A org. das áreas urbanas I - Geoport. Gina -15-16

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11º ano, Áreas urbanas: dinâmicas internas; Organização das áreas urbanas

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2. AS ÁREAS URBANAS: DINÂMICAS INTERNAS 2.1 A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS I

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS:

Espaço urbano - Paisagem urbana “ Nuns sítios... há muita gente, muitas casas, muitos automóveis...” A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS:

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Espaço rural - Paisagem rural “...noutros... o verde ainda é a cor dominante”

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS:

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Espaço urbano - paisagens urbanas Cidade/espaço urbano: elevada densidade populacional; predomínio da construção em altura; as atividades mais importantes são a indústria, o comércio e os serviços; forte concentração e diversidade de atividades o que permite uma grande oferta de bens e serviços; ruas que se cruzam em várias direções/sentidos; intensa afluência de trânsito.

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS:

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Espaço rural - paisagens rurais O campo/espaço rural baixa densidade populacional predomínio de habitações de 1 a 2 pisos principais atividades económicas: - agricultura; - pecuária; - ligadas à Natureza; aproveitamento turístico de alguns lugares; dispersão de algumas indústrias e atividades ligadas aos serviços .

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Fig. Azenhas do Mar - Sintra Urbanização : transformação do solo para fins comerciais, industriais e de habitação, bem como para a instalação de equipamentos de ensino, saúde, lazer, etc., tendo em vista a fixação da população. surgiu em resultado da passagem de população do meio rural para o meio urbano, em resposta ao processo de industrialização. A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS A Cidade – critérios de definição Densidade populacional; Funcional ; Tem por base as atividades desenvolvidas pela população ativa (predomínio do setor secundário e terciário). Jurídico-administrativo; Decisão legislativa: capital de distrito; sede de bispado. Demográficos ; População absoluta;

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De acordo com este critério a classificação de cidade corresponde a um aglomerado populacional que, num determinado período, foi elevado à categoria de cidade a partir de uma entidade político-administrativa (rei ou parlamento) por ser: Capital de distrito; Sede de bispado. Fig. Leiria Fig. Leiria Critério Jurídico-administrativo A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Vantagem : como exige poucos dados estatísticos, é de fácil aplicação. Desvantagens: conduz a enormes disparidades resultantes da impossibilidade de estabelecer um número mínimo de habitantes universal e apresenta variações muito significativas de país para país. A definição com base na população absoluta é das mais utilizadas. Possui algumas vantagens mas coloca também alguns inconvenientes . Assim, População absoluta Critérios Demográficos

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Critério de mínimo de habitantes em alguns países País Mínimo de habitantes Japão 30 000 Turquia 10 000 Espanha 10 000 Portugal 8 000 EUA 2500 Canadá 1000 Dinamarca 200

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig . Paisagem alentejana Critério Demográfico Cidades localizadas em PD que, possuindo vastos espaços verdes e edifícios unifamiliares, apresentam densidades demográficas inferiores à de aldeias mais ou menos compactas em PED com uma elevada densidade populacional. Densidade populacional Também nos deparamos com algumas dificuldades .

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Critério Funcional Tem por base as atividades desenvolvidas pela população ativa de um determinado aglomerado urbano. Um determinado aglomerado será considerado cidade se a maioria dos seus residentes se ocupar nos setores secundário e, fundamentalmente, terciário . Fig. Chaves Limitações: inexistência de valores universais sobre a percentagem mínima de população residente empregue naqueles setores para que uma dada aglomeração tenha a categoria de cidade; existência de situações em que a população residente de um determinado aglomerado, embora trabalhando predominantemente naqueles setores de atividade, o faz fora da sua área de residência , isto é, noutro aglomerado. Acresce a estas situações a profunda disparidade existente entre PD e PED . PD: aceitável considerar como cidade um núcleo em que a população ativa empregada no setor primário seja inferior a 25%. PED: perfeitamente razoável considerar-se um nível percentual na casa dos 80%.

