logging in or signing up Leitura do conto"Sésamo" de Miguel Torga lumafe Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: Embed: Flash iPad Copy Does not support media & animations WordPress Embed Customize Embed URL: Copy Thumbnail: Copy The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 2092 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: December 14, 2008 This Presentation is Public Favorites: 1 Presentation Description Apresentação Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript UMA LEITURA DO CONTO “SÉSAMO”DEMIGUEL TORGALuís Martins FernandesEscola Secundária Infante D. Pedro - AlvercaAcção 26: “Produzir apresentações em Power Point”Centro de Formação D. Dinis : UMA LEITURA DO CONTO “SÉSAMO”DEMIGUEL TORGALuís Martins FernandesEscola Secundária Infante D. Pedro - AlvercaAcção 26: “Produzir apresentações em Power Point”Centro de Formação D. Dinis Nota autobiográfica (Diário, 12/8/67) : Nota autobiográfica (Diário, 12/8/67) Ç Comecei mal e tarde. Enquanto outros partiram do saber, eu parti do sofrimento. Nenhuma porta se me abriu sem eu a arrombar. Lutei contra a pobreza, lutei contra a ignorância, lutei contra a idade, lutei contra os homens, lutei contra Deus, lutei contra mim. Uma infância rolada, de bola à mercê dos pontapés do mundo, uma juventude esfalfada, de estafeta atrasado na maratona da cultura, uma maturidade crispada, de indesejável na pátria. A criança desaninhada e perplexa nas encruzilhadas do destino, o rapaz a tentar a ferro e fogo fazer-se gente, o homem cercado de incompreensões. De maneira que era praticamente impossível que a árvore desse outros frutos. Tudo se conjugou nela e fora dela para um outono sáfaro, que verifico nesta singeleza despida de ilusões. E triste, mas não há voltas a dar-lhe. Resta-me apenas uma consolação: embora derrotado, consegui chegar ao fim da aventura na pureza com que a iniciei, e remir pela consciência dum velho poeta a sangrar a inocência dum jovem poeta de versos de pé quebrado. Slide 3: Prospecção Não são pepitas de oiro que procuro. Oiro dentro de mim, terra singela! Busco apenas aquela Universal riqueza Do homem que revolve a solidão: O tesoiro sagrado De nenhuma certeza, Soterrado Por mil certezas de aluvião. Slide 4: Cavo, Lavo, Peneiro, Mas só quero a fortuna de me encontrar. Poeta antes dos versos, E sede antes da fonte. Puro como um deserto. Inteiramente nu e descoberto. Orfeu Rebelde, p. 574 O TÍTULO SUGERE: : O TÍTULO SUGERE: Cereal MEIO RURAL -MONTANHA RIQUEZA Diálogo intertextual com o Ali Babá e os Quarenta Ladrões Fórmula encantatória MAGIA TEMPO : TEMPO Cronológico: Psicológico: Uma noite (serão) e um dia (pastoreio...) Abrandamento para apreciar: “Para dilatar o gosto do poder (...) prolongava o tempo”. (ls. 75-76) ESPAÇO : ESPAÇO PERSONAGENS : PERSONAGENS Colectivas mulheres homens crianças Individuais Raul Rodrigo repouso / lazer Tradicional contador de histórias Criança inocente, aberta ao maravilhoso, a aprender a ser homem trabalho ACÇÃO : ACÇÃO NARRADOR : NARRADOR Participante (Raul) / Omnisciente Subjectivo PRESENÇA: CIÊNCIA: POSIÇÃO: não participante (narrador propriamente dito) MODOS DE REPRESENTAÇÃO : MODOS DE REPRESENTAÇÃO Descrição 3 planos descritivos (ls. 102s.) Narração Cenários, modos de vida, personagens Léxico: Tempos verbais Montanha, realidade/fantasia... SIMBOLOGIA : SIMBOLOGIA VENTRE/GRUTA SÉSAMO Riqueza, fecundidade... Protecção/agressão, regressão... FIAR/DOBAR/TECER Obra criadora , destino... LINGUAGEM : LINGUAGEM Directa, simples, concisa, objectiva. Regionalismos: Ex: fiada, cantarinhas Slide 14: MORAL DA HISTÓRIA CLASSIFICAÇÃO : CLASSIFICAÇÃO TEMAS : TEMAS O contador de histórias Instrução Realidade / Fantasia Dura, indesejada Gratuita, apreciada Dura, eficaz Local : Regionalismos, superstições, espaço, tipos... Universal: Folclore árabe, condição infantil... Cf. Mouras encantadas – guardiãs de tesouros Escola Igreja Tradição (contador) Vida Slide 17: INSTANTE A cena é muda e breve : Num lameiro, Um cordeiro A pastar ao de leve; Embevecida, A mãe ovelha deixa de remoer; E a vida Pára também, a ver. Diário, 30/9/41 Slide 18: A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças – um rapaz e uma rapariga – silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar. Diário, 27/12/41 Slide 19: HERÓIS... “(...) Mas «Contos da Montanha» já é outra coisa, porque sendo também heróis quotidianos têm uma força de tal ordem que transcendem muito mais. O meu conceito de herói não é representado por Vasco da Gama. Para mim, o herói é um indivíduo que dá o máximo da sua humanidade. (...) Os meus