logging in or signing up Ilum_v6 gabrielasilveira Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: Embed: Flash iPad Copy Does not support media & animations WordPress Embed Customize Embed URL: Copy Thumbnail: Copy The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 19 Category: Others/ Misc License: Some Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: August 20, 2012 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Unidade 01: O Iluminismo Unidade 01Introdução: Introdução O Iluminismo foi um movimento filosófico, político, econômico, social e cultural que defendeu o uso da razão como o melhor caminho para se atingir a liberdade, a autonomia e a emancipação do ser humano; Seus defensores acreditavam vigorosamente no progresso humano através da educação ; em sua visão (um tanto quanto utópica), a sociedade atingiria a perfeição quando as pessoas finalmente tivessem a liberdade para pôr em prática a razão (o pensamento racional).Introdução: O respeito pela filosofia racional era, em grande parte, derivado dos recentes avanços da ciência e de sua crescente popularidade; Introdução Cientistas ilustres, tais como Isaac Newton (1643-1727), descobridor de várias leis da física, forneciam as evidências matemáticas para embasar diversas descobertas científicas ; ou seja, estas descobertas acabaram fornecendo uma explicação racional para vários fenômenos naturais que, até então, dependiam de concepções religiosas.Introdução: O Iluminismo também foi pioneiro na aplicação de métodos científicos ao estudo das sociedades humanas, “rabiscando as modernas ciências sociais”; A ideia básica, neste momento, era que leis racionais poderiam descrever o comportamento social – assim como descreviam os fenômenos naturais - e que o conhecimento destas leis poderia, justamente, ser usado para aprimorar as ações humanas. IntroduçãoIntrodução: Os conceitos mais importantes do Iluminismo foram: “fé na natureza e crença no progresso humano”, A natureza , neste caso, era vista como “um complexo de leis que interagiam entre si e que governavam o universo”; Introdução O ser humano, portanto, como parte deste sistema “natural”, estaria – por consequência lógica - intencionado a agir de acordo com a razão .Introdução: E mais: se tivessem liberdade para exercer a razão, as pessoas, sendo “naturalmente boas”, “agiriam para promover a felicidade dos outros”; Portanto, acreditando terem descoberto “o segredo do progresso infinito” do ser humano, os iluministas defendiam que tanto a felicidade quanto a correção moral do ser humano dependiam do fim das restrições desnecessárias impostas tanto pelo Estado quanto pela(s) Igreja(s). IntroduçãoHistórico: Histórico As raízes do movimento iluminista podem ser traçadas desde o século XVII, nas ideias do francês René Descartes (1596-1650), para quem a verdade poderia ser alcançada através de duas habilidades inerentes ao ser humano: duvidar e refletir . “Nunca nos devemos deixar persuadir senão por evidência da razão”. “Humanamente não existe um ser que seja feliz sem que o outro também seja”. “Penso logo existo”.Histórico: Para alguns historiadores, contudo, o “pai do Iluminismo” teria sido o famoso filósofo inglês John Locke (1632-1704), autor do “ Ensaio sobre o entendimento humano ”; Histórico Este, já na década de 1680, aplicava os princípios de Newton (recentemente publicados) a áreas tão diversas quanto a psicologia, a economia e a teoria política; A partir de Locke, “o Iluminismo atingiu a maturidade e começou a espalhar-se para outros países”.Histórico: A partir de 1713 (Paz de Utrecht ), todavia, o Iluminismo foi um fenômeno predominantemente francês ; De fato, por volta de 1750, a França, graças aos ideais do Iluminismo, voltou a ocupar a posição de centro cultural da Europa; O século XVIII, em função do apogeu atingido pelo Iluminismo, também é conhecido por “ Século das Luzes ” (em contraste com a Idade Média, que os iluministas preconceituosamente denominaram a “idade das trevas”). HistóricoPowerPoint Presentation: O “racionalismo reformista” do Iluminismo , uma vez disseminado pela Europa, atravessou o Atlântico e chegou ao Novo Mundo; Na América Espanhola e no Brasil , as “ideias francesas” eram amplamente lidas e debatidas (lembrar, por exemplo, da Inconfidência Mineira); Nas colônias inglesas, os pensadores iluministas influenciaram personagens ilustres, tais como Benjamin Franklin e Thomas Jefferson (que assumiria a presidência dos EUA por dois mandatos). HistóricoO Iluminismo e a Política: O Iluminismo e a Política Na virada do século (XVII ao XVIII), grande parte da Europa continental encontrava-se nas mãos de monarquias absolutistas, sistema governamental com vários resquícios das antigas estruturas feudais, tais como a censura e a grande influência da Igreja Católica nas questões de Estado. Pintura equestre de Luís XIV (1673)O Iluminismo e a Política: Desta forma, a teoria política no Iluminismo procurou contestar “o contrato social do direito divino” (ou seja, a noção de que o poder do monarca advinha de Deus) através da defesa dos “direitos naturais” de liberdade política e de justiça para o homem; O Iluminismo e a Política Estas ideias, obviamente, negavam a autoridade absoluta dos monarcas e enfraqueciam o sistema em todas as suas fases. Pintura equestre de Luís XIV (1694)O Iluminismo e a Política: De fato, diante da rápida disseminação dos ideais iluministas na Europa, alguns monarcas absolutistas, com receio de perder o governo, passaram a aceitá-los; O Iluminismo, portanto, tornou-se popular entre as elites de muitos “baluartes” do absolutismo, tais como a Prússia, a Rússia, a Áustria, a Espanha e até mesmo Portugal. O Iluminismo e a Política Catharina II (1762-1796) da RússiaO Iluminismo e a Política: Os monarcas que, àquela altura, tentavam conciliar o tradicional sistema de governo com as ideias de progresso preconizadas pelo Iluminismo eram então denominados “ Déspotas Esclarecidos ”: Frederico II, da Prússia; Catharina II, da Rússia; o Marquês de Pombal, em Portugal, dentre outros. Essa adoção dos princípios iluministas por parte das monarquias, por sua vez, empreendeu uma modernização do aparelho administrativo, favorecendo principalmente os interesses da nobreza e da burguesia nacionais. O Iluminismo e a PolíticaO Iluminismo e a Política: Na verdade, os burgueses foram os principais interessados nesta nova filosofia, pois, apesar da riqueza que acumulavam, eles não tinham poder algum para interferir nas questões políticas; O Iluminismo e a Política As práticas mercantilistas adotadas pelos governos absolutistas – com forte interferência do poder central e a concessão de privilégios para membros da nobreza – também contribuíam fortemente para a insatisfação da classe burguesa.O Iluminismo e a Política: Por sinal, alguns dos melhores exemplos de crítica social através das artes, nesta época, são as cenas das ruas londrinas feitas pelo pintor inglês William Hogarth (1697-1764) e os retratos da corte espanhola feitos por Francisco Goya (1746-1828): O Iluminismo e a Política Infanta Maria JosefaO Iluminismo e a Religião: Os pensadores iluministas acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante, substituindo as crenças religiosas e o “misticismo”, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem; O homem, portanto, deveria ser o centro das atenções e passaria a usar somente a razão para obter as respostas daquelas questões que, até então, eram justificadas somente pela fé. O Iluminismo e a ReligiãoO Iluminismo e a Religião: O Iluminismo , na verdade, adotava um sistema que, embora admitisse a existência de um Deus, negava a autoridade de qualquer igreja, questionando a sua própria necessidade (bem como a do clero): o chamado deísmo ; Dentro desta ótica, é óbvio que os pensadores iluministas atacaram a Igreja Católica com especial vigor. O Iluminismo e a ReligiãoO Liberalismo Econômico: O Iluminismo francês exerceu uma poderosa