Sistema Imune e Nutrição

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia;

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios;

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos;

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos;

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos;

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras.

Slide 31: 

O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL

Slide 32: 

O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais;

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes.

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004)

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004)

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004)

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007). Uma única dose de vitamina D intensifica a capacidade micobactericida in vitro de macrófagos de contactantes de pacientes com TB, sem afetar a produção de IFN-γ (Martineau e cols., 2007).

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007). Uma única dose de vitamina D intensifica a capacidade micobactericida in vitro de macrófagos de contactantes de pacientes com TB, sem afetar a produção de IFN-γ (Martineau e cols., 2007). O status nutricional do indivíduo está intimamente ligado ao bom funcionamento do sistema imune; O déficit nutricional compromete significativamente a regulação da resposta imune frente a inúmeras patologias, principalmente infecções; Os nutrientes atuam junto as células do sistema imune intensificando as suas funções de defesa; CONCLUSÕES

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007). Uma única dose de vitamina D intensifica a capacidade micobactericida in vitro de macrófagos de contactantes de pacientes com TB, sem afetar a produção de IFN-γ (Martineau e cols., 2007). O status nutricional do indivíduo está intimamente ligado ao bom funcionamento do sistema imune; O déficit nutricional compromete significativamente a regulação da resposta imune frente a inúmeras patologias, principalmente infecções; Os nutrientes atuam junto as células do sistema imune intensificando as suas funções de defesa; CONCLUSÕES

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007). Uma única dose de vitamina D intensifica a capacidade micobactericida in vitro de macrófagos de contactantes de pacientes com TB, sem afetar a produção de IFN-γ (Martineau e cols., 2007). O status nutricional do indivíduo está intimamente ligado ao bom funcionamento do sistema imune; O déficit nutricional compromete significativamente a regulação da resposta imune frente a inúmeras patologias, principalmente infecções; Os nutrientes atuam junto as células do sistema imune intensificando as suas funções de defesa; CONCLUSÕES PRESENTE

