O CONTEXTO ATUAL E A POL�TICA EDUCACIONAL power point 14 08 2010 1

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By: fatima.aee (43 month(s) ago)

Apresentação muito bem elaborada! Parabéns!

Presentation Transcript

O CONTEXTO ATUAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL:

O CONTEXTO ATUAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL Preparatório para Concurso de Professor Ano: 2010. Professora: Cristina Quina

Introdução :

Vivemos uma revolução. Crise e Educação são termos freqüentemente associados. A crise da educação não é mais a mesma. A crise já não provém da forma deficiente de a educação cumprir os objetivos sociais que lhe são atribuí­dos, mas do fato de não sabermos que finalidades ela deve cumprir e para onde deve efetivamente orientar suas ações. Estamos vivendo um processo de profunda transformação social. Introdução

Em que consiste esta nova revolução :

Há algumas características centrais que prefiguram a sociedade do futuro, e escolhemos três áreas para descrever os processos de transformação: o modo de produção, as tecnologias da comunicação e a democracia política. Em que consiste esta nova revolução

OS MODOS DE PRODUÇÃO:

. A produção moderna requer uma distribuição diferente da inteligência. O taylorismo e o fordismo da produção em massa requeriam uma organização do trabalho hierarquizada de forma piramidal, na qual a criatividade e a inteligência concentravam-se na cúpula, enquanto o restante das pessoas devia executar mecanicamente as instruções recebida s. OS MODOS DE PRODUÇÃO

Slide 5:

A flexibilidade na produção se expressa: nas noções de polivalência, nas equipes multitarefa, nas plantas multiprodutos, em que se valoriza a capacidade da pessoa para trabalhar em equipe e adaptar-se a condições e exigências de mudança. Os ciclos de vida dos produtos encurtam-se cada vez mais, obrigando a uma renovação constante dos projetos, o que estimula a capacitação permanente e a criatividade, assim como o tra­balho em equipe e a associação com outros setores.

2. as tecnologias da comunicação :

As novas tecnologias da informação têm um impacto não só na produção de bens e serviços, mas também no conjunto das relações sociais. A acumulação de informação, a velocidade na transmissão, a superação das limitações espaciais, a utilização simultânea de múltiplos meios (imagem, som, texto) são, entre outros, elementos que explicam o enorme potencial de mudança que essas novas tecnologias apresentam . 2. as tecnologias da comunicação

Slide 7:

As mudanças nas tecnologias da comunicação alteram a estrutura de interesses. A invenção da imprensa e seus impactos são muito parecidos, não só a atitude dos autores mudou, como também a dos leitores: antes, a leitura dos livros era um ato coletivo. Embora se tenha ampliado o acesso ao conhecimento, também se criou uma exigência do domínio do código de leitura

3. a democracia política.:

Por fim, as mudanças provocadas no processo produtivo e nas relações sociais pelo uso das tecnologias da informação têm impacto direto sobre a vida política. Qual será a fórmula política por meio da qual se expressará esta nova realidade? 3. a democracia política.

A educação diante da nova realidade social:

O que há de novo é o papel que desempenham o conhecimento e a informação tanto na própria produção como no consumo. A educação, entendida como a atividade por meio da qual se produz e se distribui o conhecimento, assume, portanto, uma importância inédita em, pelo menos, dois sentidos: A educação diante da nova realidade social

Slide 10:

Do ponto de vista político-social os 'detentores do conhecimento' desempenham um papel muito importante. As disputas pelos lugares onde se produz e se distribui o conhecimento constituem o centro dos conflitos sociais do futuro - o respeito e a proteção aos direitos de propriedade intelectual, a negociação sobre o controle da circulação de produtos culturais, como os filmes e os vídeos. Os conflitos sociais e políticos também começam a ter uma maior densidade de informação, de conhecimentos e de utilização dos instrumentos tecnológicos: a manifestação através da Internet permite a participação, independentemente do lugar físico e da posição de cada um na hierarquia das organizações.

Slide 11:

Do ponto de vista dos conteúdos da educação, o desenvolvimento das tecnologias da informação cria a necessidade de evitar que se produza a separação definitiva entre conhecimento e pensamento. As tecnologias possuem uma enorme capacidade de acúmulo e processamento de informação. Esse processo, levado a seu extremo, suporia que fôssemos incapazes de entender, de pensar e de falar aquilo que, no entanto, podemos fazer

Slide 12:

Nesse contexto, a reflexão sobre o papel da educação na sociedade e em seu desenvolvimento implica definir os conhecimentos e as capacidades que a formação do cidadão exige e a forma institucional pela qual esse processo de formação deve ocorrer . Mas é preciso perguntar, primeiro, se a escola será a instituição socializadora do futuro e se a formação das gerações futuras exigirá esse mesmo desenho institucional. A sociedade do futuro deverá ser dotada de instituições capazes de manejar a incerteza. A experimentação começará a ser admitida na reflexão teórica e na prática política.

A crise do sistema tradicional:

Nas sociedades ocidentais, o sistema educacional respondeu, originalmente (final do séc. XIX), às exigências políticas do processo de construção da democracia e dos Estados nacionais e às exigências econômicas de construção do mercado. Expandiu-se, com a estratégia de criar um sistema educacional articulado em níveis (primário, secundário e superior), correspondentes às idades e ao lugar que cada classe ocuparia na hierarquia social. A crise do sistema tradicional

Slide 14:

Seqüencialidade e hierarquização foram as duas categorias associadas, em torno das quais organizou-se a atividade educativa escolar. A crise do sistema tradicional manifesta-se na impossibilidade de manter a vigência dessas categorias. A seqüencialidade de acesso ao conhecimento é questionada pela necessidade da aprendizagem e da formação permanente, e pela difusão da informação geral sem discriminação de idades que os meios de comunicação de massa realizam. A hierarquização é questionada pelo acesso universal à educação, pela ruptura dos vínculos de autoridade e pela dissociação entre ascensão educacional e ascensão social.

