logging in or signing up Europa e Japão kmmad Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 232 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: November 21, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description Ver mais em: http://www.geoesb.blogspot.com Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript A reafirmação da EUROPA : A reafirmação da EUROPA A consolidação do JAPÃO A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial OCDE OECE No final da IIª Guerra Mundial a Europa encontrava-se em ruínas. Foi nesta situação de fragilização e num mundo bipolarizado, num contexto de Guerra Fria que surgiu o processo de integração da Europa Ocidental, como única via para construir uma Europa Unida, com base na paz e na cooperação. Foi formada a Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE), tendo como finalidade a coordenação da ajuda americana no âmbito do Plano de Marshall. Mais tarde a OECE deu lugar à OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico). A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial OCDE Os países da OCDE A azul escuro: países fundadores A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : OCDE OECE Após a IIª Guerra Mundial, da qual a Europa saiu muito enfraquecida, muitas foram as tentativas de criação de instituições ou organismos que promovessem a União Europeia (...) tinha-se consciência de que uma Europa dividida dificilmente se poderia opor à hegemonia dos EUA e ao poderio da URSS (...) A 18 de abril de 1951 foi instituída a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) a partir do Tratado de Paris, tendo como membros a França, Alemanha (RFA), Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial A integração europeia : CEE CECA A integração europeia A CECA teve como objetivo assegurar e coordenar a produção, distribuição e controlo dos preços do carvão e do aço(...). Representa o início da construção da Europa, ou seja, a primeira verdadeira Comunidade Europeia e foi a precursora da Comunidade Económica Europeia (CEE). O reconhecido êxito da CECA veio mostrar que se podia ir mais longe (...) ou seja, um vasto espaço geográfico constituído por vários países da Europa entre os quais deveria ser livre a circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais como de um só grande país se tratasse. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial EURATOM CECA CEE Foi assim que em 25 de Março de 1957 se assinou o Tratado de Roma pelo qual foi criada a Comunidade Económica Europeia (CEE) constituída pelos 6 países que formavam a CECA. Pelo mesmo tratado de Roma e pelos mesmos 6 países foi também criada a Comunidade Europeia da Energia Atómica EURATOM, destinada a promover o desenvolvimento das indústrias nucleares para fins pacíficos, especialmente para obter a energia que à Europa tanta falta faz. Em 1967 os órgãos das três comunidades (CECA, CEE e EURATOM) fundem-se para dar lugar a uma Comissão e um Conselho de ministros únicos. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial CEE EFTA Como reação ao aparecimento da CEE e porque alguns países europeus não estavam dispostos a aceitar todas as cláusulas do Tratado de Roma, surgiu em 1960 a EFTA (European Free Trade Association) ou AECL (Associação Europeia de Comércio Livre). A EFTA visava a criação de uma zona de comércio livre para produtos industriais. Foi defendida pelo Reino Unido que pretendia continuar a manter relações privilegiadas com os países do antigo império britânico. Além do Reino Unido faziam parte da EFTA Portugal, Áustria, Dinamarca, Noruega, Suécia, Suíça e Finlândia em 1961 e Islândia em 1969. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial CEE Os tratados de Roma estabeleciam como principais objetivos: - a criação de uma União aduaneira - a criação de um mercado comum - a adoção de políticas comuns - a instituição de um Banco Europeu de Investimentos. Continuando o processo de integração, no sentido de um maior aprofundamento, em 1985 foram tomadas duas decisões muito importantes para o futuro da comunidade: a assinatura do ato único europeu em 1986; - a assinatura do Tratado da União Europeia de Maastricht em 1992. O Ato Único Europeu : O Ato Único Europeu CEE Alarga as competências da CEE e tinha os seguintes objetivos: - criação de um mercado único europeu a partir de 1993; - o reforço do SME (Sistema Monetário Europeu); - a coesão económica e Social o ato único institucionaliza o objetivo do mercado único e estabelece que a partir de 31 de Dezembro de 1992: o espaço europeu deixe de ter fronteiras internas; - deverão circular, em total liberdade, as pessoas, as mercadorias, os serviços e os capitais. O Tratado de Maastricht – A União Europeia : O Tratado de Maastricht – A União Europeia UE Em 1992 é assinado em Maastricht, na Holanda, o TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA (Tratado de Maastricht) que institui a UNIÃO EUROPEIA. O extenso Tratado de Maastricht assenta nos seguintes princípios: - instauração da cidadania europeia (instituiu alguns dos direitos dos cidadãos europeus, como o direito ao voto nas eleições europeias e municipais para os residentes comunitários qualquer que seja o país que habitem, o direito de circular livremente dentro do espaço comunitário); O Tratado de Maastricht – A União Europeia : O Tratado de Maastricht – A União Europeia UE - criação da União Económica e Monetária (UEM); - novas competências do Parlamento Europeu e o reforço