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Premium member Presentation Transcript ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA : ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA A orígem das escolas de estudos estratégicos : A orígem das escolas de estudos estratégicos Após a I Guerra Mundial as grandes potências preocuparam-se em realizar pesquisas mais objetivas e menos retóricas visando a conceituação e mensuração do poder. 1927 - Inglaterra (Imperial Defense College) 1936 - França 1946 - EUA (National War College) 1949 - Brasil (Escola Superior de Guerra) No Brasil, a idéia de um instituto de altos estudos políticos e estratégicos, freqüentado por civis e militares, brotara em 1927, 29 anos antes da fundação da ESG. (A idéia foi de Pandiá Calógeras) Fonte: A GEOPOLÍTICA E AS PROJEÇÕES DO PODER - Gen. Meira Mattos Slide 4: Escola Superior de Guerra 24 “Nesta casa estuda-se o destino do Brasil” Missão : Missão O papel da Escola Superior de Guerra, na sua qualificação de instituto de altos estudos, é o de contribuir para o aperfeiçoamento da sociedade brasileira, mediante a pesquisa e o debate de opções político-estratégicas democráticas que possam servir como subsídios para a solução dos problemas nacionais. A Doutrina e o Método da ESG : A Doutrina e o Método da ESG Desde o início de seu funcionamento, a Escola Superior de Guerra formulou a concepção de uma metodologia que, durante anos de evolução e aperfeiçoamento, vem se constituindo em importante contribuição para a análise de problemas brasileiros, através de uma visão integrada da realidade. Slide 7: A construção doutrinária da ESG FINS A ATINGIR: OBJETIVOS VITAIS MEIOS A UTILIZAR: PODER NACIONAL A Nação e seus Objetivos : A Nação e seus Objetivos Nação é um grupo complexo, constituído por grupos sociais distintos que, ocupando uma mesma base física, compartilham da mesma evolução histórico-cultural e dos mesmos valores e interesses (objetivos). O Bem Comum traduz-se como objetivo síntese dos Objetivos Vitais. BEM COMUM INTEGRAÇÃO NACIONAL PAZ SOCIAL DEMOCRACIA INTEGRIDADE DO PATRIMÔNIO NACIONAL SOBERANIA PROGRESSO Poder Nacional : Poder Nacional Poder nacional é a capacidade que tem o conjunto interagente dos homens e dos meios que constituem a Nação, atuando na conformidade da vontade nacional, de alcançar e manter os Objetivos Vitais. ECO POL PSI MIL C&T AMEAÇAS PODER NACIONAL Campos de Ação do Poder Nacional : Campos de Ação do Poder Nacional SEGURANÇA E DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO Deve ser entendido como um processo social global em que todas as estruturas passam por contínuas e profundas transformações. Desenvolvimento Nacional é o processo global de fortalecimento e aperfeiçoamento do Poder Nacional, visando à conquista e manutenção dos Objetivos Vitais e à consecução do Bem Comum. SEGURANÇA É um estado, uma circunstância, um cenário, caracterizado pelo fato de a Nação, a Comunidade como um todo e cada um de seus integrantes sentirem-se garantidos contra ameaças de qualquer natureza, pelo emprego do Poder nacional. BEM COMUM SEGURANÇA DESENVOLVIMENTO Slide 11: Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS A Visão diz respeito a uma situação futura realista e atrativa, “uma condição que é melhor do que aquela que atualmente existe”. Sem uma visão de futuro possível e desejável não saberemos escolher a direção que seguiremos. Slide 12: MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS A Visão diz respeito a uma situação futura, enquanto que a Missão refere-se ao presente. (“O que devemos fazer hoje para construir o futuro?”). A Missão determina a finalidade de uma organização e a forma como ela deve ser gerida hoje (políticas e padrões de comportamento). O sentido de missão não é um conceito intelectual: é um sentimento emocional e profundamente pessoal. O indivíduo com um sentido de missão possui uma ligação emocional e um empenho em relação à ESG, àquilo que ela defende e tenta realizar. Slide 13: DOUTRINA MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS A Doutrina é um conjunto de princípios fundamentais que guiam as ações para o atingimento dos objetivos. É MANDATÓRIA e deve ser seguida, exceto quando circunstâncias excepcionais determinarem mudanças. Slide 14: DOUTRINA MÉTODO MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS É um processo de arquitetura estratégica que tem a finalidade de integrar e orientar o conhecimento coletivo para o cumprimento da missão. Slide 15: DOUTRINA MÉTODO VALORES MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. Convicções morais e éticas que guiam as ações pessoais. Comprometimento com a Missão. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS Os valores são as convicções e princípios morais que estão por trás da cultura da organização. São as pessoas que fazem a diferença entre as boas e as más organizações Slide 16: CONDUTA ADEQUADA DOUTRINA MÉTODO VALORES MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. Convicções morais e éticas que guiam as ações pessoais. Comprometimento com a Missão. Agir para o cumprimento da Missão. Participar. Dividir conhecimentos. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS Slide 17: CONDUTA ADEQUADA DOUTRINA MÉTODO VALORES MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. Convicções morais e éticas que guiam as ações pessoais. Comprometimento com a Missão. Agir para o cumprimento da Missão. Participar. Dividir conhecimentos. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS MÉTODO DE PLANEJAMENTO POLÍTICO E ESTRATÉGICO DA ESG : MÉTODO DE PLANEJAMENTO POLÍTICO E ESTRATÉGICO DA ESG ARQUITETURA ESTRATÉGICA “Não se exerce o Poder Nacional de uma nação das dimensões do Brasil sem a completa articulação e a integração dos sistemas de decisão, de informação e da administração”. General Meira Mattos A Geopolítica e as Projeções do Poder METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO E FORMULAÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONALDe Alberto Torres - cerca de 1910 : METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO E FORMULAÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONALDe Alberto Torres - cerca de 1910 1a. Fase: Avaliação da Conjuntura O espírito nacional e as tendências da política nacional O território e a nação; sua interpretação. As instituições e sua interpretação. Unidade nacional; patriotismo, o homem, a terra. 2a. Fase: Formulação de Políticas Política empírica, política de força, política racional. Política orgânica. Alcance e extensão dos poderes do governo. Civilização e progresso. População, produção e viação. Política internacional, política social e política econômica. 3a. Fase: Síntese das Políticas (Planos e Projetos) Revisão constitucional. Administração governamental, princípios fundamentais. Poderes políticos.. Fonte: A GEOPOLÍTICA E AS PROJEÇÕES DO PODER - Gen. Meira Mattos Slide 20: OG FASE DE DIAGNÓSTICO O V Método para o Planejamento Estratégico Por política compreendemos os caminhos que levam aos objetivos ... E por estratégia as ações empreendidas para, pelo(s) caminho(s) escolhido(s), coroar os objetivos. Uma ferramenta de decisão que permite enxergar a realidade, avaliar obstáculos e definir caminhos para a implementação prática das soluções estratégicas. Por diagnóstico entende-se conhecer a natureza da situação Slide 21: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Slide 22: Não há nenhum perigo à vista! O pior cego é o que está seguro e convicto de que vê. A Arte da Guerra consiste em saber ver com exatidão o potencial de perigo das situações. Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Slide 23: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Para qual tipo e magnitude de ameaças devemos estar preparados? Conflitos sociais Guerras nucleares, biológicas, químicas. Terrorismo, ameaças assimétricas Doenças, epidemias Destruição do meio ambiente Violência urbana Escassez de água e energia Envelhecimento Slide 24: A atividade de Inteligência Estratégica é o exercício permanente de ações direcionadas para a obtenção de dados e avaliação de situações, relativas a óbices que venham a impedir ou dificultar a conquista e a manutenção dos Objetivos Nacionais Inteligência Estratégica Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Slide 25: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Inteligência = Conhecimento O Conhecimento, a nível estratégico, é o conjunto de informações produzidas sobre a situação nacional, no que se refere ao poder, aos óbices, às vulnerabilidades, às possibilidades e a outros aspectos correlatos, com possível projeção para o futuro, baseadas em fatos e dados devidamente analisados e interpretados. INTELIGÊNCIA ESTRATÉGICA Slide 26: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Atores Internacionais Poderes Nacionais Instituições Internacionais Empresas Multinacionais Áreas Estratégicas Conflitos Atuais e Potenciais Slide 