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O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO A conexão entre nutrição e imunidade, especialmente na incidência de infecções e tumores é conhecida desde a Antigüidade. 1968, Scrimshaw: "Muitas das importantes infecções das populações humanas tornam-se mais severas quando há desnutrição e muitas infecções isoladamente causam alterações nutricionais". Observou uma diminuição da mortalidade infantil por sarampo e diarréia numa aldeia da Guatemala, após a suplementação alimentar com farinha de peixe. Iniciaram-se os estudos sobre a imunocompetência na desnutrição. (Scrimshaw, 2007) O SISTEMA IMUNE E NUTRIÇÃO 1980- 6 livros publicados; 12 simpósios e centenas de artigos publicados relacionando nutrição e imunidade ou nutrição e infecção. (Scrimshaw, 2007) 1992, Beisel- Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida Nutricional (NAIDS)- 40.000 mortes de crianças em países subdesenvolvidos, além de outras incontáveis mortes de adultos em hospitais modernos por desnutrição. 1994- Madrid, Simpósio “Nutrição, Imunidade e Infecção” “O impacto da deficiência nutricional na morbidade/mortalidade, deve-se a interações específicas entre nutrientes e doença” (Scrimshaw, 2007) 2002- New Orleans, Simpósio “Nutrição e Infecção” (Scrimshaw, 2007) Atualmente sabe-se que a deficiência nutricional está comumente associada com baixa modulação do sistema imune (Chandra & Newberne, 1977;Gershwin et al, 1984; Bendich & Chandra, 1990; Chandra,1992b). Grupo 1: O estado nutricional influi fortemente: sarampo, pneumonia por Pneumocystis carinii, herpes, tuberculose. Grupo2: O estado nutricional não influi sobre a infecção: tétano, encefalite viral. Grupo 3: Há evidências de algum efeito da nutrição sobre o desenvolvimento e evolução da infecção: AIDS e esclerose múltipla. DESNUTRIÇÃO E INFECÇÕES Estudos realizados no Canadá, indicam que crianças com baixo peso em relação à altura têm um aumento de 50% nos dias de internação hospitalar por infecções comuns como otite e pneumonia. As infecções respiratórias são mais freqüentes e de maior duração nos obesos. A esclerose múltipla na Noruega não existe em populações da costa, onde o alimento principal é o peixe; por outro lado, há uma alta incidência nas populações mediterrâneas, cujo alimento de base são os laticínios e farináceos. Ausência de doenças auto-imunes e câncer em populações esquimós. A incidência de diabetes juvenil e alergia alimentar aumentou várias vezes nos países industrializados e é ainda maior nas áreas urbanas e empobrecidas destes países. Em um estudo com 8.552 japoneses maiores de 40 anos, controlados por 9 anos observou-se uma correlação negativa entre a incidência de câncer e a quantidade de alimentos verdes consumidos diariamente. Em 2.709 casos de câncer histologicamente confirmados de diferentes partes do aparelho digestório comparados com 2.879 controles, observa-se um efeito protetor significativo com a ingestão de tomates. Em um estudo multicêntrico de 2.569 casos de câncer de mama comparado com 2.588 casos controle, observou-se uma correlação significativa positiva com a ingestão de farináceos e de açúcares refinados, e por outro lado foi observado uma redução do risco com o consumo de vegetais, frutas, azeitonas e azeite de oliva. O aumento do risco de asma, na Inglaterra, nos últimos 25 anos, parece estar associado com a diminuição do aporte de vitamina C, manganês e magnésio. Um estudo em mais 20.000 pessoas mostrou que baixas concentrações de alfa-tocoferol (VE), caroteno (VA) e retinol(VA), são fatores de risco para a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico. Baixo nível Baixo peso ao Sócio econômico nascer Fraco vínculo mãe-filho DESNUTRIÇÃO Desajustamento Abandono ao Familiar aleitamento materno Saneamento básico Escolaridade Ausente ou inadequado DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Difícil acesso à saúde DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Redução da imunidade celular e na produção de anticorpos; Alterações nos linfócitos T; Alterações no metabolismo das citocinas ( redução de IL 1; 6 e 8 ); Alterações funcionais das imunoglobulinas; Prejuízo na produção e na atividade funcional de componentes do sistema complemento; Rompimento das barreiras epitelial e mucosa ( translocação bacteriana ); Bactérias Gram negativas DESNUTRIÇÃO E SISTEMA IMUNE Carências nutricionais associadas: Aminoácidos específicos ( arginina e glutamina); Nucleotídeos; Ácidos graxos ( ômega 3 ); Oligoelementos ( zinco,selênio, cobre e ferro ); Vitaminas ( A, E, C, D e B6 ); A manutenção em condições do sistema imunológico requer um consumo constante de todas as vitaminas e minerais necessários. Para isso, é necessário seguir uma dieta equilibrada que inclua variedade de alimentos nas quantidades adequadas. Nutrientes relacionados com o sistema imunológico Vitamina C: Contribui na manutenção das barreiras naturais contra as infecções aumentando a produção de interferon, potencializando a imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como o kiwi, manga, abacaxi, caqui, cítricos, melão, morangos, pimentão, tomate, verduras da família da couve, frutas e hortaliças em geral. Fortifica a atividade imunológica dos leucócitos, aumenta