde e de 1.300kg/m³ para o peso específico de entulho de obras. seletiva, já que o mercado de plásticos rígidos é bem diferente do mercado de plásticos maleáveis, assim como os mercados de ferrosos e não-ferrosos. PESO ESPECÍFICO APARENTE

TEOR DE UMIDADE:

TEOR DE UMIDADE Teor de umidade representa a quantidade de água presente no lixo, medida em percentual do seu peso. Este parâmetro se altera em função das estações do ano e da incidência de chuvas, podendo-se estimar um teor de umidade variando em torno de 40 a 60%. Importância: Tem influência direta sobre a velocidade de decomposição da matéria orgânica no processo de compostagem. Influencia diretamente o poder calorífico e o peso específico aparente do lixo, concorrendo de forma indireta para o correto dimensionamento de incineradores e usinas de compostagem. Influencia diretamente o cálculo da produção de chorume e o correto dimensionamento do sistema de coleta de percolados.

COMPRESSIVIDADE:

COMPRESSIVIDADE Compressividade é o grau de compactação ou a redução do volume que uma massa de lixo pode sofrer quando compactada. Submetido a uma pressão de 4kg/cm², o volume do lixo pode ser reduzido de um terço (1/3) a um quarto (1/4) do seu volume original. Importância: Muito importante para o dimensionamento de veículos coletores, estações de transferência com compactação e caçambas compactadoras estacionárias.

PODER CALORÍFICO:

PODER CALORÍFICO Esta característica química indica a capacidade potencial de um material desprender determinada quantidade de calor quando submetido à queima. O poder calorífico médio do lixo domiciliar se situa na faixa de 5.000kcal/kg. Importância: Influencia o dimensionamento das instalações de todos os processos de tratamento térmico (incineração, pirólise e outros).

POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (pH):

POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (pH) O potencial hidrogeniônico indica o teor de acidez ou alcalinidade dos resíduos. Em geral, situa-se na faixa de 5 a 7. Importância: Indica o grau de corrosividade dos resíduos coletados, servindo para estabelecer o tipo de proteção contra a corrosão a ser usado em veículos, equipamentos, contêineres e caçambas metálicas.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA:

COMPOSIÇÃO QUÍMICA A composição química consiste na determinação dos teores de cinzas, matéria orgânica, carbono, nitrogênio, potássio, cálcio, fósforo, resíduo mineral total, resíduo mineral solúvel e gorduras. Importância: Ajuda a indicar a forma mais adequada de tratamento para os resíduos coletados.

RELAÇÃO CARBONO/NITROGÊNIO (C:N):

RELAÇÃO CARBONO/NITROGÊNIO (C:N) A relação carbono/nitrogênio indica o grau de decomposição da matéria orgânica do lixo nos processos de tratamento/disposição final. Em geral, essa relação encontra-se na ordem de 35/1 a 20/1. Importância: Fundamental para se estabelecer a qualidade do composto produzido .

PODER CALORÍFICO:

PODER CALORÍFICO Esta característica química indica a capacidade potencial de um material desprender determinada quantidade de calor quando submetido à queima. O poder calorífico médio do lixo domiciliar se situa na faixa de 5.000kcal/kg. Importância: Influencia o dimensionamento das instalações de todos os processos de tratamento térmico (incineração, pirólise e outros).

TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS:

TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Conceituação Define-se tratamento como uma série de procedimentos destinados a reduzir a quantidade ou o potencial poluidor dos resíduos sólidos, seja impedindo descarte de lixo em ambiente ou local inadequado, seja transformando-o em material inerte ou biologicamente estável. Tratamento de resíduos pode ser definido também como qualquer processo que modifique as suas características, composição ou propriedades, tornando-os em condições de serem dispostos de maneira aceitável. Os processos de tratamento podem utilizar mecanismos físicos, químicos e biológicos, dependendo da característica do resíduo, bem como da destinação final a qual será dada ao composto residual.

Reciclagem :

Reciclagem A reciclagem propicia as seguintes vantagens: • preservação de recursos naturais; • economia de energia; • economia de transporte (pela redução de material que demanda o aterro); • geração de emprego e renda; • conscientização da população para as questões ambientais.