heróis não são heróis à força. São seres modestos, pessoas realmente humildes, com tanta humildade que alcançam a heroicidade e a universalidade. (...) O meu herói é um homem vulgar, que dá tudo o que tem dentro de si. Todos nós temos uma capacidade de o ser.” (Sublinhados meus.) De uma entrevista a César Antonio Molina, in JL, 26/1/88, p. 10 You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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Pedro - AlvercaAcção 26: “Produzir apresentações em Power Point”Centro de Formação D. Dinis Nota autobiográfica (Diário, 12/8/67) : Nota autobiográfica (Diário, 12/8/67) Ç Comecei mal e tarde. Enquanto outros partiram do saber, eu parti do sofrimento. Nenhuma porta se me abriu sem eu a arrombar. Lutei contra a pobreza, lutei contra a ignorância, lutei contra a idade, lutei contra os homens, lutei contra Deus, lutei contra mim. Uma infância rolada, de bola à mercê dos pontapés do mundo, uma juventude esfalfada, de estafeta atrasado na maratona da cultura, uma maturidade crispada, de indesejável na pátria. A criança desaninhada e perplexa nas encruzilhadas do destino, o rapaz a tentar a ferro e fogo fazer-se gente, o homem cercado de incompreensões. De maneira que era praticamente impossível que a árvore desse outros frutos. Tudo se conjugou nela e fora dela para um outono sáfaro, que verifico nesta singeleza despida de ilusões. E triste, mas não há voltas a dar-lhe. Resta-me apenas uma consolação: embora derrotado, consegui chegar ao fim da aventura na pureza com que a iniciei, e remir pela consciência dum velho poeta a sangrar a inocência dum jovem poeta de versos de pé quebrado. Slide 3: Prospecção Não são pepitas de oiro que procuro. Oiro dentro de mim, terra singela! Busco apenas aquela Universal riqueza Do homem que revolve a solidão: O tesoiro sagrado De nenhuma certeza, Soterrado Por mil certezas de aluvião. Slide 4: Cavo, Lavo, Peneiro, Mas só quero a fortuna de me encontrar. Poeta antes dos versos, E sede antes da fonte. Puro como um deserto. Inteiramente nu e descoberto. Orfeu Rebelde, p. 574 O TÍTULO SUGERE: : O TÍTULO SUGERE: Cereal MEIO RURAL -MONTANHA RIQUEZA Diálogo intertextual com o Ali Babá e os Quarenta Ladrões Fórmula encantatória MAGIA TEMPO : TEMPO Cronológico: Psicológico: Uma noite (serão) e um dia (pastoreio...) Abrandamento para apreciar: “Para dilatar o gosto do poder (...) prolongava o tempo”. (ls. 75-76) ESPAÇO : ESPAÇO PERSONAGENS : PERSONAGENS Colectivas mulheres homens crianças Individuais Raul Rodrigo repouso / lazer Tradicional contador de histórias Criança inocente, aberta ao maravilhoso, a aprender a ser homem trabalho ACÇÃO : ACÇÃO NARRADOR : NARRADOR Participante (Raul) / Omnisciente Subjectivo PRESENÇA: CIÊNCIA: POSIÇÃO: não participante (narrador propriamente dito) MODOS DE REPRESENTAÇÃO : MODOS DE REPRESENTAÇÃO Descrição 3 planos descritivos (ls. 102s.) Narração Cenários, modos de vida, personagens Léxico: Tempos verbais Montanha, realidade/fantasia... SIMBOLOGIA : SIMBOLOGIA VENTRE/GRUTA SÉSAMO Riqueza, fecundidade... Protecção/agressão, regressão... FIAR/DOBAR/TECER Obra criadora , destino... LINGUAGEM : LINGUAGEM Directa, simples, concisa, objectiva. Regionalismos: Ex: fiada, cantarinhas Slide 14: MORAL DA HISTÓRIA CLASSIFICAÇÃO : CLASSIFICAÇÃO TEMAS : TEMAS O contador de histórias Instrução Realidade / Fantasia Dura, indesejada Gratuita, apreciada Dura, eficaz Local : Regionalismos, superstições, espaço, tipos... Universal: Folclore árabe, condição infantil... Cf. Mouras encantadas – guardiãs de tesouros Escola Igreja Tradição (contador) Vida Slide 17: INSTANTE A cena é muda e breve : Num lameiro, Um cordeiro A pastar ao de leve; Embevecida, A mãe ovelha deixa de remoer; E a vida Pára também, a ver. Diário, 30/9/41 Slide 18: A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças – um rapaz e uma rapariga – silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar. Diário, 27/12/41 Slide 19: HERÓIS... “(...) Mas «Contos da Montanha» já é outra coisa, porque sendo também heróis quotidianos têm uma força de tal ordem que transcendem muito mais. O meu conceito de herói não é representado por Vasco da Gama. Para mim, o herói é um indivíduo que dá o máximo da sua humanidade. (...) Os meus heróis não são heróis à força. São seres modestos, pessoas realmente humildes, com tanta humildade que alcançam a heroicidade e a universalidade. (...) O meu herói é um homem vulgar, que dá tudo o que tem dentro de si. Todos nós temos uma capacidade de o ser.” (Sublinhados meus.) De uma entrevista a César Antonio Molina, in JL, 26/1/88, p. 10