Interações Medicamentosas em Idosos

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Adultos mais velhos sob maior risco de interações medicamentosas : 

Adultos mais velhos sob maior risco de interações medicamentosas Acadêmicas: Karime Hauqui Tonin Lais Milena Fronza

Idosos : 

Idosos O aumento da longevidade do ser humano determina o aparecimento de doenças crônicas associadas à idade mais avançada, as quais contribuem para maior consumo de medicamentos; A artrite é considerada a patologia geriátrica crônica mais comum, acometendo mais da metade dessa população, sendo responsável pelo consumo de até 60% de AINES; Os idosos consomem em média de 25 até 45% do total de fármacos vendidos em países desenvolvidos; As respostas aos medicamentos utilizados podem apresentar diferenças nos idosos, pelo que a prescrição deve ajustar-se às peculiaridades dessa faixa etária.

Alterações fisiológicas : 

Alterações fisiológicas As mudanças fisiológicas associadas a idade são inúmeras, afetando diferentes órgãos e variando de acordo com influências genéticas, ambientais e psicológicas; A perda de reservas fisiológicas pode tornar os indivíduos mais vulneráveis a patologias ou acidentes em comparação aos mais jovens; O padrão do sono no idoso não é igual ao observado na juventude, nem por isso necessitando de tratamento; Alterações de distribuição a diferente proporção dos constituintes corporais e diminuição de depuração renal de fármacos são as mudanças farmacocinéticas mais relevantes;

Alterações hepáticas e renais : 

Redução de fluxo sanguíneo hepático e renal; Redução da taxa de filtração glomerular(35-50%); Perda de tecidos hepático e renal; Redução da atividade enzimática hepática; Declínio da capacidade regenerativa hepática; Redução da função tubular renal.... Alterações hepáticas e renais Pela diminuição da função renal, (cerca de 70% da digoxina é eliminada por essa via), além de que, na doença renal, a capacidade da albumina em se ligar à digoxina está diminuída, existe grande possibilidade de toxicidade.

Alterações gastrintestinais : 

Aumento do pH gástrico, devido à redução da produção basal e máxima de ácido clorídrico, alterando a ionização e a solubilidade de certos fármacos; Redução do fluxo sangüíneo visceral, retardando ou reduzindo a absorção dos fármacos; Redução do esvaziamento gástrico, retardando a absorção e/ou aumentando a degradação de fármacos devido ao tempo prolongado de contato com o ácido clorídrico; Alterações gastrintestinais Diabetes melito e insuficiência renal crônica, aumentam o tempo de esvaziamento gástrico em até 50% dos pacientes.

Alterações na distribuição : 

Aumento do tecido adiposo de 15 para 30% do peso corporal, incrementa o depósito de fármacos lipossolúveis; diminuição da massa muscular, o que reduz o volume de distribuição do fármaco; diminuição de 20% do volume de líquido intersticial, contribui para a maior concentração de fármacos polares como antibióticos(aminoglicosídeos) podendo levar a toxicidade; diminuição da vida média de fármacos hidrossolúveis e dos níveis de albumina sérica, prejudicando o transporte e aumentando a fração livre de vários fármacos. Alterações na distribuição Diminuição da reservas de água,menor capacidade de concentração urinária e menor percepção de sede predispõem o idoso á desidratação e também maior risco de nefrotoxicidade.

Alterações cardiovasculares : 

Alterações cardiovasculares Não há indícios de que a função cardíaca decline com a idade,embora o débito cardíaco caia com o passar dos anos, devido a diminuição de elasticidade miocárdica e arterial que pode predispor o desenvolvimento de arterosclerose e outras doenças coronarianas juntamente com alguns fatores de risco como: Fumo; Sedentarismo; Hiperlipidemia; Hipertensão arterial; Diabetes; Obesidade.

Alterações respiratórias : 

Redução da elasticidade pulmonar; Redução de força da musculatura respiratória, levando a redução do reflexo da tosse, junto a debilidade da ação mucociliar que predispõem a infecções pulmonares; Redução da resposta a hipóxia. Alterações respiratórias

O Envelhecimento : 

O Envelhecimento O envelhecimento é processo biológico natural, no qual as funções de diferentes órgãos tornam-se deficientes, alterando a atividade dos medicamentos. A presença de diversas patologias concomitantes também é comum, o que facilita a polifarmácia. A longevidade é crescente, aumentando a incidência de doenças agudas ou crônicas, com considerável aumento do uso de medicamentos. Isso pode associar-se a doenças iatrogênicas aumento de hospitalizações. Como as prescrições são feitas por diferentes profissionais, aumenta o risco de associações medicamentosas prejudiciais, e geralmente não há esforço no sentido de formular esquemas de administração integrados, mais cômodos para o paciente.

Polifarmácia : 

Polifarmácia Considera-se haver polifarmácia quando há uso desnecessário de pelo menos um medicamento ou presença de cinco ou mais fármacos em associação. Alguns autores consideram também polifarmácia como tempo de consumo exagerado (pelo menos 60 a 90 dias). A polifarmácia, praticada em grande escala, seja por prescrição médica ou automedicação, favorece a ocorrência de efeitos adversos e interações medicamentosas. Cautela, pois, deve ocorrer em relação a associações de medicamentos, principalmente em doses fixas. O uso de um medicamento para tratar o efeito adverso de outro (efeito corretivo) é exceção a esse contexto, como, por exemplo, suplementação de potássio para terapia diurética.

Impacto da Polifarmácia : 

Impacto da Polifarmácia Os medicamentos mais consumidos incluem anti-hipertensivos, analgésicos, antiinflamatórios, sedativos e preparações gastrintestinais. Idosos na faixa de 65 a 69 anos consomem em média 13,6 medicamentos prescritos por ano, enquanto aqueles entre 80 a 84 anos podem alcançar 18,2 medicamentos/ano. Estudo prospectivo VEEHOF com acompanhamento de quatro anos mostrou que a polifarmácia ocorreu em 42% dos idosos e que a presença de hipertensão arterial e fibrilação atrial está associada a aumento significativo de fármacos utilizados. Em outro estudo ONDER , efeitos adversos foram responsáveis por 3,4% das internações, e 4% dos pacientes foram a óbito. Para cada medicamento utilizado pelo idoso, existe um aumento de 65% de chance de internação por complicações medicamentosas.

Problema de Saúde Pública : 

Problema de Saúde Pública Acresce que o custo de tratamento aumenta com a polifarmácia, principalmente quando os prescritores privilegiam fármacos de introdução recente no mercado. A maior parte dos gastos relaciona-se com hospitalizações. Os problemas ou doenças iatrogênicos surgidos aumentam o consumo de novos fármacos. Dessa forma, a polifarmácia torna-se problema de saúde pública, devido ao aumento do custo com os serviços de saúde e medicamentos, sem que isso se traduza em aumento da qualidade de vida da população.

Reações Adversas : 

Reações Adversas Dados revelam que 10% dos pacientes hospitalizados entre 40-50 anos e 25% dos acima de 80 anos apresentam doenças iatrogênicas, muitas associadas a classes específicas de medicamentos, como os cardiovasculares, psicotrópicos, fibrinolíticos e diuréticos. (KATZUNG, CHYKA, 2003) O termo “cascata da prescrição” (prescribing cascade) tem sido usado para descrever a situação em que o efeito adverso de um fármaco é interpretado incorretamente como nova condição médica que exige nova prescrição, sendo o paciente exposto ao risco de desenvolver efeitos prejudiciais adicionais relacionados a tratamento potencialmente desnecessário.

Interações medicamentosas : 

São tipos especiais de respostas farmacológicas, em que os efeitos de um ou mais medicamentos são alterados pela administração simultânea ou anterior de outros, ou através da administração concomitante com alimentos, que podem provocar: potencialização do efeito terapêutico; redução da eficácia; aparecimento de reações adversas Não causar nenhuma modificação no efeito desejado do medicamento. Interações medicamentosas As interações adversas podem acentuar os efeitos indesejados dos medicamentos,acarretar ineficácia terapêutica e colocar em risco a vida do paciente.

