Sandro Botticelli

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Sandro Botticelli:- vida e obra : 

Sandro Botticelli:- vida e obra “ A Primavera” Influência da mitologia romana

Sandro Botticelli - vida e obra : 

Sandro Botticelli - vida e obra 1444/1445 – Alessandro di Mariano di Vanni Filipipepi nasce em Florença. Depois de ter tido uma breve passagem na arte da ourivesaria (1459/60), ingressa uma aprendizagem como pintor, junto de Fra Filippo Lippi, em Prato. É em 1465 que o jovem pintor executa as suas primeiras obras: a Adoração dos Magos e A Virgem e o Menino com um Anjo.

Sandro Botticelli - vida e obra : 

A partir de 1470, Botticelli fixa-se em Florença, montando na sua cidade natal, o seu atelier. O ano de 1475 marca o início da longa relação entre Botticelli e a família Médicis. Acreditou-se durante muito tempo que o quadro mitológico A Primavera, teria sido realizado para Lourenço, o Magnífico. Mas é muito provável que este quadro tenha sido pintado para Lorenzo di Pierfrancesco, primo em segundo grau do governador de Florença. Sandro Botticelli - vida e obra

Slide 4: 

A Primavera, 1482

Sandro Botticelli – vida e obra : 

Sandro Botticelli – vida e obra A composição representa o império de Vénus (no centro da imagem), no qual penetram o amor e a primavera com a sua abundância de flores. Existem representadas neste quadro, perto de quinhentas espécies de plantas, das quais, cento e noventa são flores. O quadro A Primavera, corresponde a uma pintura que representa e festeja a chegada da primavera.

Sandro botticelli – vida e obra : 

Sandro botticelli – vida e obra No meio do bosque das laranjeiras surge sobre um prado Vénus, a deusa do amor, por cima da qual o seu filho Eros atira as suas flechas de amor, com os olhos vendados.

Sandro Botticelli – vida e obra : 

Sandro Botticelli – vida e obra Disposição das imagens: Soberana do bosque, Vénus encontra-se um pouco atrás. A atitude e o movimento das personagens demonstram uma harmoniosa unidade entre o homem e a natureza. As laranjeiras crescem erectas, as personagens estão de pé numa atitude elegante. Por cima de Vénus, as laranjeiras fecham-se em semicírculo, como uma auréola que circunda a deusa, principal personagem do quadro.

Sandro Botticelli - vida e obra : 

Sandro Botticelli - vida e obra O lirismo também terá servido de inspiração a Botticelli e assim, surge a divindade de Zéfiro, brisa que banha as planícies de orvalho, as cobre de doces perfumes e veste a terra de inúmeras flores. Esta personagem está representada à direita do quadro sob a forma de um ser alado, azul esverdeado.

Sandro Botticelli – vida e obra : 

Sandro Botticelli – vida e obra Nesta composição as intenções do deus do vento não se circunscrevem a brindar a natureza, mas revelam alguma agressividade que se apercebe pelo movimento das árvores e folhagem. É que Zéfiro persegue uma ninfa com vestes transparentes e que olha para o deus com horror. Da sua boca caem flores e misturam-se com as que decoram o vestido de uma outra personagem que avança ao lado dela. Esta nova personagem tira do regaço uma mão cheia de rosas que deita no jardim.

Sandro Botticelli - vida e obra : 

Sandro Botticelli - vida e obra Esta personagem é proveniente um texto da Antiguidade atribuído a Ovídio. O poeta descreve aí o princípio da Primavera como o momento em que a ninfa Clóris se transforma em Flora, a deusa das flores “Eu era Clóris a quem hoje chamam Flora”.

Sandro Botticelli - vida e obra : 

Sandro Botticelli - vida e obra É assim que a ninfa começa a sua narrativa, enquanto da boca lhe escapam algumas flores. Zéfiro terá sido arrebatado pela paixão e tomado a ninfa à força para sua mulher. Mas depois de se arrepender, transformou-a em deusa das flores, rainha da Primavera.

Sandro Botticelli – vida e obra : 

Sandro Botticelli – vida e obra Do lado esquerdo, vemos as três Graças, dançando numa roda cheia de encanto. A seguir a elas está Mercúrio, o mensageiro dos deuses, que fecha o quadro à esquerda. Reconhecemo-lo pelas suas sandálias aladas e o caduceu que tem na mão direita. A presença do sabre que Mercúrio transporta, demonstra a sua função de guardião do bosque.

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FIM