Áreas urbanas

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As áreas urbanas: dinâmicas internas(parte 1):

As áreas urbanas : dinâmicas internas (parte 1) A organização das áreas urbanas ESB – Geografia 11ºano – Professor: Joaquim Madruga

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DO RURAL AO URBANO

Espaço rural e espaço urbano:

Espaço rural e espaço urbano Espaço rural – espaço onde a ocupação do solo é predominantemente agrícola (terras de cultura, pastagens e bosques), a habitação é geralmente unifamiliar e a população ativa dedica-se sobretudo a atividades agrícolas, mas não exclui atividades não agrícolas que aqui também se inserem. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Espaço urbano – espaço densamente ocupado e com elevado índice de construção. Grande concentração de atividades dos setores secundário e sobretudo do terciário. A oposição espaço rural/espaço urbano faz-se essencialmente ao nível: - da ocupação do solo; das atividades económicas dominantes; da concentração populacional; da dinâmica populacional; das deslocações diárias; da acessibilidade.

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Espaço rural e espaço urbano Espaço urbano: ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A ocupação do solo Espaço rural: Espaço densamente ocupado por construções (áreas residenciais, comércio e serviços, indústria, equipamentos sociais e culturais) e infraestruturas de transportes; Poucos espaços verdes e de lazer; Aglomerados de grande dimensão. Espaço ocupado por terrenos agrícolas e edifícios antigos. Existência de muitos espaços livres; Espaços verdes naturais abundantes; Aglomerados de pequena dimensão. As atividades económicas dominantes Concentração e grande diversificação de atividades ligadas aos setores secundário e terciário. Atividades pouco diversificadas do setor primário: agricultura, pecuária e silvicultura.

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Espaço rural e espaço urbano Espaço urbano: ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A dinâmica populacional Espaço rural: Áreas em crescimento demográfico e com forte atração populacional; Motores de crescimento económico, de competitividade e de emprego Áreas com perda de população (êxodo rural) e mais envelhecidas. A concentração populacional População numerosa e densidade populacional elevada (edifícios em altura – com vários andares); Locais com população superior a 5000 habitantes ou com densidade populacional superior a 500 hab /km². Fraca densidade populacional com construções baixas e unifamiliares. (muitas construídas em pedra).

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Espaço rural e espaço urbano Espaço urbano: ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As deslocações diárias Espaço rural: Movimentos pendulares muito intensos (tráfego intenso – veículos e peões). Fracas deslocações pendulares (tráfego muito reduzido). A acessibilidade Rede de transportes e de comunicações muito densa (transportes públicos e ruas que se cruzam em várias direções); Lugares de boa acessibilidade. Redes de transporte e comunicações precárias e insuficientes; Fraca acessibilidade.

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Espaço rural e espaço urbano Se no passado a distinção entre estes dois espaços se fazia com relativa facilidade, atualmente o mesmo já não acontece, sendo mesmo, em muitos casos, difícil perceber onde acaba o povoamento rural e começa o urbano. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Rural/ urbano : distinção cada vez mais difícil Esta dificuldade deve-se, em parte: à própria expansão urbana (que tem levado à penetração física da urbanização nas áreas rurais; À crescente mobilidade da população; à crescente difusão do modo de vida urbano; ao aumento e diversificação das trocas entre a cidade e o campo; à descentralização de equipamentos e ao crescimento e diversificação profissional e funcional das povoações rurais. Urbanização : é a transformação do solo para fins comerciais, industriais e de habitação, bem como para a instalação de equipamentos de ensino, lazer, saúde, etc., tendo em vista a fixação da população.

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Espaço rural e espaço urbano Há pouco mais de um século a maioria da população portuguesa vivia em núcleos reduzidos, vinculados a uma economia agrária. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Rural/ urbano : distinção cada vez mais difícil Hoje o espaço urbano, principalmente no litoral a norte de Sines e no Algarve, tornou-se um contínuo, não havendo já uma distinção nítida entre o espaço ainda rural e o espaço já urbanizado. Com a expansão dos subúrbios e a difusão da indústria (onde o modo de vida rural e urbano se justapõem), os dois espaços uniformizam-se cada vez mais, graças também, à ação dos meios de comunicação social. É assim, cada vez mais difícil a delimitação destes dois espaços.

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Espaço rural e espaço urbano No entanto, a par da crescente dificuldade em identificar as fronteiras entre o rural e o urbano, surge outra dificuldade: a da definição de cidade . ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Rural/ urbano : distinção cada vez mais difícil Apesar de todos nós termos uma noção de cidade (às quais associamos um conjunto de características* ) não lhe corresponde uma definição rigorosa e muito menos com aceitação universal; o que explica as dificuldade sempre que precisamos de utilizar com algum rigor este conceito. * - elevada densidade populacional e de construção, um grande número de edifícios altos e concentrados, avenidas relativamente largas e com elevado fluxo de trânsito e de pessoas, grandes áreas comerciais e de serviços, um elevado dinamismo e oferta cultural, de lazer e de educação, como museus, bibliotecas, espetáculos, universidades, etc., ou seja, uma área de diversidades e de densidades. A principal razão para a falta desta definição são os critérios utilizados que variam de país para país e têm evoluído ao longo dos tempos.

