Mercado internacional e multilateralr

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Justificar a intensificação do comércio internacional e demonstrar a sua existência – trocas multilaterais e efeitos de arrastamento : 

Factores condicionantes da intensificação do comércio internacional:    Avanços técnicos nos meios de transporte e comunicação  A crescente industrialização: Importação de matéria-prima (carvão, borracha, petróleo, algodão, lã, etc.) - Aqui entram os mercados coloniais, muito importantes para os europeus. Exemplo a Conferência de Berlim em que sai o famoso mapa cor-de-rosa. Importação de produtos alimentares (carne, produtos lácteos, cereais) – onde se destacam países como os EUA, a Austrália ou o Canadá que sofrem efeitos de arrastamento Exportação de produtos industriais – entre os vários países industrializados criando uma complementaridade existente nas trocas multilaterais. Só para se ter uma ideia, entre 1876 e 1913 o volume do comércio TRIPLICOU. Justificar a intensificação do comércio internacional e demonstrar a sua existência – trocas multilaterais e efeitos de arrastamento

Slide 2: 

O desenvolvimento do comércio internacional levou a outros fenómenos que, também eles, ajudaram na aceleração:  A divisão internacional do trabalho (especialização em determinados produtos)  A exportação de capitais por parte dos países industrializados (na Europa principalmente).  Os efeitos de arrastamento, ou seja, o comércio internacional como motor de crescimento, como são exemplo os países exportadores de produtos alimentares.  Dinamização da actividade bancária e dos seguros. As bolsas de comércio e valores fixam os preços dos produtos e a capacidade financeira das empresas.  O multilateralismo das trocas: 40% dentro da Europa 21,5% para dentro da Europa 15,2% para fora da Europa 23,3% entre zonas fora da Europa Os países que controlam a maior parte das trocas são obviamente os países desenvolvidos da Europa, os EUA, o Canadá e a Austrália.

Intervenção do Estado na Economia /Keinesianismo : 

A resposta à crise passa normalmente pela adopção de medidas proteccionistas e suspensão das práticas livre-cambistas, o que pressupõe a intervenção da autoridade política na economia. Mas defensores da intervenção do Estado na economia vão mais longe, ao advogar que o Estado não deve limitar-se a uma função de apoio aos agentes económicos aquando de uma crise, mas deve desempenhar também um papel activo na regulamentação do mercado e na atenuação das desigualdades sociais que se estabelecem no processo produtivo. Na defesa desta nova interpretação do liberalismo, distinguiu-se John Keynes com uma teoria em que defende que o liberalismo clássico não é incompatível com a autoridade política, desde que esta não ponha em causa a propriedade privada e a liberdade de iniciativa. Para o keynesianismo, a solução das crises económicas não pode passar pela adopção de medidas deflacionistas com que normalmente os Estados respondiam aos primeiros sinais de diminuição da procura. Propõe antes uma política que passa pelo aumento da capacidade de consumo por parte da população, pois: o aumento do consumo provoca o aumento da produção; o aumento da produção faz com que as fábricas abram portas de novo; o aumento do emprego estimula a procura e o consumo; o aumento da procura e do consumo estimula o crescimento da oferta; o crescimento da oferta estimula a produção. Intervenção do Estado na Economia /Keinesianismo

Slide 4: 

O Estado como agente económico Enquanto agente económico, o Estado funciona como patrão quando favorece os investimentos públicos e privados, geradores de emprego. Temos então o Estado a promover e a financiar grandes obras públicas e a constituir-se como grande empresa empregadora em sectores de serviços públicos de carácter civil e militar. Neste caso, o Estado funciona como elemento equilibrador, ao concorrer com a iniciativa privada na execução de grandes obras e ao criar postos de trabalho. Contribui para a diminuição da oferta de mão-de-obra no mercado e promove a qualidade de vida dos cidadãos.

O Estado como autoridade reguladora do mercado É neste campo que a intervenção do Estado é mais visível. O poder político pode intervir: no controlo da produção industrial através de uma regulamentação muito rigorosa, visando estabelecer o equilíbrio entre a oferta e a procura; no estabelecimento de horários de trabalho, em conformidade com as necessidades conjunturais; na fixação de níveis salariais, para impedir os abusos e promover o consumo entre a população; na supervisão de taxas de juro, de políticas cambiais, bem como na definição de regras claras de funcionamento dos mercados financeiros; na definição de uma política social alargada que passa, entre outros, pela instituição de subsídios de desemprego, de invalidez, de velhice... Nesta área, Keynes é particularmente inovador, ao apresentar as primeiras propostas da constituição do Estado-Providência, a quem passa a incumbir a obrigação de assegurar o bem-estar social dos cidadãos. O Estado torna-se árbitro e organizador da economia.