logging in or signing up O CONTEXTO ATUAL E A POL�TICA EDUCACIONAL power point 14 08 2010 1 crisquina Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 362 Category: Education License: Some Rights Reserved Like it (0) Dislike it (1) Added: April 14, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... By: fatima.aee (12 month(s) ago) Apresentação muito bem elaborada! Parabéns! Saving..... Post Reply Close Saving..... Edit Comment Close Premium member Presentation Transcript O CONTEXTO ATUAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL: O CONTEXTO ATUAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL Preparatório para Concurso de Professor Ano: 2010. Professora: Cristina Quina Introdução : Vivemos uma revolução. Crise e Educação são termos freqüentemente associados. A crise da educação não é mais a mesma. A crise já não provém da forma deficiente de a educação cumprir os objetivos sociais que lhe são atribuídos, mas do fato de não sabermos que finalidades ela deve cumprir e para onde deve efetivamente orientar suas ações. Estamos vivendo um processo de profunda transformação social. Introdução Em que consiste esta nova revolução : Há algumas características centrais que prefiguram a sociedade do futuro, e escolhemos três áreas para descrever os processos de transformação: o modo de produção, as tecnologias da comunicação e a democracia política. Em que consiste esta nova revoluçãoOS MODOS DE PRODUÇÃO: . A produção moderna requer uma distribuição diferente da inteligência. O taylorismo e o fordismo da produção em massa requeriam uma organização do trabalho hierarquizada de forma piramidal, na qual a criatividade e a inteligência concentravam-se na cúpula, enquanto o restante das pessoas devia executar mecanicamente as instruções recebida s. OS MODOS DE PRODUÇÃOSlide 5: A flexibilidade na produção se expressa: nas noções de polivalência, nas equipes multitarefa, nas plantas multiprodutos, em que se valoriza a capacidade da pessoa para trabalhar em equipe e adaptar-se a condições e exigências de mudança. Os ciclos de vida dos produtos encurtam-se cada vez mais, obrigando a uma renovação constante dos projetos, o que estimula a capacitação permanente e a criatividade, assim como o trabalho em equipe e a associação com outros setores.2. as tecnologias da comunicação : As novas tecnologias da informação têm um impacto não só na produção de bens e serviços, mas também no conjunto das relações sociais. A acumulação de informação, a velocidade na transmissão, a superação das limitações espaciais, a utilização simultânea de múltiplos meios (imagem, som, texto) são, entre outros, elementos que explicam o enorme potencial de mudança que essas novas tecnologias apresentam . 2. as tecnologias da comunicaçãoSlide 7: As mudanças nas tecnologias da comunicação alteram a estrutura de interesses. A invenção da imprensa e seus impactos são muito parecidos, não só a atitude dos autores mudou, como também a dos leitores: antes, a leitura dos livros era um ato coletivo. Embora se tenha ampliado o acesso ao conhecimento, também se criou uma exigência do domínio do código de leitura3. a democracia política.: Por fim, as mudanças provocadas no processo produtivo e nas relações sociais pelo uso das tecnologias da informação têm impacto direto sobre a vida política. Qual será a fórmula política por meio da qual se expressará esta nova realidade? 3. a democracia política.A educação diante da nova realidade social: O que há de novo é o papel que desempenham o conhecimento e a informação tanto na própria produção como no consumo. A educação, entendida como a atividade por meio da qual se produz e se distribui o conhecimento, assume, portanto, uma importância inédita em, pelo menos, dois sentidos: A educação diante da nova realidade socialSlide 10: Do ponto de vista político-social os 'detentores do conhecimento' desempenham um papel muito importante. As disputas pelos lugares onde se produz e se distribui o conhecimento constituem o centro dos conflitos sociais do futuro - o respeito e a proteção aos direitos de propriedade intelectual, a negociação sobre o controle da circulação de produtos culturais, como os filmes e os vídeos. Os conflitos sociais e políticos também começam a ter uma maior densidade de informação, de conhecimentos e de utilização dos instrumentos tecnológicos: a manifestação através da Internet permite a participação, independentemente do lugar físico e da posição de cada um na hierarquia das organizações.Slide 11: Do ponto de vista dos conteúdos da educação, o desenvolvimento das tecnologias da informação cria a necessidade de evitar que se produza a separação definitiva entre conhecimento e pensamento. As tecnologias possuem uma enorme capacidade de acúmulo e processamento de informação. Esse processo, levado a seu extremo, suporia que fôssemos incapazes de entender, de pensar e de falar aquilo que, no entanto, podemos fazerSlide 12: Nesse contexto, a reflexão sobre o papel da educação na sociedade e em seu desenvolvimento implica definir os conhecimentos e as capacidades que a formação do cidadão exige e