Sua Sorte

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Como anda a sua sorte?

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Em 1854, durante uma assembléia tribal no noroeste dos EUA, um chefe fez um discurso em sua língua natal sobre a intenção do governo federal em comprar as terras até então ocupadas pela sua tribo. Como anda a sua sorte?

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Da versão em inglês, destaco de sua fala: “Grande chefe de Washington, você deve ensinar a seus filhos que o chão debaixo de nossos pés representa as cinzas de nossos antepassados. Ensine a seus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontece com a terra acontece com os filhos da terra. Se o homem cospe no chão, cospe nele mesmo. De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Não foi o homem que teceu a rede da vida, ele é apenas um de seus fios. Tudo o que ele fizer à rede, fará a si mesmo”.

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Em 1993, em um discurso no Dia da Terra, o então presidente Bill Clinton disse: “A terra que pisamos corre perigo. Se não agirmos imediatamente, teremos que enfrentar um futuro no qual o sol não vai nos aquecer, e sim, nos queimar; um futuro no qual a transição de uma estação para outra poderá ter um significado novo e terrível; um futuro no qual os filhos de nossos filhos terão herdado um planeta bem menos hospitaleiro do que aquele onde nós crescemos”.

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E nenhum outro país contribuiu tanto para o avanço das ciências climáticas quanto os EUA. A tecnologia que permite medir com precisão o nível de dióxido de carbono na atmosfera foi desenvolvida na década de 50, pelo norte-americano Charles Keeling.

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Apesar da sabedoria do xamã, das descobertas, dos discursos e da ação de alguns idealistas, os EUA são os grandes poluidores: jogam na atmosfera 25% do total mundial de gases que provocam o efeito estufa. O aumento na emissão destes gases é determinado por vários fatores. Entre os mais importantes está a sua associação com o crescimento da população, da economia e da adoção de novas tecnologias não sustentáveis. Los Angeles – Califórnia – USA

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A maior parte da população mundial emite dióxido de carbono desde o momento em que levanta da cama. Estamos constantemente lançando carbono na atmosfera. O dióxido de carbono é um gás persistente; dura cerca de um século. Se for fácil aumentar sua concentração, o mesmo não se pode dizer de diminuí-la: o efeito pode ser descrito como um carro que tem acelerador, mas não tem freio.

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Mesmo que o dióxido de carbono permaneça estável no nível registrado atualmente, a temperatura vai continuar aumentando, as geleiras vão seguir derretendo e os padrões climáticos vão se alterar ainda mais. Mas o nível dos gases que provocam o efeito estufa não vai permanecer estável. A simples tarefa de desacelerar o aumento na concentração deles já é uma empreitada bastante ambiciosa que exige mudança de paradigmas.

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A recusa em agir, fundamentada no argumento de que são necessários mais estudos, ou na alegação de que as iniciativas eficazes são caras demais, ou na crença de que tais iniciativas representam um fardo injusto para este ou aquele país, significa que as conseqüências do aquecimento chegarão ainda mais rápidas. Assembléia Geral da ONU

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Em setembro, em vários países, chuvas mais intensas que o habitual atormentou milhares de pessoas. Talvez sejam sinais de transições profundas e sem retorno. Um estudo liderado por Martin Scheffer, da Universidade Wageningen (Holanda), concluiu que sistemas biológicos complexos apresentam um estado crítico de transição a partir do qual as mudanças se tornam bruscas e radicais. Para os autores, o que chamaram de “bifurcação catastrófica” impulsiona um sistema a um novo estado toda vez que o limite é excedido. Tempestade vermelha em Sydney-Austrália (quarta-feira 23/09/2009)

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Um artigo de perguntas e respostas publicado na revista britânica New Scientist, terminava com a seguinte pergunta a um eminente cientista: “Quando devo me preocupar com o aquecimento global?” e a resposta era outra indagação: “Como anda a sua Sorte?” Temos apenas este planeta e a rigor, ainda não nos preocupamos com as conseqüências do rumo que estamos dando a ele. O autor, Paulo César Razuk, é professor titular do Departamento de Engenharia da UNESP - campus de Bauru (Foto: Cassino em Las Vegas – USA)

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“Como anda a sua Sorte?” Música: Dueling banjos Imagens: Internet Formatado por: poreumesmo

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