Tratamento de resíduos sólidos industriais :

Tratamento de resíduos sólidos industriais Em geral, trata-se de transformar os resíduos em matéria-prima, gerando economias no processo industrial. Isto exige vultosos investimentos com retorno imprevisível, já que é limitado o repasse dessas aplicações no preço do produto, mas esse risco reduz-se na medida em que o desenvolvimento tecnológico abre caminhos mais seguros e econômicos para o aproveitamento desses materiais. neutralização, para resíduos com características ácidas ou alcalinas; • secagem ou mescla, que é a mistura de resíduos com alto teor de umidade com outros resíduos secos ou com materiais inertes, como serragem; • encapsulamento, que consiste em revestir os resíduos com uma camada de resina sintética impermeável e de baixíssimo índice de lixiviação; • incorporação, onde os resíduos são agregados à massa de concreto ou de cerâmica em uma quantidade tal que não prejudique o meio ambiente, ou ainda que possam ser acrescentados a materiais combustíveis sem gerar gases prejudiciais ao meio ambiente após a queima; • processos de destruição térmica, como incineração e pirólise.

Tratamento de resíduos de serviços de saúde :

Tratamento de resíduos de serviços de saúde Qualquer que seja a tecnologia de tratamento a ser adotada, ela terá que atender às seguintes premissas: • promover a redução da carga biológica dos resíduos, de acordo com os padrões exigidos, ou seja, eliminação do bacillus stearothermophilus no caso de esterilização, e do bacillus subtyllis, no caso de desinfecção; • atender aos padrões estabelecidos pelo órgão de controle ambiental do estado para emissões dos efluentes líquidos e gasosos; • descaracterizar os resíduos, no mínimo impedindo o seu reconhecimento como lixo hospitalar; • processar volumes significativos em relação aos custos de capital e de operação do sistema, ou seja, ser economicamente viável em termos da economia local. • Tratamento químico • Central de tratamento de resíduos de serviços de saúde

MÉTODO DE TRATAMENTO :

MÉTODO DE TRATAMENTO Métodos Térmicos Os processos térmicos têm como principais objetivos destruir os componentes orgânicos dos resíduos, reduzir o seu volume e transformá-lo em produtos sólidos e emissões atmosféricas inócuas. Os métodos mais conhecidos são a incineração e o co-processamento, que são processos cada vez mais utilizados devido as restrições para o uso de aterros. Outro argumento para a utilização de métodos térmicos para o tratamento dos resíduos diz respeito ao poder calorífico de certos rejeitos A possibilidade de aproveitar o resíduo como fonte de energia atende às diretrizes da Agenda 21, na medida que o mesmo retorna ao processo produtivo, economizando o consumo de recursos naturais para geração de energia.

INCINERAÇÃO:

INCINERAÇÃO A incineração é um processo de queima, na presença de excesso de oxigênio, no qual os materiais à base de carbono são decompostos, desprendendo calor e gerando um resíduo de cinzas. Normalmente, o excesso de oxigênio empregado na incineração é de 10 a 25% acima das necessidades de queima dos resíduos. É um método de tratamento que se utiliza da decomposição térmica à alta temperatura para destruir a fração orgânica do resíduo, tornando-o menos volumoso, diminuindo sua toxicidade, e em alguns casos, atóxico, ou até mesmo eliminá-lo. É um processo indicado para resíduos que apresentam características combustíveis ou com conteúdo significativo de orgânicos.

PIRÓLISE:

PIRÓLISE A pirólise também é um processo de destruição térmica, como a incineração, com a diferença de absorver calor e se processar na ausência de oxigênio. Nesse processo, os materiais à base de carbono são decompostos em combustíveis gasosos ou líquidos e carvão. Os pirolisadores são muito utilizados no tratamento dos resíduos de serviços de saúde, onde o poder calorífico dos resíduos mantém uma determinada temperatura no processo. Observe-se que nem a incineração, nem a pirólise resolve integralmente o problema da destinação dos resíduos de serviços de saúde, havendo a necessidade de se providenciar uma disposição final adequada para as cinzas e para o lodo resultante do tratamento dos gases.

