logging in or signing up MBP demirel Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINTLite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 90 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (1) Dislike it (0) Added: December 29, 2007 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide1: A Medicina Baseada em Paraquedas Leonardo Cançado Monteiro Savassi Diretor de Informática da AMMFC Diretor de Informática e Telemedicina da SBMFC Comissão Organizadora do VII CBMFC/IICMMFCSlide2: “O uso do paraquedas para prevenir óbito e trauma grave relacionado ao “desafio gravitacional: revisão sistemática de estudos randomizados/controlados” Artigo do BMJ de 2003, que realizou uma Revisão Sistemática (Meta-análise) a respeito do uso de pára-quedas para prevenir trauma grave e óbito. Slide3: Objetivos: determinar se paraquedas é efetivo em prevenir traumas graves relacionados ao “desafio gravitacional”. Desenho do estudo: Metaanálise (revisão sistemática de estudos randomizados/controlados - ERC). Fontes: Medline, Web of Science, Embase e Biblioteca Cochrane, sites científicos e listas apropriados. Seleção estudos: efeitos do uso de paraquedas na queda livre. Resultado Principal: morte ou trauma grave, definido como escore de trauma > 15.Slide4: Justificativa: A percepção de que o paraquedas é uma intervenção bem sucedida é puramente histórica. Dados observacionais mostraram que seu uso está associado com morbi-mortalidade devido a falhas da intervenção e complicações “iatrogênicas”. Adicionalmente a “história natural” da queda livre indica que o não uso do paraquedas não está associado invariavelmente a um resultado adverso. Slide5: Métodos: Revisão de acordo com o QUOROM (Relatório de Qualidade de Meta-Análises). Pesquisa de ERC. Foram pesquisadas as palavras parachute + trial. Ou seja, com o mínimo de restrições possíveis, e nenhuma outra mais. Incluídos estudos que analisaram quedas superiores a 100 metros. A intervenção aceita foi um equipamento preso por argolas acionado automaticamente ou manualmente na queda livre com o propósito de limitar a taxa de descida. Foram excluídos todos os casos que não tinham grupo controle. Slide6: “ABRE PARÊNTESES” 27/05/2005 – “parachute and trial” - Medline 1: Smith GC, Pell JP. Parachute use to prevent death and major trauma related to gravitational challenge: systematic review of randomised controlled trials. BMJ. 2003 Dec 20;327(7429):1459-61. Review. PMID: 14684649 [PubMed - indexed for MEDLINE] 2: Amoroso PJ, Ryan JB, Bickley B, Leitschuh P, Taylor DC, Jones BH. Braced for impact: reducing military paratroopers' ankle sprains using outside-the-boot braces. J Trauma. 1998 Sep;45(3):575-80. PMID: 9751554 [PubMed - indexed for MEDLINE] 3: Kocan M. The Triservice anaesthetic apparatus. Trial of isoflurane and enflurane as alternatives to halothane. Anaesthesia. 1987 Oct;42(10):1101-4. PMID: 3688394 [PubMed - indexed for MEDLINE]Slide7: Metaanálise: (se houvessem estudos), eles utilizaram intervalo de confiança de 95%, teste de Mantel-Haenszel para heterogenicidade e sensibilidade, e os testes de Egger´s e Begg´s para medir viés de publicação, quantitativamente. Resultados: nenhum ERC foi encontrado.Slide8: Discussão: Os autores afirmam que uma intervenção médica justificada por dados observacionais devem ser verificados por estudos randomizados controlados. Lembram que, assim como o estudo HERS não demonstrou benefício de reposição hormonal a despeito dos estudos observacionais demonstrarem, o uso de paraquedas também é baseado somente em estudos observacionais. Afirmam ainda que se 100% das quedas livres fossem associadas a mortalidade, qualquer estudo observacional poderia ser considerado como evidência de efetividade.Slide9: Discussão: Porém, há relato no Guinness World Records de sobrevivência a queda livre de 10 mil metros. E que o uso de paraquedas está relacionado a morbimortalidade, seja ela causada