do poder de decisão; - criação do Comité das Regiões; - determinação da Política Externa de Segurança Comum (PESC); - reforço da cooperação nos domínios judicial, policial e alfandegário; - alargamento da competências da Comunidade (ambiente, investigação e desenvolvimento, telecomunicações, cultura e proteção dos consumidores). O Tratado de Maastricht – A União Europeia : O Tratado de Maastricht – A União Europeia UE Em 1997, o Tratado de Maastricht foi reforçado através da revisão introduzida pelo Tratado de Amesterdão: - instauração da verdadeira cidadania europeia - democratização do funcionamento das instituições comunitárias - implementação da PESC (Política Externa de Segurança Comum). O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE O espaço e a cooperação Schengen assentam no Acordo Schengen de 1985. O espaço Schengen representa um território no qual a livre circulação das pessoas é garantida. Os Estados signatários do acordo aboliram as fronteiras internas a favor de uma fronteira externa única. Foram adotados procedimentos e regras comuns no espaço Schengen em matéria de vistos para estadas de curta duração, pedidos de asilos e controlos nas fronteiras externas. O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE Em simultâneo, e por forma a garantir a segurança no espaço Schengen, foi estabelecida a cooperação e a coordenação entre os serviços policiais e as autoridades judiciais. A cooperação Schengen foi integrada no direito da União Europeia pelo Tratado de Amesterdão em 1997. No entanto, nem todos os países que cooperam no âmbito do acordo Schengen são membros do espaço Schengen, quer porque não desejam a supressão dos controlos nas fronteiras quer porque ainda não preenchem as condições necessárias para a aplicação do acervo de Schengen. O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE Medidas adotadas pelos Estados-Membros no âmbito da cooperação Schengen: - a supressão dos controlos das pessoas nas fronteiras internas; - um conjunto de regras comuns aplicáveis às pessoas que atravessam as fronteiras externas dos Estados-Membros da UE; a harmonização das condições de entrada e das regras em matéria de vistos para as estadas de curta duração; O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE Medidas adotadas pelos Estados-Membros no âmbito da cooperação Schengen: - o reforço da cooperação entre os agentes de polícia (nomeadamente no que respeita ao direito de observação e de perseguição transfronteiras); - o reforço da cooperação judicial através de um sistema de extradição mais rápido e de uma melhor transmissão da execução das sentenças penais; - a criação e desenvolvimento do Sistema de Informação Schengen (SIS). O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE A afirmação da Europa como potência mundial : A afirmação da Europa como potência mundial UE A UE é atualmente, o primeiro bloco comercial do mundo, quer em termos de mercadorias quer em termos de serviços. Em 1997 a UE realizou 20% do comércio mundial total contra 16,8% dos EUA e e 9,6% do Japão. Em média a UE dedica cerca de 2% do PIB à atividade de I&D (investigação e investimento). Das cerca de 4500 empresas transnacionais do mundo 2500 encontravam-se sedeadas na UE em 1980. A afirmação da Europa como potência mundial : A afirmação da Europa como potência mundial UE A COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES DO TERCEIRO MUNDO A UE é o principal parceiro mundial na cooperação com os países em desenvolvimento. Os acordos das Convenções de Lomé constituídos entre a União Europeia e 71 países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) constituem o melhor exemplo da cooperação para o desenvolvimento. A afirmação da Europa como potência mundial : A afirmação da Europa como potência mundial UE Países ACP Os acordos das convenções de Lomé : Os acordos das convenções de Lomé UE Assentam em dois sistemas fundamentais: - Stabex Destinado a subsidiar eventuais perdas das receitas de exportação dos produtos agrícolas. - Sysmin destinado a apoiar a atividade mineira. O Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) é o principal instrumento de financiamento das Convenções de Lomé. (Lomé – capital do Togo) Em 2000 iniciou-se uma nova fase de cooperação entre a UE e os países ACP com os acordos de Cotonou, que substituem os de Lomé. Visam a promoção dos países ACP na economia mundial e o combate à pobreza. (Cotonou – capital económica do Benin) A última etapa dos acordos prevê a criação de uma zona de comércio livre entre a UE e os países ACP. A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão OS ANOS DE CRISE Após a II guerra mundial ¼ das cidades encontravam-se destruídas, a produção agrícola tinha diminuído 60%, o consumo 55% e a produção industrial 65%. Apesar das baixas sofridas durante a guerra a população aumentou devido ao repatriamento de 6,2 milhões de japoneses e devido ao baby boom provocado pelo regresso dos soldados a casa. A penúria, a miséria e desemprego aumentaram. A moeda nacional – iene – deixou de ser cotado no mercado mundial. O Japão vai ter de pagar indemnizações de guerra encontrando-se à mercê dos vencedores. A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão CONTEXTO SOCIOCULTURAL Com 126 milhões de pessoas é o 8º país mais populoso do mundo. Grande parte da população concentra-se nas grandes cidades, localizadas no litoral o que as coloca nas regiões mais densamente povoadas do mundo. A nação