influência na Inglaterra; naquela época, muitos jovens de sua elite viajavam à França para completar sua educação; Dentre eles, alguns expoentes do pensamento inglês, tais como Adam Smith (1723-1790), o “pai da economia moderna”. O Liberalismo Econômico “ A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.” “O Estado não deve interferir na economia. Ela se ajusta por si só.”O Liberalismo Econômico: Uma nova escola de economistas se desenvolveu no período. Através de Adam Smith , foram apresentados uma série de “princípios invariáveis” do comportamento econômico, baseados na crença de que as pessoas, apesar de agirem de acordo com seus próprios interesses , através da competição trabalhariam para promover o progresso econômico geral. O Liberalismo EconômicoO Liberalismo Econômico: Os defensores do liberalismo econômico , portanto, apontavam as mazelas do mercantilismo e sua doutrina baseada fortemente nas riquezas da terra (agricultura) e na acumulação de metais preciosos; O Liberalismo Econômico Os iluministas, naturalmente, combatiam com vigor a instituição do monopólio comercial, típico das economias colonialistas (Inglaterra, Portugal etc.) e/ou fortemente centralizadas (França).O Liberalismo Econômico: Ainda de acordo com Adam Smith, os governos deveriam evitar a regulação, em favor da operação da iniciativa privada e das próprias forças do mercado ; Este, por sinal, é um dos mais importantes enunciados da política econômica liberal e mais um exemplo que comprova a crença dos iluministas de que modelos gerais do comportamento humano podiam ser derivados do pensamento racional. O Liberalismo EconômicoOs Pensadores Iluministas: Os Pensadores Iluministas Charles de Secondat , o Barão de Montesquieu (1689-1755): membro da primeira geração de iluministas, além de aristocrata foi também um oficial de justiça e membro da Academia de Ciências da França; Em sua maior obra, “ O espírito das leis ” (1748), expressou os seus princípios políticos básicos. Mais tarde, durante a Revolução Francesa (1789), este trabalho influenciaria bastante a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão ;Os Pensadores Iluministas: Os Pensadores Iluministas Com base na experiência inglesa, Montesquieu defendia a divisão equilibrada do governo em três poderes independentes - Legislativo, Executivo e Judiciário -, como forma de garantir o sucesso de uma democracia. “O luxo arruína as repúblicas; a pobreza, as monarquias.” “Liberdade é o direito de fazer aquilo que as leis permitem.” “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda parte”.Os Pensadores Iluministas: Voltaire (1694-1778), pseudônimo de Françoise-Marie Arouet , foi o maior símbolo do Iluminismo; escritor e filósofo polêmico, foi um dos maiores críticos da monarquia (e suas injustiças) e da religião tradicional; Dentre suas principais obras, destaque para “ Cartas filosóficas ” (1734). Os Pensadores Iluministas “O valor dos grandes homens mede-se pela importância dos serviços prestados à humanidade.” “A guerra é o maior dos crimes, mas não existe agressor que não disfarce o seu crime com o pretexto de justiça.”Os Pensadores Iluministas: Ele popularizou a ciência de Isaac Newton, lutou pela liberdade de imprensa, lutou ativamente contra a Igreja Católica etc. Ao longo de tais embates, além de enfrentar prisões e o exílio, produziu centenas de folhetins, peças de teatro, ensaios, panfletos etc. Ainda em vida, Voltaire tornou-se uma lenda tanto para os leitores comuns quanto para importantes monarcas (alguns dos quais mantinham até correspondência com ele, tais como Catharina II (1762-1796) da Rússia e Frederico II (1740-1786) da Prússia). Os Pensadores IluministasOs Pensadores Iluministas: Voltaire teve muitos discípulos e imitadores, mas o seu maior “rival” na difusão das ideias iluministas foi, na verdade, uma publicação: a coleção de 35 volumes que compunha a Enciclopédia francesa, editada por Diderot (1713-1784) e D’Alembert (1717-83) entre 1751 e 1780. Os Pensadores IluministasOs Pensadores Iluministas: A Enciclopédia , o principal “monumento” dos iluministas, declarou a supremacia da nova ciência, denunciando a superstição e expondo os méritos da liberdade humana. Os Pensadores Iluministas Além de informações e ilustrações científicas diversas, suas páginas continham também, por exemplo, artigos críticos que apontavam os malefícios do tráfico de escravos e a crueldade das leis criminais.Os Pensadores Iluministas: Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): por suas ideias muitas vezes contrárias às de seus colegas iluministas, foi muitas vezes tido como uma pessoa de temperamento difícil e excêntrica; Apesar de acreditar nos objetivos gerais do Iluminismo, Rousseau não confiava plenamente no racionalismo e na ciência... Os Pensadores Iluministas Em seus inúmeros escritos, falava como “um rebelde contra todas as instituições estabelecidas”.Os Pensadores Iluministas: Rousseau , na verdade, glorificava a intuição e o impulso humanos , confiando mais nas emoções do que nos pensamentos; no coração mais do que na mente. Por causa disso, foi também chamado de “defensor do racionalismo romântico”; Para Rosseau , a “simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizados como itens essenciais na construção de uma sociedade mais justa”. Os Pensadores IluministasOs Pensadores Iluministas: Além de ter contribuído com a Enciclopédia , foi também autor do “ Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens ” e do “ Contrato social ” (1762), esta última a sua “acusação formal contra a monarquia absolutista”; Os Pensadores Iluministas Destaque também para a criação da figura do “nobre selvagem” – aquele que vivia completamente livre das leis, das cortes, padres e oficiais civis – do qual Rousseau declarava-se um grande admirador.História & Herança Cultural: O Iluminismo também foi significativo para a história da conservação de nossa herança cultural , na medida em que introduziu paradigmas e formulou conceitos que efetivamente fundaram o “moderno sistema conservacionista”; Uma das questões fundamentais no século XVIII foi justamente a elaboração do novo conceito de “história”, conforme os estudos de Giambattista Vico (Itália), Johann G. Herder (Alemanha) e principalmente Johann Joachim Winckelmann (como veremos adiante). História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: O século XVIII testemunhou não apenas um grande interesse no estudo arqueológico sistemático das antiguidades, como também assistiu ao início das viagens de estudo ( Grand Tours ) para a Itália e o Mediterrâneo (a princípio) e depois para outras regiões do mundo; O objetivo dos viajantes – contaminados pelo pensamento iluminista - era compreender a origem das coisas, explorar o mundo e submeter tudo à consideração crítica. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: No século XVII, o colecionismo de antiguidades já havia se tornado moda também fora da Itália. E uma vez que Roma perdia o seu poder econômico, importantes coleções eram vendidas para a França, Inglaterra e outros países; História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: A França, através do influente Ministro das Finanças de Luís XIV, Jean-Baptiste Colbert , fundou em 1666 a Academia Francesa em Roma; seus membros tinham como função principal estudar os antigos monumentos da cidade, preparar desenhos em escala e propor “ restauros ” ilustrativos, baseados nas hipotéticas “formas originais” dos antigos monumentos. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: Sociedades acadêmicas na Itália também foram criadas por ingleses– a Sociedade dos Antiquários (1717) e a Sociedade dos Dilettanti (1734). Este intercâmbio entre artistas e estudiosos ingleses, franceses e italianos, por sinal, iria contribuir posteriormente para o nascimento e difusão do movimento neoclássico na Europa. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: A partir do século XVIII, contudo, evidencia-se uma crescente consciência do “valor universal” de importantes obras de arte e monumentos históricos, marcando assim o início de um sentimento mais generalizado de responsabilidade por sua preservação. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: De fato, a preocupação com as condições de várias obras-primas artísticas e a crença de que deveria haver uma responsabilidade compartilhada por todos na preservação desta herança começam a ficar evidente nas expressões de muitos viajantes e estudiosos. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: Testemunho do viajante francês Boyer d’ Argens em 1738 : “Roma ainda possui um número infinito de vistas maravilhosas que devem ser defendidas, protegidas e conservadas por todos aqueles que se opõem à vulgaridade e à ignorância. (...) o homem Rafael, superior a todos os outros homens na arte (...) através de quem os homens de todos os países e todas as regiões podem se tornar irmãos ”. Ou seja, temos aqui o reconhecimento patente do “valor universal” de importantes obras de arte como elementos de união dos povos! História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: Ao final do século XVIII, seguidores de Winckelmann levaram ainda mais longe o conceito de “universalidade” da herança cultural, com a noção de que os produtos que contêm o valor de autenticidade pertenceriam à toda humanidade ; História & Herança Cultural A ciência, a arte e a literatura, portanto, eram vistos como pertencentes a um mundo além das barreiras nacionais .Descobertas Arqueológicas: Ao longo do século XVIII, escavações foram promovidas nos arredores de Roma, Óstia e Tivoli, levando à consequente ampliação de seus museus; A grande agitação, porém, foi causada por novas descobertas arqueológicas, em particular a sensacional escavação das cidades de Herculano , Pompéia e Estabia , que haviam permanecido enterradas por um longo tempo ao pé do Vesúvio. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Herculano , Pompéia e Estabia foram soterradas quase ao mesmo tempo na erupção do Vesúvio ocorrida em 79 a.C. (evento descrito em conhecido texto da literatura clássica); Descobertas Arqueológicas O desastre aconteceu tão rápido que muitos cidadãos foram incapazes de fugir quando as cidades foram inteiramente cobertas pela lava e cinzas vulcânicas.Descobertas Arqueológicas: Com o passar do tempo, descobertas casuais às vezes revelavam estátuas de mármore e outros objetos, mas nada que despertasse especial atenção. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Em 1717, contudo, um nobre austríaco, escavando em sua propriedade na cidade portuária de Portici , desenterrou três estátuas romanas de rara qualidade (representando duas jovens mulheres e uma senhora de mais idade); Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Depois de restaurá-las, enviou-as para Viena como presente ao Príncipe Eugéne ; este, por sua vez, as vendeu para a esposa do rei espanhol Carlos III, que ascendeu ao trono das duas Sicílias em 1738; Descobertas Arqueológicas Ao chegar a Nápoles, o rei Carlos imediatamente ordenou que as escavações continuassem no mesmo local onde as três estátuas haviam sido descobertas.Descobertas Arqueológicas: De início, descobriu-se um teatro (depois identificado como parte de Herculano), porém a dureza do solo e a presença da “moderna” cidade de Resina logo acima de Herculano levaram os trabalhos a serem interrompidos em 1765; Desta forma, Pompéia e Estabia , descobertas em 1748, logo atraíram uma maior atenção. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Por suas condições favoráveis (solo menos compacto, mais próxima da superfície), Pompéia concentrou os maiores trabalhos de escavação, levando inclusive à criação de um museu na cidade de Portici , onde as descobertas eram então expostas; Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas Pompéia (atual)Descobertas Arqueológicas: Em Pompéia, as escavações começaram no anfiteatro (pois sua forma inconfundível destacava-se no solo); Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Os trabalhos arqueológicos, de início, eram confusos e sem objetivos claros. Tanto assim que vários locais eram escavados e, logo em seguida, enterrados novamente; Na verdade, havia inicialmente uma busca por tudo aquilo que pudesse enriquecer as coleções europeias do período; tudo o que pudesse ser removido era simplesmente levado embora. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Os prédios, muitas vezes escavados por escravos da Tunísia ou da Argélia, poderiam até ser destruídos, se fosse preciso para obter-se um item valioso; Descobertas Arqueológicas As melhores peças em mármore, os mosaicos e bronzes tiveram a pátina removida e em seguida foram “restaurados”; alguns fragmentos em bronze, porém, chegaram a ser derretidos para fazer um busto do rei!Descobertas Arqueológicas: Enfim, no início das escavações, muita coisa se perdeu ou foi simplesmente levada embora; Descobertas Arqueológicas Em 1755, o rei finalmente providenciou uma série de leis para proteger a importante herança grega e romana na região de Nápoles. A partir deste momento, portanto, a exportação de peças sem autorização expressa foi proibida.Descobertas Arqueológicas: A documentação que ia sendo produzida a partir destas descobertas transformou-se, posteriormente, em inúmeras publicações; Destaque para os oito volumes da Le Antichità di Ercolano de Karl Jacob Weber (arquiteto e engenheiro suíço encarregado das primeiras escavações organizadas das três cidades), publicados entre 1755 e 1792. Estas obras foram traduzidas em diversas línguas e influenciaram, como seria de se esperar, a difusão do neoclassicismo (como veremos mais adiante). Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: A partir de 1765, porém, o novo responsável pelas escavações, o arqueólogo Francesco La Vega , começa a adotar novos procedimentos. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: A partir de então, La Vega deu início a uma documentação sistemática, insistindo numa abordagem mais organizada das escavações, concentrando na apresentação de grandes áreas ao invés de focar na simples coleta de antigos objetos. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: La Vega , por exemplo, propôs a preservação e conservação dos afrescos da Casa del Chirurgo (Casa do Cirurgião) in loco , determinado a deixar o local exatamente como havia sido encontrado, não apenas de forma a “satisfazer o público” como também por reconhecer, como fonte principal de seu valor, o efeito que transmitia ao ambiente inteiro (preservado), algo que seria destruído caso as pinturas fossem removidas . Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas Casa del Chirurgo - PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas Casa del Chirurgo - PompéiaJ. J. Winckelmann (Introd.): No século XVIII, o centro dos estudos das antiguidades era sem dúvida a França e, sob a influência dos eruditos franceses, também a Itália; Esses estudiosos haviam herdado do século anterior “um padrão de colecionismo e de compreensão da arte clássica” muito distantes da ideia de estilo desenvolvida mais tarde por Winckelmann . Eles buscavam, na verdade, “ uma representação unificada das culturas antigas, obtida por um sistema de simples acumulação de evidências documentais ”. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): De fato, havia duas formas principais de se aproximar do tema (Antiguidade), que ainda predominavam na época de Winckelmann ; J. J. Winckelmann ( Introd .) De um lado, encontravam-se os estudiosos das línguas ( filólogos ), que colecionavam e comentavam os textos antigos. Tinham, portanto, muito pouco interesse por artefatos materiais propriamente ditos, incluindo as obras de arte. Éfeso (Turquia)J. J. Winckelmann (Introd.): De outro lado, existiam aqueles estudiosos que se dedicavam ao estudo dos monumentos das culturas da Antiguidade, mas que não tinham um grande interesse estético; J. J. Winckelmann ( Introd .) Ou seja, os objetos eram classificados e estudados como testemunhos das formas de vida e da moral no mundo greco-romano , com pouca consideração sobre as suas qualidades artísticas .J. J. Winckelmann (Introd.): A tendência, portanto, era a de colecionar o maior número possível de material visual com o objetivo de obter uma “visão total da riqueza e da variedade das civilizações da Antiguidade”; J. J. Winckelmann ( Introd .) Tais estudiosos concentravam suas análises na função utilitária dos objetos, observando-os, em primeiro lugar, como documentos dessa cultura .J. J. Winckelmann (Introd.): Essa atitude, porém, excluía qualquer preocupação com a evolução histórica , que eventualmente poderia até levar à composição de uma cronologia. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Ou seja, a Antiguidade era concebida como algo estático ; Outra consequência dessa “visão aistórica ” e “assistemática” era “a compreensão das culturas grega e romana como um continuum”, sem grandes esforços para diferenciar materiais de procedência grega ou romana. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): A tendência a ignorar as qualidades formais dos objetos antigos, por sua vez, levou a um uso generalizado de reproduções (gravuras), que eram consideradas “suficientemente fiéis” para uma análise de conteúdo (ou seja, eliminavam a necessidade do exame cuidadoso dos originais). J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Isso era especialmente verdadeiro para estudiosos que trabalhavam fora da Itália, onde havia uma falta crônica de material antigo à sua disposição. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Tal confiança na “fidelidade” das cópias gravadas era generalizada e aparentemente compartilhada até mesmo por Winckelmann antes da sua chegada a Roma; De fato, apesar de todo o seu interesse pela questão estética da arte antiga, enquanto trabalhou na Alemanha, ele jamais mencionou eventuais dificuldades ou sequer questionou o hábito de investigar essas qualidades nas reproduções gravadas... J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Consequentemente, foi um grande choque para Winckelmann descobrir, em Roma, “quão frágeis eram as bases de suas pesquisas anteriores”: “Antes eu achava que sabia tudo, mas não! Ao chegar aqui percebi que não sabia nada e que todos os escritores eram bestas e burros. Sinto-me menor do que era quando deixei a escola e cheguei à biblioteca de Bünau ”. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Em Resumo : no tempo de Winckelmann , o padrão predominante no estudo das antiguidades era ainda muito marcado pelo “colecionismo enciclopédico” do século anterior (XVII); A maior parte dos “antiquários”, portanto, com poucas exceções, se referia à Antiguidade Clássica como um todo homogêneo, classificando objetos gregos e romanos em conjunto , nas mesmas “categorias temáticas ou utilitárias”, dando pouca atenção à sua aparência formal. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann: Johann Joachim Winckelmann (1717-1768) nasceu na Alemanha, tornando-se um arqueólogo e historiador da arte (o “pai da história da arte”); Foi o pioneiro dos estudos helenísticos e o primeiro a articular a diferença entre a arte grega, a arte greco-romana e a arte romana propriamente dita . J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Ao chegar em Dresden em 1754, teve acesso a diferentes coleções de antiguidades e manteve contato com círculos artísticos e literários; foi em Dresden que publicou (em1755) o seu primeiro ensaio sobre a arte grega; J. J. Winckelmann A obra, que descreve “de forma apaixonada” as condições econômicas e climáticas que teriam levado a arte grega à “perfeição”, tornou o seu nome conhecido pelos principais intelectuais da Europa.J. J. Winckelmann: Pouco depois, viaja para Roma, onde assume inúmeros cargos importantes: bibliotecário do Cardeal Albani (um dos mais renomados mecenas das artes de seu tempo e grande colecionador de antiguidades), Comissionário-Chefe das Antiguidades em Roma e seus distritos (1763) e Antiquarius da Camera Apostólica. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Após visitas às escavações de Herculano e principalmente ao museu em Portici , Winckelmann – profundo conhecedor da literatura clássica e dos escritos históricos contemporâneos - tornou-se conhecido como o maior especialista em Antiguidade Clássica de seu tempo . J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Esse ímpeto de estudar sistematicamente a produção artística, associada a uma leitura renovada de textos antigos, possibilitou a criação da importante obra História da Arte na Antiguidade, abrindo novas perspectivas para o estudo das obras de arte antigas como um todo; Para alguns estudiosos, esta obra inaugura justamente a “moderna história da arte”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: De acordo com Alex Potts (1994), a maior contribuição de Winckelmann para o estudo das antigas obras de arte, exposta em sua História da Arte na Antiguidade , foi “a proposição de um sistema no qual a totalidade das esculturas da Antiguidade pudesse ser situada cronologicamente, de acordo com as mudanças em sua aparência exterior, ou seja, segundo a sua evolução estilística ”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: De fato, ninguém antes de Winckelmann tinha sido capaz de associar momentos históricos específicos a transformações de estilos ; J. J. Winckelmann Com esse enquadramento histórico, Winckelmann não só foi capaz de classificar cronologicamente a produção da Antiguidade Clássica, como também de analisar as suas relações com as condições históricas específicas da Grécia.J. J. Winckelmann: Para Winckelmann , o principal critério para a avaliação das obras de arte era o da “ beleza ideal ” e o ponto culminante deste ideal encontrava-se justamente na escultura grega. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: De acordo com Winckelmann , os escultores gregos não copiavam sem pensar; pelo contrário, baseavam sua arte em observações da natureza, produzindo obras que eram ainda mais belas que os modelos , elevando assim a obra de arte a refletir o mais próximo possível “o ideal de beleza em Deus”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Contudo, no século XVIII, de acordo com Winckelmann , estas oportunidades não mais existiam. Portanto, era mais fácil aprender estudando as obras-primas gregas do que diretamente a natureza ; J. J. Winckelmann Daí, o famoso paradoxo: “A única forma de nos tornarmos grandes e, se possível, inimitáveis, reside na imitação dos antigos”. Luis Egidio Melendez (Autorretrato) - 1746J. J. Winckelmann: J. J. Winckelmann “A Morte de Sócrates” de Jacques-Louis David (1787)J. J. Winckelmann: Portanto, era essencial para Winckelmann que as antigas obras de arte, mesmo os fragmentos, fossem cuidadosamente identificadas e preservadas . J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Na virada do século (XVIII para o XIX), uma nova geração de intelectuais já adotava o seu método, não apenas para o estudo da Antiguidade Clássica, mas também para outros períodos da história ; Ao dar o primeiro passo em direção ao uso de métodos científicos para o estudo e a definição de objetos antigos (e para a sua avaliação histórica e artística), Winckelmann tem sido louvado por alguns historiadores também como “o pai da arqueologia moderna”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: O fato dele distinguir o original – a partir dos quais seria feita a verificação dos fatos - dos acréscimos posteriores foi significativo, pois focou a atenção justamente em salvaguardar o original . J. J. Winckelmann Laocoonte : versão de 1506-1957 Laocoonte : a partir de 1957J. J. Winckelmann: Winckelmann não era contra o restauro, mas ele insistia que isso fosse levado a cabo sem falsificar o conceito artístico da obra de