27: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG O Ambiente Interno envolve: Aspectos Estruturais: organização institucional da Nação e seus recursos Aspectos Conjunturais: avaliação do desempenho da organização Histórico da situação Evolução dos acontecimentos Projeções (Análise Prospectiva) Áreas Estratégicas Necessidades básicas Óbices e fatos portadores de futuros Indicadores de desempenho Slide 28: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Conhecimentos das políticas do governo vigente Cenário desejado que permitiu definí-la Objetivos de governo (OG) estabelecidos Estratégias concebidas para alcançá-los Programas e projetos considerados prioritários Resultados até então obtidos e os esperados Desempenho das diversas instituições, públicas e privadas, envolvidas com a execução dos planos governamentais Mecanismos de coordenação, acompanhamento e avaliação Análise das convergências e divergências entre a opinião pública nacional e os objetivos e resultados dos planos governamentais em curso (aferição da confiança que a sociedade deposita no governo) Identificação, a partir da aferição de confiança, dos programas e projetos que devam ser mantidos, enfatizados ou desativados. Slide 29: PRINCIPAL PROPÓSITO DA INTELIGÊNCIA CONHECER AS AMEAÇAS Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Slide 30: SISTEMA ABASTECIMENTO DE ÁGUA SISTEMA 2 SISTEMA URBANO SISTEMA DE ESGOTOS SISTEMA 3 SISTEMA HÍDRICO SISTEMA 2 NÓDULO A NÓDULO B NÓDULO C INTERFACE INTERFACE INTERFACE ANÁLISE DA RELAÇÃO SISTÊMICA Técnicas de ANÁLISE SISTÊMICA para identificar centros de gravidade inimigos e amigos. Esta abordagem visualiza uma situação ou sociedade como um conjunto de sistemas e subsistemas interligados por numerosos “nós”. O conhecimento dos “nós críticos” permitirá isolar e destruir ou desabilitar aqueles que causarão o colapso do(s) sistema(s). Na maioria dos casos, a liderança política será o “nó crítico” de uma estrutura de governo, mas se ela não puder ser atingida diretamente, outros sistemas sociais, econômicos ou militares poderão ser atacados. Slide 31: Aplicada ao contexto da INTELIGÊNCIA, a ABORDAGEM SISTÊMICA pressupõe não apenas o conhecimento sobre o adversário, mas uma CONTÍNUA ATUALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO (OODA Loop) para que estejamos numa situação de perceber e reagir imediatamente às mudanças de uma situação. OBSERVAR ORIENTAR DECIDIR AGIR OBSERVAR ORIENTAR DECIDIR AGIR CONFLITO Slide 32: CONFLITO OBSERVAÇÃO DECISÃO ORIENTAÇÃO AÇÃO Diagnóstico Inteligência Concepção Política Concepção Estratégica Ciclo OODA: agilidade na tomada de decisões Slide 33: ATAQUES DIRETOS AOS CENTROS DE GRAVIDADE DOS INIMIGOS A obtenção de vantagens estratégicas antecipadas exigem operações imediatas, direcionadas contra os centros de gravidade dos inimigos. Os ataques devem ser decisivos, agindo em profundidade sobre os recursos inimigos para causar sua paralisia e destruir a coesão. Slide 34: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Ao estágio de ANÁLISE segue-se o estágio de síntese, onde é feita a avaliação do Poder Nacional à luz dos dados coligidos e estudados no estágio anterior. A avaliação do Poder Nacional desdobra-se em três subestágios Slide 35: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Necessidades básicas são carências que devem ser atendidas com vista aos ONP - Objetivos Nacionais Permanentes (ou OV - Objetivos Vitais). As necessidades básicas devem ser listadas e ordenadas, levando-se em consideração que algumas delas podem estar referidas a mais de um ONP (OV). O estudo das necessidades básicas deve ter CARÁTER PROSPECTIVO, de vez que algumas delas, pouco relevantes no presente, podem tornar-se imperiosas no futuro. Slide 36: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Ao realizar o exame dos óbices: Listá-los, correlacionando-os com as necessidades básicas; Classificá-los segundo sua natureza (fatores adversos e antagonismos), e Verificar as tendências de sua evolução. Considerar os estudos prospectivos já realizados na análise de situação. As tendências geram decisões estratégicas futuras (CPN, CEN, PG, PNS, PND, PNIE, PNM) Slide 37: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Que quantidade de Poder (econômico, político, militar, tecnológico, social) dispomos para enfrentar as ameaças? Examina-se, com base nos estudos já desenvolvidos, as possibilidades e limitações do Poder Nacional, bem como as medidas, em execução ou previstas nos