O "déficit de socialização" da sociedade contemporânea:

Vivemos um período no qual as instituições educativas tradicionais, particularmente a escola e a família, estão perdendo capacidade para transmitir com eficácia valores e normas culturais de coesão social, o que caracteriza o "déficit de socialização". Os novos agentes de socialização, os meios de comunicação de massa, não foram projetados como entidades encarregadas da formação moral e cultural das pessoas. Ao contrário, seu projeto supõe que essa formação já esteja adquirida e, por isso, a tendência dos meios é atribuir aos próprios cidadãos a responsabilidade pela escolha das mensagens que querem receber. O "déficit de socialização" da sociedade contemporânea

A televisão: o desaparecimento da infância :

A televisão suprimiu a barreira que a leitura impunha ao acesso à informação. A programação, por ser geral - dirigir-se a um público indiferenciado - evidencia todos os segredos da vida sem respeitar idades nem sensibilidades; não discrimina momentos nem seqüências na difusão da informação. À medida que a informação adul­ta chega às crianças, a curiosidade delas se enfraquece, assim como a autoridade dos adultos. A socialização familiar tradicional baseava-se na existência da infância como categoria especial , diferente. A televisão: o desaparecimento da infância

Slide 17:

A distinção entre infância e vida adulta apoiava-se na existência de âmbitos desconhecidos, de segredos e da idéia de 'vergonha‘. Os segredos (vida sexual, dinhei­ro, violência, morte, doenças) eram mantidos e iam sendo revelados de forma progressiva, à medida que a criança estava em condições de ter aces­so a esse conhecimento. A identidade infantil definia-se pela ignorância des­ses segredos, a dos adultos pelo co­nhecimento e capacidade de controle sobre eles.

Slide 18:

Essas mudanças afetam as relações entre a família e a escola. As crianças chegam à escola com um núcleo básico de desenvolvimento da personalidade caracterizado pela debilidade dos quadros de referência, ou com quadros de referência que dife­rem dos que a escola supõe e para os quais se preparou. A escola era uma continuação da família. Mas na família estabeleceu-se a diferenciação, o respeito à diversidade, a ampliação dos espaços de escolha e a personalização.

Slide 19:

. Na escola, manteve-se a indiferenciação, a resistência à diversidade. As opções clássicas transformaram-se em puro formalismo, baseado em funcionamentos burocráticos, que debilitam a autoridade e a legitimidade da mensagem da escola

Escola e socialização: o desaparecimento do professor:

As causas da perda da capacidade socializadora da escola vão desde a massificação da educação, a perda de prestígio dos docentes e a rigidez dos sistemas educacionais, até o dinamismo e a rapidez da criação de conhecimentos e o aparecimento dos meios de comunicação de massa. A maior evidência é a deterioração do professor como agente de socialização. Escola e socialização: o desaparecimento do professor

Slide 21:

Produziu-se um processo de desaparecimento das distinções entre professor e aluno, acompanhado por um processo de perda de significação social das experiências de aprendizagem que se realizam na escola. Os docentes, em conseqüência, tenderam a alhear-se do que lhes era próprio e específico. A ampliação dos saberes nos processos de formação docente esteve vinculada a regras de hierarquia, de critério e de seleção: avaliação, currículo, orientação, sociologia e política da educação, pesquisa, etc. A ampliação desses saberes teve um forte efeito desestabilizador, na medida em que gerou um alheamento da prática da aula.

A ausência de sentido:

A socialização atual enfrenta a perda de ideais, a ausência de utopia, a falta de sentido. A perda de finalidades faz desaparecer a promessa social ou política de um 'futuro melhor'. O fim da utopia provocou a sacralização da urgência, erigida em categoria central da política. A perda de sentido deixa os educadores sem pontos de referência. A ausência de sentido

Desafios da política educacional :

No atual contexto de globalização das relações econômicas, políticas e culturais e de acelerada mudança da base tecnológica e do processo produtivo, a educação tornou-se um vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e eqüitativo. De fato, já é amplamente aceita hoje a idéia de que a educação se transformou na maior vantagem comparativa dos países e das empresas para enfrentar a competitividade internacional. Além disso, o grau de escolaridade constitui-se um dos principais fatores que determinam o nível de empregabilidade dos indivíduos. Desafios da política educacional

Slide 24:

É preciso promover a melhoria da qualidade do ensino ofertado, sem o que será impossível atender à demanda de recursos humanos cada vez mais qualificados para acompanhar as mudanças em curso. Portanto, o bom desempenho do sistema educacional será um dos fatores decisivos para o desenvolvimento auto-sustentável do Brasil nas próximas décadas. A educação assume um papel-chave como componente das políticas para diminuir o grau de desigualdade social e promover a melhoria da distribuição de renda, contribuindo dessa forma para a superação dos principais entraves ao crescimento econômico sustentável na região.

Educação;um tesouro a descobrir:

“ À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. (Jacques Delors). Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; aprender a ser. Educação;um tesouro a descobrir

Aprender a conhecer:

É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a conhecer

Aprender a fazer:

Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a fazer

Aprender a conviver:

No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a conviver

Aprender a ser:

É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo . Aprender a ser

Conclusão:

Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação. Conclusão

Slide 31:

Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento. Exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo. Ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade. Lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação

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