arte original e sem que os acréscimos “modernos” enganassem o observador cuidadoso . J. J. Winckelmann Restauro de “David” no ano 2312? You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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Premium member Presentation Transcript Unidade 01: O Iluminismo Unidade 01Introdução: Introdução O Iluminismo foi um movimento filosófico, político, econômico, social e cultural que defendeu o uso da razão como o melhor caminho para se atingir a liberdade, a autonomia e a emancipação do ser humano; Seus defensores acreditavam vigorosamente no progresso humano através da educação ; em sua visão (um tanto quanto utópica), a sociedade atingiria a perfeição quando as pessoas finalmente tivessem a liberdade para pôr em prática a razão (o pensamento racional).Introdução: O respeito pela filosofia racional era, em grande parte, derivado dos recentes avanços da ciência e de sua crescente popularidade; Introdução Cientistas ilustres, tais como Isaac Newton (1643-1727), descobridor de várias leis da física, forneciam as evidências matemáticas para embasar diversas descobertas científicas ; ou seja, estas descobertas acabaram fornecendo uma explicação racional para vários fenômenos naturais que, até então, dependiam de concepções religiosas.Introdução: O Iluminismo também foi pioneiro na aplicação de métodos científicos ao estudo das sociedades humanas, “rabiscando as modernas ciências sociais”; A ideia básica, neste momento, era que leis racionais poderiam descrever o comportamento social – assim como descreviam os fenômenos naturais - e que o conhecimento destas leis poderia, justamente, ser usado para aprimorar as ações humanas. IntroduçãoIntrodução: Os conceitos mais importantes do Iluminismo foram: “fé na natureza e crença no progresso humano”, A natureza , neste caso, era vista como “um complexo de leis que interagiam entre si e que governavam o universo”; Introdução O ser humano, portanto, como parte deste sistema “natural”, estaria – por consequência lógica - intencionado a agir de acordo com a razão .Introdução: E mais: se tivessem liberdade para exercer a razão, as pessoas, sendo “naturalmente boas”, “agiriam para promover a felicidade dos outros”; Portanto, acreditando terem descoberto “o segredo do progresso infinito” do ser humano, os iluministas defendiam que tanto a felicidade quanto a correção moral do ser humano dependiam do fim das restrições desnecessárias impostas tanto pelo Estado quanto pela(s) Igreja(s). IntroduçãoHistórico: Histórico As raízes do movimento iluminista podem ser traçadas desde o século XVII, nas ideias do francês René Descartes (1596-1650), para quem a verdade poderia ser alcançada através de duas habilidades inerentes ao ser humano: duvidar e refletir . “Nunca nos devemos deixar persuadir senão por evidência da razão”. “Humanamente não existe um ser que seja feliz sem que o outro também seja”. “Penso logo existo”.Histórico: Para alguns historiadores, contudo, o “pai do Iluminismo” teria sido o famoso filósofo inglês John Locke (1632-1704), autor do “ Ensaio sobre o entendimento humano ”; Histórico Este, já na década de 1680, aplicava os princípios de Newton (recentemente publicados) a áreas tão diversas quanto a psicologia, a economia e a teoria política; A partir de Locke, “o Iluminismo atingiu a maturidade e começou a espalhar-se para outros países”.Histórico: A partir de 1713 (Paz de Utrecht ), todavia, o Iluminismo foi um fenômeno predominantemente francês ; De fato, por volta de 1750, a França, graças aos ideais do Iluminismo, voltou a ocupar a posição de centro cultural da Europa; O século XVIII, em função do apogeu atingido pelo Iluminismo, também é conhecido por “ Século das Luzes ” (em contraste com a Idade Média, que os iluministas preconceituosamente denominaram a “idade das trevas”). HistóricoPowerPoint Presentation: O “racionalismo reformista” do Iluminismo , uma vez disseminado pela Europa, atravessou o Atlântico e chegou ao Novo Mundo; Na América Espanhola e no Brasil , as “ideias francesas” eram amplamente lidas e debatidas (lembrar, por exemplo, da Inconfidência Mineira); Nas colônias inglesas, os pensadores iluministas influenciaram personagens ilustres, tais como Benjamin Franklin e Thomas Jefferson (que assumiria a presidência dos EUA por dois mandatos). HistóricoO Iluminismo e a Política: O Iluminismo e a Política Na virada do século (XVII ao XVIII), grande parte da Europa continental encontrava-se nas mãos de monarquias absolutistas, sistema governamental com vários resquícios das antigas estruturas feudais, tais como a censura e a grande influência da Igreja Católica nas questões de Estado. Pintura equestre de Luís XIV (1673)O Iluminismo e a Política: Desta forma, a teoria política no Iluminismo procurou contestar “o contrato social do direito divino” (ou seja, a noção de que o poder do monarca advinha de Deus) através da defesa dos “direitos naturais” de liberdade política e de justiça para o homem; O Iluminismo e a Política Estas ideias, obviamente, negavam a autoridade absoluta dos monarcas e enfraqueciam o sistema em todas as suas fases. Pintura equestre de Luís XIV (1694)O Iluminismo e a Política: De fato, diante da rápida disseminação dos ideais iluministas na Europa, alguns monarcas absolutistas, com receio de perder o governo, passaram a aceitá-los; O Iluminismo, portanto, tornou-se popular entre as elites de muitos “baluartes” do absolutismo, tais como a Prússia, a Rússia, a Áustria, a Espanha e até mesmo Portugal. O Iluminismo e a Política Catharina II (1762-1796) da RússiaO Iluminismo e a Política: Os monarcas que, àquela altura, tentavam conciliar o tradicional sistema de governo com as ideias de progresso preconizadas pelo Iluminismo eram então denominados “ Déspotas Esclarecidos ”: Frederico II, da Prússia; Catharina II, da Rússia; o Marquês de Pombal, em Portugal, dentre outros. Essa adoção dos princípios iluministas por parte das monarquias, por sua vez, empreendeu uma modernização do aparelho administrativo, favorecendo principalmente os interesses da nobreza e da burguesia nacionais. O Iluminismo e a PolíticaO Iluminismo e a Política: Na verdade, os burgueses foram os principais interessados nesta nova filosofia, pois, apesar da riqueza que acumulavam, eles não tinham poder algum para interferir nas questões políticas; O Iluminismo e a Política As práticas mercantilistas adotadas pelos governos absolutistas – com forte interferência do poder central e a concessão de privilégios para membros da nobreza – também contribuíam fortemente para a insatisfação da classe burguesa.O Iluminismo e a Política: Por sinal, alguns dos melhores exemplos de crítica social através das artes, nesta época, são as cenas das ruas londrinas feitas pelo pintor inglês William Hogarth (1697-1764) e os retratos da corte espanhola feitos por Francisco Goya (1746-1828): O Iluminismo e a Política Infanta Maria JosefaO Iluminismo e a Religião: Os pensadores iluministas acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante, substituindo as crenças religiosas e o “misticismo”, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem; O homem, portanto, deveria ser o centro das atenções e passaria a usar somente a razão para obter as respostas daquelas questões que, até então, eram justificadas somente pela fé. O Iluminismo e a ReligiãoO Iluminismo e a Religião: O Iluminismo , na verdade, adotava um sistema que, embora admitisse a existência de um Deus, negava a autoridade de qualquer igreja, questionando a sua própria necessidade (bem como a do clero): o chamado deísmo ; Dentro desta ótica, é óbvio que os pensadores iluministas atacaram a Igreja Católica com especial vigor. O Iluminismo e a ReligiãoO Liberalismo Econômico: O Iluminismo francês exerceu uma poderosa influência na Inglaterra; naquela época, muitos jovens de sua elite viajavam à França para completar sua educação; Dentre eles, alguns expoentes do pensamento