planos governamentais, para seu fortalecimento. Conhecida a situação do PN, procede-se a avaliação de sua capacidade, confrontando-a com cada necessidade básica, com os óbices já identificados, de modo a julgar sua condição de atender às necessidades básicas e tempo que isto será factível. Slide 38: Elaboração de Cenários OG O V Fase Política Concepção Política Slide 39: Elaboração de Cenários OG O V Fase Política Os cenários são imagens da realidade do País em um momento futuro, obtidas a partir de diferentes possibilidades de evolução das variáveis escolhidas quando da análise da situação. Slide 40: OG O V Fase Política Concepção Política A CPN - Concepção Política Nacional tem como objetivo a fixação da política de governo e da escolha de um cenário desejado. Slide 41: OG O V Fase Política IMPORTANTE Submeter a decisão política a CRIVOS DECISÓRIOS cujo propósito é verificar, numa análise final, se a decisão política é compatível com os ONP (OV), com o Bem Comum, com a Ética, com a Vontade Nacional. Identificar HC e HCA (Hipóteses de Conflito e Hipóteses de Conflito Armado) Slide 42: Fase Estratégica Segunda fase do Método: Na fase estratégica são implementadas as decisões adotadas na CPN - Concepção Política Nacional Slide 43: OG O V Fase Estratégica Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e Projetos Slide 44: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Fase Estratégica Que recursos e caminhos estarão disponíveis, e serão eles suficientes para proporcionar o desempenho adequado? Que órgãos estarão envolvidos? Slide 45: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Fase Estratégica Slide 46: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Coordenação Implemen- tação Gerencia- mento Fase Estratégica Slide 47: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Coordenação Implemen- tação Gerencia- mento Acompanha- mento Parâmetros de avaliação Fase Estratégica Slide 48: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Coordenação Implemen- tação Gerencia- mento Acompanha- mento Parâmetros de avaliação Fase Estratégica You do not have the permission to view this presentation. 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Premium member Presentation Transcript ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA : ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA A orígem das escolas de estudos estratégicos : A orígem das escolas de estudos estratégicos Após a I Guerra Mundial as grandes potências preocuparam-se em realizar pesquisas mais objetivas e menos retóricas visando a conceituação e mensuração do poder. 1927 - Inglaterra (Imperial Defense College) 1936 - França 1946 - EUA (National War College) 1949 - Brasil (Escola Superior de Guerra) No Brasil, a idéia de um instituto de altos estudos políticos e estratégicos, freqüentado por civis e militares, brotara em 1927, 29 anos antes da fundação da ESG. (A idéia foi de Pandiá Calógeras) Fonte: A GEOPOLÍTICA E AS PROJEÇÕES DO PODER - Gen. Meira Mattos Slide 4: Escola Superior de Guerra 24 “Nesta casa estuda-se o destino do Brasil” Missão : Missão O papel da Escola Superior de Guerra, na sua qualificação de instituto de altos estudos, é o de contribuir para o aperfeiçoamento da sociedade brasileira, mediante a pesquisa e o debate de opções político-estratégicas democráticas que possam servir como subsídios para a solução dos problemas nacionais. A Doutrina e o Método da ESG : A Doutrina e o Método da ESG Desde o início de seu funcionamento, a Escola Superior de Guerra formulou a concepção de uma metodologia que, durante anos de evolução e aperfeiçoamento, vem se constituindo em importante contribuição para a análise de problemas brasileiros, através de uma visão integrada da realidade. Slide 7: A construção doutrinária da ESG FINS A ATINGIR: OBJETIVOS VITAIS MEIOS A UTILIZAR: PODER NACIONAL A Nação e seus Objetivos : A Nação e seus Objetivos Nação é um grupo complexo, constituído por grupos sociais distintos que, ocupando uma mesma base física, compartilham da mesma evolução histórico-cultural e dos mesmos valores e interesses (objetivos). O Bem Comum traduz-se como objetivo síntese dos Objetivos Vitais. BEM COMUM INTEGRAÇÃO NACIONAL PAZ SOCIAL DEMOCRACIA INTEGRIDADE DO PATRIMÔNIO NACIONAL SOBERANIA PROGRESSO Poder Nacional : Poder Nacional Poder nacional é a capacidade que tem o conjunto interagente dos homens e dos meios que constituem a Nação, atuando na conformidade da vontade nacional, de alcançar e manter