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Espaço rural e espaço urbano O que transforma um lugar em urbano? Ou o que permite que um local tenha o título de cidade? ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade Entre os critérios utilizados para definir cidade destacam-se o demográfico , o funcional e o jurídico-administrativo . População absoluta : a definição de um número mínimo de habitantes é o critério mais utilizado internacionalmente. No entanto, os limiares para o que é considerado urbano variam bastante entre países: ex. na Dinamarca, Suécia e Noruega é de 200 hab ., na Índia é de 5.000 hab ., na Grécia é de 10.000, na Coreia do Sul é de 40.000 hab . e no Japão é de 50.000 habitantes). O critério demográfico Critério demográfico População absoluta Densidade populacional

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Espaço rural e espaço urbano Em Portugal, uma vila só pode ser elevada à categoria de cidade quando conte com um número de eleitores, em aglomerado populacional contínuo, superior a 8.000. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critério demográfico Todavia, qualquer que seja o valor mínimo a partir do qual se considera cidade (embora muito variável de país para país, e dentro do mesmo país variável ao longo do tempo) há sempre situações de exceção, seja por questões históricas que hoje são irrelevantes, seja porque há povoações que têm o número de habitantes mas faltam-lhes muitas características que lhes permitam uma vida própria e capacidade de dinamização dos espaços envolventes ( ex : muitos subúrbios das grandes cidades – cidades dormitório).

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Espaço rural e espaço urbano A densidade populacional é outro critério muito utilizado, visto ser típico existir na cidade um número elevado de habitantes por km² . Contudo, este critério isoladamente não serve de muito, pois também apresenta limitações uma vez que, por exemplo, muitas aldeias nos países em desenvolvimento têm uma densidade populacional maior do que certas cidades de países desenvolvidos. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critério demográfico Na Índia, por exemplo, uma vila para ser elevada a cidade tem de ter 5.000 habitantes ou mais e uma densidade populacional superior a 390 hab /km². A solução para a incoerência do critério demográfico é utilizar outros. De entre estes, o mais utilizado é o critério funcional .

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Espaço rural e espaço urbano A atividade desenvolvida pela população ativa de um aglomerado populacional é um critério fulcral e que reúne maior consenso na definição de cidade. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critério funcional De acordo com este critério, um aglomerado só é considerado cidade se a maioria dos seus habitantes trabalhar nos setores secundário e terciário. Mas a aplicação deste critério também levanta algumas dificuldades. Por exemplo: em Portugal, as aglomerações que surgem junto das grandes cidades (Lisboa e Porto), ocupadas por milhares de pessoas que trabalham nos setores secundário e terciário, não podem ser consideradas cidades, pois a maioria desses lugares não tem vida própria funcionando apenas como dormitórios . Massamá – Subúrbios de Lisboa

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Espaço rural e espaço urbano A classificação de cidade corresponde a um aglomerado populacional que, num determinado período, foi elevado a esta categoria a partir de uma entidade político-administrativa (rei ou parlamento). ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : jurídico-administrativo Durante muito tempo, as designações de cidade eram atribuídas aos aglomerados populacionais: - que fossem capitais de distrito - definidas por decisão legislativa -; - por vontade régia para incentivar o povoamento, recompensa por serviços ou garantir a defesa das regiões de fronteira (ex. Guarda, Beja e Tavira); - por reconhecimento de uma função religiosa - atribuídas por forma honorífica por terem sido sedes de bispado – (ex. Leiria, Miranda do Douro, Pinhel, Portalegre e Castelo Branco). Pinhel

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Espaço rural e espaço urbano Perante as dificuldades em uniformizar os critérios para a definição universal de cidade, o melhor será associar dois ou mais critérios. É isso que acontece em Portugal. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critérios mistos Na Conferência Europeia de Estatística ficou definido que as aglomerações com mais de 10.000 habitantes seriam consideradas cidades, ou então teriam no mínimo 2.000 habitantes mas, não tinham mais de 25% da população ligada ao setor primário. As cidades devem caracterizar-se por uma certa dimensão e diversidade. Nas cidades devem predominar sempre os setores terciário e secundário.