inglês, tais como Adam Smith (1723-1790), o “pai da economia moderna”. O Liberalismo Econômico “ A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.” “O Estado não deve interferir na economia. Ela se ajusta por si só.”O Liberalismo Econômico: Uma nova escola de economistas se desenvolveu no período. Através de Adam Smith , foram apresentados uma série de “princípios invariáveis” do comportamento econômico, baseados na crença de que as pessoas, apesar de agirem de acordo com seus próprios interesses , através da competição trabalhariam para promover o progresso econômico geral. O Liberalismo EconômicoO Liberalismo Econômico: Os defensores do liberalismo econômico , portanto, apontavam as mazelas do mercantilismo e sua doutrina baseada fortemente nas riquezas da terra (agricultura) e na acumulação de metais preciosos; O Liberalismo Econômico Os iluministas, naturalmente, combatiam com vigor a instituição do monopólio comercial, típico das economias colonialistas (Inglaterra, Portugal etc.) e/ou fortemente centralizadas (França).O Liberalismo Econômico: Ainda de acordo com Adam Smith, os governos deveriam evitar a regulação, em favor da operação da iniciativa privada e das próprias forças do mercado ; Este, por sinal, é um dos mais importantes enunciados da política econômica liberal e mais um exemplo que comprova a crença dos iluministas de que modelos gerais do comportamento humano podiam ser derivados do pensamento racional. O Liberalismo EconômicoOs Pensadores Iluministas: Os Pensadores Iluministas Charles de Secondat , o Barão de Montesquieu (1689-1755): membro da primeira geração de iluministas, além de aristocrata foi também um oficial de justiça e membro da Academia de Ciências da França; Em sua maior obra, “ O espírito das leis ” (1748), expressou os seus princípios políticos básicos. Mais tarde, durante a Revolução Francesa (1789), este trabalho influenciaria bastante a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão ;Os Pensadores Iluministas: Os Pensadores Iluministas Com base na experiência inglesa, Montesquieu defendia a divisão equilibrada do governo em três poderes independentes - Legislativo, Executivo e Judiciário -, como forma de garantir o sucesso de uma democracia. “O luxo arruína as repúblicas; a pobreza, as monarquias.” “Liberdade é o direito de fazer aquilo que as leis permitem.” “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda parte”.Os Pensadores Iluministas: Voltaire (1694-1778), pseudônimo de Françoise-Marie Arouet , foi o maior símbolo do Iluminismo; escritor e filósofo polêmico, foi um dos maiores críticos da monarquia (e suas injustiças) e da religião tradicional; Dentre suas principais obras, destaque para “ Cartas filosóficas ” (1734). Os Pensadores Iluministas “O valor dos grandes homens mede-se pela importância dos serviços prestados à humanidade.” “A guerra é o maior dos crimes, mas não existe agressor que não disfarce o seu crime com o pretexto de justiça.”Os Pensadores Iluministas: Ele popularizou a ciência de Isaac Newton, lutou pela liberdade de imprensa, lutou ativamente contra a Igreja Católica etc. Ao longo de tais embates, além de enfrentar prisões e o exílio, produziu centenas de folhetins, peças de teatro, ensaios, panfletos etc. Ainda em vida, Voltaire tornou-se uma lenda tanto para os leitores comuns quanto para importantes monarcas (alguns dos quais mantinham até correspondência com ele, tais como Catharina II (1762-1796) da Rússia e Frederico II (1740-1786) da Prússia). Os Pensadores IluministasOs Pensadores Iluministas: Voltaire teve muitos discípulos e imitadores, mas o seu maior “rival” na difusão das ideias iluministas foi, na verdade, uma publicação: a coleção de 35 volumes que compunha a Enciclopédia francesa, editada por Diderot (1713-1784) e D’Alembert (1717-83) entre 1751 e 1780. Os Pensadores IluministasOs Pensadores Iluministas: A Enciclopédia , o principal “monumento” dos iluministas, declarou a supremacia da nova ciência, denunciando a superstição e expondo os méritos da liberdade humana. Os Pensadores Iluministas Além de informações e ilustrações científicas diversas, suas páginas continham também, por exemplo, artigos críticos que apontavam os malefícios do tráfico de escravos e a crueldade das leis criminais.Os Pensadores Iluministas: Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): por suas ideias muitas vezes contrárias às de seus colegas iluministas, foi muitas vezes tido como uma pessoa de temperamento difícil e excêntrica; Apesar de acreditar nos objetivos gerais do Iluminismo, Rousseau não confiava plenamente no racionalismo e na ciência... Os Pensadores Iluministas Em seus inúmeros escritos, falava como “um rebelde contra todas as instituições estabelecidas”.Os Pensadores Iluministas: Rousseau , na verdade, glorificava a intuição e o impulso humanos , confiando mais nas emoções do que nos pensamentos; no coração mais do que na mente. Por causa disso, foi também chamado de “defensor do racionalismo romântico”; Para Rosseau , a “simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizados como itens essenciais na construção de uma sociedade mais justa”. Os Pensadores IluministasOs Pensadores Iluministas: Além de ter contribuído com a Enciclopédia , foi também autor do “ Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens ” e do “ Contrato social ” (1762), esta última a sua “acusação formal contra a monarquia absolutista”; Os Pensadores Iluministas Destaque também para a criação da figura do “nobre selvagem” – aquele que vivia completamente livre das leis, das cortes, padres e oficiais civis – do qual Rousseau declarava-se um grande admirador.História & Herança Cultural: O Iluminismo também foi significativo para a história da conservação de nossa herança cultural , na medida em que introduziu paradigmas e formulou conceitos que efetivamente fundaram o “moderno sistema conservacionista”; Uma das questões fundamentais no século XVIII foi justamente a elaboração do novo conceito de “história”, conforme os estudos de Giambattista Vico (Itália), Johann G. Herder (Alemanha) e principalmente Johann Joachim Winckelmann (como veremos adiante). História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: O século XVIII testemunhou não apenas um grande interesse no estudo arqueológico sistemático das antiguidades, como também assistiu ao início das viagens de estudo ( Grand Tours ) para a Itália e o Mediterrâneo (a princípio) e depois para outras regiões do mundo; O objetivo dos viajantes – contaminados pelo pensamento iluminista - era compreender a origem das coisas, explorar o mundo e submeter tudo à consideração crítica. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: No século XVII, o colecionismo de antiguidades já havia se tornado moda também fora da Itália. E uma vez que Roma perdia o seu poder econômico, importantes coleções eram vendidas para a França, Inglaterra e outros países; História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: A França, através do influente Ministro das Finanças de Luís XIV, Jean-Baptiste Colbert , fundou em 1666 a Academia Francesa em Roma; seus membros tinham como função principal estudar os antigos monumentos da cidade, preparar desenhos em escala e propor “ restauros ” ilustrativos, baseados nas hipotéticas “formas originais” dos antigos monumentos. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: Sociedades acadêmicas na Itália também foram criadas por ingleses– a Sociedade dos Antiquários (1717) e a Sociedade dos Dilettanti (1734). Este intercâmbio entre artistas e estudiosos ingleses, franceses e italianos, por sinal, iria contribuir posteriormente para o nascimento e difusão do movimento neoclássico na Europa. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: A partir do século XVIII, contudo, evidencia-se uma crescente consciência do “valor universal” de importantes obras de arte e monumentos históricos, marcando assim o início de um sentimento mais generalizado de responsabilidade por sua preservação. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: De fato, a preocupação com as condições de várias obras-primas artísticas e a crença de que deveria haver uma responsabilidade compartilhada por todos na preservação desta herança começam a ficar evidente nas expressões de muitos viajantes e estudiosos. História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: Testemunho do viajante francês Boyer d’ Argens em 1738 : “Roma ainda possui um número infinito de vistas maravilhosas que devem ser defendidas, protegidas e conservadas por todos aqueles que se opõem à vulgaridade e à ignorância. (...) o homem Rafael, superior a todos os outros homens na arte (...) através de quem os homens de todos os países e todas as regiões podem se tornar irmãos ”. Ou seja, temos aqui o reconhecimento patente do “valor universal” de importantes obras de arte como elementos de união dos povos! História & Herança CulturalHistória & Herança Cultural: Ao final do século XVIII, seguidores de Winckelmann levaram ainda mais longe o conceito de “universalidade” da herança cultural, com a noção de que os produtos que contêm o valor de autenticidade pertenceriam à toda humanidade ; História & Herança Cultural A ciência, a arte e a literatura, portanto, eram vistos como pertencentes a um mundo além das barreiras nacionais .Descobertas Arqueológicas: Ao longo do século XVIII, escavações foram promovidas nos arredores de Roma, Óstia e Tivoli, levando à consequente ampliação de seus museus; A grande agitação, porém, foi causada por novas descobertas arqueológicas, em particular a sensacional escavação das cidades de Herculano , Pompéia e Estabia , que haviam permanecido enterradas por um longo tempo ao pé do Vesúvio. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Herculano , Pompéia e Estabia foram soterradas quase ao mesmo tempo na erupção do Vesúvio ocorrida em 79 a.C. (evento descrito em conhecido texto da literatura clássica); Descobertas Arqueológicas O desastre aconteceu tão rápido que muitos cidadãos foram incapazes de fugir quando as cidades foram inteiramente cobertas pela lava e cinzas vulcânicas.Descobertas Arqueológicas: Com o passar do tempo, descobertas casuais às vezes revelavam estátuas de mármore e outros objetos, mas nada que despertasse especial atenção. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Em 1717, contudo, um nobre austríaco, escavando em sua propriedade na cidade portuária de Portici , desenterrou três estátuas romanas de rara qualidade (representando duas jovens mulheres e uma senhora de mais idade); Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Depois de restaurá-las, enviou-as para Viena como presente ao Príncipe Eugéne ; este, por sua vez, as vendeu para a esposa do rei espanhol Carlos III, que ascendeu ao trono das duas Sicílias em 1738; Descobertas Arqueológicas Ao chegar a Nápoles, o rei Carlos imediatamente ordenou que as escavações continuassem no mesmo local onde as três estátuas haviam sido descobertas.Descobertas Arqueológicas: De início, descobriu-se um teatro (depois identificado como parte de Herculano), porém a dureza do solo e a presença da “moderna” cidade de Resina logo acima de Herculano levaram os trabalhos a serem interrompidos em 1765; Desta forma, Pompéia e Estabia , descobertas em 1748, logo atraíram uma maior atenção. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Por suas condições favoráveis (solo menos compacto, mais próxima da superfície), Pompéia concentrou os maiores trabalhos de escavação, levando inclusive à criação de um museu na cidade de Portici , onde as descobertas eram então expostas; Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas Pompéia (atual)Descobertas Arqueológicas: Em Pompéia, as escavações começaram no anfiteatro (pois sua forma inconfundível destacava-se no solo); Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Os trabalhos arqueológicos, de início, eram confusos e sem objetivos claros. Tanto assim que vários locais eram escavados e, logo em seguida, enterrados novamente; Na verdade, havia inicialmente uma busca por tudo aquilo que pudesse enriquecer as coleções europeias do período; tudo o que pudesse ser removido era simplesmente levado embora. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Os prédios, muitas vezes escavados por escravos da Tunísia ou da Argélia, poderiam até ser destruídos, se fosse preciso para obter-se um item valioso; Descobertas Arqueológicas As melhores peças em mármore, os mosaicos e bronzes tiveram a pátina removida e em seguida foram “restaurados”; alguns fragmentos em bronze, porém, chegaram a ser derretidos para fazer um busto do rei!Descobertas Arqueológicas: Enfim, no início das escavações, muita coisa se perdeu ou foi simplesmente levada embora; Descobertas Arqueológicas Em 1755, o rei finalmente providenciou uma série de leis para proteger a importante herança grega e romana na região de Nápoles. A partir deste momento, portanto, a exportação de peças sem autorização expressa foi proibida.Descobertas Arqueológicas: A documentação que ia sendo produzida a partir destas descobertas transformou-se, posteriormente, em inúmeras publicações; Destaque para os oito volumes da Le Antichità di Ercolano de Karl Jacob Weber (arquiteto e engenheiro suíço encarregado das primeiras escavações organizadas das três cidades), publicados entre 1755 e 1792. Estas obras foram traduzidas em diversas línguas e influenciaram, como seria de se esperar, a difusão do neoclassicismo (como veremos mais adiante). Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: A partir de 1765, porém, o novo responsável pelas escavações, o arqueólogo Francesco La Vega , começa a adotar novos procedimentos. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: A partir de então, La Vega deu início a uma documentação sistemática, insistindo numa abordagem mais organizada das escavações, concentrando na apresentação de grandes áreas ao invés de focar na simples coleta de antigos objetos. Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: La Vega , por exemplo, propôs a preservação e conservação dos afrescos da Casa del Chirurgo (Casa do Cirurgião) in loco , determinado a deixar o local exatamente como havia sido encontrado, não apenas de forma a “satisfazer o público” como também por reconhecer, como fonte principal de seu valor, o efeito que transmitia ao ambiente inteiro (preservado), algo que seria destruído caso as pinturas fossem removidas . Descobertas ArqueológicasDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas Casa del Chirurgo - PompéiaDescobertas Arqueológicas: Descobertas Arqueológicas Casa del Chirurgo - PompéiaJ. J. Winckelmann (Introd.): No século XVIII, o centro dos estudos das antiguidades era sem dúvida a França e, sob a influência dos eruditos franceses, também a Itália; Esses estudiosos haviam herdado do século anterior “um padrão de colecionismo e de compreensão da arte clássica” muito distantes da ideia de estilo desenvolvida mais tarde por Winckelmann . Eles buscavam, na verdade, “ uma representação unificada das culturas antigas, obtida por um sistema de simples acumulação de evidências documentais ”. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): De fato, havia duas formas principais de se aproximar do tema (Antiguidade), que ainda predominavam na época de Winckelmann ; J. J. Winckelmann ( Introd .) De um lado, encontravam-se os estudiosos das línguas ( filólogos ), que colecionavam e comentavam os textos antigos. Tinham, portanto, muito pouco interesse por artefatos materiais propriamente ditos, incluindo as obras de arte. Éfeso (Turquia)J. J. Winckelmann (Introd.): De outro lado, existiam aqueles estudiosos que se dedicavam ao estudo dos monumentos das culturas da Antiguidade, mas que não tinham um grande interesse estético; J. J. Winckelmann ( Introd .) Ou seja, os objetos eram classificados e estudados como testemunhos das formas de vida e da moral no mundo greco-romano , com pouca consideração sobre as suas qualidades artísticas .J. J. Winckelmann (Introd.): A tendência, portanto, era a de colecionar o maior número possível de material visual com o objetivo de obter uma “visão total da riqueza e da variedade das civilizações da Antiguidade”; J. J. Winckelmann ( Introd .) Tais estudiosos concentravam suas análises na função utilitária dos objetos, observando-os, em primeiro lugar, como documentos dessa cultura .J. J. Winckelmann (Introd.): Essa atitude, porém, excluía qualquer preocupação com a evolução histórica , que eventualmente poderia até levar à composição de uma cronologia. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Ou seja, a Antiguidade era concebida como algo estático ; Outra consequência dessa “visão aistórica ” e “assistemática” era “a compreensão das culturas grega e romana como um continuum”, sem grandes esforços para diferenciar materiais de procedência grega ou romana. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): A tendência a ignorar as qualidades formais dos objetos antigos, por sua vez, levou a um uso generalizado de reproduções (gravuras), que eram consideradas “suficientemente fiéis” para uma análise de conteúdo (ou seja, eliminavam a necessidade do exame cuidadoso dos originais). J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Isso era especialmente verdadeiro para estudiosos que trabalhavam fora da Itália, onde havia uma falta crônica de material antigo à sua disposição. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Tal confiança na “fidelidade” das cópias gravadas era generalizada e aparentemente compartilhada até mesmo por Winckelmann antes da sua chegada a Roma; De fato, apesar de todo o seu interesse pela questão estética da arte antiga, enquanto trabalhou na Alemanha, ele jamais mencionou eventuais dificuldades ou sequer questionou o hábito de investigar essas qualidades nas reproduções gravadas... J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Consequentemente, foi um grande choque para Winckelmann descobrir, em Roma, “quão frágeis eram as bases de suas pesquisas anteriores”: “Antes eu achava que sabia tudo, mas não! Ao chegar aqui percebi que não sabia nada e que todos os escritores eram bestas e burros. Sinto-me menor do que era quando deixei a escola e cheguei à biblioteca de Bünau ”. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann (Introd.): Em Resumo : no tempo de Winckelmann , o padrão predominante no estudo das antiguidades era ainda muito marcado pelo “colecionismo enciclopédico” do século anterior (XVII); A maior parte dos “antiquários”, portanto, com poucas exceções, se referia à Antiguidade Clássica como um todo homogêneo, classificando objetos gregos e romanos em conjunto , nas mesmas “categorias temáticas ou utilitárias”, dando pouca atenção à sua aparência formal. J. J. Winckelmann ( Introd .)J. J. Winckelmann: Johann Joachim Winckelmann (1717-1768) nasceu na Alemanha, tornando-se um arqueólogo e historiador da arte (o “pai da história da arte”); Foi o pioneiro dos estudos helenísticos e o primeiro a articular a diferença entre a arte grega, a arte greco-romana e a arte romana propriamente dita . J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Ao chegar em Dresden em 1754, teve acesso a diferentes coleções de antiguidades e manteve contato com círculos artísticos e literários; foi em Dresden que publicou (em1755) o seu primeiro ensaio sobre a arte grega; J. J. Winckelmann A obra, que descreve “de forma apaixonada” as condições econômicas e climáticas que teriam levado a arte grega à “perfeição”, tornou o seu nome conhecido pelos principais intelectuais da Europa.J. J. Winckelmann: Pouco depois, viaja para Roma, onde assume inúmeros cargos importantes: bibliotecário do Cardeal Albani (um dos mais renomados mecenas das artes de seu tempo e grande colecionador de antiguidades), Comissionário-Chefe das Antiguidades em Roma e seus distritos (1763) e Antiquarius da Camera Apostólica. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Após visitas às escavações de Herculano e principalmente ao museu em Portici , Winckelmann – profundo conhecedor da literatura clássica e dos escritos históricos contemporâneos - tornou-se conhecido como o maior especialista em Antiguidade Clássica de seu tempo . J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Esse ímpeto de estudar sistematicamente a produção artística, associada a uma leitura renovada de textos antigos, possibilitou a criação da importante obra História da Arte na Antiguidade, abrindo novas perspectivas para o estudo das obras de arte antigas como um todo; Para alguns estudiosos, esta obra inaugura justamente a “moderna história da arte”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: De acordo com Alex Potts (1994), a maior contribuição de Winckelmann para o estudo das antigas obras de arte, exposta em sua História da Arte na Antiguidade , foi “a proposição de um sistema no qual a totalidade das esculturas da Antiguidade pudesse ser situada cronologicamente, de acordo com as mudanças em sua aparência exterior, ou seja, segundo a sua evolução estilística ”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: De fato, ninguém antes de Winckelmann tinha sido capaz de associar momentos históricos específicos a transformações de estilos ; J. J. Winckelmann Com esse enquadramento histórico, Winckelmann não só foi capaz de classificar cronologicamente a produção da Antiguidade Clássica, como também de analisar as suas relações com as condições históricas específicas da Grécia.J. J. Winckelmann: Para Winckelmann , o principal critério para a avaliação das obras de arte era o da “ beleza ideal ” e o ponto culminante deste ideal encontrava-se justamente na escultura grega. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: De acordo com Winckelmann , os escultores gregos não copiavam sem pensar; pelo contrário, baseavam sua arte em observações da natureza, produzindo obras que eram ainda mais belas que os modelos , elevando assim a obra de arte a refletir o mais próximo possível “o ideal de beleza em Deus”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Contudo, no século XVIII, de acordo com Winckelmann , estas oportunidades não mais existiam. Portanto, era mais fácil aprender estudando as obras-primas gregas do que diretamente a natureza ; J. J. Winckelmann Daí, o famoso paradoxo: “A única forma de nos tornarmos grandes e, se possível, inimitáveis, reside na imitação dos antigos”. Luis Egidio Melendez (Autorretrato) - 1746J. J. Winckelmann: J. J. Winckelmann “A Morte de Sócrates” de Jacques-Louis David (1787)J. J. Winckelmann: Portanto, era essencial para Winckelmann que as antigas obras de arte, mesmo os fragmentos, fossem cuidadosamente identificadas e preservadas . J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: Na virada do século (XVIII para o XIX), uma nova geração de intelectuais já adotava o seu método, não apenas para o estudo da Antiguidade Clássica, mas também para outros períodos da história ; Ao dar o primeiro passo em direção ao uso de métodos científicos para o estudo e a definição de objetos antigos (e para a sua avaliação histórica e artística), Winckelmann tem sido louvado por alguns historiadores também como “o pai da arqueologia moderna”. J. J. WinckelmannJ. J. Winckelmann: O fato dele distinguir o original – a partir dos quais seria feita a verificação dos fatos - dos acréscimos posteriores foi significativo, pois focou a atenção justamente em salvaguardar o original . J. J. Winckelmann Laocoonte : versão de 1506-1957 Laocoonte : a partir de 1957J. J. Winckelmann: Winckelmann não era contra o restauro, mas ele insistia que isso fosse levado a cabo sem falsificar o conceito artístico da obra de arte original e sem que os acréscimos “modernos” enganassem o observador cuidadoso . J. J. Winckelmann Restauro de “David” no ano 2312?