o que há em mim é sobretudo cansaço

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“O que há em mim é sobretudo cansaço” Álvaro de Campos

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Motivos do cansaço: Não tem uma origem definida nem um motivo concreto. É um cansaço psíquico, permanente e que abrange todas as coisas, reduzindo todas as pulsões a inutilidades.

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Como o poeta se diferencia dos outros? As sensações, as paixões, ou os amores que mobilizam os outros, apenas provocam cansaço no sujeito poético; os outros entregam-se aos desejos, aos sonhos, a nada, o sujeito poético só sente o cansaço que advém do excesso que põe naquilo que sente.

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Paradoxos utilizados na afirmação dessa diferença: “Porque eu amo infinitamente o finito” (v. 18); “Porque eu desejo impossivelmente o possível” (v. 19); “Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, / Ou até se não puder ser…” (vs. 20 – 21).

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“E o resultado?” (v. 22) Qual é o resultado? O resultado, para os outros, é a sua vida, o seu sonho ou um misto de tudo e nada; Para o sujeito poético, apenas um assumido cansaço.

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Comentário aos últimos 4 versos (referir os processos estilísticos utilizados) Partindo do superlativo “supremíssimo”, o poeta utiliza isoladamente o sufixo “íssimo”, indicador desse grau, amplificando-o através da repetição e sugerindo a sua ligação ao substantivo “cansaço”. É um processo modernista de desconstrução e reconstrução das palavras. A aliteração é um recurso fónico presente nestes versos.

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