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Espaço rural e espaço urbano Nas cidades deve haver diversidade nos equipamentos e serviços prestados. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critérios mistos

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Espaço rural e espaço urbano As cidades devem conter áreas de recreio e lazer. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critérios mistos

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Espaço rural e espaço urbano As cidades devem ser espaços com edifícios e ruas com características morfológicas estéticas e funcionais diferentes. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os critérios de definição de cidade : critérios mistos Coimbra Viseu

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Espaço rural e espaço urbano No nosso país, são considerados centros urbanos todas as sedes de distrito e os aglomerados com mais de 10.000 habitantes. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A cidade em Portugal Uma cidade é um aglomerado populacional que ascende a esta categoria independentemente de ter ou não ter 10.000 habitantes. Um aglomerado pode ascender à categoria de cidade por ser uma entidade político-administrativa ou por lhe ter sido atribuída por forma honorífica. Miranda do Douro, com cerca de 2.200 habitantes foi elevada a cidade a 10 de julho de 1545 pelo rei D. João III. Miranda do Douro

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Espaço rural e espaço urbano De acordo com o Lei nº 11/82 de 2 de junho, uma vila só pode ser elevada à categoria de cidade quando conte com um número de eleitores, em aglomerado populacional contínuo, superior a 8000 e possua, pelo menos, metade dos seguintes equipamentos coletivos: ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A cidade em Portugal a) Instalações hospitalares com serviço de permanência; b) Farmácias; c) Corporação de bombeiros; d) Casa de espetáculos e centro cultural; e) Museu e biblioteca; f) Instalações de hotelaria; g) Estabelecimentos de ensino preparatório e secundário; h) Estabelecimentos de ensino pré-primário e infantários; i) Transportes públicos, urbanos e suburbanos; j) Parques ou jardins públicos. No entanto, o artigo 14º, da mesma Lei, refere ainda que “importantes razões de natureza histórica, cultural e arquitetónica poderão justificar uma ponderação diferente dos requisitos enumerados” no artigo 13º.

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A cidade : espaço de funções

A cidade: espaço de funções:

A cidade : espaço de funções A cidade é um espaço de funções , pois nela coexistem uma elevada diversidade de funções, como as ligadas às atividades terciárias (como a atividade comercial, teatros, escritórios, sedes de empresas, hotéis, etc.), à indústria e ao setor residencial (como a existência de bairros residenciais, desde os mais modestos aos destinados à habitação de luxo), ou seja, coexistem as funções terciária , industrial e residencial . ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais A localização, a predominância e as características destes grupos de funções permitem delimitar no interior da cidade áreas funcionais – zonas espaciais homogéneas com características próprias, dadas pela função dominante. No entanto, a morfologia da cidade vai sofrendo mutações não só ao longo dos tempos, mas também de área para área. Estas fazem-se sentir, por exemplo, no traçado das vias de comunicação, na tipologia dos edifícios, na densidade de construção, na diferenciação funcional, etc.

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A cidade : espaço de funções O aumento e a melhoria dos transportes e da acessibilidade provocam a procura das cidades (por residentes e atividades económicas) o que leva à expansão da cidade – provocando alterações na morfologia e a reestruturação das áreas funcionais. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade A acessibilidade é fundamental para maximizar os negócios – é mais fácil a chegada dos clientes. ( Os transportes públicos promovem a acessibilidade .)

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A cidade : espaço de funções A procura do centro da cidade associada ao desenvolvimento dos transportes e à melhoria das acessibilidades promovem a substituição das áreas residenciais pela atividade terciária (comércio, bancos, sedes de empresas, restaurantes, cafés, teatros, etc.) ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade promovendo a especulação fundiária . Especulação fundiária – é quando há um desequilíbrio entre a oferta e a procura. Quando a procura é superior à oferta, os preços do solo sobem e atingem valores muito superiores ao seu valor real.

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A cidade : espaço de funções Fatores associados à especulação fundiária : ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade Despovoamento das áreas centrais das cidades. Degradação das áreas mais antigas. Aumento dos preços dos terrenos. Surgimento de extensas áreas de solo expectante ( espaço que se encontra à espera de ocupação, de uma intervenção ). Aparecimento e aumento da construção clandestina.

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A cidade : espaço de funções A acessibilidade é fundamental para explicar a variação do preço do solo ( renda locativa ). ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade Regra geral: - o aumento da acessibilidade promove o aumento do valor do solo, que , grosso modo, diminui do centro para a periferia. A área central da cidade é dominada pelo cruzamento de eixos de comunicação, que tornam este local da cidade o de maior acessibilidade ao nível interno e externo. Local mais acessível, terrenos disponíveis mais escassos  maior competição pelas atividades terciárias  especulação fundiária.

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade Variação do centro para a periferia, da renda locativa para as três funções urbanas Terciário : sobretudo para o comércio especializado, a renda locativa diminui do centro para a periferia. O valor mais elevado regista-se no centro da cidade, devido à grande acessibilidade, decrescendo de forma rápida com a distância ao centro. Industrial e residencial: a variação faz-se no mesmo sentido, mas mais lentamente para a função residencial.

