O Neolitico

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A Revolução do Neolítico

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O frio e os gelos pareciam eternos. Verões curtos e amenos sucediam-se Invernos longos e rigorosos num ritmo monótono que levava já cerca de 10.000 anos, o tempo que durava o período glaciar conhecido hoje por Wurm.

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Há 15.000 anos atrás, as raízes, os frutos, os ovos, o mel ou animais de pequeno porte que tinham sido a base de alimentação dos primeiros hominídeos eram raros e a base da alimentação estava, para o sapiens sapiens, quase reduzida à caça: renas, auroques, bisontes, mamutes…. Os mesmos que pintaram nas paredes e nas grutas das cavernas onde viviam, abrigados do frio, procurando talvez nessas pinturas convocar os espíritos, as forças ocultas que comandariam o mundo, a sorte da caça e o destino dos homens.

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Altamira Espanha Lascaux França

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Entre 12.000-10.000 ac o clima muda. O frio estava a chegar ao fim e, com ele, desaparecem também os grandes espaços gelados bem como os animais de grande porte que os habitavam, extinguindo-se ou acompanhando os gelos no seu caminho para norte. Novas espécies de fauna e flora povoam agora a Europa e as regiões temperadas dos grandes rios.

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O Homem deixa as montanhas e as cavernas e fixa-se junto das margens amenas e verdejantes dos rios.

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Será no Próximo Oriente, entre o actual Egipto e actual Iraque, que essas mudanças transformarão por completo a vida do Homem.

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Entre 10.000-8.000 ac o Homem do Próximo Oriente descobriu que podia cultivar os seus próprios alimentos e que lançando uma semente à terra esta se reproduzia. Como não a podia abandonar o que tinha semeado pois era preciso esperar pela colheita começou a fixar-se no local. Nasciam assim as habitações permanentes. O nomadismo dava lugar à sedentarização uma vez que o alimento estava assegurado.

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A par da descoberta da agricultura, o homem descobre também que pode domesticar e ter a viver consigo animais como a ovelha que lhe dá carne, leite e, mais tarde, lã para se agasalhar.

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Novas técnicas e utensílios Cerâmica Tecelagem Cestaria

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Pontas de setas neolíticas Enxada e foice

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As mudanças ocorridas na vida do homem nesta altura foram tantas e tão grandes que lhe damos o nome de Revolução Neolítica. Viver numa aldeia, viver numa comunidade, implicava mudanças que a vida nómada nem sonhava.

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Com o Neolítico, a vida e as preocupações do homem são outras. Não se trata apenas de cuidar do estômago. O Homem é uma realidade dual : corpo e espírito. O seu mundo agora é outro. Já não se trata apenas de assegurar o êxito da caçada. A preocupação do Homem do Neolítico tem a ver com os ciclos da Natureza, com o Sol, os astros, as forças que controlam o mundo terrestre e o mundo celeste, os deuses, o culto dos mortos…. A própria Natureza parece ela própria ser uma divindade e assume a forma de uma mulher: de ambas brota a vida. A fecundidade da mulher associa-se à fertilidade da terra

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Só uma sociedade já muito organizada e complexa poderia despender parte do seu tempo e do seu esforço na construção e transporte dos grandes megálitos

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Cromeleques são círculos de menires dispostos em circulo ou elipse, simples ou elaborados como em Stonehenge ou em Almendros, Évora, e parecem ter estado associados ao culto dos astros e da natureza, sendo considerados um local de rituais religiosos e de encontro tribal.

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Stonehenge 2º Milénio ac Inglaterra

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Para garantir colheita farta o homem precisava do favor das forças da natureza que era preciso interpretar e prever. Prever o futuro, interpretá-lo no movimento enigmático dos astros e dos fenómenos celestes podia garantir-lhe a sobrevivência. Procurar compreender o movimento das estrelas, os alinhamentos favoráveis dos astros parece ter sido uma constante nas sociedades neolíticas

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Cromeleque de Swinside Inglaterra

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Cromeleque dos Almendros, Évora ( Descoberto em 1964) 6º Milénio ac

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Cromeleque dos Almendros, Évora ( Descoberto em 1964) 6º Milénio ac

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Menir Marcação de território? Simbolo fálico? Culto de fecundidade/virilidade? Orientadores de locais?

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Enterramentos colectivos

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Alinhamento de Menires Culto dos Astros? Observatório do Céu?

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Carnac França

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Deusa-Mãe

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Megalitismo Europeu