a produção das células de defesa e a resistência do organismo. Vitamina E: Aumenta a resposta imunológica. A deficiência resulta em redução do poder bactericida de leucócitos e linfócitos, menor produção de imunoglobulinas, redução da resposta imune mediada por células, menor produção e funcionamento de citocinas. A suplementação com doses supra fisiológicas de vitamina E aumentam o poder de fagocitose e a resposta imune humoral e celular. Este efeito é mais acentuado em populações de idosos. Pode ser encontrado no óleo de germe de trigo, óleo de soja, germe de cereais ou cereais de grão integral (pão, arroz e massas alimentícias integrais, etc.), azeite de oliva, vegetais de folha verde. Participa na formação dos glóbulos vermelhos; Age como antioxidante e protege as membranas celulares Vitamina A: Papel essencial nas infecções e na manutenção da integridade da superfície das mucosas (barreiras naturais contra as infecções). A deficiência de vitamina A está associada ao aumento da susceptibilidade à infecções. A Deficiência acarreta redução do tamanho do timo e do baço, menor atividade de células Natural killer, redução da produção de interferon e da resposta de hipersensibilidade cutânea tardia, menor atividade de macrófagos e redução da proliferação linfocitária. Pode ser encontrada no fígado, manteiga, creme de leite, ovos e laticínios de leite integral. O beta-caroteno, quando o organismo o requer transforma-se em vitamina A. Presente em legumes de cor verde ou de coloração vermelha-alaranjado-amarelado e algumas frutas (damascos, cerejas, melão e pêssego). Mantém os linfócitos T circulantes, diminui o risco de infecções provocadas por bactérias, vírus e parasitas. Outras vitaminas: Alterações do sistema imunológico associadas ao déficit de vitaminas do grupo B. As deficiências de piridoxina (B6) e ácido pantotênico (B5) levam à redução da resposta antigênica, tanto humoral como celular. A falta conjunta destas duas vitaminas resultam em inibição quase completa da imunidade que é revertida com a suplementação das mesmas. A carência de ácido fólico ou vitamina B9 suprime a resposta de alguns linfócitos, o que por sua vez é acompanhada de uma diminuição de anticorpos. O ácido fólico é encontrado em maior quantidade nas verduras de folhas verdes, legumes verdes, frutas, cereais de café da manhã enriquecidos e fígado. A vitamina B12 é encontrada no fígado e nos frutos do mar, mas também está presente em alimentos como carne, peixe, ovos e laticínios Participa da produção de enzimas que intervém na estimulação das reações químicas que convertem glicose em energia; Ajuda a liberar energia dos nutrientes; Estimula a produção de hormônios; Colabora nas funções do sistema nervoso e digestório; Favorece a produção de hormônios sexuais Participa da produção de glóbulos vermelhos e anticorpos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Participa da formação de material genético no interior das células, necessários para o crescimento e regeneração de tecidos; Estimula a função fagocítica de macrófagos, produção de óxido nítrico. A deficiência desta vitamina é muito rara e ocorre quando existe uma incapacidade do corpo em absorvê-la no intestino. Os indivíduos que sofrem deste problema geralmente são propensos a hemorragia. Ferro: O déficit provoca uma diminuição da proliferação (multiplicação e crescimento) celular e da resposta imunológica. Está presente no fígado, carnes, pescado, ovo e, em menor proporção nos laticínios. Zinco: A carência influi no sistema imunológico e afeta fundamentalmente os órgãos linfóides (que produzem linfócitos) e a resposta imunológica. A deficiência de Zinco resulta em extensivo dano aos linfócitos T, com atrofia do timo, alteração da síntese de linfócitos, resultando em marcada imunossupressão. Implica também em alterações epidérmicas associadas à maior penetração de agentes. Neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e combate o processo cancerígeno. O zinco é encontramos nos frutos do mar, fígado, sementes de abóbora, queijos curados, legumes e frutos secos, cereais completos, carnes, pescados, ovos e lácteos. Selênio: o déficit afeta à imunidade, estando diminuída, entre outros, a atividade bactericida, a resposta dos anticorpos e o desenvolvimento de linfócitos. Recupera os tecidos e mantém a quantidade dos linfócitos. Está presente na castanha do Pará, na carne, peixe, frutos do mar, cereais, ovos, frutas e verduras. “Modulação de atividades do sistema imune em pacientes, através de nutrientes ou alimentos específicos em quantidades adequadas, objetivando resistência e ou melhora de infecções, doenças crônicas e auto-imunes”(Grimble, 2001). IMUNONUTRIÇÃO ou IMUNOLOGIA NUTRICIONAL INDIVÍDUOS DESNUTRIDOS APRESENTAM MAIOR FREQÜÊNCIA DE: Infecções; Atrofia do timo; Reativação de infecções virais; Diarréia e anemia; Doenças auto-imunes e parasitárias; Câncer (cirurgias); Tempo de hospitalização prolongado em 50%; Tempo de ventilação artificial prolongado; Infecções recorrentes, principalmente as do trato respiratório, gastrointestinal e urinário; Pior prognóstico frente inúmeras patologias e em cirurgias gerais e gastrointestinais; (Grimble, 2001). Glutamina: Aumenta o número de células TCD 4 e CD 8 em pacientes em CTI e de