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade Variação do preço do solo urbano com a distância ao centro 1 – Áreas de forte concentração de atividades terciárias como bancos, companhias de seguros, hotéis, centros comerciais… (Ex. Parque das Nações – Lisboa)

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A cidade : espaço de funções Existem exceções na relação entre a renda locativa e a distância ao centro, pois afastado do centro aparecem áreas com: ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas funcionais : a importância da acessibilidade boa acessibilidade e facilidade de estacionamento; espaços verdes e atrativos; poluição sonora reduzida; procura pela população mais abastada, que aumentam a renda locativa .

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A cidade : espaço de funções O espaço urbano oferece uma grande diversidade de funções (comércio, serviços administrativos, indústrias, habitações, etc.) que, geralmente, se encontram organizadas no espaço, formando as chamadas áreas funcionais (terciária, industrial e residencial). ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional Em todas as cidades as áreas funcionais são semelhantes. As áreas funcionais de Lisboa

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A cidade : espaço de funções Todas as cidades têm uma área central que se distingue das restantes pela forte concentração das atividades terciárias, pela grande intensidade de usos do solo, pelo fraco número de alojamentos, pelo volume de empregos que fornece e, obviamente, pela forte atração que exerce sobre a população: tratar de negócios, ver montras, fazer compras, etc. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas terciárias Corresponde ao que vulgarmente se designa por CBD (Central Business District ). Esta área é a mais importante e a mais conhecida da cidade Em Portugal, esta área da cidade designa-se por «Baixa»; nos Estados Unidos por «Downtown»; em França por « Cité » e em Inglaterra por « City ». A abrangência espacial do CBD , Lisboa

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A cidade : espaço de funções No CBD concentram-se atividades do setor terciário que vão desde o comércio especializado até aos mais altos níveis de decisão da Administração Pública (ministérios, tribunais superiores, etc.) e da atividade privada (sedes de bancos, companhias de seguro, etc.). ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas terciárias – o CBD É também no CBD que tendem a realizar-se atividades de animação lúdica e cultural de qualidade. Rua Augusta - Lisboa

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A cidade : espaço de funções No centro da cidade, o tráfego é quase sempre muito intenso, tanto de veículos como de peões, devido à concentração de uma grande diversidade de funções raras - funções que só se encontram disponíveis em determinados lugares, as únicas que têm capacidade para suportar os elevados custos do solo e que, por isso, atraem diariamente um grande número de pessoas. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas terciárias – o CBD Demograficamente, o CBD caracteriza-se por uma enorme concentração de população flutuante - presente apenas durante o dia. Rua de Santa Catarina - Porto No CBD , os residentes são, essencialmente, pessoas idosas, como poucos recursos, e outras mais jovens e de maiores rendimentos que ocupam os edifícios renovados.

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A cidade : espaço de funções É para o CBD que convergem as principais artérias de circulação, onde se localizam as atividades mais sensíveis à centralidade, não só pela grande acessibilidade, mas também pelos contactos e informação que ele proporciona. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas terciárias – o CBD Avenida da Liberdade - Lisboa

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A cidade : espaço de funções No CBD , apesar da concentração de uma grande variedade de atividades, existe a tendência para a especialização espacial, quer em altura quer no que respeita às ruas. ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação espacial do CBD A esta especialização espacial horizontal e vertical pode ainda ser dado o nome de zonamento horizontal e zonamento vertical, respetivamente. No zonamento horizontal , de um modo geral, as funções menos nobres, ou que requerem menos contacto com o público, ocupam os andares mais altos (armazéns, oficinas, habitação, etc.), enquanto que o comércio ocupa o rés do chão e os serviços os primeiro e segundo andares. A diferenciação espacial horizontal evidencia-se, também, pela existência de áreas especializadas. Em quase todas as cidades, é possível distinguir o centro financeiro (sedes de bancos, de empresas, etc.) do comercial e do de lazer, onde se encontram hotéis, teatros, bares, discotecas, etc. Na atividade comercial, também se individualizam áreas com predomínio do comércio grossista – transação de bens entre o produtor e o retalhista, geralmente nas margens do centro, e áreas onde predomina o comércio retalhista - venda de bens diretamente ao consumidor e em quantidades limitadas - nas ruas centrais. No comércio retalhista, distinguem-se ainda as áreas de comércio mais popular das de comércio de maior prestígio.

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A cidade : espaço de funções O CBD caracteriza-se por ser uma área da cidade onde se regista uma forte concentração das atividades (devido à sua maior acessibilidade). ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A expansão do CBD : migração das áreas terciárias É para esta área que convergem as principais vias de trânsito, o que origina uma forte concentração de veículos e peões. - congestionamento do centro (área mais antiga, de ruas estreitas); - dificuldades de estacionamento; - escassez de espaço para a expansão das atividades; - especulação fundiária; - diminuição geral da acessibilidade acesso ao centro mais difícil e demorado.