por falha da intervenção, seja causada por “iatrogenia”. Portanto, há necessidade de estudos mais acurados que calculem os riscos e benefícios do uso de paraquedas. Slide10: Discussão: Em relação ao viés, ressaltam que indivíduos que saltam sem paraquedas são mais propensos a ter doenças psiquiátricas que os indivíduos paraquedistas. E, mais, que além disso fatores geográficos, uso de tabaco e procedência são viés de coorte saudável. Não é aplicável para os estudos relativos a paraquedistas nenhum ajuste ou análise multivariada. Justificam a medicalização da queda livre pelo fato de o uso de paraquedas poder ser simplesmente outro exemplo de uso da medicina intervencionista baseada em tecnologia não comprovada.Slide11: Discussão: Enfim, sugerem que o uso dos paraquedas podem ser um produto do capitalismo, visto que a indústria militar e a industria de paraquedas ganha bilhões de dólares as custas da venda de seus produtos. E que grande parte dos testes são feitos pela própria indústria, ou pelas instituições médicas militares, sendo questionável toda e qualquer evidência que possa advir dos testes destas, ou da literatura médica militar.Slide12: E concluem: OU aceita-se que o senso comum poderá ser utilizado em situações excepcionais, OBSERVANDO-SE o risco e benefício das intervenções, OU que, a partir do momento em que nos baseamos SOMENTE no que tem evidência suficiente, que realizemos um estudo duplo-cego randomizado, multicêntrico, caso-controle com o uso de paraquedas, para os quais, sugerem, deveriam se voluntariar todos os experts da MBE, já que a população em geral já tem o viés da dependência dos paraquedas como fato consumado, não se voluntariando a tal.Slide13: ENTÃO, COMO FICA A MBE? Slide14: - MBE é mais uma ferramenta importante. Não substitui a experiência clínica. Ao contrário, soma-se a ela na conduta frente ao paciente. - As condutas médicas deveriam se pautar sempre pela melhor evidência disponível, embora ela nem sempre esteja presente. Nenhum médico é o dono do saber! Nem tem conhecimento infinito e absoluto. A formulação de dúvidas de maneira correta continua sendo o melhor caminho para se adquirir o conhecimento de forma adequada, a busca da melhor evidência possível continua sendo a melhora prática médica, e tem na Internet um grande aliado. A MBE não é imune a críticas, nem tem respostas para todos os problemas e dúvidas da Medicina.Slide15: A avaliação desta melhor conduta depende do senso crítico do leitor, e de sua experiência clínica. Este senso crítico deve ser desenvolvido desde a Universidade e individualmente, e há periódicos que realizam e publicam estas avaliações. Tenho, para mim, baseado em minha EXPERIÊNCIA, e na de COLEGAS e das listas listaAMMFC@yahoogrupos.com.br, e sbmfc@grupos.com.br, que devemos encarar a MBE de 3 formas: 1. Se estudos indicam que uma intervenção tem comprovadamente efetividade, baseado na melhor evidência disponível, deve ser adotada até provem o contrário; 2. Se, por outro lado, a intervenção pode ser prejudicial ao paciente, deve ser suspensa ou evitada caso não haja meios de contornar/controlar os fatores de prejuízo.Slide16: 3. Se não há evidência, ou a evidência não é suficientemente embasada, porém não há dano, não há porque suspender uma intervenção que é baseada apenas em experiência ou estudos observacionais de menor evidência científica.Slide17: “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo” Paulo FreireSlide18: Obrigado!!!!! Léo Savassi, 28.05 sersa berfa zerint eragirSlide19: Nível de evidênciaSlide20: Sistematização de perguntas Utiliza-se a sigla PICO ou PPR para a formulação adequada: Pacientes ou População I ntervenção ou Indicador Comparação ou controle Outcome = desfecho ou Resultado Preditor A pergunta bem-estruturada P child* Limit 0-18a I pneumonia AND pleural C penicilin OR oxacilin OR antibiotics O treatment OR prognosis OR failure to treat You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
