Morte e Vida: uma questão cultural

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Category: Education
     
 

Presentation Description

Slides demonstrando as diferenças culturais quanto a interpretação dos ritus funerários.

Comments

By: enfermagemrentes (13 month(s) ago)

muito bom !

By: rafaelqg (43 month(s) ago)

o video é muito bom

Presentation Transcript

Slide 1: 

Morte e Vida: uma questão cultural

Slide 2: 

A morte é vista de diferentes modos pelas mais variadas sociedades e religiões. Nem todos a encaram como algo doloroso ou como o final da existência de um ser.

Slide 3: 

Na tradição judaica, a santidade do ser humano não termina com a morte, por isso as leis e costumes relacionados à morte e ao luto são destinados a exaltar a dignidade do espírito humano. Um judeu não aceita a cremação do corpo e nem mesmo a autopsia, pois defende o preceito bíblico que ordena que o corpo volte a terra conforme veio ao mundo. Judeus

Slide 4: 

Uma característica que marca o cerimonial fúnebre é a simplicidade, como a prática de se enterrar todos os judeus no mesmo tipo de traje, geralmente uma mortalha branca, demonstrando que ricos e pobres são iguais perante Deus. Já os caixões são preferencialmente de madeira sem polimento para lembrar que se deve evitar funerais com ostentação, já que a tradição judaica prefere a moderação e a simplicidade no tratamento dado aos mortos.

Slide 5: 

Da mesma forma que os judeus e os cristãos, os muçulmanos acreditam que a vida é apenas uma preparação para o próximo reino. Assim, o enterro é um ritual religioso de grande importância para purificar o corpo do morto e para seus parentes se lembrarem da existência do falecido na Terra. Muçulmanos

Slide 6: 

Quando um muçulmano morre, ele é lavado usualmente por um membro da família, enrolado num tecido limpo branco, e enterrado com uma simples prece, preferivelmente no mesmo dia. Os muçulmanos consideram isso um dos atos finais que podem fazer por seus parentes, e uma oportunidade para se lembrarem da sua breve existência aqui na terra.

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Os budistas vêm a morte como o encerramento de um capítulo e a abertura de outro ocorre imediatamente após. Por isso um budista não encara a morte como uma fatalidade e sim como uma possibilidade de crescimento espiritual. Budistas

Slide 8: 

A maneira como os budistas tratam os mortos é bastante similar a de outras culturas, com duas grandes distinções. Primeiro, os budistas defendem a prática de não mover o corpo até oito horas após a morte. Segundo, recomendam que não se deve chorar alto próximo ao corpo, pois o choro perturba o morto.

Slide 9: 

A explicação para não mexer no corpo antes de 8 horas após a morte é devido à crença científica que mesmo depois do coração parar de bater ou os pulmões pararem de funcionar, o sistema nervoso continua, em algum grau, consciente. Além disso, defendem que durante a prática da meditação sentada, é possível entrar em um estado de concentração meditativa no qual o pulso se torna quase imperceptível. Para os que não estão familiarizados com a prática da meditação, a pessoa em concentração meditativa parece morta.

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Como os orientais vêem a morte?

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Os orientais não têm a mesma visão da morte que os ocidentais. A morte, tanto para chineses, japoneses, tibetanos e indianos, influenciados pela cultura budista, é ocasião de júbilo. O budista chora quando nasce uma criança e ri quando se vai um morto. Acreditam que morte é renascimento. Em vez de preto, usa branco para celebrar o luto.

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Os chineses, por sua vez, celebram os velórios com festa, queima de objetos simbolizando casas e carros feitos em papel, acreditando que isso trará algum conforto ao falecido em sua vida após a morte. Os japoneses, durante muitos séculos, levavam comidas , frutos e pães ao túmulo de seus parentes, acreditando que eles também sentiam fome após a morte. Atualmente o governo proíbe está prática, pois ela atrai muitos urubus aos cemitérios.

Slide 13: 

Como podemos perceber a morte é encarada de diferentes modos por diferentes culturas. Assim, não há o porque de temermos a lugares como cemitérios ou mausoléus, pois eles são a expressão da cultura de um povo mediante suas crenças e religiões. Professor Eddye Setembro de 2008