a forma institucional pela qual esse processo de formação deve ocorrer . Mas é preciso perguntar, primeiro, se a escola será a instituição socializadora do futuro e se a formação das gerações futuras exigirá esse mesmo desenho institucional. A sociedade do futuro deverá ser dotada de instituições capazes de manejar a incerteza. A experimentação começará a ser admitida na reflexão teórica e na prática política.A crise do sistema tradicional: Nas sociedades ocidentais, o sistema educacional respondeu, originalmente (final do séc. XIX), às exigências políticas do processo de construção da democracia e dos Estados nacionais e às exigências econômicas de construção do mercado. Expandiu-se, com a estratégia de criar um sistema educacional articulado em níveis (primário, secundário e superior), correspondentes às idades e ao lugar que cada classe ocuparia na hierarquia social. A crise do sistema tradicionalSlide 14: Seqüencialidade e hierarquização foram as duas categorias associadas, em torno das quais organizou-se a atividade educativa escolar. A crise do sistema tradicional manifesta-se na impossibilidade de manter a vigência dessas categorias. A seqüencialidade de acesso ao conhecimento é questionada pela necessidade da aprendizagem e da formação permanente, e pela difusão da informação geral sem discriminação de idades que os meios de comunicação de massa realizam. A hierarquização é questionada pelo acesso universal à educação, pela ruptura dos vínculos de autoridade e pela dissociação entre ascensão educacional e ascensão social.O "déficit de socialização" da sociedade contemporânea: Vivemos um período no qual as instituições educativas tradicionais, particularmente a escola e a família, estão perdendo capacidade para transmitir com eficácia valores e normas culturais de coesão social, o que caracteriza o "déficit de socialização". Os novos agentes de socialização, os meios de comunicação de massa, não foram projetados como entidades encarregadas da formação moral e cultural das pessoas. Ao contrário, seu projeto supõe que essa formação já esteja adquirida e, por isso, a tendência dos meios é atribuir aos próprios cidadãos a responsabilidade pela escolha das mensagens que querem receber. O "déficit de socialização" da sociedade contemporânea A televisão: o desaparecimento da infância : A televisão suprimiu a barreira que a leitura impunha ao acesso à informação. A programação, por ser geral - dirigir-se a um público indiferenciado - evidencia todos os segredos da vida sem respeitar idades nem sensibilidades; não discrimina momentos nem seqüências na difusão da informação. À medida que a informação adulta chega às crianças, a curiosidade delas se enfraquece, assim como a autoridade dos adultos. A socialização familiar tradicional baseava-se na existência da infância como categoria especial , diferente. A televisão: o desaparecimento da infânciaSlide 17: A distinção entre infância e vida adulta apoiava-se na existência de âmbitos desconhecidos, de segredos e da idéia de 'vergonha‘. Os segredos (vida sexual, dinheiro, violência, morte, doenças) eram mantidos e iam sendo revelados de forma progressiva, à medida que a criança estava em condições de ter acesso a esse conhecimento. A identidade infantil definia-se pela ignorância desses segredos, a dos adultos pelo conhecimento e capacidade de controle sobre eles.Slide 18: Essas mudanças afetam as relações entre a família e a escola. As crianças chegam à escola com um núcleo básico de desenvolvimento da personalidade caracterizado pela debilidade dos quadros de referência, ou com quadros de referência que diferem dos que a escola supõe e para os quais se preparou. A escola era uma continuação da família. Mas na família estabeleceu-se a diferenciação, o respeito à diversidade, a ampliação dos espaços de escolha e a personalização.Slide 19: . Na escola, manteve-se a indiferenciação, a resistência à diversidade. As opções clássicas transformaram-se em puro formalismo, baseado em funcionamentos burocráticos, que debilitam a autoridade e a legitimidade da mensagem da escolaEscola e socialização: o desaparecimento do professor: As causas da perda da capacidade socializadora da escola vão desde a massificação da educação, a perda de prestígio dos docentes e a rigidez dos sistemas educacionais, até o dinamismo e a rapidez da criação de conhecimentos e o aparecimento dos meios de comunicação de massa. A maior evidência é a deterioração do professor como agente de socialização. Escola e socialização: o desaparecimento do professorSlide 21: Produziu-se um processo de desaparecimento das distinções entre professor e aluno, acompanhado por um processo de perda de significação social das experiências de aprendizagem que se realizam na escola. Os docentes, em conseqüência, tenderam a alhear-se do que lhes era próprio e específico. A ampliação dos saberes nos processos de formação docente esteve vinculada a regras de hierarquia, de critério e de seleção: avaliação, currículo, orientação, sociologia e política da educação, pesquisa, etc. A ampliação desses saberes teve um forte efeito