CO-PROCESSAMENTO:

CO-PROCESSAMENTO Nos últimos tempos, tem se intensificado o interesse por esse tipo de tratamento de resíduos sólidos. Na produção do cimento, o valor da energia corresponde a uma parcela significativa no custo da produção. Desta forma, a busca por combustíveis alternativos visa sobretudo melhorar a eficiência do processo produtivo, na redução de custos. Os fornos utilizados para produção de cimento são equipamentos rotativos e longos, trabalhando com temperaturas elevadas, podendo superar a 1.700°C. Com relação aos incineradores, os fornos de cimento atingem à temperaturas mais altas e possuem maior tempo de residência. O resíduo substitui parte do combustível necessário, que é queimado na chama de aquecimento da mistura. Diferentemente do processo de incineração, a cinza fica incorporado ao produto final, que é o cimento. Quanto ás emissões atmosféricos, o cuidado que deve ter diz respeito ao arraste de substâncias voláteis, antes de atingirem a temperatura necessária à sua completa destruição. Mesmo com os devidos cuidados nos procedimentos operacionais, devem ser adotados sistemas de controle de poluição adequados e realizar o monitoramento do lançamento de poluentes para a atmosfera. Outro aspecto a ser considerado no processo de co-processamento de resíduos em fornos de cimento diz respeito à qualidade do produto fabricado, tendo em vista que algumas substâncias químicas podem interferir na composição do cimento, afetando algumas de suas propriedades. Para não comprometer o processo produtivo, existem algumas restrições para o resíduo, como teor de água limitado a 1%, teor de sólidos geralmente limitado a 20% e um baixa concentrações de metais, para evitar o entupimento dos queimadores

Métodos Biológicos:

Métodos Biológicos São processos de tratamento de resíduos que utilizam microorganismos vivos para degradação dos contaminantes orgânicos e inorgânicos. Os microorganismos utilizam as substâncias presentes nos resíduos como de energia e de carbono. A intensa atividade dos microorganismos existentes no ambiente promove a biodegradação, a dextoxificação, a transformação e a imobilização dos constituintes dos resíduos tratados, reduzindo os riscos da contaminação ambiental. Existem variações entre processos de degradação biológica dos resíduos. Os processos mais utilizados são o landfarming , o land application e a compostagem. Nos dois primeiros, o resíduo tratado permanece no mesmo local onde ocorre o tratamento, sendo que na compostagem o produto final é destinado a outro local.

COMPOSTAGEM:

COMPOSTAGEM A compostagem é um processo biológico de transformação da fração orgânica em substâncias húmicas, estabilizadas, com propriedades e características diferentes do material original, da qual resulta um produto denominado composto. A compostagem é considerada um sistema de reciclagem dos resíduos, é uma alternativa financeira e ambientalmente mais viável. Define-se compostagem como o processo natural de decomposição biológica de materiais orgânicos (aqueles que possuem carbono em sua estrutura), de origem animal e vegetal, pela ação de microorganismos. Para que ele ocorra não é necessária a adição de qualquer componente físico ou químico à massa do lixo. Trata-se de uma importante técnica para o aproveitamento de resíduos orgânicos, no qual é produzido um composto orgânico que pode se constituir em material de boa qualidade para melhorar as características físicas e físico-químicas do solo. O processo é resultado da atividade de microorganismos que convertem o nitrogênio em NH3 durante a decomposição do material orgânico.

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Programa de Gestão de Resíduos O Programa de Gerenciamento de Resíduos promove melhorias no ambiente ao qual está destinado. Estas melhorias, em princípio, são visuais, embora sejam muito mais abrangentes. São melhorias que envolvem e promovem segurança, higiene, organização, responsabilidade, conservação, conscientização e Educação Ambiental. O programa se baseia nos princípios da não geração e da minimização da geração de resíduos, que aponta e descrevem as ações relativas ao seu manejo, contemplando os aspectos referentes à minimização na geração, segregação, acondicionamento, identificação, coleta e transporte interno, armazenamento temporário, tratamento interno, armazenamento externo, coleta e transporte externo, tratamento externo e disposição final. Neste programa todos os resíduos deverão ser identificados, quantificados, classificados, segregados, devidamente acondicionados e tratados/destinados de forma adequada.