pacientes que sofreram cirurgia colo-retal. Da mesma forma, aumenta o número de monócitos em pacientes que passaram por cirurgia de abdômen; Pacientes com câncer de esôfago que receberam quimioterapia, tiveram melhor resposta linfoproliferativa; Em pacientes com transplante de medula, reduz o risco de infecção e tempo de internação e aumento de linfócitos T; Melhora a imunidade de mucosa, principalmente intestinal, em pacientes com risco de infecção. Crianças prematuras tem menor freqüência de sepsis; Pacientes traumatizados, exibem menor freqüência de pneumonia, bacterimia e sepsis Arginina: Aumenta o número de células TCD 4, atividade das células Natural Killer e citotoxicidade de macrófagos; Precursor do óxido nítrico; Diminui a involução do timo associada com trauma e auxilia na regressão de tumores; Aumenta a resistência à infecções bacterianas e sobrevivência à sepsis e cicatrização dos tecidos. N-Acetil cisteína: A cisteína é um componente da glutadiona. Concentrações da glutadiona no fígado, pulmões, intestino delgado diminuem nos processos inflamatórios, podendo ser prevenido pela administração de cisteína A glutadiona intensifica a atividade de linfócitos T e da imunidade mediada por células. Em pacientes com sepsis, melhora as funções respiratórias e diminui o tempo de hospitalização. Àcidos graxos poli insaturados Os ácidos graxos ômega 6 dão origem a substâncias chamadas eicosanóides, que participam das reações inflamatórias aumentando o fluxo sangüíneo no local da inflamação e agindo como sinalizadores para o recrutamento das células de defesa. Desta forma atuam estimulando as respostas do sistema imune. Os ácidos graxos ômega 3 é vantajoso no caso das doenças alérgicas e auto-imunes, onde ocorrem respostas imunológicas exageradas ou inadequadas. Nucleotídeos: - Otimizam as funções de células T e das células Natural Killer. Melhora a função imune nas barreiras de mucosa, produção de anticorpos, fagocitose e resistência a patógenos. Vitaminas anti-oxidantes São imunomoduladoras - Melhoram a função de células T e da imunidade mediada por células, aumentam a produção de anticorpos, de citocinas pró-inflamatórias e a função fagocítica de macrófagos. Trace elements: - Baixa modulação do sistema imune em indivíduos com deficiência. OBJETIVOS Utilização de micronutrientes específicos em pacientes hospitalizados ou não, para minimizar/curar infecções; Diminuir o uso de antibióticos, bem como, os custos dos tratamentos; Aumentar a defesa contra infecções em indivíduos desnutridos (crianças e adultos); Utilizar a alimentação adequada ou suplementação de vitaminas e/ou aminoácidos específicos para profilaxia nas doenças; Padronização de fórmulas alimentares comerciais específicas que sirvam de adjuvante nos tratamentos dos pacientes. Mais de 1/3 da população mundial infectada. Somente 5 a 10% desenvolverão a doença (Chandra, 2004) OMS 2006 8 a 9 milhões de novos casos por ano (OMS, 2005) 1,5 milhão a 2,5 milhões de mortes/ano no mundo (OMS, 2005) INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA – TUBERCULOSE Pacientes com tuberculose eram tratados desde a primeira metade do século XX com óleo de fígado de bacalhau e exposição à luz solar. Este tratamento induzia uma melhora dos pacientes. (Selvaraj et al, 2004) SÍNTESE DE VITAMINA D INTRODUÇÃO VITAMINA D E O SISTEMA IMUNE Terapia de doenças autoimunes, rejeição de orgãos, câncer e psoríase (Piemonti et al, 2000) E aumento da secreção de citocinas anti-inflamatórias (revisto por Gurlek e cols, 2002; Boonstra e cols.,2001) e diminuição de citocinas pró-inflamatórias (Chandra, 2004) Regula a diferenciação, desenvolvimento e função de células do sistema imune (Chandra e cols., 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Baixos níveis séricos de Vitamina D aumentam em cerca de 10 vezes a susceptibilidade à TB (Rook, 1988; Wilkinson e cols., 2000; Chan, 2000) Aumenta a fagocitose de micobactérias por monócitos e macrófagos (Piemont et al, 2000; Gurlek e cols, 2002). Macrófagos alveolares de pacientes com TB produzem grandes quantidades de 1,25 (OH)2D3, assim como linfócitos T, que nos granulomas podem prevenir o crescimento bacteriano (Chandra, 2004) VITAMINA D E TUBERCULOSE Em camundongos deficientes de vitamina D infectados com M.tb observa-se um aumento no nº de colônias nos pulmões , assim como no tamanho das lesões (Waters e cols, 2004). Células T de indivíduos infectados apresentam maior expressão de VDR quando comparadas com indivíduos saudáveis (Uistianowski e cols., 2004). A vitamina D inibe o crescimento intracelular do M.tb, através do aumento da produção de NOS2 e do peptídeo LL-37, capaz de reduzir em 75,7% o crescimento do bacilo in vitro (Martineau e cols., 2007). Uma única dose de vitamina D intensifica a capacidade micobactericida in vitro de macrófagos de contactantes de pacientes com TB, sem afetar a produção de IFN-γ (Martineau e cols., 2007). O status nutricional do indivíduo está intimamente ligado ao bom funcionamento do sistema imune; O déficit nutricional compromete significativamente a regulação da resposta imune frente a inúmeras patologias, principalmente infecções; Os nutrientes atuam junto as células do sistema imune intensificando as suas funções de defesa; CONCLUSÕES PRESENTE FUTURO