logging in or signing up Crônicas osmaramaraujo Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 2195 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (1) Dislike it (1) Added: April 25, 2008 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description Aula de Português Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: 5 Série Prof. Kadja CRÔNICAS CRÔNICA : CRÔNICA Crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem. Origem : Origem A palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. No século XIX, com o desenvolvimento da imprensa, a crônica passou a fazer parte dos jornais. Características : Características A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal; Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica; O cronista dá às crônicas um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo; Pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura; A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor; Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo; Slide 5: Narração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos. Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico. Pequeno conto baseado em algo do cotidiano. Normalmente possuiu uma crítica indireta. Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. Exemplos deste tipo de crônica são Fernando Sabino, Millôr Fernandes. Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Em resumo, podemos determinar cinco pontos: Slide 6: Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos (“banais” - comuns). Millôr Fernandes. Crônica Narrativa Slide 7: Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos. Crônica Humorística Crônica Reflexiva Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular. Slide 8: O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.- Como e que liga? - perguntou.- Como, como é que liga? Não se liga.O garoto procurou dentro do papel de embrulho.- Não tem manual de instrução?O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.- Não precisa manual de instrução.- O que é que ela faz?- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.- O quê? A BOLA Slide 9: - Controla, chuta...- Ah, então é uma bola.- Claro que é uma bola.- Uma bola, bola. Uma bola mesmo. - Você pensou que fosse o quê?- Nada, não.O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.- Filho, olha.O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela.O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada.Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar. (Luís Fernando Veríssimo) You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem. Origem : Origem A palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. No século XIX, com o desenvolvimento da imprensa, a crônica passou a fazer parte dos jornais. Características : Características A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal; Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica; O cronista dá às crônicas um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo; Pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura; A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor; Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo; Slide 5: Narração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos. Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico. Pequeno conto baseado em algo do cotidiano. Normalmente possuiu uma crítica indireta. Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. Exemplos deste tipo de crônica são Fernando Sabino, Millôr Fernandes. Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Em resumo, podemos determinar cinco pontos: Slide 6: Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos (“banais” - comuns). Millôr Fernandes. Crônica Narrativa Slide 7: Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos. Crônica Humorística Crônica Reflexiva Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular. Slide 8: O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.- Como e que liga? - perguntou.- Como, como é que liga? Não se liga.O garoto procurou dentro do papel de embrulho.- Não tem manual de instrução?O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.- Não precisa manual de instrução.- O que é que ela faz?- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.- O quê? A BOLA Slide 9: - Controla, chuta...- Ah, então é uma bola.- Claro que é uma bola.- Uma bola, bola. Uma bola mesmo. - Você pensou que fosse o quê?- Nada, não.O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.- Filho, olha.O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela.O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada.Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar. (Luís Fernando Veríssimo)