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Gestão de Resíduos Disposição de Resíduos Medidas fim de tubo Prevenção da Poluição Produção limpa Tratamento Reciclagem Boas Práticas Modificação do Processo Modificação do Produto Ecologia Industrial Consumo Sustentável Segregação Reúso Reciclagem Tratamento Destinação Final

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Conceito dos 4R’s Gestão de Resíduos Repensar – a forma de geração de resíduos. Redução – mediante o controle do desperdício de materiais e otimização das atividades. Reutilização – reincorporando- os aos processos produtivos. Reciclagem – consiste em um processo sistemático de reaproveitamento e re-incorporação resíduos, após alteração da sua constituição físico- química ou biológica, no mesmo local de origem ou em outras atividades.

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Produção mais limpa Aplicação de uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias- primas, água e energia, através da não- geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados em um processo produtivo (Santos, 2007, apud Ganghis , 2004) .

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DIAGRAMA DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA

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LOGÍSTICA REVERSA Conjunto de ações, procedimentos e meios, destinados a facilitar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos, na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, visando a não geração de rejeitos.

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NBR 10004/1987 - Resíduos Sólidos Classificação dos Resíduos Sólidos segundo riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública NBR 10005/1987 - Lixiviação de Resíduos NBR 10006/1987 - Solubilização de Resíduos NBR 10007/1987 - Amostragem de Resíduos NBR 12235/1992 - Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos

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Resolução CONAMA Nº 404/2008 - "Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos." - Data da legislação: 11/11/2008 - Publicação DOU nº 220, de 12/11/2008, pág. 93 Resolução CONAMA Nº 358/2005 - "Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências." - Data da legislação: 29/04/2005 - Publicação DOU nº 084, de 04/05/2005, págs. 63-65 Resolução CONAMA Nº 348/2004 - "Altera a Resolução CONAMA no 307, de 5 de julho de 2002, incluindo o amianto na classe de resíduos perigosos." - Data da legislação: 16/08/2004 - Publicação DOU nº 158, de 17/08/2004, pág. 070 Resolução CONAMA Nº 330/2003 - "Institui a Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Ambiental e Gestão de Resíduos" - Data da legislação: 25/04/2003 - Publicação DOU nº 082, de 30/04/2003, pág. 197 Resolução CONAMA Nº 316/2002 - "Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos" - Data da legislação: 29/10/2002 - Publicação DOU nº 224, de 20/11/2002, págs. 92-95 Resolução CONAMA Nº 313/2002 - "Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais" - Data da legislação: 29/10/2002 - Publicação DOU nº 226, de 22/11/2002, págs. 85-91 Resolução CONAMA Nº 307/2002 - "Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil" - Data da legislação: 05/07/2002 - Publicação DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96 Resolução CONAMA Nº 275/2001 - "Estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva" - Data da legislação: 25/04/2001 - Publicação DOU nº 117, de 19/06/2001, pág. 080 Resolução CONAMA Nº 264/1999 - "Licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividades de co-processamento de resíduos" - Data da legislação: 26/08/1999 - Publicação DOU nº 054, de 20/03/2000, págs. 80-83 - Status: Vigente (em processo de revisão) Resolução CONAMA Nº 228/1997 - "Dispõe sobre a importação de desperdícios e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo" - Data da legislação: 20/08/1997 - Publicação DOU nº 162, de 25/08/1997, págs. 18442-18443 Resolução CONAMA Nº 023/1996 - "Regulamenta a importação e uso de resíduos perigosos" - Data da legislação: 12/12/1996 - Publicação DOU nº 013, de 20/01/1997, págs. 1116-1124 Resolução CONAMA Nº 005/1993 - "Estabelece definições, classificação e procedimentos mínimos para o gerenciamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, portos e aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários" - Data da legislação: 05/08/1993 - Publicação DOU nº 166, de 31/08/1993, págs. 12996-12998 Resolução CONAMA Nº 006/1991 - "Dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos" - Data da legislação: 19/09/1991 - Publicação DOU, de 30/10/1991, pág. 24063

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Resolução CONAMA Nº 375/2006 - "Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá outras providências" - Data da legislação: 29/08/2006 - Publicação DOU nº 167, de 30/08/2006, pág. 141-146 Resolução CONAMA Nº 380/2006 - "Retifica a Resolução CONAMA Nº 375/2006 - Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá outras providências" - Data da legislação: 31/10/2006 - Publicação DOU nº 213, de 07/11/2006, pág. 59

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