Mae Terra

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Presentation Transcript

Slide1: 

Fernando Pessoa Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

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Há 15 bilhões de anos o Universo, tal como o conhecemos, começou a partir de um abismo misterioso e fecundo que os físicos chamam de vácuo quântico, e que os espiritualistas preferem denominar Fonte originária.

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Com o passar do tempo, a poeira cósmica foi-se agrupando, originando a nossa galáxia, a Via Láctea, uma entre outros 100 bilhões de galáxias formadas.

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E a 28 mil anos-luz do centro da Via Láctea, na face interna do braço espiral de Orion, agruparam-se ao redor do Sol, estrela média de quinta grandeza, um dentre os 200 bilhões de sóis de nossa galáxia,...

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...Marte, Mercúrio, Vênus e outros planetas. Dentre estes, um planeta esplendoroso, azul e branco...

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...um pequeníssimo corpo celeste na imensidão escura do Universo.

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Esta admirável obra que recebemos como herança, a nossa Grande Mãe, e Casa Comum.

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Em relação ao tempo cósmico, nós, seres humanos, possuímos menos de um minuto de vida.

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Mas com o nosso surgimento a evolução deu um salto extraordinário: de inconsciente se fez consciente.

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E com a consciência pôde decidir que destino escolher para si.

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Só que nas últimas gerações, temos agido com pouca sabedoria, de modo que nos encontramos hoje diante de uma crise planetária, sem paralelo na história humana.

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Uma crise decorrente da irresponsável atividade humana, e que nos conduziu até a atual encruzilhada: de um lado o fracasso total, e do outro, uma realização plena.

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As ameaças de grandes catástrofes provocadas pela irresponsabilidade humana são iminentes. Esta hora não comporta indiferença.

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Nos dez mil anos de história da humanidade moderna, foi apenas durante o breve intervalo dos últimos cem anos que os seres humanos tornaram-se realmente um fator importante no traçado do rumo da natureza.

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Tornamo-nos engenheiros planetários, mudamos paisagens, cavando minas e desmatando florestas.

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Adotamos padrões insustentáveis de extração, produção e consumo, além da capacidade de reposição do planeta. Tempo médio que leva para se decompor na natureza: Plástico: de 200 a 400 anos / Fralda descartável: 450 anos Pilha: até 500 anos / Vidro: indeterminado

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Longos séculos serão necessários para que o lixo que produzimos diariamente venha a se decompor na natureza. Muitos estragos podem ser causados até lá...

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Rio poluído com lixo Jacarta, Indonésia

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Lago do Rei, Município de Várzea, Amazônia Mortandade de cem toneladas de peixe provocada pelas intensas secas, resultantes do aquecimento global

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E, seduzidos pelos confortos materiais, habituamo-nos com o consumismo desenfreado, com o acúmulo de riquezas e com o desperdício. Quão facilmente cedemos aos apelos publicitários, correndo incessantemente atrás de bens, sem ponderar sobre a real necessidade pela qual os adquirimos, sem refletir sobre o impacto ambiental dos nossos atos. Dias desleais estes atuais, onde predomina a cultura do descartável, desde objetos e bens materiais, a relacionamentos tidos por verdadeiros e sentimentos declarados genuínos.

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Quão freqüentemente as conseqüências dos nossos atos superam aquilo que o nosso planeta pode suportar. Bem próximos nos encontramos do ponto irreversível, marcado pela perda da capacidade de auto-regeneração da Terra.

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Tempo que os pneus levam para se decompor na natureza: indeterminado Quantidade de pneus produzidos no mundo anualmente: 900 milhões

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E, em meio à fria rotina das grandes cidades, voltamos as costas para a Natureza.

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Cidade grande: dias sem pássaros, noites sem estrelas. Mario Quintana

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Porém, talvez ainda não seja tarde para restaurar a frágil teia de conexões que nos une a todos os demais seres vivos. Por causa desta teia de interdependência chegamos até aqui e ainda poderemos ter um futuro.

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Alguns estudiosos do comportamento observam que para nós, seres humanos, mais difícil do que a harmonia com o planeta será a harmonia entre nós mesmos. O estado do mundo está ligado ao estado de nossa mente. Se o mundo está doente, é indício de que nossa mente também está enferma. Se queremos um mundo saudável, devemos começar tornando sadia nossa mente, respeitosa nossa relação com a natureza, e cooperativa nossa comunicação com os outros.

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Para superar a atual crise civilizacional, devemos adotar uma política do suficiente e do decente para todos, um modo de vida condizente com o desenvolvimento sustentável . Sustentável é a sociedade que toma da natureza somente o que esta pode repor, que mostra um sentido de solidariedade e de cooperação com toda a cadeia da vida. Sustentável é a sociedade que consome de forma responsável e solidária, que leva em consideração as gerações atuais e futuras.

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(que seja, no mínimo, igual àquele que recebemos das gerações precedentes) Qual o mundo que pretendemos deixar para as futuras gerações?

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Um recém-nascido é a prova de que, apesar de tudo isso que vocês fazem com ela, a natureza ainda não desistiu do ser humano. Millôr Fernandes

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A atual crise planetária que testemunhamos, como toda crise, para ser superada, exige a formulação de um novo olhar, a adoção de uma trilha nova, uma diferente direção.

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Dentre as várias e urgentes medidas individuais e coletivas necessárias para mudarmos o destino da Terra, alguns estudiosos apontaram recentemente para o que foi designado como o surgimento do Homo planetaris.

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O nascimento do Homo planetaris, - originário de uma profunda transformação, talvez sem paralelo na história da civilização -, marcaria uma evolução fisiológica e cultural – e não biológica –, devendo o sucessor do Homo Sapiens ser guiado “pelo conhecimento e pela ciência, mantendo respeito e solidariedade com os menos afortunados.”

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Outro termo que, assim como Homo planetaris, vem ganhando crescente destaque nos debates sobre o futuro do nosso planeta é o Altermundialismo. O Altermundialismo representa uma possível próxima etapa do processo de globalização, marcada atualmente pelas impiedosas forças de mercado, que reduzem todas as coisas a objetos, passíveis de compra e venda, visando unicamente o lucro monetário. O Altermundialismo traz as bases de uma nova economia, uma economia solidária e cooperativa, um modo de produção voltado não apenas para o crescimento econômico, mas, antes, para o bem-estar de todo ser vivo.

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Altermundialismo – alteridade aplicada em nível mundial. Alteridade – termo usado na Psicologia e que significa ter consciência da existência e das necessidades do outro, ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença.

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É homem, verdadeiramente, quem hoje se dedica ao serviço da humanidade inteira. Bahá’u’lláh (1817 - 1892)

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Bem-aventurado e feliz é aquele que se levanta para promover os melhores interesses dos povos e raças da Terra. Bahá’u’lláh

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Que não se vanglorie quem ama seu próprio país, mas sim, quem ama o mundo inteiro. Bahá’u’lláh

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A Terra é um só país e os seres humanos, seus cidadãos. Bahá’u’lláh www.bahai.org.br www.bahai.pt

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A Força da Ternura, de Leonardo Boff Alguns trechos adaptados da obra: www.leonardoboff.com.br - Pensamentos para um mundo igualitário, solidário, pleno e amoroso (Editora Sextante)

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Formatação: um_peregrino@hotmail.com