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A cidade : espaço de funções Nos últimos anos, tem-se verificado a tendência para a descentralização (afastar do centro) de algumas atividades para outras áreas da cidade. Surgem, assim, novas centralidades noutros pontos da cidade, onde o espaço disponível e as melhores acessibilidades permitem ofertas mais inovadoras . ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A expansão do CBD : migração das áreas terciárias Alguns centros comerciais, como o Colombo, em Lisboa, o Arrábida Shopping, em Vila Nova de Gaia, ou o Norte Shopping, em Matosinhos, oferecem comércio especializado, produtos de grandes marcas, hipermercados, serviços pessoais e de lazer, etc., com a comodidade acrescida do parqueamento e da variedade de restauração.

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A expansão do CBD : migração das áreas terciárias Assiste-se, de igual modo, à deslocalização das sedes de empresas e de serviços de Administração Pública. Em Lisboa, este tipo de serviços expandiu-se, primeiro, para as chamadas Avenidas Novas e, atualmente, para a área oriental da cidade. Deslocalização – deslocação estratégica das atividades de uma empresa de um lugar para outro com o fim de obter ganhos através da diminuição dos custos de produção. Escritórios de empresas, Lisboa - 2013

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação demográfica do CBD Se no passado as áreas centrais da cidade eram um local de grande prestígio e extremamente procuradas pela população para aí residir, o mesmo não se passa no presente. As áreas centrais da cidade têm sido alvo de uma diminuição da população residente, que tem procurado noutros bairros, mais recentes e funcionais, localizados noutras áreas da cidade e/ou na sua periferia, a qualidade de vida que o centro já não lhes oferece. Lisboa é uma cidade com  tendência para o decréscimo do número de residentes e cuja população é cada vez mais velha. Ainda que muitos sejam os jovens que ambicionam aqui viver  e que haja muitas casas vazias, a população tem vindo a diminuir de ano para ano na última década. Praça da Figueira - Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação demográfica do CBD Os fatores responsáveis pelo abandono do centro e, consequentemente, pela diminuição da função residencial passam: - pela crescente ocupação do centro pelas atividades terciárias; Rua Garrett - Lisboa Edifício comercial – Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação demográfica do CBD Os fatores responsáveis pelo abandono do centro e, consequentemente, pela diminuição da função residencial passam: - pelo desenvolvimento dos transportes urbanos e suburbanos (que aumenta a mobilidade da população e a sua fixação em áreas afastadas do local de trabalho);

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação demográfica do CBD Os fatores responsáveis pelo abandono do centro e, consequentemente, pela diminuição da função residencial passam: - pelo aumento do congestionamento de trânsito e dificuldades de estacionamento (o veículo particular continua a ter uma utilização crescente, o que agrava não só a circulação do trânsito, como os locais de estacionamento vão sendo mais exíguos); - pelo aumento da poluição sonora e atmosférica; Avenida de Roma – Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação demográfica do CBD Os fatores responsáveis pelo abandono do centro e, consequentemente, pela diminuição da função residencial passam: - pela degradação das habitações antigas, que cada vez mais apresentam condições de habitabilidade precárias, constituindo mesmo um risco para a saúde e a vida dos seus habitantes. Campo das Cebolas - Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação demográfica do CBD

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A desertificação funcional : as áreas residenciais As áreas residenciais predominam no espaço urbano. A diversidade de formas e aspetos acabam por refletir o nível socioeconómico dos seus residentes. Esta diversidade é, na sua essência, o reflexo do nível económico e social dos seus habitantes. Constata-se assim, a existência de uma profunda segregação espacial, onde se evidencia uma organização em áreas com alguma homogeneidade interna ( os bairros ), registando-se, contudo, profundas desigualdades de área para área. A variação do preço do solo urbano é o fator que mais contribui para esta segregação espacial. As áreas residenciais dividem-se, assim, em: - áreas residenciais para classes com rendimentos elevados; - áreas residenciais para classes com rendimentos médios; - áreas residenciais para classes com rendimentos baixos.

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Áreas residenciais para classes com rendimentos elevados A elevada acessibilidade, o ambiente aprazível, a existência de jardins e espaços verdes, o estar afastada de unidades industriais, os baixos índices de poluição ou simplesmente a qualidade da construção e o prestígio social da área são fatores que contribuem para o aumento do valor do solo e, consequentemente, do preço da habitação, o que só a torna acessível a um estrato social restrito, as classes média alta e alta. São áreas onde predomina a habitação de luxo. Nestas áreas é possível encontrar bairros de edifícios de vários andares (plurifamiliares), modernos e funcionais, ou bairros de vivendas (unifamiliares). Condomínio de luxo – Lisboa Nestes bairros, a arquitetura é aprazível, de qualidade, com espaços verdes e jardins, podendo mesmo ter piscina. Verifica-se cada vez mais a tendência para a existência de condomínios fechados, onde a qualidade, a funcionalidade e a modernidade da habitação coexistem com a segurança, com uma envolvência paisagística aprazível e com a existência de serviços e equipamentos de apoio, de forma a proporcionar à população residente a qualidade de vida e o bem-estar desejados. Estes bairros beneficiam ainda de uma baixa densidade populacional e de uma fraca intensidade de trânsito. A Quinta da Marinha, em Cascais, o Restelo, em Lisboa, a Boavista, no Porto, são testemunhos de bairros característicos destas áreas residenciais.