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Cidade de Aveiro Conjugação de Critérios (Demográfico e Funcional) (…) a conjugação de critérios e simultaneamente a sua adequação à realidade regional serão as condições mais apropriadas à definição de cidade. Conferência Europeia de Estatística, estabeleceu as normas para a definição de cidade (…). Aglomerações com mais de 10 000 habitantes ou, tendo um mínimo de 2000 habitantes, desde que a população ligada ao setor primário não ultrapassasse os 25%, fossem consideradas cidades. Reconhecida a grande dificuldade em definir “cidade”, cada país adota a sua própria definição com base nos mais diversos critérios.

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Cidade do Porto As cidades apresentam na generalidade um conjunto de traços comuns a que importa dar particular atenção: forte concentração de população; o predomínio dos setores secundário e terciário; a existência de um conjunto variado de serviços e equipamentos (educação, saúde, transportes, lazer...); a paisagem construída (o edificado possui características morfológicas, estéticas e funcionais com vincados traços de urbanidade).

A cidade de Reguengos de Monsaraz:

“No dia 9 de Dezembro de 2004, a vila de Reguengos de Monsaraz é finalmente elevada à categoria administrativa de Cidade (Lei n.º 5/2005 ) de 26 de Janeiro”. A cidade de Reguengos de Monsaraz

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CIDADE =/≠CENTRO URBANO? Uma escolha difícil dado que não existem conceitos universais; Mas pode-se falar em traços comuns; Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), define-se: Como um lugar com população igual ou superior a 2000 habitantes (desde 22-02-2012). Cidade tem uma definição diferente A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Lugar urbano

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CIDADE Aglomerado populacional contínuo, com um número de eleitores superior a 8000, possuindo pelo menos, metade dos seguintes equipamentos coletivos: instalações hospitalares com serviço de permanência; farmácias; corporação de bombeiros; casa de espetáculos e centro cultural; museu e biblioteca; instalações de hotelaria; estabelecimentos de ensino preparatório e secundário; estabelecimentos de ensino pré-primário e infantários; transportes públicos, urbanos e suburbanos; parques ou jardins públicos. Importantes razões de natureza histórica, cultural e arquitetónica poderão justificar uma ponderação diferente dos requisitos enumerados" (Art.º 14º). Fontes Lei n.º 11/82, DR 125, SÉRIE I de 1982-06-02 - artigos 13.º e 14.º A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS:

QUAL A DIFERENÇA ENTRE LUGAR URBANO E CIDADE? Em Portugal e de acordo com os conceitos em vigência: O lugar urbano corresponde a um valor numérico . A cidade , além de um valor numérico , tem que desempenhar um determinado tipo de funções urbanas . Mas, ao longo do tempo e do espaço, os critérios de definição variam. A ONU (Organização das Nações Unidas), por exemplo, considera uma cidade somente áreas urbanizadas que possuam mais de 20 000 habitantes A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

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As cidades – espaços de funções*… A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Áreas urbanas Espaço de funções Que se organizam em Áreas funcionais São um Terciária Residencial Industrial Comercial Residencial Económica Político-administrativa Residencial Industrial Cultural Transporte … *atividades que se desenvolvem nas cidades com vista à satisfação das necessidades da população.

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Fig. Lisboa Função político-administrativa Fig. Lisboa – Assembleia da República A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Lisboa – Ministério da Educação

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Função comercial e de serviços Fig. Lisboa – C. C. Vasco da Gama Fig. Lisboa – Cidade Universitária A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Função residencial Fig. Lisboa – Parque das Nações Fig. Lisboa – Portela Fig. Lisboa – Chelas

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Função industrial Fig. Barreiro Fig. Sines Fig. Leça da Palmeira

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Função cultural Coimbra - Portugal Função religiosa Fátima - Portugal A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Função recreativa e turística Funchal- Portugal Função defensiva Guimarães- Portugal