japonesa é uma das mais antigas do planeta e viveu fechada ao exterior até ao século XIX. Na era MEIJI (1868-1912) lança-se numa política expansionista para superar a falta de recursos naturais. A IIª guerra mundial pôs fim ao imperialismo nipónico. O Japão sai derrotado perdendo as colónias que havia conquistado A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão De facto a expansão económica que o Japão começou a sentir a partir da década de 50 só foi possível porque… A coesão social e as características culturais da sociedade japonesa são consideradas as responsáveis pela prosperidade económica do país Como se poderá explicar a rápida expansão económica do Japão, país desprovido de matérias-primas e densamente povoado? A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão A AJUDA AMERICANA Os EUA vão proteger militarmente o Japão e prestar-lhe auxilio económico. A Reconstrução do Japão passou por várias tarefas: - o desarmamento; - a democratização da sociedade japonesa; - a reforma agrária (entregando as terras a quem as produzia com cultivo intensivo de cereais, o uso de adubos e crescente mecanização); - a eliminação de alguns ZAIBATSU (grupos económico financeiros pertencentes a famílias tradicionais). A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão A POLÍTICA ANTINATALISTA A escassez de recursos levaram o Japão a desenvolver uma política antinatalista que assentou essencialmente: - na legalização do aborto (1948): - na distribuição de contracetivos; - na intensa propaganda a favor do planeamento familiar. Com estas medidas o “baby boom” foi controlado e o crescimento demográfico diminuiu. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão Em 4 décadas o Japão transformou-se na segunda potência económica do mundo. Este forte crescimento ficou a dever-se: às alterações estruturais verificadas na economia (empresas inovadoras e competitivas); - à ajuda norte americana; - à capacidade do povo em superar a destruição da guerra e a falta de recursos. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A necessidade de cobrir as importações obrigou a alterar a estrutura das exportações que passaram a ser constituídas por aço, navios e máquinas. Afirmação do poderio económico, comercial e financeiro do Japão só foi possível pela conjugação de fatores que atuaram simultaneamente: - o papel da Estado; - uma base industrial sólida e variada, orientada para os setores de ponta; - as características dos recursos humanos. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão O PAPEL DESEMPENHADO PELO ESTADO O estado fomentou uma política de obras públicas que chegou a representar 20% do PNB. Desenvolveu uma planificação indicativa, incentivou a inovação, limitou os fatores de risco de certas atividades consideradas importantes apoiando as reestruturações industriais, controlando o volume das importações e protegendo as empresas da concorrência. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão UMA BASE INDUSTRIAL SÓLIDA O peso da indústria (setores de ponta) na economia japonesa é essencial contrastando com os EUA e o Reino Unido onde os serviços são o sector mais importante. A indústria japonesa atravessou várias fases começando pelo algodão até à IIª guerra mundial sendo ultrapassada pelas indústrias pesadas orientadas para a utilização do aço (indústria de bens de equipamento como a construção naval). O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão UMA BASE INDUSTRIAL SÓLIDA A importação de matérias primas assegurou o funcionamento destas indústrias que levaram o Japão ao grupo das nações mais industrializadas. Numa segunda fase o Japão aposta na indústria mecânica e eletrónica (automóveis, eletrodomésticos, computadores, etc.) Nas últimas décadas o Japão apostou em indústrias de alta tecnologia, nomeadamente, nas biotecnologias, nos semicondutores, na informática, nas telecomunicações e na robótica. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão UMA BASE INDUSTRIAL SÓLIDA Ao mesmo tempo promoveu um processo de “deslocalização” industrial para os países asiáticos vizinhos sobretudo os sectores mais consumidores de matéria prima e energia. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão OS DIFERENTES CICLOS DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL 1º CICLO Política orientada para a importação ( matéria -prima para a indústria pesada e energias). 2º CICLO Caracterizada pelas medidas de proteção à produção e ao mercado interno. 3º CICLO Dominado pelas políticas económicas orientadas para a exportação. 4º CICLO Caracterizado pela estratégia de “ deslocalização” das empresas japonesas que localizam no estrangeiro várias fábricas. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A QUALIDADE DOS RECURSOS HUMANOS A população japonesa com um vasto mercado de consumidores e uma mão-de-obra abundante, aceitou os sacrifícios que o estado e as empresas lhe exigiram: devoção ao trabalho, férias limitadas, competição escolar severa e demonstrou um grande espírito empreendedor. O povo japonês foi capaz de conciliar no trabalho e na vida quotidiana, um certo equilíbrio entre a tradição e a modernidade. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A QUALIDADE DOS RECURSOS HUMANOS A cultura japonesa é alicerçada em valores como a lealdade, a honra, o respeito pela hierarquia, a deferência, a disciplina e a capacidade de organização, responsáveis pela forte coesão social e pela ausência de tensões ou conflitos sociais. Para os japoneses os interesses comuns da família, das empresas e do Estado, estão acima das necessidades individuais. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A qualidade dos recursos humanos japonesa baseia-se: NUM SISTEMA ESCOLAR MUITO COMPETITIVO NUM NÍVEL DE FORMAÇÃO ELEVADO O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão O MODELO ECONÓMICO DUALISTA No seu modelo económico o Japão associa com sucesso as grandes empresas com as pequenas e médias empresas. Como se organiza o tecido empresarial? Os grandes grupos económicos (antigos ZAIBATSU) associam empresas industriais e comerciais independentes umas das outras, mas muito poderosas, que se reagrupam em torno de um banco do grupo e desenvolvem entre si uma densa rede de relações. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão Estes grandes grupos económicos não realizam todas as etapas do processo produtivo, preferem subcontratar pequenas empresas que lhes garantem o fornecimento de matérias-primas ou efetuam outras fases do processo de fabrico. As grandes empresas pagam altos salários aos seus operários em regra muito qualificados (sindicalizados, com uma forte proteção social e um emprego para toda a vida). As PME`s responsáveis por cerca de ¾ da mão-de-obra pagam salários mais baixos não usufruindo de garantias sociais como os anteriores. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão Quanto ao mercado: o mercado interno assegura o escoamento de uma parte considerável da produção devido ás medidas protecionistas do Estado e também à preferência dos japoneses pelos produtos nacionais. Quanto ao mercado externo a maioria das empresas entrega os seus produtos aos Sogo Sosha que são sociedades responsáveis por colocar os produtos nos mercados, transportando e distribuindo, assim como, realizam a maioria das importações, exportações e trocas comerciais internas. O Japão e o resto do mundo : O Japão e o resto do mundo Japão Deslocalização da indústria. - Mão de obra mais barata. Maior proximidade das fontes de energia. - Deslocação da poluição. - Controle das matérias-primas. - Investimento direto ou em empresas. - Empréstimos aos governos desses países. - Construção de grandes infraestruturas. - O Japão passa a ser o maior concorrente. - Aquisição de empresas Norte Americanas. Maior credor e maior comprador de Títulos do Tesouro Americanos. - Renegociação do plano militar devido aos movimentos militares da China. Japão Países da área do Pacífico Países ocidentais Estados Unidos da América As limitações do poderio japonês : As limitações do poderio japonês Japão Nos anos 90 o Japão sofre perturbações graves na economia e passa por períodos de recessão. A economia japonesa está muito dependente da conjuntura mundial, para pagar a dependência energética e alimentar tem que exportar grandes quantidades o que conduz à recessão quando a procura mundial diminui. O sucesso do Japão provocou nas economias concorrentes (EUA e UE) reações contra a política protecionista nipónica o que faz valorizar o iene e consequentemente diminuir as exportações. Fatores da crise A posição de potência económica entra frequentemente em contradição com o estatuto político e militar na cena internacional. O Japão mantém a sua política anti belicista baseada na consciência pacífica (recordam as bombas do final da guerra) não vendendo armas ao exterior nem intervindo em qualquer conflito, a não ser no âmbito da ONU. Esta situação cria dependência em termos de segurança dos EUA. A crise asiática e do modelo nipónico : A crise asiática e do modelo nipónico Japão Da subida das taxas de juro e da instabilidade do iene; Das tensões inflacionistas; Da corrupção e dos escândalos financeiros; Da falência de grandes sociedades; Da fuga de capitais especulativos; Densidades populacionais e pressão urbana muito fortes. Degradação ambiental devido à localização das indústrias perto dos campos. Forte ligação entre o poder político e os grupos económicos leva à corrupção. A crise asiática gerou um clima de instabilidade económica em consequência: CRISE DO MODELO NIPÓNICO Degradação da qualidade de vida A crise asiática e do modelo nipónico : A crise asiática e do modelo nipónico Japão Embora o japão seja um dos grandes centros de poder e decisão da atualidade as condições e a qualidade de vida não são as melhores A existência de um modelo económico dualista contribuiu para o aumento das desigualdades sociais: O fim do “emprego para toda a vida”. As diferenças de salário e de estatuto social entre os trabalhadores das grandes e das pequenas empresas. O aumento de trabalhadores em trabalho a tempo parcial. Desigualdade social entre sexos – mulheres com salários mais baixos. Envelhecimento da população – aumento da esperança média de vida e baixa fecundidade. Aumento do número de imigrantes oriundos das regiões vizinhas. Estes fenómenos conduzem a um aumento: A crise asiática e do modelo nipónico : A crise asiática e do modelo nipónico Japão Estes fenómenos conduzem a um aumento: Da contestação juvenil contra o sistema escolar muito rígido e as desigualdades que provoca, devido ao elevado custo do ensino superior. Das reivindicações sindicais para redução dos horários de trabalho. Do número de movimentos a favor da defesa do meio ambiente. Da contestação ao modelo de consumo por parte da população mais jovem. Slide 46: FIM You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
Europa e Japão kmmad Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 232 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: November 21, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description Ver mais em: http://www.geoesb.blogspot.com Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript A reafirmação da EUROPA : A reafirmação da EUROPA A consolidação do JAPÃO A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial OCDE OECE No final da IIª Guerra Mundial a Europa encontrava-se em ruínas. Foi nesta situação de fragilização e num mundo bipolarizado, num contexto de Guerra Fria que surgiu o processo de integração da Europa Ocidental, como única via para construir uma Europa Unida, com base na paz e na cooperação. Foi formada a Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE), tendo como finalidade a coordenação da ajuda americana no âmbito do Plano de Marshall. Mais tarde a OECE deu lugar à OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico). A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial OCDE Os países da OCDE A azul escuro: países fundadores A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : OCDE OECE Após a IIª Guerra Mundial, da qual a Europa saiu muito enfraquecida, muitas foram as tentativas de criação de instituições ou organismos que promovessem a União Europeia (...) tinha-se consciência de que uma Europa dividida dificilmente se poderia opor à hegemonia dos EUA e ao poderio da URSS (...) A 18 de abril de 1951 foi instituída a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) a partir do Tratado de Paris, tendo como membros a França, Alemanha (RFA), Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial A integração europeia : CEE CECA A integração europeia A CECA teve como objetivo assegurar e coordenar a produção, distribuição e controlo dos preços do carvão e do aço(...). Representa o início da construção da Europa, ou seja, a primeira verdadeira Comunidade Europeia e foi a precursora da Comunidade Económica Europeia (CEE). O reconhecido êxito da CECA veio mostrar que se podia ir mais longe (...) ou seja, um vasto espaço geográfico constituído por vários países da Europa entre os quais deveria ser livre a circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais como de um só grande país se tratasse. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial EURATOM CECA CEE Foi assim que em 25 de Março de 1957 se assinou o Tratado de Roma pelo qual foi criada a Comunidade Económica Europeia (CEE) constituída pelos 6 países que formavam a CECA. Pelo mesmo tratado de Roma e pelos mesmos 6 países foi também criada a Comunidade Europeia da Energia Atómica EURATOM, destinada a promover o desenvolvimento das indústrias nucleares para fins pacíficos, especialmente para obter a energia que à Europa tanta falta faz. Em 1967 os órgãos das três comunidades (CECA, CEE e EURATOM) fundem-se para dar lugar a uma Comissão e um Conselho de ministros únicos. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial CEE EFTA Como reação ao aparecimento da CEE e porque alguns países europeus não estavam dispostos a aceitar todas as cláusulas do Tratado de Roma, surgiu em 1960 a EFTA (European Free Trade Association) ou AECL (Associação Europeia de Comércio Livre). A EFTA visava a criação de uma zona de comércio livre para produtos industriais. Foi defendida pelo Reino Unido que pretendia continuar a manter relações privilegiadas com os países do antigo império britânico. Além do Reino Unido faziam parte da EFTA Portugal, Áustria, Dinamarca, Noruega, Suécia, Suíça e Finlândia em 1961 e Islândia em 1969. A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial : A reafirmação da Europa como centro de decisão à escala mundial CEE Os tratados de Roma estabeleciam como principais objetivos: - a criação de uma União aduaneira - a criação de um mercado comum - a adoção de políticas comuns - a instituição de um Banco Europeu de Investimentos. Continuando o processo de integração, no sentido de um maior aprofundamento, em 1985 foram tomadas duas decisões muito importantes para o futuro da comunidade: a assinatura do ato único europeu em 1986; - a assinatura do Tratado da União Europeia de Maastricht em 1992. O Ato Único Europeu : O Ato Único Europeu CEE Alarga as competências da CEE e tinha os seguintes objetivos: - criação de um mercado único europeu a partir de 1993; - o reforço do SME (Sistema Monetário Europeu); - a coesão económica e Social o ato único institucionaliza o objetivo do mercado único e estabelece que a partir de 31 de Dezembro de 1992: o espaço europeu deixe de ter fronteiras internas; - deverão circular, em total liberdade, as pessoas, as mercadorias, os serviços e os capitais. O Tratado de Maastricht – A União Europeia : O Tratado de Maastricht – A União Europeia UE Em 1992 é assinado em Maastricht, na Holanda, o TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA (Tratado de Maastricht) que institui a UNIÃO EUROPEIA. O extenso Tratado de Maastricht assenta nos seguintes princípios: - instauração da cidadania europeia (instituiu alguns dos direitos dos cidadãos europeus, como o direito ao voto nas eleições europeias e municipais para os residentes comunitários qualquer que seja o país que habitem, o direito de circular livremente dentro do espaço comunitário); O Tratado de Maastricht – A União Europeia : O Tratado de Maastricht – A União Europeia UE - criação da União Económica e Monetária (UEM); - novas competências do Parlamento Europeu e o reforço