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Áreas residenciais para classes com rendimentos médios São os bairros da classe média que ocupam a maior parte do solo urbano. Estes bairros surgem em áreas periféricas e assumem a forma de autênticos blocos de cimento, ou seja, edifícios plurifamiliares, com um elevado número de pisos e de andares por piso, onde a densidade de construção é elevadíssima e a harmonia e a qualidade ficam aquém das áreas de habitação de luxo. O aumento da distância ao centro da cidade, e, consequentemente, a diminuição do preço do solo, o desenvolvimento dos transportes e o desejo de aquisição de casa própria têm contribuído para o crescimento destes bairros nas periferias da cidade. Olaias – Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Áreas residenciais para classes com rendimentos baixos As áreas residenciais tidas como das classes mais baixas podem ocupar áreas distintas do espaço urbano (centro ou periferia). O CBD , como já foi referido, é uma área que tem vindo a perder a sua função residencial, no entanto, esta ainda existe. As habitações antigas e degradadas são, ainda, o teto de uma população carenciada, de fracos recursos económicos, ou seja, dos idosos e dos imigrantes. Castelo de S. Jorge e Mouraria - Lisboa Nas áreas afastadas do centro, pouco aprazíveis, com elevados índices de poluição, o valor do solo é mais baixo. A construção é precária, de fraca qualidade e monótona, mas é a única que uma população de baixos recursos consegue adquirir. A habitação social é também, grosso modo, uma constante das cidades. Esta é destinada a pessoas com menos recursos e é construída pelas autarquias, como, por exemplo, Lisboa, Cascais, Porto e Almada. As autarquias visam aumentar este tipo de construção de forma a realojar as pessoas que habitam em bairros degradados ou que foram desalojadas por catástrofes naturais. Chelas -Zona J - Marvila- Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Áreas residenciais para classes com rendimentos baixos Estes bairros, dispersos no espaço urbano, tendem a localizar-se nas periferias. Estão associados a extensos, monótonos e idênticos edifícios, onde a construção é de fraca qualidade, o que se traduz na rápida degradação interna e externa. Além disso, os apartamentos são de pequenas dimensões, para que se consiga albergar um maior número de famílias. Contudo, o realojamento de famílias nestes bairros tem sido acompanhado de problemas, que passam pela recusa, por parte de algumas famílias, em aceitarem facilmente a mudança de residência (muitos preferem voltar para as barracas). Além disso, ao concentrar um elevado número de famílias de baixos recursos financeiros, o espaço é palco de vastos problemas sociais, designadamente a pobreza e a exclusão social, que não têm conseguido ser totalmente colmatados. Bairro Quinta da Fonte – Subúrbios de Lisboa

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Áreas residenciais para classes com rendimentos baixos Além da habitação social, num patamar inferior surgem os bairros clandestinos, os vulgarmente conhecidos como bairros de lata. Estes bairros são desprovidos de condições mínimas de habitabilidade, a maioria não tem água canalizada, eletricidade e esgotos. Além disso, a dimensão do alojamento é muito reduzida, o que é agravado pelo número médio de elementos por família. Estão normalmente localizados nos subúrbios, em áreas insalubres, poluídas e mal servidas de transportes. A miséria, a promiscuidade, a droga e a criminalidade são uma constante do dia-a-dia de uma população, na sua maioria analfabeta, carenciada, de fracos recursos, onde a presença de imigrantes é predominante e crescente. Na cidade de Lisboa, estes bairros remontam à década de 50, aquando do processo de industrialização do país, uma vez que o surgimento de unidades industriais desencadeou intensos movimentos internos (êxodo rural). Contudo, os fracos recursos económicos desta população, associados à escassez de habitação, levaram à construção de bairros clandestinos, de barracas. Bairro da Serra – Prior Velho –Sacavém (às portas de Lisboa)

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A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Áreas residenciais para classes com rendimentos baixos Na década de 60 cresceu, às portas de Lisboa, um bairro que se tornou conhecido como o maior bairro clandestino da Europa. Deram-lhe o nome de Brandoa. Um lugar onde não havia água, nem luz, nem esgotos, mas onde cresciam prédios que albergavam centenas de pessoas. Construção do Bairro da Brandoa – Subúrbios de Lisboa A maioria dos residentes da Brandoa vinha do interior do país à procura de melhores condições de vida na capital e encontrava no bairro um local onde as casas eram baratas e a pouca distância do trabalho. As autoridades do Estado Novo fechavam os olhos a esta ilegalidade, com multas cobradas de dia e permissão disfarçada para construir de noite. Resolviam assim de forma dissimulada, o problema da falta da habitação, na época. A Brandoa foi crescendo, desordenada e marginal. Sobreviveu à passagem das décadas. Mudou, modernizou-se, mas manteve-se, até hoje, meia clandestina. Brandoa, 2013