desestabilizador, na medida em que gerou um alheamento da prática da aula.A ausência de sentido: A socialização atual enfrenta a perda de ideais, a ausência de utopia, a falta de sentido. A perda de finalidades faz desaparecer a promessa social ou política de um 'futuro melhor'. O fim da utopia provocou a sacralização da urgência, erigida em categoria central da política. A perda de sentido deixa os educadores sem pontos de referência. A ausência de sentidoDesafios da política educacional : No atual contexto de globalização das relações econômicas, políticas e culturais e de acelerada mudança da base tecnológica e do processo produtivo, a educação tornou-se um vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e eqüitativo. De fato, já é amplamente aceita hoje a idéia de que a educação se transformou na maior vantagem comparativa dos países e das empresas para enfrentar a competitividade internacional. Além disso, o grau de escolaridade constitui-se um dos principais fatores que determinam o nível de empregabilidade dos indivíduos. Desafios da política educacionalSlide 24: É preciso promover a melhoria da qualidade do ensino ofertado, sem o que será impossível atender à demanda de recursos humanos cada vez mais qualificados para acompanhar as mudanças em curso. Portanto, o bom desempenho do sistema educacional será um dos fatores decisivos para o desenvolvimento auto-sustentável do Brasil nas próximas décadas. A educação assume um papel-chave como componente das políticas para diminuir o grau de desigualdade social e promover a melhoria da distribuição de renda, contribuindo dessa forma para a superação dos principais entraves ao crescimento econômico sustentável na região.Educação;um tesouro a descobrir: “ À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. (Jacques Delors). Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; aprender a ser. Educação;um tesouro a descobrirAprender a conhecer: É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a conhecerAprender a fazer: Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a fazerAprender a conviver: No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a conviverAprender a ser: É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo . Aprender a serConclusão: Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação. ConclusãoSlide 31: Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento. Exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo. Ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade. Lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
O CONTEXTO ATUAL E A POL�TICA EDUCACIONAL power point 14 08 2010 1 crisquina Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 362 Category: Education License: Some Rights Reserved Like it (0) Dislike it (1) Added: April 14, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... By: fatima.aee (12 month(s) ago) Apresentação muito bem elaborada! Parabéns! Saving..... Post Reply Close Saving..... Edit Comment Close Premium member Presentation Transcript O CONTEXTO ATUAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL: O CONTEXTO ATUAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL Preparatório para Concurso de Professor Ano: 2010. Professora: Cristina Quina Introdução : Vivemos uma revolução. Crise e Educação são termos freqüentemente associados. A crise da educação não é mais a mesma. A crise já não provém da forma deficiente de a educação cumprir os objetivos sociais que lhe são atribuídos, mas do fato de não sabermos que finalidades ela deve cumprir e para onde deve efetivamente orientar suas ações. Estamos vivendo um processo de profunda transformação social. Introdução Em que consiste esta nova revolução : Há algumas características centrais que prefiguram a sociedade do futuro, e escolhemos três áreas para descrever os processos de transformação: o modo de produção, as tecnologias da comunicação e a democracia política. Em que consiste esta nova revoluçãoOS MODOS DE PRODUÇÃO: . A produção moderna requer uma distribuição diferente da inteligência. O taylorismo e o fordismo da produção em massa requeriam uma organização do trabalho hierarquizada de forma piramidal, na qual a criatividade e a inteligência concentravam-se na cúpula, enquanto o restante das pessoas devia executar mecanicamente as instruções recebida s. OS MODOS DE PRODUÇÃOSlide 5: A flexibilidade na produção se expressa: nas noções de polivalência, nas equipes multitarefa, nas plantas multiprodutos, em que se valoriza a capacidade da pessoa para trabalhar em equipe e adaptar-se a condições e exigências de mudança. Os ciclos de vida dos produtos encurtam-se cada vez mais, obrigando a uma renovação constante dos projetos, o que estimula a capacitação permanente e a criatividade, assim como o trabalho em equipe e a associação com outros setores.2. as tecnologias da comunicação : As novas tecnologias da informação têm um impacto não só na produção de bens e serviços, mas também no conjunto das relações sociais. A acumulação de informação, a velocidade na transmissão, a superação das limitações espaciais, a utilização simultânea de múltiplos meios (imagem, som, texto) são, entre outros, elementos que explicam o enorme potencial de mudança que essas novas tecnologias apresentam . 