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Motivos do cansaço: Não tem uma origem definida nem um motivo concreto.
É um cansaço psíquico, permanente e que abrange todas as coisas, reduzindo todas as pulsões a inutilidades.
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Como o poeta se diferencia dos outros? As sensações, as paixões, ou os amores que mobilizam os outros, apenas provocam cansaço no sujeito poético; os outros entregam-se aos desejos, aos sonhos, a nada, o sujeito poético só sente o cansaço que advém do excesso que põe naquilo que sente.
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Paradoxos utilizados na afirmação dessa diferença: “Porque eu amo infinitamente o finito” (v. 18);
“Porque eu desejo impossivelmente o possível” (v. 19);
“Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, / Ou até se não puder ser…” (vs. 20 – 21).
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“E o resultado?” (v. 22)
Qual é o resultado? O resultado, para os outros, é a sua vida, o seu sonho ou um misto de tudo e nada;
Para o sujeito poético, apenas um assumido cansaço.
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Comentário aos últimos 4 versos (referir os processos estilísticos utilizados) Partindo do superlativo “supremíssimo”, o poeta utiliza isoladamente o sufixo “íssimo”, indicador desse grau, amplificando-o através da repetição e sugerindo a sua ligação ao substantivo “cansaço”. É um processo modernista de desconstrução e reconstrução das palavras.
A aliteração é um recurso fónico presente nestes versos.