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Vila Moura - Algarve Diferenciação funcional urbana O espaço urbano*, permite definir áreas funcionais ** onde se verifica a predominância de uma determinada função urbana ( terciária - comercial, restauração…- residencial, industrial…) A diferenciação funcional é, por isso, uma constante das cidades. * espaço onde a ocupação do solo é caraterizada pelo elevado número e concentração de infraestruturas estando destinado predominantemente à construção ** áreas relativamente homogéneas, com caraterísticas próprias, onde predomina uma determinada função. A mobilidade das populações , nomeadamente aquela que se apresenta na forma de fluxos diários, fomenta as relações entre espaços com diferentes especializações funcionais no seio da própria cidade e desta com o seu espaço envolvente. A acessibilidade*: fator determinante na localização e implantação das diferentes atividades no espaço intraurbano e, por consequência, no uso que é dado ao solo; interfere diretamente com o valor do mercado imobiliário e fundiário, o que só por si constitui um elemento diferenciador em termos espaciais . * Grau de facilidade com que se chega a um determinado lugar a partir de outros. Fig. Variação do valor do solo urbano com a distância ao centro

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Cidade de Leiria (vista do Castelo de Leiria) De uma forma geral, o valor do solo diminui com o aumento da distância ao centro da cidade , isto porque a área central é aquela que, normalmente, apresenta maior acessibilidade e, consequentemente, o solo tem aí custos mais elevados . A renda locativa* está diretamente relacionada com a acessibilidade , sendo, no entanto, também influenciada por fatores como: a qualidade dos edifícios; as condições de habitabilidade; as infraestruturas e equipamentos existentes; etc. as condições ambientais (espaços verdes, níveis de poluição); * A renda locativa é a teoria que defende que as rendas ou valores do solo urbano, diminuem com a distância ao centro, observando-se assim, um decréscimo com a distância. que justificam a valorização de determinadas áreas com algum grau de afastamento ao centro.

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Rua da Prata - Lisboa Áreas centrais: procura de espaço superior à oferta , pelo que os fenómenos de especulação fundiária * adquirem aí maior visibilidade. Existência de áreas de solo expectante** em que espaços de dimensão significativa no tecido urbano são mantidos durante longo tempo sem qualquer tipo de ocupação , aguardando a possibilidade de serem transacionados por valores bastante superiores ao seu valor real. Fig. Edifícios degradados * Quando há um desequilíbrio entre a oferta e a procura. Se a procura é bastante superior à oferta, os preços do solo atingem valores muito elevados e muito superiores ao seu valor real. **espaço que se encontra disponível, à espera de ocupação ou de intervenção.

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Fig. Cidade de Évora A disputa do espaço pelas diferentes funções é uma realidade que visa encontrar a localização que lhes é mais adequada. Esta dinâmica implica a existência de fenómenos de segregação funcional* (…). As alterações no tecido urbano fruto da ( re )localização são, assim, uma constante da cidade. * processo de deslocação de determinadas funções urbanas** que originam a formação de áreas homogeneidade interna, mas localizadas na periferia, onde o valor do solo é inferior. **atividades que se desenvolvem nas cidades com vista à satisfação das necessidades da população.

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Organização funcional da cidade de Lisboa A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS Verificar resposta ATIVIDADE 1. Indique dois tipos de critérios de definição de cidade. 2. Aponte três traços comuns das cidades. 3. Enumere três fatores que influenciam a renda locativa.

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A ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS ATIVIDADE 1. Indique dois tipos de critérios de definição de cidade. Critério demográfico e critério funcional. 2. Aponte três traços comuns das cidades. Por exemplo: a forte concentração da população; a paisagem construída; o predomínio dos setores secundário e terciário. 3. Enumere três fatores que influenciam a renda locativa. Por exemplo: a acessibilidade; a qualidade dos edifícios; as condições ambientais. Voltar à apresentação

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