2. as tecnologias da comunicaçãoSlide 7: As mudanças nas tecnologias da comunicação alteram a estrutura de interesses. A invenção da imprensa e seus impactos são muito parecidos, não só a atitude dos autores mudou, como também a dos leitores: antes, a leitura dos livros era um ato coletivo. Embora se tenha ampliado o acesso ao conhecimento, também se criou uma exigência do domínio do código de leitura3. a democracia política.: Por fim, as mudanças provocadas no processo produtivo e nas relações sociais pelo uso das tecnologias da informação têm impacto direto sobre a vida política. Qual será a fórmula política por meio da qual se expressará esta nova realidade? 3. a democracia política.A educação diante da nova realidade social: O que há de novo é o papel que desempenham o conhecimento e a informação tanto na própria produção como no consumo. A educação, entendida como a atividade por meio da qual se produz e se distribui o conhecimento, assume, portanto, uma importância inédita em, pelo menos, dois sentidos: A educação diante da nova realidade socialSlide 10: Do ponto de vista político-social os 'detentores do conhecimento' desempenham um papel muito importante. As disputas pelos lugares onde se produz e se distribui o conhecimento constituem o centro dos conflitos sociais do futuro - o respeito e a proteção aos direitos de propriedade intelectual, a negociação sobre o controle da circulação de produtos culturais, como os filmes e os vídeos. Os conflitos sociais e políticos também começam a ter uma maior densidade de informação, de conhecimentos e de utilização dos instrumentos tecnológicos: a manifestação através da Internet permite a participação, independentemente do lugar físico e da posição de cada um na hierarquia das organizações.Slide 11: Do ponto de vista dos conteúdos da educação, o desenvolvimento das tecnologias da informação cria a necessidade de evitar que se produza a separação definitiva entre conhecimento e pensamento. As tecnologias possuem uma enorme capacidade de acúmulo e processamento de informação. Esse processo, levado a seu extremo, suporia que fôssemos incapazes de entender, de pensar e de falar aquilo que, no entanto, podemos fazerSlide 12: Nesse contexto, a reflexão sobre o papel da educação na sociedade e em seu desenvolvimento implica definir os conhecimentos e as capacidades que a formação do cidadão exige e a forma institucional pela qual esse processo de formação deve ocorrer . Mas é preciso perguntar, primeiro, se a escola será a instituição socializadora do futuro e se a formação das gerações futuras exigirá esse mesmo desenho institucional. A sociedade do futuro deverá ser dotada de instituições capazes de manejar a incerteza. A experimentação começará a ser admitida na reflexão teórica e na prática política.A crise do sistema tradicional: Nas sociedades ocidentais, o sistema educacional respondeu, originalmente (final do séc. XIX), às exigências políticas do processo de construção da democracia e dos Estados nacionais e às exigências econômicas de construção do mercado. Expandiu-se, com a estratégia de criar um sistema educacional articulado em níveis (primário, secundário e superior), correspondentes às idades e ao lugar que cada classe ocuparia na hierarquia social. A crise do sistema tradicionalSlide 14: Seqüencialidade e hierarquização foram as duas categorias associadas, em torno das quais organizou-se a atividade educativa escolar. A crise do sistema tradicional manifesta-se na impossibilidade de manter a vigência dessas categorias. A seqüencialidade de acesso ao conhecimento é questionada pela necessidade da aprendizagem e da formação permanente, e pela difusão da informação geral sem discriminação de idades que os meios de comunicação de massa realizam. A hierarquização é questionada pelo acesso universal à educação, pela ruptura dos vínculos de autoridade e pela dissociação entre ascensão educacional e ascensão social.O "déficit de socialização" da sociedade contemporânea: Vivemos um período no qual as instituições educativas tradicionais, particularmente a escola e a família, estão perdendo capacidade para transmitir com eficácia valores e normas culturais de coesão social, o que caracteriza o "déficit de socialização". Os novos agentes de socialização, os meios de comunicação de massa, não foram projetados como entidades encarregadas da formação moral e cultural das pessoas. Ao contrário, seu projeto supõe que essa formação já esteja adquirida e, por isso, a tendência dos meios é atribuir aos próprios cidadãos a responsabilidade pela escolha das mensagens que querem receber. O "déficit de socialização" da sociedade contemporânea A televisão: o desaparecimento da infância : A televisão suprimiu a barreira que a leitura impunha ao acesso à informação. A programação, por ser geral - dirigir-se a um público indiferenciado - evidencia todos os segredos da vida sem respeitar idades nem sensibilidades; não discrimina