MBP demirel Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINTLite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 90 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (1) Dislike it (0) Added: December 29, 2007 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide1: A Medicina Baseada em Paraquedas Leonardo Cançado Monteiro Savassi Diretor de Informática da AMMFC Diretor de Informática e Telemedicina da SBMFC Comissão Organizadora do VII CBMFC/IICMMFCSlide2: “O uso do paraquedas para prevenir óbito e trauma grave relacionado ao “desafio gravitacional: revisão sistemática de estudos randomizados/controlados” Artigo do BMJ de 2003, que realizou uma Revisão Sistemática (Meta-análise) a respeito do uso de pára-quedas para prevenir trauma grave e óbito. Slide3: Objetivos: determinar se paraquedas é efetivo em prevenir traumas graves relacionados ao “desafio gravitacional”. Desenho do estudo: Metaanálise (revisão sistemática de estudos randomizados/controlados - ERC). Fontes: Medline, Web of Science, Embase e Biblioteca Cochrane, sites científicos e listas apropriados. Seleção estudos: efeitos do uso de paraquedas na queda livre. Resultado Principal: morte ou trauma grave, definido como escore de trauma > 15.Slide4: Justificativa: A percepção de que o paraquedas é uma intervenção bem sucedida é puramente histórica. Dados observacionais mostraram que seu uso está associado com morbi-mortalidade devido a falhas da intervenção e complicações “iatrogênicas”. Adicionalmente a “história natural” da queda livre indica que o não uso do paraquedas não está associado invariavelmente a um resultado adverso. Slide5: Métodos: Revisão de acordo com o QUOROM (Relatório de Qualidade de Meta-Análises). Pesquisa de ERC. Foram pesquisadas as palavras parachute + trial. Ou seja, com o mínimo de restrições possíveis, e nenhuma outra mais. Incluídos estudos que analisaram quedas superiores a 100 metros. A intervenção aceita foi um equipamento preso por argolas acionado automaticamente ou manualmente na queda livre com o propósito de limitar a taxa de descida. Foram excluídos todos os casos que não tinham grupo controle. Slide6: “ABRE PARÊNTESES” 27/05/2005 – “parachute and trial” - Medline 1: Smith GC, Pell JP. Parachute use to prevent death and major trauma related to gravitational challenge: systematic review of randomised controlled trials. BMJ. 2003 Dec 20;327(7429):1459-61. Review. PMID: 14684649 [PubMed - indexed for MEDLINE] 2: Amoroso PJ, Ryan JB, Bickley B, Leitschuh P, Taylor DC, Jones BH. Braced for impact: reducing military paratroopers' ankle sprains using outside-the-boot braces. J Trauma. 1998 Sep;45(3):575-80. PMID: 9751554 [PubMed - indexed for MEDLINE] 3: Kocan M. The Triservice anaesthetic apparatus. Trial of isoflurane and enflurane as alternatives to halothane. Anaesthesia. 1987 Oct;42(10):1101-4. PMID: 3688394 [PubMed - indexed for MEDLINE]Slide7: Metaanálise: (se houvessem estudos), eles utilizaram intervalo de confiança de 95%, teste de Mantel-Haenszel para heterogenicidade e sensibilidade, e os testes de Egger´s e Begg´s para medir viés de publicação, quantitativamente. Resultados: nenhum ERC foi encontrado.Slide8: Discussão: Os autores afirmam que uma intervenção médica justificada por dados observacionais devem ser verificados por estudos randomizados controlados. Lembram que, assim como o estudo HERS não demonstrou benefício de reposição hormonal a despeito dos estudos observacionais demonstrarem, o uso de paraquedas também é baseado somente em estudos observacionais. Afirmam ainda que se 100% das quedas livres fossem associadas a mortalidade, qualquer estudo observacional poderia ser considerado como evidência de efetividade.Slide9: Discussão: Porém, há relato no Guinness World Records de sobrevivência a queda livre de 10 mil metros. E que o uso de paraquedas está relacionado a morbimortalidade, seja