do poder de decisão; - criação do Comité das Regiões; - determinação da Política Externa de Segurança Comum (PESC); - reforço da cooperação nos domínios judicial, policial e alfandegário; - alargamento da competências da Comunidade (ambiente, investigação e desenvolvimento, telecomunicações, cultura e proteção dos consumidores). O Tratado de Maastricht – A União Europeia : O Tratado de Maastricht – A União Europeia UE Em 1997, o Tratado de Maastricht foi reforçado através da revisão introduzida pelo Tratado de Amesterdão: - instauração da verdadeira cidadania europeia - democratização do funcionamento das instituições comunitárias - implementação da PESC (Política Externa de Segurança Comum). O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE O espaço e a cooperação Schengen assentam no Acordo Schengen de 1985. O espaço Schengen representa um território no qual a livre circulação das pessoas é garantida. Os Estados signatários do acordo aboliram as fronteiras internas a favor de uma fronteira externa única. Foram adotados procedimentos e regras comuns no espaço Schengen em matéria de vistos para estadas de curta duração, pedidos de asilos e controlos nas fronteiras externas. O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE Em simultâneo, e por forma a garantir a segurança no espaço Schengen, foi estabelecida a cooperação e a coordenação entre os serviços policiais e as autoridades judiciais. A cooperação Schengen foi integrada no direito da União Europeia pelo Tratado de Amesterdão em 1997. No entanto, nem todos os países que cooperam no âmbito do acordo Schengen são membros do espaço Schengen, quer porque não desejam a supressão dos controlos nas fronteiras quer porque ainda não preenchem as condições necessárias para a aplicação do acervo de Schengen. O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE Medidas adotadas pelos Estados-Membros no âmbito da cooperação Schengen: - a supressão dos controlos das pessoas nas fronteiras internas; - um conjunto de regras comuns aplicáveis às pessoas que atravessam as fronteiras externas dos Estados-Membros da UE; a harmonização das condições de entrada e das regras em matéria de vistos para as estadas de curta duração; O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE Medidas adotadas pelos Estados-Membros no âmbito da cooperação Schengen: - o reforço da cooperação entre os agentes de polícia (nomeadamente no que respeita ao direito de observação e de perseguição transfronteiras); - o reforço da cooperação judicial através de um sistema de extradição mais rápido e de uma melhor transmissão da execução das sentenças penais; - a criação e desenvolvimento do Sistema de Informação Schengen (SIS). O espaço e a cooperação Schengen : O espaço e a cooperação Schengen UE A afirmação da Europa como potência mundial : A afirmação da Europa como potência mundial UE A UE é atualmente, o primeiro bloco comercial do mundo, quer em termos de mercadorias quer em termos de serviços. Em 1997 a UE realizou 20% do comércio mundial total contra 16,8% dos EUA e e 9,6% do Japão. Em média a UE dedica cerca de 2% do PIB à atividade de I&D (investigação e investimento). Das cerca de 4500 empresas transnacionais do mundo 2500 encontravam-se sedeadas na UE em 1980. A afirmação da Europa como potência mundial : A afirmação da Europa como potência mundial UE A COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES DO TERCEIRO MUNDO A UE é o principal parceiro mundial na cooperação com os países em desenvolvimento. Os acordos das Convenções de Lomé constituídos entre a União Europeia e 71 países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) constituem o melhor exemplo da cooperação para o desenvolvimento. A afirmação da Europa como potência mundial : A afirmação da Europa como potência mundial UE Países ACP Os acordos das convenções de Lomé : Os acordos das convenções de Lomé UE Assentam em dois sistemas fundamentais: - Stabex Destinado a subsidiar eventuais perdas das receitas de exportação dos produtos agrícolas. - Sysmin destinado a apoiar a atividade mineira. O Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) é o principal instrumento de financiamento das Convenções de Lomé. (Lomé – capital do Togo) Em 2000 iniciou-se uma nova fase de cooperação entre a UE e os países ACP com os acordos de Cotonou, que substituem os de Lomé. Visam a promoção dos países ACP na economia mundial e o combate à pobreza. (Cotonou – capital económica do Benin) A última etapa dos acordos prevê a criação de uma zona de comércio livre entre a UE e os países ACP. A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão OS ANOS DE CRISE Após a II guerra mundial ¼ das cidades encontravam-se destruídas, a produção agrícola tinha diminuído 60%, o consumo 55% e a produção industrial 65%. Apesar das baixas sofridas durante a guerra a população aumentou devido ao repatriamento de 6,2 milhões de japoneses e devido ao baby boom provocado pelo regresso dos soldados a casa. A penúria, a miséria e desemprego aumentaram. A moeda nacional – iene – deixou de ser cotado no mercado mundial. O Japão vai ter de pagar indemnizações de guerra encontrando-se à mercê dos vencedores. A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão CONTEXTO SOCIOCULTURAL Com 126 milhões de pessoas é o 8º país mais populoso do mundo. Grande parte da população concentra-se nas grandes cidades, localizadas no litoral o que as coloca nas regiões mais densamente povoadas do mundo. A nação japonesa é uma das mais antigas do planeta e viveu fechada ao exterior até ao século XIX. Na era MEIJI (1868-1912) lança-se numa política expansionista para superar a falta de recursos naturais. A IIª guerra mundial pôs fim ao imperialismo nipónico. O Japão sai derrotado perdendo as colónias que havia conquistado A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão De facto a expansão económica que o Japão começou a sentir a partir da década de 50 só foi possível porque… A coesão social e as características culturais da sociedade japonesa são consideradas as responsáveis pela prosperidade económica do país Como se poderá explicar a rápida expansão económica do Japão, país desprovido de matérias-primas e densamente povoado? A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão A AJUDA AMERICANA Os EUA vão proteger militarmente o Japão e prestar-lhe auxilio económico. A Reconstrução do Japão passou por várias tarefas: - o desarmamento; - a democratização da sociedade japonesa; - a reforma agrária (entregando as terras a quem as produzia com cultivo intensivo de cereais, o uso de adubos e crescente mecanização); - a eliminação de alguns ZAIBATSU (grupos económico financeiros pertencentes a famílias tradicionais). A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial : A afirmação do Japão como potência económica após a 2ª Guerra Mundial Japão A POLÍTICA ANTINATALISTA A escassez de recursos levaram o Japão a desenvolver uma política antinatalista que assentou essencialmente: - na legalização do aborto (1948): - na distribuição de contracetivos; - na intensa propaganda a favor do planeamento familiar. Com estas medidas o “baby boom” foi controlado e o crescimento demográfico diminuiu. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão Em 4 décadas o Japão transformou-se na segunda potência económica do mundo. Este forte crescimento ficou a dever-se: às alterações estruturais verificadas na economia (empresas inovadoras e competitivas); - à ajuda norte americana; - à capacidade do povo em superar a destruição da guerra e a falta de recursos. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A necessidade de cobrir as importações obrigou a alterar a estrutura das exportações que passaram a ser constituídas por aço, navios e máquinas. Afirmação do poderio económico, comercial e financeiro do Japão só foi possível pela conjugação de fatores que atuaram simultaneamente: - o papel da Estado; - uma base industrial sólida e variada, orientada para os setores de ponta; - as características dos recursos humanos. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão O PAPEL DESEMPENHADO PELO ESTADO O estado fomentou uma política de obras públicas que chegou a representar 20% do PNB. Desenvolveu uma planificação indicativa, incentivou a inovação, limitou os fatores de risco de certas atividades consideradas importantes apoiando as reestruturações industriais, controlando o volume das importações e protegendo as empresas da concorrência. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão UMA BASE INDUSTRIAL SÓLIDA O peso da indústria (setores de ponta) na economia japonesa é essencial contrastando com os EUA e o Reino Unido onde os serviços são o sector mais importante. A indústria japonesa atravessou várias fases começando pelo algodão até à IIª guerra mundial sendo ultrapassada pelas indústrias pesadas orientadas para a utilização do aço (indústria de bens de equipamento como a construção naval). O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão UMA BASE INDUSTRIAL SÓLIDA A importação de matérias primas assegurou o funcionamento destas indústrias que levaram o Japão ao grupo das nações mais industrializadas. Numa segunda fase o Japão aposta na indústria mecânica e eletrónica (automóveis, eletrodomésticos, computadores, etc.) Nas últimas décadas o Japão apostou em indústrias de alta tecnologia, nomeadamente, nas biotecnologias, nos semicondutores, na informática, nas telecomunicações e na robótica. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão UMA BASE INDUSTRIAL SÓLIDA Ao mesmo tempo promoveu um processo de “deslocalização” industrial para os países asiáticos vizinhos sobretudo os sectores mais consumidores de matéria prima e energia. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão OS DIFERENTES CICLOS DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL 1º CICLO Política orientada para a importação ( matéria -prima para a indústria pesada e energias). 2º CICLO Caracterizada pelas medidas de proteção à produção e ao mercado interno. 3º CICLO Dominado pelas políticas económicas orientadas para a exportação. 4º CICLO Caracterizado pela estratégia de “ deslocalização” das empresas japonesas que localizam no estrangeiro várias fábricas. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A QUALIDADE DOS RECURSOS HUMANOS A população japonesa com um vasto mercado de consumidores e uma mão-de-obra abundante, aceitou os sacrifícios que o estado e as empresas lhe exigiram: devoção ao trabalho, férias limitadas, competição escolar severa e demonstrou um grande espírito empreendedor. O povo japonês foi capaz de conciliar no trabalho e na vida quotidiana, um certo equilíbrio entre a tradição e a modernidade. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A QUALIDADE DOS RECURSOS HUMANOS A cultura japonesa é alicerçada em valores como a lealdade, a honra, o respeito pela hierarquia, a deferência, a disciplina e a capacidade de organização, responsáveis pela forte coesão social e pela ausência de tensões ou conflitos sociais. Para os japoneses os interesses comuns da família, das empresas e do Estado, estão acima das necessidades individuais. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão A qualidade dos recursos humanos japonesa baseia-se: NUM SISTEMA ESCOLAR MUITO COMPETITIVO NUM NÍVEL DE FORMAÇÃO ELEVADO O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão O MODELO ECONÓMICO DUALISTA No seu modelo económico o Japão associa com sucesso as grandes empresas com as pequenas e médias empresas. Como se organiza o tecido empresarial? Os grandes grupos económicos (antigos ZAIBATSU) associam empresas industriais e comerciais independentes umas das outras, mas muito poderosas, que se reagrupam em torno de um banco do grupo e desenvolvem entre si uma densa rede de relações. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão Estes grandes grupos económicos não realizam todas as etapas do processo produtivo, preferem subcontratar pequenas empresas que lhes garantem o fornecimento de matérias-primas ou efetuam outras fases do processo de fabrico. As grandes empresas pagam altos salários aos seus operários em regra muito qualificados (sindicalizados, com uma forte proteção social e um emprego para toda a vida). As PME`s responsáveis por cerca de ¾ da mão-de-obra pagam salários mais baixos não usufruindo de garantias sociais como os anteriores. O milagre económico japonês : O milagre económico japonês Japão Quanto ao mercado: o mercado interno assegura o escoamento de uma parte considerável da produção devido ás medidas protecionistas do Estado e também à preferência dos japoneses pelos produtos nacionais. Quanto ao mercado externo a maioria das empresas entrega os seus produtos aos Sogo Sosha que são sociedades responsáveis por colocar os produtos nos mercados, transportando e distribuindo, assim como, realizam a maioria das importações, exportações e trocas comerciais internas. O Japão e o resto do mundo : O Japão e o resto do mundo Japão Deslocalização da indústria. - Mão de obra mais barata. Maior proximidade das fontes de energia. - Deslocação da poluição. - Controle das matérias-primas. - Investimento direto ou em empresas. - Empréstimos aos governos desses países. - Construção de grandes infraestruturas. - O Japão passa a ser o maior concorrente. - Aquisição de empresas Norte Americanas. Maior credor e maior comprador de Títulos do Tesouro Americanos. - Renegociação do plano militar devido aos movimentos militares da China. Japão Países da área do Pacífico Países ocidentais Estados Unidos da América As limitações do poderio japonês : As limitações do poderio japonês Japão Nos anos 90 o Japão sofre perturbações graves na economia e passa por períodos de recessão. A economia japonesa está muito dependente da conjuntura mundial, para pagar a dependência energética e alimentar tem que exportar grandes quantidades o que conduz à recessão quando a procura mundial diminui. O sucesso do Japão provocou nas economias concorrentes (EUA e UE) reações contra a política protecionista nipónica o que faz valorizar o iene e consequentemente diminuir as exportações. Fatores da crise A posição de potência económica entra frequentemente em contradição com o estatuto político e militar na cena internacional. O Japão mantém a sua política anti belicista baseada na consciência pacífica (recordam as bombas do final da guerra) não vendendo armas ao exterior nem intervindo em qualquer conflito, a não ser no âmbito da ONU. Esta situação cria dependência em termos de segurança dos EUA. A crise asiática e do modelo nipónico : A crise asiática e do modelo nipónico Japão Da subida das taxas de juro e da instabilidade do iene; Das tensões inflacionistas; Da corrupção e dos escândalos financeiros; Da falência de grandes sociedades; Da fuga de capitais especulativos; Densidades populacionais e pressão urbana muito fortes. Degradação ambiental devido à localização das indústrias perto dos campos. Forte ligação entre o poder político e os grupos económicos leva à corrupção. A crise asiática gerou um clima de instabilidade económica em consequência: CRISE DO MODELO NIPÓNICO Degradação da qualidade de vida A crise asiática e do modelo nipónico : A crise asiática e do modelo nipónico Japão Embora o japão seja um dos grandes centros de poder e decisão da atualidade as condições e a qualidade de vida não são as melhores A existência de um modelo económico dualista contribuiu para o aumento das desigualdades sociais: O fim do “emprego para toda a vida”. As diferenças de salário e de estatuto social entre os trabalhadores das grandes e das pequenas empresas. O aumento de trabalhadores em trabalho a tempo parcial. Desigualdade social entre sexos – mulheres com salários mais baixos. Envelhecimento da população – aumento da esperança média de vida e baixa fecundidade. Aumento do número de imigrantes oriundos das regiões vizinhas. Estes fenómenos conduzem a um aumento: A crise asiática e do modelo nipónico : A crise asiática e do modelo nipónico Japão Estes fenómenos conduzem a um aumento: Da contestação juvenil contra o sistema escolar muito rígido e as desigualdades que provoca, devido ao elevado custo do ensino superior. Das reivindicações sindicais para redução dos horários de trabalho. Do número de movimentos a favor da defesa do meio ambiente. Da contestação ao modelo de consumo por parte da população mais jovem. Slide 46: FIM