Interações medicamentosas : 

Interações medicamentosas Reações adversas e interações medicamentosas são prevalentes em idosos, devido a : Alterações farmacocinéticas; Polifarmácia; Prescrições feitas por mais de um médico; Supervisão inadequada; Uso incorreto da medicação; Uso crônico; Automedicação; Por não informar aos profissionais da saúde o uso de fitoterápicos; Prescrição mais frequente de medicamentos de menor margem de segurança terapêutica.

Interações medicamentosas : 

Estima-se que a incidência global de reações medicamentosas adversas nessa faixa etária seja pelo menos duas vezes maior do que na população jovem; O uso concomitante de mais de um medicamento aumenta em duas vezes o risco de efeitos adversos e interações medicamentosas, sendo a incidência de 10% com uso de um medicamento, aumentando para quase 100% com administração de 10 medicamentos; Alterações biológicas, múltiplas doenças e uso frequente de medicamentos pode mascarar sinais e sintomas de novas patologias; Interações medicamentosas

Interações medicamentosas : 

Confusão, letargia, tontura, sedação, náusea, alterações de hábito intestinal e quedas são efeitos adversos comuns de medicamentos no idoso, erroneamente interpretados como sintomas degenerativos próprio da idade; Diuréticos, inibidores da enzima conversora de angiotensina, digitálicos, antiinflamatórios não-esteróides (AAS) e betabloqueadores são os grupos de medicamentos mais frequentes associados a interações clinicamente significativas. Interações medicamentosas

Fármacos afetados por alterações farmacodinâmicas e farmacocinéticas induzidas pela idade : 

Fármacos afetados por alterações farmacodinâmicas e farmacocinéticas induzidas pela idade

Medicamentos considerados impróprios para o consumo por idosos e suas principais características : 

Medicamentos considerados impróprios para o consumo por idosos e suas principais características

Papel do farmacêutico : 

Papel do farmacêutico Questionar o paciente para saber a respeito do uso do medicamento????? Observar o uso de medicamento desnecessários??????? Explicar como usar o medicamento, dose necessária, horários????? Verificar se não há interações medicamentosas....??????

Estratégias para melhorar o uso de medicamentos pelo idoso : 

Estratégias para melhorar o uso de medicamentos pelo idoso Frente às peculiaridades do paciente geriátrico, a prescrição medicamentosa deve ser bastante criteriosa, de acordo com os princípios que se seguem: Realizar adequada anamnese, revisando antecedentes médicos. Obter história medicamentosa completa, atentando para automedicação e associações medicamentosas. Prescrever apenas com indicação específica e cientificamente embasada, definindo claramente os objetivos da terapia proposta. Simplificar o regime medicamentoso, quando possível. Iniciar com pequenas doses e adequar às respostas desejadas.

Estratégias para melhorar o uso de medicamentos pelo idoso : 

Estratégias para melhorar o uso de medicamentos pelo idoso Adequar o esquema de administração às condições clínicas do paciente (insuficiência renal ou hepática, hipoalbuminemia etc.). Monitorizar cuidadosamente efeitos adversos. Dar orientações repetitivas e certificar-se de que o paciente as incorporou. Uma maneira que se mostrou eficaz foi o acompanhamento do paciente idoso por farmacêutico clínico, demonstrando-se redução da prescrição de fármacos não apropriados e diminuição de efeitos adversos. (MCVEIGHT, 2008)

Slide 27: 

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”... Chico Xavier

Referências : 

Referências FUCHS, D. F.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, C. B. M. Farmacologia Clínica: Fundamentos da Terapêutica Racional. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v35n1/v35n1a04.pdf Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n2/a08v10n2.pdf Disponível em: http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/saude15art08.pdf

Slide 29: 

KATZUNG BG. Aspectos especiais da farmacologia geriátrica. In: Katzung BG, ed. Farmacologia básica e clínica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005: 844-50. MCVEIGHT DM. Polypharmacy in the older population: recommendations for improved clinical practice. Top Emerg Med 2008.

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