A cidade: espaço de funções:

A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas industriais Depois de, durante muitos anos, a indústria ter sido uma atividade predominante nas cidades, nos últimos anos, ela perdeu, em larga medida, esse protagonismo. Na realidade, com a Revolução Industrial, as cidades iniciaram um movimento de forte atração sobre as indústrias. No entanto, a localização das indústrias nas cidades começou a suscitar alguns problemas: - as indústrias são grandes consumidoras de espaço; - o tráfego de veículos pesados é muito intenso; - a poluição atmosférica e sonora é extraordinariamente acentuada. Estes fatores negativos refletem-se de forma repulsiva na distribuição de outras funções, nomeadamente a residencial e a comercial.

A cidade: espaço de funções:

A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas industriais Todos os aspetos anteriormente referidos estão na origem do abandono da cidade pelas indústrias e na sua desconcentração para outras áreas, normalmente as periurbanas. Área periurbana – área que se localiza para além dos subúrbios de uma cidade. Corresponde a um espaço onde as atividades rurais e urbanas se misturam, dificultando a determinação dos limites físicos e sociais do espaço urbano e do rural. Esta resulta da implantação dispersa do povoamento urbano em meio rural. Aqui o tecido urbano surge de forma descontínua, a atividade agrícola é instável e assiste-se à implantação de indústrias e de alguns serviços. Na generalidade das áreas periurbanas, a densidade de ocupação humana regista valores reduzidos. Também os vários obstáculos levantados à permanência das indústrias no interior das cidades, nomeadamente a interdição de circulação de veículos pesados no interior da cidade e os constantes congestionamentos de tráfego dificultam a deslocação das matérias-primas e dos produtos. A constante falta de espaço e os elevados preços por m² foram outros dos problemas que contribuíram para o abandono das áreas mais centrais por parte da indústria. Esta tendência é particularmente significativa nas áreas metropolitanas (AML e AMP).

A cidade: espaço de funções:

A cidade : espaço de funções ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga A diferenciação funcional : as áreas industriais O próprio planeamento urbano já contempla áreas especificamente destinadas à indústria, favorecendo a sua deslocação, quer para a periferia das grandes cidades quer mesmo para o espaço rural. Área periurbana – área que se localiza para além dos subúrbios de uma cidade. Corresponde a um espaço onde as atividades rurais e urbanas se misturam, dificultando a determinação dos limites físicos e sociais do espaço urbano e do rural. Esta resulta da implantação dispersa do povoamento urbano em meio rural. Aqui o tecido urbano surge de forma descontínua, a atividade agrícola é instável e assiste-se à implantação de indústrias e de alguns serviços. Na generalidade das áreas periurbanas, a densidade de ocupação humana regista valores reduzidos. A criação de parques industriais surge como uma resposta à necessidade de relocalização das atividades industriais. Contudo, no caso de algumas cidades, como a do Barreiro e da Covilhã, a função industrial é, ainda, a função principal. Apesar de vários obstáculos, as indústrias de bens de consumo de pequena dimensão, pouco poluentes e ruidosas, que consomem pouca energia elétrica continuam a permanecer no interior das cidades, como a confeção de luxo, a joalharia e a impressão. Parque industrial do Seixal

A morfologia urbana:

A morfologia urbana ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os principais tipos de plantas Todas as cidades têm uma estrutura que, se exprime pela sua planta e na qual se representam de modo esquemático os elementos fundamentais da morfologia urbana: - a rede viária; - património imobiliário; - cursos de água. Fatores que influenciam a morfologia urbana: - Físicos; - Socioculturais; - Históricos; - Tecnológicos; - Económicos.

A morfologia urbana:

A morfologia urbana ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os principais tipos de plantas : planta ortogonal A planta ortogonal inspira-se nas plantas das antigas cidades romanas. Caracteriza-se pelo traçado geométrico regular com ruas direitas e perpendiculares entre si. Vantagens : - adapta-se muito bem a áreas planas. - acomoda-se bem às necessidades dos loteamentos, permitindo um bom aproveitamento dos terrenos; - as ruas iguais originam lotes igualmente valiosos. Desvantagens: - percursos alongados; - aparecimento de corredores de vento. Baixa Pombalina - Lisboa

A morfologia urbana:

Palma Nuova - Itália A morfologia urbana ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os principais tipos de plantas : planta radioconcêntrica A planta radioconcêntrica teve a sua origem nas cidades medievais. As cidades com este tipo de planta apresentam um núcleo central em volta do qual se desenvolvem artérias sensivelmente circulares (as ruas organizam-se a partir de um centro – praça, igreja, rotunda…). Vantagens : - facilidade em se chegar ao centro a partir da periferia; - adapta-se bem aos sítios com relevo, onde as ruas seguem as curvas de nível . Desvantagens: - as distâncias são alongadas nas artérias circulares; - os blocos de edifícios têm formas irregulares. Elvas Évora