momentos nem seqüências na difusão da informação. À medida que a informação adulta chega às crianças, a curiosidade delas se enfraquece, assim como a autoridade dos adultos. A socialização familiar tradicional baseava-se na existência da infância como categoria especial , diferente. A televisão: o desaparecimento da infânciaSlide 17: A distinção entre infância e vida adulta apoiava-se na existência de âmbitos desconhecidos, de segredos e da idéia de 'vergonha‘. Os segredos (vida sexual, dinheiro, violência, morte, doenças) eram mantidos e iam sendo revelados de forma progressiva, à medida que a criança estava em condições de ter acesso a esse conhecimento. A identidade infantil definia-se pela ignorância desses segredos, a dos adultos pelo conhecimento e capacidade de controle sobre eles.Slide 18: Essas mudanças afetam as relações entre a família e a escola. As crianças chegam à escola com um núcleo básico de desenvolvimento da personalidade caracterizado pela debilidade dos quadros de referência, ou com quadros de referência que diferem dos que a escola supõe e para os quais se preparou. A escola era uma continuação da família. Mas na família estabeleceu-se a diferenciação, o respeito à diversidade, a ampliação dos espaços de escolha e a personalização.Slide 19: . Na escola, manteve-se a indiferenciação, a resistência à diversidade. As opções clássicas transformaram-se em puro formalismo, baseado em funcionamentos burocráticos, que debilitam a autoridade e a legitimidade da mensagem da escolaEscola e socialização: o desaparecimento do professor: As causas da perda da capacidade socializadora da escola vão desde a massificação da educação, a perda de prestígio dos docentes e a rigidez dos sistemas educacionais, até o dinamismo e a rapidez da criação de conhecimentos e o aparecimento dos meios de comunicação de massa. A maior evidência é a deterioração do professor como agente de socialização. Escola e socialização: o desaparecimento do professorSlide 21: Produziu-se um processo de desaparecimento das distinções entre professor e aluno, acompanhado por um processo de perda de significação social das experiências de aprendizagem que se realizam na escola. Os docentes, em conseqüência, tenderam a alhear-se do que lhes era próprio e específico. A ampliação dos saberes nos processos de formação docente esteve vinculada a regras de hierarquia, de critério e de seleção: avaliação, currículo, orientação, sociologia e política da educação, pesquisa, etc. A ampliação desses saberes teve um forte efeito desestabilizador, na medida em que gerou um alheamento da prática da aula.A ausência de sentido: A socialização atual enfrenta a perda de ideais, a ausência de utopia, a falta de sentido. A perda de finalidades faz desaparecer a promessa social ou política de um 'futuro melhor'. O fim da utopia provocou a sacralização da urgência, erigida em categoria central da política. A perda de sentido deixa os educadores sem pontos de referência. A ausência de sentidoDesafios da política educacional : No atual contexto de globalização das relações econômicas, políticas e culturais e de acelerada mudança da base tecnológica e do processo produtivo, a educação tornou-se um vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e eqüitativo. De fato, já é amplamente aceita hoje a idéia de que a educação se transformou na maior vantagem comparativa dos países e das empresas para enfrentar a competitividade internacional. Além disso, o grau de escolaridade constitui-se um dos principais fatores que determinam o nível de empregabilidade dos indivíduos. Desafios da política educacionalSlide 24: É preciso promover a melhoria da qualidade do ensino ofertado, sem o que será impossível atender à demanda de recursos humanos cada vez mais qualificados para acompanhar as mudanças em curso. Portanto, o bom desempenho do sistema educacional será um dos fatores decisivos para o desenvolvimento auto-sustentável do Brasil nas próximas décadas. A educação assume um papel-chave como componente das políticas para diminuir o grau de desigualdade social e promover a melhoria da distribuição de renda, contribuindo dessa forma para a superação dos principais entraves ao crescimento econômico sustentável na região.Educação;um tesouro a descobrir: “ À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. (Jacques Delors). Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; aprender a ser. Educação;um tesouro a descobrirAprender a conhecer: É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a conhecerAprender a fazer: Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a fazerAprender a conviver: No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a conviverAprender a ser: É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo . Aprender a serConclusão: Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação. ConclusãoSlide 31: Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento. Exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo. Ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade. Lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação