logging in or signing up Judith Jarvis Thomson_11C paulopes Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 168 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: March 07, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: Escola Secundária de Benavente Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias Filosofia Judith Jarvis Thomson 09/10 Aléssio Sebastião Aurea Sá João Filipe Juliana Silva Rúben Pereira 11º C Slide 2: Judith Jarvis Thomson Vida Carreira Citações Galeria Slide 3: Vida Judith Jarvis Thomson nasceu em Nova Iorque, a 4 de Outubro de 1929. Recebeu a sua primeira licenciatura da Universidade Barnard em 1950, uma segunda licenciatura de Cambridge em 1952, um mestrado de Cambridge em 1956 e um doutoramento de Columbia em 1959 (todos em filosofia). Em 1962 iniciou a sua carreira como professora na Universidade de Barnard, e no mesmo ano conheceu e casou com o filósofo britânico James Thomson. Em 1964 Judith foi destacada para o MIT (Instituto Tecnológico de Massachussets), onde permanece hoje em dia com um alto estatuto catedrático. Divorciou-se do seu marido em 1976. Slide 4: Judith Thomson está ligada a inúmeras associações e fundações: Fulbright Foundation, American Association of University Women, National Endowment for the Humanities, Guggenheim Foundation, e Center for Advanced Study in Oslo, Norway. Em 1989 foi eleita para a Academia Americana de Artes e Ciências. Em 1992 e 1993 foi presidente da Associação Americana de Filosofia. Slide 5: Carreira Judith Jarvis Thomson é reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho em filosofia moral e metafísica. Esta filósofa dedicou grande parte da sua carreira a estudar a ética e moral do aborto. Judith defende o aborto e um dos seus principais trabalhos denominado “A Defesa do Aborto” foi publicado pela primeira vez em 1971. Garantindo no seu argumento que o feto tem o direito à vida, Thomson recorre a “experiências mentais” para argumentar a favor da permissibilidade moral do aborto induzido: Slide 6: A Defesa do Aborto O Violinista 1ª experiência mental Acordas de manhã e dás por ti na cama com um violinista inconsciente. Um violinista inconsciente famoso. Foi-lhe diagnosticada uma doença fatal nos rins, e a Sociedade dos Amantes da Música percorreu todos os registos médicos e descobriu que tu, e apenas tu, tens o tipo de sangue certo para ajudar. Então eles raptaram-te e, na noite passada o sistema circulatório do violinista estava ligado ao teu, de modo a que os teus rins pudessem ser usados para extrair os venenos do sangue dele, assim como o teu. Se ele for desligado de ti agora, ele irá morrer, mas em nove meses ele irá estar recuperado da sua doença, e poderá ser desligado de ti em segurança. Thomson diz que o aborto não viola o direito do feto à vida mas apenas o priva de algo – o uso do corpo da mulher – para o qual ele não tem direito. Não é por terminar a gravidez que a mulher viola as suas obrigações morais, mas a mulher que carrega o feto até ao fim é uma “Boa Samaritana” que vai além das suas obrigações. Slide 7: A Defesa do Aborto 2ª experiência mental O terceiro interveniente - A criança em expansão Supõe que te encontras preso numa casa pequena com uma criança em crescimento. Quero dizer, uma casa mesmo muito pequena, e uma criança em rápido crescimento - tu já estás encostando à parede da casa e em poucos minutos irás ser esmagado até à morte. A criança, por outro lado, não será esmagada até à morte; Se nada for feito para impedir que esta cresça, ela será magoada, mas no fim de contas ela irá simplesmente rebentar com a porta de casa e sair. Thomson considera que um terceiro interveniente não pode de modo algum fazer a escolha de matar a pessoa que vai ser esmagada ou a criança. No entanto, isto não significa que a pessoa que vai ser esmagada não possa defender-se e atacar a criança para salvar a própria vida. Para comparar isto à gravidez, podemos imaginar que a mãe é a casa e o feto a criança em crescimento. Nesse caso, a vida da mãe está a ser ameaçada e o feto é o único que a ameaça. Porque por razão alguma deverá a vida da mãe ser ameaçada, do mesmo modo que por razão alguma deverá o feto ameaçá-la, ambos são inocentes, e no entanto um terceiro elemento não pode intervir. Mas, diz Thomson, a pessoa cuja vida está a ser ameaçada pode intervir, justificando assim o direito da mãe de abortar. Slide 8: 3ª experiência mental “Sementes de Pessoas” A Defesa do Aborto Supõe que existem sementes de pessoas a esvoaçar no ar como pólen, e se tu abres as janelas, uma das sementes pode voar para dentro de casa e germinar na carpete. Tu não queres crianças, portanto arranjas e cobres as janelas com redes finas e precisas , as melhores que conseguires comprar. No entanto, pode acontecer, ainda que raramente, que uma das redes esteja defeituosa e uma semente entre e germine. Slide 10: Crítica 4ª experiência mental Crítica Objecção natural-artificial: a gravidez é um processo natural que é biologicamente natural para a espécie humana. A condição conjunta do violinista e dador, em contraste, representa uma forma extrema e fora do comum de “suporte à vida” que só pode dar-se através de intervenção cirúrgica. Esta diferença é moralmente relevante e portanto as duas situações não deveriam ser usadas como modelo uma da outra; Objecção dos gémeos siameses: a relação entre gémeos siameses representa uma analogia à gravidez mais completa do que a relação entre o violinista e o dador do rim. Porque a separação fatal de gémeos siameses é imoral, também o é o aborto; Objecção da diferença de “fardos”: suportar a vida do violinista é um fardo muito maior do que uma gravidez normal, portanto desligar o violinista é moralmente permissível, enquanto que o aborto do feto não; Objecção artificial: as nossas intuições de experiências mentais bizarras do tipo das usadas por Thomson não são de confiança e não nos dão garantias acerca das conclusões que elas pretendem suportar; Slide 11: Obras seleccionadas de Judith Thomson Acts and other events (1977) Rights, Restituition and Risk (1986) The Realm of Rights (1990) Symposium on the Realm of Rights Philosophy and Phenomenological Research 53, no.1 (1993) Moral Relativism and Moral objectivity, with Gilbert Harman (1996) Symposium on Moral Relativism and Moral Objectivity. Philosophy and Phenomenological Research 58, no. 1 (March 1998): 171–222 Goodness and Advice (2001) Slide 12: “A maior parte da oposição ao aborto baseia-se na premissa de que o feto é um ser humano, uma pessoa, desde o momento da concepção. Imaginemos, por exemplo, o mais comum dos argumentos. Somos alertados a notar que o desenvolvimento de um ser humano desde a concepção até ao nascimento e na infância é contínuo. Depois é-nos dito para desenhar uma linha, para escolher um ponto neste desenvolvimento e dizer “antes deste ponto a coisa não é uma pessoa, depois deste ponto é uma pessoa”. É concluído que o feto é, ou de qualquer maneira mais valia dizermos que é, uma pessoa a partir do momento da concepção. Coisas semelhantes podem ser ditas acerca do desenvolvimento de uma semente de maçã até uma macieira, e isto não quer dizer que sementes de maçãs sejam macieiras, ou que seria melhor dizermos que são.” Judith Jarvis Thomson "A Defesa do Aborto" originalmente publicado em Philosophy and Public Affairs, vol. 1, no. 1 Princeton: Princeton UP (1971). Citando Judith Thomson You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
Judith Jarvis Thomson_11C paulopes Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 168 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: March 07, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... 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Slide 4: Judith Thomson está ligada a inúmeras associações e fundações: Fulbright Foundation, American Association of University Women, National Endowment for the Humanities, Guggenheim Foundation, e Center for Advanced Study in Oslo, Norway. Em 1989 foi eleita para a Academia Americana de Artes e Ciências. Em 1992 e 1993 foi presidente da Associação Americana de Filosofia. Slide 5: Carreira Judith Jarvis Thomson é reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho em filosofia moral e metafísica. Esta filósofa dedicou grande parte da sua carreira a estudar a ética e moral do aborto. Judith defende o aborto e um dos seus principais trabalhos denominado “A Defesa do Aborto” foi publicado pela primeira vez em 1971. Garantindo no seu argumento que o feto tem o direito à vida, Thomson recorre a “experiências mentais” para argumentar a favor da permissibilidade moral do aborto induzido: Slide 6: A Defesa do Aborto O Violinista 1ª experiência mental Acordas de manhã e dás por ti na cama com um violinista inconsciente. Um violinista inconsciente famoso. Foi-lhe diagnosticada uma doença fatal nos rins, e a Sociedade dos Amantes da Música percorreu todos os registos médicos e descobriu que tu, e apenas tu, tens o tipo de sangue certo para ajudar. Então eles raptaram-te e, na noite passada o sistema circulatório do violinista estava ligado ao teu, de modo a que os teus rins pudessem ser usados para extrair os venenos do sangue dele, assim como o teu. Se ele for desligado de ti agora, ele irá morrer, mas em nove meses ele irá estar recuperado da sua doença, e poderá ser desligado de ti em