A morfologia urbana:

A morfologia urbana ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os principais tipos de plantas : planta irregular A planta irregular é o traçado típico das cidades muçulmanas. Apresenta um traçado anárquico, com ruas estreitas e formas tortuosas, muitas delas a terminar em becos e pátios interiores sem saída e muitas vezes com escadarias. Desvantagens : - dificulta a circulação rodoviária, principalmente no que se refere aos transportes públicos Em Portugal esta influência é patente no traçado de bairros como Alfama e Mouraria (Lisboa) e zonas históricas de Faro, Évora e Moura. Vantagens : promove as relações de vizinhança; adapta-se bem à função comercial; - Reduz a utilização do automóvel.

A morfologia urbana:

A morfologia urbana ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga Os principais tipos de plantas : planta irregular Alfama - Lisboa Alfama - Lisboa Alfama - Lisboa

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A expansão urbana

Cidade, subúrbios e áreas periurbanas:

Cidade , subúrbios e áreas periurbanas ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As áreas suburbanas : a suburbanização O crescimento das cidades e o crescimento e a urbanização das áreas rurais são tendências irreversíveis, devido à mudança global das economias baseadas em tecnologia, indústria e serviços. A expansão urbana faz-se à custa das áreas periféricas das cidades, dando origem à ocupação dos subúrbios. Suburbanização : é o processo de desenvolvimento do espaço à volta das cidades. O crescimento das cidades está relacionado com duas fases: - a fase centrípeta : concentração da população e das atividades económicas; - a fase centrífuga : desconcentração da população e das atividades económicas – desconcentração urbana.

Cidade, subúrbios e áreas periurbanas:

Cidade , subúrbios e áreas periurbanas ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As cidades : fase de crescimento centrípeto A cidade atrai população rural e população de outros centros urbanos de menor dimensão e de menor importância. Área rural Cidade A cidade cria e fixa atividades ligadas ao comércio, indústria, aos transportes, aos serviços, etc. A cidade oferece emprego diversificado e disponibiliza habitação próxima do local de trabalho. A cidade distingue-se das áreas rurais (campo) que a circunda. Quanto maior for o dinamismo demográfico e funcional das áreas centrais da cidade mais rápido e intenso será o crescimento espacial das suas áreas periféricas.

Cidade, subúrbios e áreas periurbanas:

Cidade , subúrbios e áreas periurbanas ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As cidades : fase de crescimento centrípeto FASE DE CONCENTRAÇÃO URBANA crescimento centrípeto - (dinamismo demográfico e funcional dos centros urbanos) “A cidade atrai” população rural (êxodo rural) e população de outras origens Desenvolvimento dos transportes urbanos e suburbanos. - Os grandes eixos ferroviários suburbanos orientam de certo modo a expansão urbana. A população da cidade aumenta e esta extravasa os seus limites, expandindo-se ao longo dos eixos que oferecem maior acessibilidade anexando áreas centrais. Da cidade começam, sucessivamente, a sair atividades económicas e população. Aquela que continua a chegar não é suficiente para compensar o número dos que partem. FASE DE DESCONCENTRAÇÃO URBANA

Cidade, subúrbios e áreas periurbanas:

Cidade , subúrbios e áreas periurbanas ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As cidades : fase de crescimento centrífugo Aumento da população nas áreas periféricas contribuindo para a suburbanização. - Deslocação das fábricas para o exterior das aglomerações. - Extensão dos transportes suburbanos (aumento da frequência e da extensão) das migrações pendulares. Expansão urbana  criação de subúrbios cada vez mais vastos (áreas suburbanas) . Cidade A urbe passa a ter novos limites (área periurbana).

Cidade, subúrbios e áreas periurbanas:

Cidade , subúrbios e áreas periurbanas ESB – Geografia 11º ano Prof. Joaquim Madruga As cidades : fase de crescimento centrífugo FASE DE DESCONCENTRAÇÃO URBANA crescimento centrífugo - (EXPANSÃO URBANA) Descentralização/Desconcentração da população e das atividades económicas Consumo do espaço rural envolvente, invasão dos núcleos rurais periféricos e crescimento destes, criação de novos polos habitacionais resultantes do avanço da urbanização à custa do consumo e destruição dos solos agrícolas, alguns com elevada potencialidade produtiva. Sucessivo alargamento dos subúrbios. Surgimento de novas periferias urbanas cada vez mais afastadas do antigo centro da cidade-mãe (metrópole). Espaços cada vez mais vastos vão sendo polarizados pela metrópole. Área Metropolitana (Lisboa e Porto) – Região Metropolitana (Lisboa e Porto)

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FIM Continua: ver (parte 2 –)

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