os Objetivos Vitais. ECO POL PSI MIL C&T AMEAÇAS PODER NACIONAL Campos de Ação do Poder Nacional : Campos de Ação do Poder Nacional SEGURANÇA E DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO Deve ser entendido como um processo social global em que todas as estruturas passam por contínuas e profundas transformações. Desenvolvimento Nacional é o processo global de fortalecimento e aperfeiçoamento do Poder Nacional, visando à conquista e manutenção dos Objetivos Vitais e à consecução do Bem Comum. SEGURANÇA É um estado, uma circunstância, um cenário, caracterizado pelo fato de a Nação, a Comunidade como um todo e cada um de seus integrantes sentirem-se garantidos contra ameaças de qualquer natureza, pelo emprego do Poder nacional. BEM COMUM SEGURANÇA DESENVOLVIMENTO Slide 11: Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS A Visão diz respeito a uma situação futura realista e atrativa, “uma condição que é melhor do que aquela que atualmente existe”. Sem uma visão de futuro possível e desejável não saberemos escolher a direção que seguiremos. Slide 12: MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS A Visão diz respeito a uma situação futura, enquanto que a Missão refere-se ao presente. (“O que devemos fazer hoje para construir o futuro?”). A Missão determina a finalidade de uma organização e a forma como ela deve ser gerida hoje (políticas e padrões de comportamento). O sentido de missão não é um conceito intelectual: é um sentimento emocional e profundamente pessoal. O indivíduo com um sentido de missão possui uma ligação emocional e um empenho em relação à ESG, àquilo que ela defende e tenta realizar. Slide 13: DOUTRINA MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS A Doutrina é um conjunto de princípios fundamentais que guiam as ações para o atingimento dos objetivos. É MANDATÓRIA e deve ser seguida, exceto quando circunstâncias excepcionais determinarem mudanças. Slide 14: DOUTRINA MÉTODO MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS É um processo de arquitetura estratégica que tem a finalidade de integrar e orientar o conhecimento coletivo para o cumprimento da missão. Slide 15: DOUTRINA MÉTODO VALORES MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. Convicções morais e éticas que guiam as ações pessoais. Comprometimento com a Missão. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS Os valores são as convicções e princípios morais que estão por trás da cultura da organização. São as pessoas que fazem a diferença entre as boas e as más organizações Slide 16: CONDUTA ADEQUADA DOUTRINA MÉTODO VALORES MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. Convicções morais e éticas que guiam as ações pessoais. Comprometimento com a Missão. Agir para o cumprimento da Missão. Participar. Dividir conhecimentos. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS Slide 17: CONDUTA ADEQUADA DOUTRINA MÉTODO VALORES MISSÃO Fundamentos da ESG VISÃO DO FUTURO Estudar o destino do Brasil (Estudos, Pesquisas e Debates) Reunião de pessoas com conhecimentos diversos Organização do conhecimento coletivo. Padronização da linguagem. Convicções morais e éticas que guiam as ações pessoais. Comprometimento com a Missão. Agir para o cumprimento da Missão. Participar. Dividir conhecimentos. A busca do BEM-COMUM e OBJETIVOS VITAIS MÉTODO DE PLANEJAMENTO POLÍTICO E ESTRATÉGICO DA ESG : MÉTODO DE PLANEJAMENTO POLÍTICO E ESTRATÉGICO DA ESG ARQUITETURA ESTRATÉGICA “Não se exerce o Poder Nacional de uma nação das dimensões do Brasil sem a completa articulação e a integração dos sistemas de decisão, de informação e da administração”. General Meira Mattos A Geopolítica e as Projeções do Poder METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO E FORMULAÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONALDe Alberto Torres - cerca de 1910 : METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO E FORMULAÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONALDe Alberto Torres - cerca de 1910 1a. Fase: Avaliação da Conjuntura O espírito nacional e as tendências da política nacional O território e a nação; sua interpretação. As instituições e sua interpretação. Unidade nacional; patriotismo, o homem, a terra. 2a. Fase: Formulação de Políticas Política empírica, política de força, política racional. Política orgânica. Alcance e extensão dos poderes do governo. Civilização e progresso. População, produção e viação. Política internacional, política social e política econômica. 