ela causada por falha da intervenção, seja causada por “iatrogenia”. Portanto, há necessidade de estudos mais acurados que calculem os riscos e benefícios do uso de paraquedas. Slide10: Discussão: Em relação ao viés, ressaltam que indivíduos que saltam sem paraquedas são mais propensos a ter doenças psiquiátricas que os indivíduos paraquedistas. E, mais, que além disso fatores geográficos, uso de tabaco e procedência são viés de coorte saudável. Não é aplicável para os estudos relativos a paraquedistas nenhum ajuste ou análise multivariada. Justificam a medicalização da queda livre pelo fato de o uso de paraquedas poder ser simplesmente outro exemplo de uso da medicina intervencionista baseada em tecnologia não comprovada.Slide11: Discussão: Enfim, sugerem que o uso dos paraquedas podem ser um produto do capitalismo, visto que a indústria militar e a industria de paraquedas ganha bilhões de dólares as custas da venda de seus produtos. E que grande parte dos testes são feitos pela própria indústria, ou pelas instituições médicas militares, sendo questionável toda e qualquer evidência que possa advir dos testes destas, ou da literatura médica militar.Slide12: E concluem: OU aceita-se que o senso comum poderá ser utilizado em situações excepcionais, OBSERVANDO-SE o risco e benefício das intervenções, OU que, a partir do momento em que nos baseamos SOMENTE no que tem evidência suficiente, que realizemos um estudo duplo-cego randomizado, multicêntrico, caso-controle com o uso de paraquedas, para os quais, sugerem, deveriam se voluntariar todos os experts da MBE, já que a população em geral já tem o viés da dependência dos paraquedas como fato consumado, não se voluntariando a tal.Slide13: ENTÃO, COMO FICA A MBE? Slide14: - MBE é mais uma ferramenta importante. Não substitui a experiência clínica. Ao contrário, soma-se a ela na conduta frente ao paciente. - As condutas médicas deveriam se pautar sempre pela melhor evidência disponível, embora ela nem sempre esteja presente. Nenhum médico é o dono do saber! Nem tem conhecimento infinito e absoluto. A formulação de dúvidas de maneira correta continua sendo o melhor caminho para se adquirir o conhecimento de forma adequada, a busca da melhor evidência possível continua sendo a melhora prática médica, e tem na Internet um grande aliado. A MBE não é imune a críticas, nem tem respostas para todos os problemas e dúvidas da Medicina.Slide15: A avaliação desta melhor conduta depende do senso crítico do leitor, e de sua experiência clínica. Este senso crítico deve ser desenvolvido desde a Universidade e individualmente, e há periódicos que realizam e publicam estas avaliações. Tenho, para mim, baseado em minha EXPERIÊNCIA, e na de COLEGAS e das listas listaAMMFC@yahoogrupos.com.br, e sbmfc@grupos.com.br, que devemos encarar a MBE de 3 formas: 1. Se estudos indicam que uma intervenção tem comprovadamente efetividade, baseado na melhor evidência disponível, deve ser adotada até provem o contrário; 2. Se, por outro lado, a intervenção pode ser prejudicial ao paciente, deve ser suspensa ou evitada caso não haja meios de contornar/controlar os fatores de prejuízo.Slide16: 3. Se não há evidência, ou a evidência não é suficientemente embasada, porém não há dano, não há porque suspender uma intervenção que é baseada apenas em experiência ou estudos observacionais de menor evidência científica.Slide17: “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo” Paulo FreireSlide18: Obrigado!!!!! Léo Savassi, 28.05 sersa berfa zerint eragirSlide19: Nível de evidênciaSlide20: Sistematização de perguntas Utiliza-se a sigla PICO ou PPR para a formulação adequada: Pacientes ou População I ntervenção ou Indicador Comparação ou controle Outcome = desfecho ou Resultado Preditor A pergunta bem-estruturada P child* Limit 0-18a I pneumonia AND pleural C penicilin OR oxacilin OR antibiotics O treatment OR prognosis OR failure to treat