A arte do século XIX

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A arte do século XIX : 

A arte do século XIX

Enquadramento histórico e artístico : 

Enquadramento histórico e artístico

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Durante um período de quase cem anos, da última metade do século XVIII a meados do século XIX, uma série de movimentos revolucionários, de que se destacam a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, marcaram o início de uma nova era: a Idade Contemporânea. As transformações então verificadas foram de tal modo profundas que, à excepção da Revolução Neolítica, não tiveram paralelo em nenhuma outra época da História da Humanidade.

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Na origem destas mudanças estiveram os ideais iluministas que influenciaram decisivamente o pensamento, a cultura e a vida política da Europa da 2ª metade do século XVIII. O Iluminismo foi um movimento filosófico de cunho racionalista que apresentava como ideias fundamentais a confiança na Razão, como instrumento para garantir a liberdade e a felicidade do homem.

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Pondo de lado a ideia de que o futuro é predestinado pelo Criador, os pensadores iluministas como Voltaire, Montesquieu e Rousseau, defenderam que o homem pode ser senhor do seu próprio destino. Mas, para isso, era necessário acabar com a intolerância e o obscurantismo, encontrando explicações racionais para os fenómenos da natureza, através da difusão da cultura e dos recentes avanços científicos.

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No campo político, o Iluminismo opôs-se tenazmente às monarquias absolutas e deu origem ao despotismo esclarecido ou iluminado, um modelo de governo paternalista capaz de fomentar a riqueza nacional, a igualdade perante a lei, a tolerância, e toda uma série de reformas sociais tendentes a evitar as injustiças e a melhorar o bem estar dos cidadãos. Influenciada por estes ideais, a Revolução Francesa (14 de julho de 1789) modificou todas as estruturas políticas, económicas e sociais do Antigo Regime, estabelecendo os princípios de liberdade, igualdade e crença no valor da Razão como factor de progresso e felicidade.

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O exemplo francês espalhou-se rapidamente e deu origem a uma série de revoluções semelhantes em vários países (Revoluções Liberais). Além da substituição dos governos absolutos por regimes liberais, as suas repercussões estenderam-se por domínios tão diversos como: o domínio político, social e económico da Burguesia; a mudança de uma vida rural para uma vida predominantemente urbana; e mesmo a arte, até aí elitista e de cunho aristocrático, se tornou pública e popular.

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Os ideais liberais acabaram por reflectir-se na mentalidade romântica da 1ª metade do século XIX, caracterizada pela exaltação de sentimentos nacionalistas que deram origem aos movimentos de independência de povos oprimidos ou colonizados (movimentos autonomistas), como a Grécia e as colónias da América Latina (Brasil, Argentina, Chile, Perú, México, etc.)

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Emancipação da América Latina.

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Movimentos independentistas na Europa: Grécia (imagem), Itália, Hungria, Alemanha

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O amor à liberdade explica também o motivo que levou os românticos a apreciarem tanto a Idade Média e os seus valores fundamentais. Foi, com efeito, durante o período medieval que a burguesia nasceu, se organizou em Comunas para defender as suas liberdades contra as classes dominantes, a Nobreza e o Clero, e se lançou no rumo da independência e da prosperidade.