3a. Fase: Síntese das Políticas (Planos e Projetos) Revisão constitucional. Administração governamental, princípios fundamentais. Poderes políticos.. Fonte: A GEOPOLÍTICA E AS PROJEÇÕES DO PODER - Gen. Meira Mattos Slide 20: OG FASE DE DIAGNÓSTICO O V Método para o Planejamento Estratégico Por política compreendemos os caminhos que levam aos objetivos ... E por estratégia as ações empreendidas para, pelo(s) caminho(s) escolhido(s), coroar os objetivos. Uma ferramenta de decisão que permite enxergar a realidade, avaliar obstáculos e definir caminhos para a implementação prática das soluções estratégicas. Por diagnóstico entende-se conhecer a natureza da situação Slide 21: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Slide 22: Não há nenhum perigo à vista! O pior cego é o que está seguro e convicto de que vê. A Arte da Guerra consiste em saber ver com exatidão o potencial de perigo das situações. Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Slide 23: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Para qual tipo e magnitude de ameaças devemos estar preparados? Conflitos sociais Guerras nucleares, biológicas, químicas. Terrorismo, ameaças assimétricas Doenças, epidemias Destruição do meio ambiente Violência urbana Escassez de água e energia Envelhecimento Slide 24: A atividade de Inteligência Estratégica é o exercício permanente de ações direcionadas para a obtenção de dados e avaliação de situações, relativas a óbices que venham a impedir ou dificultar a conquista e a manutenção dos Objetivos Nacionais Inteligência Estratégica Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Slide 25: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Inteligência = Conhecimento O Conhecimento, a nível estratégico, é o conjunto de informações produzidas sobre a situação nacional, no que se refere ao poder, aos óbices, às vulnerabilidades, às possibilidades e a outros aspectos correlatos, com possível projeção para o futuro, baseadas em fatos e dados devidamente analisados e interpretados. INTELIGÊNCIA ESTRATÉGICA Slide 26: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Atores Internacionais Poderes Nacionais Instituições Internacionais Empresas Multinacionais Áreas Estratégicas Conflitos Atuais e Potenciais Slide 27: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG O Ambiente Interno envolve: Aspectos Estruturais: organização institucional da Nação e seus recursos Aspectos Conjunturais: avaliação do desempenho da organização Histórico da situação Evolução dos acontecimentos Projeções (Análise Prospectiva) Áreas Estratégicas Necessidades básicas Óbices e fatos portadores de futuros Indicadores de desempenho Slide 28: Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Conhecimentos das políticas do governo vigente Cenário desejado que permitiu definí-la Objetivos de governo (OG) estabelecidos Estratégias concebidas para alcançá-los Programas e projetos considerados prioritários Resultados até então obtidos e os esperados Desempenho das diversas instituições, públicas e privadas, envolvidas com a execução dos planos governamentais Mecanismos de coordenação, acompanhamento e avaliação Análise das convergências e divergências entre a opinião pública nacional e os objetivos e resultados dos planos governamentais em curso (aferição da confiança que a sociedade deposita no governo) Identificação, a partir da aferição de confiança, dos programas e projetos que devam ser mantidos, enfatizados ou desativados. Slide 29: PRINCIPAL PROPÓSITO DA INTELIGÊNCIA CONHECER AS AMEAÇAS Diagnóstico Análise do Ambiente BEM-COMUM O V OG Slide 30: SISTEMA ABASTECIMENTO DE ÁGUA SISTEMA 2 SISTEMA URBANO SISTEMA DE ESGOTOS SISTEMA 3 SISTEMA HÍDRICO SISTEMA 2 NÓDULO A NÓDULO B NÓDULO C INTERFACE INTERFACE INTERFACE ANÁLISE DA RELAÇÃO SISTÊMICA Técnicas de ANÁLISE SISTÊMICA para identificar centros de gravidade inimigos e amigos. Esta abordagem visualiza uma situação ou sociedade como um conjunto de sistemas e subsistemas interligados por numerosos “nós”. O conhecimento dos “nós críticos” permitirá isolar e destruir ou desabilitar aqueles que causarão o colapso do(s) sistema(s). Na maioria dos casos, a liderança política será o “nó crítico” de uma estrutura de governo, mas se ela não puder ser atingida diretamente, outros sistemas sociais, econômicos ou militares poderão ser atacados. Slide 31: Aplicada ao contexto da INTELIGÊNCIA, a ABORDAGEM SISTÊMICA pressupõe não apenas o conhecimento sobre o adversário, mas