segurança. Thomson diz que o aborto não viola o direito do feto à vida mas apenas o priva de algo – o uso do corpo da mulher – para o qual ele não tem direito. Não é por terminar a gravidez que a mulher viola as suas obrigações morais, mas a mulher que carrega o feto até ao fim é uma “Boa Samaritana” que vai além das suas obrigações. Slide 7: A Defesa do Aborto 2ª experiência mental O terceiro interveniente - A criança em expansão Supõe que te encontras preso numa casa pequena com uma criança em crescimento. Quero dizer, uma casa mesmo muito pequena, e uma criança em rápido crescimento - tu já estás encostando à parede da casa e em poucos minutos irás ser esmagado até à morte. A criança, por outro lado, não será esmagada até à morte; Se nada for feito para impedir que esta cresça, ela será magoada, mas no fim de contas ela irá simplesmente rebentar com a porta de casa e sair. Thomson considera que um terceiro interveniente não pode de modo algum fazer a escolha de matar a pessoa que vai ser esmagada ou a criança. No entanto, isto não significa que a pessoa que vai ser esmagada não possa defender-se e atacar a criança para salvar a própria vida. Para comparar isto à gravidez, podemos imaginar que a mãe é a casa e o feto a criança em crescimento. Nesse caso, a vida da mãe está a ser ameaçada e o feto é o único que a ameaça. Porque por razão alguma deverá a vida da mãe ser ameaçada, do mesmo modo que por razão alguma deverá o feto ameaçá-la, ambos são inocentes, e no entanto um terceiro elemento não pode intervir. Mas, diz Thomson, a pessoa cuja vida está a ser ameaçada pode intervir, justificando assim o direito da mãe de abortar. Slide 8: 3ª experiência mental “Sementes de Pessoas” A Defesa do Aborto Supõe que existem sementes de pessoas a esvoaçar no ar como pólen, e se tu abres as janelas, uma das sementes pode voar para dentro de casa e germinar na carpete. Tu não queres crianças, portanto arranjas e cobres as janelas com redes finas e precisas , as melhores que conseguires comprar. No entanto, pode acontecer, ainda que raramente, que uma das redes esteja defeituosa e uma semente entre e germine. Slide 10: Crítica 4ª experiência mental Crítica Objecção natural-artificial: a gravidez é um processo natural que é biologicamente natural para a espécie humana. A condição conjunta do violinista e dador, em contraste, representa uma forma extrema e fora do comum de “suporte à vida” que só pode dar-se através de intervenção cirúrgica. Esta diferença é moralmente relevante e portanto as duas situações não deveriam ser usadas como modelo uma da outra; Objecção dos gémeos siameses: a relação entre gémeos siameses representa uma analogia à gravidez mais completa do que a relação entre o violinista e o dador do rim. Porque a separação fatal de gémeos siameses é imoral, também o é o aborto; Objecção da diferença de “fardos”: suportar a vida do violinista é um fardo muito maior do que uma gravidez normal, portanto desligar o violinista é moralmente permissível, enquanto que o aborto do feto não; Objecção artificial: as nossas intuições de experiências mentais bizarras do tipo das usadas por Thomson não são de confiança e não nos dão garantias acerca das conclusões que elas pretendem suportar; Slide 11: Obras seleccionadas de Judith Thomson Acts and other events (1977) Rights, Restituition and Risk (1986) The Realm of Rights (1990) Symposium on the Realm of Rights Philosophy and Phenomenological Research 53, no.1 (1993) Moral Relativism and Moral objectivity, with Gilbert Harman (1996) Symposium on Moral Relativism and Moral Objectivity. Philosophy and Phenomenological Research 58, no. 1 (March 1998): 171–222 Goodness and Advice (2001) Slide 12: “A maior parte da oposição ao aborto baseia-se na premissa de que o feto é um ser humano, uma pessoa, desde o momento da concepção. Imaginemos, por exemplo, o mais comum dos argumentos. Somos alertados a notar que o desenvolvimento de um ser humano desde a concepção até ao nascimento e na infância é contínuo. Depois é-nos dito para desenhar uma linha, para escolher um ponto neste desenvolvimento e dizer “antes deste ponto a coisa não é uma pessoa, depois deste ponto é uma pessoa”. É concluído que o feto é, ou de qualquer maneira mais valia dizermos que é, uma pessoa a partir do momento da concepção. Coisas semelhantes podem ser ditas acerca do desenvolvimento de uma semente de maçã até uma macieira, e isto não quer dizer que sementes de maçãs sejam macieiras, ou que seria melhor dizermos que são.” Judith Jarvis Thomson "A Defesa do Aborto" originalmente publicado em Philosophy and Public Affairs, vol. 1, no. 1 Princeton: Princeton UP (1971). Citando Judith Thomson