uma CONTÍNUA ATUALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO (OODA Loop) para que estejamos numa situação de perceber e reagir imediatamente às mudanças de uma situação. OBSERVAR ORIENTAR DECIDIR AGIR OBSERVAR ORIENTAR DECIDIR AGIR CONFLITO Slide 32: CONFLITO OBSERVAÇÃO DECISÃO ORIENTAÇÃO AÇÃO Diagnóstico Inteligência Concepção Política Concepção Estratégica Ciclo OODA: agilidade na tomada de decisões Slide 33: ATAQUES DIRETOS AOS CENTROS DE GRAVIDADE DOS INIMIGOS A obtenção de vantagens estratégicas antecipadas exigem operações imediatas, direcionadas contra os centros de gravidade dos inimigos. Os ataques devem ser decisivos, agindo em profundidade sobre os recursos inimigos para causar sua paralisia e destruir a coesão. Slide 34: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Ao estágio de ANÁLISE segue-se o estágio de síntese, onde é feita a avaliação do Poder Nacional à luz dos dados coligidos e estudados no estágio anterior. A avaliação do Poder Nacional desdobra-se em três subestágios Slide 35: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Necessidades básicas são carências que devem ser atendidas com vista aos ONP - Objetivos Nacionais Permanentes (ou OV - Objetivos Vitais). As necessidades básicas devem ser listadas e ordenadas, levando-se em consideração que algumas delas podem estar referidas a mais de um ONP (OV). O estudo das necessidades básicas deve ter CARÁTER PROSPECTIVO, de vez que algumas delas, pouco relevantes no presente, podem tornar-se imperiosas no futuro. Slide 36: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Ao realizar o exame dos óbices: Listá-los, correlacionando-os com as necessidades básicas; Classificá-los segundo sua natureza (fatores adversos e antagonismos), e Verificar as tendências de sua evolução. Considerar os estudos prospectivos já realizados na análise de situação. As tendências geram decisões estratégicas futuras (CPN, CEN, PG, PNS, PND, PNIE, PNM) Slide 37: Diagnóstico BEM-COMUM O V OG Levantamento do Poder Que quantidade de Poder (econômico, político, militar, tecnológico, social) dispomos para enfrentar as ameaças? Examina-se, com base nos estudos já desenvolvidos, as possibilidades e limitações do Poder Nacional, bem como as medidas, em execução ou previstas nos planos governamentais, para seu fortalecimento. Conhecida a situação do PN, procede-se a avaliação de sua capacidade, confrontando-a com cada necessidade básica, com os óbices já identificados, de modo a julgar sua condição de atender às necessidades básicas e tempo que isto será factível. Slide 38: Elaboração de Cenários OG O V Fase Política Concepção Política Slide 39: Elaboração de Cenários OG O V Fase Política Os cenários são imagens da realidade do País em um momento futuro, obtidas a partir de diferentes possibilidades de evolução das variáveis escolhidas quando da análise da situação. Slide 40: OG O V Fase Política Concepção Política A CPN - Concepção Política Nacional tem como objetivo a fixação da política de governo e da escolha de um cenário desejado. Slide 41: OG O V Fase Política IMPORTANTE Submeter a decisão política a CRIVOS DECISÓRIOS cujo propósito é verificar, numa análise final, se a decisão política é compatível com os ONP (OV), com o Bem Comum, com a Ética, com a Vontade Nacional. Identificar HC e HCA (Hipóteses de Conflito e Hipóteses de Conflito Armado) Slide 42: Fase Estratégica Segunda fase do Método: Na fase estratégica são implementadas as decisões adotadas na CPN - Concepção Política Nacional Slide 43: OG O V Fase Estratégica Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e Projetos Slide 44: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Fase Estratégica Que recursos e caminhos estarão disponíveis, e serão eles suficientes para proporcionar o desempenho adequado? Que órgãos estarão envolvidos? Slide 45: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Fase Estratégica Slide 46: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Coordenação Implemen- tação Gerencia- mento Fase Estratégica Slide 47: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Coordenação Implemen- tação Gerencia- mento Acompanha- mento Parâmetros de avaliação Fase Estratégica Slide 48: OG O V Execução Controle Concepção Estratégica Planos, Programas e projetos Programa- ção Análise das Trajetórias Diretrizes Estratégicas Escolha das Trajetórias Orçamentos Coordenação Implemen- tação Gerencia- mento Acompanha- mento Parâmetros de avaliação Fase Estratégica