logging in or signing up SEMINÁRIO - COMUNIDADES billyedu Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 188 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: May 27, 2009 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Programa de Pós-gradução em LetrasEstudos da LinguagemIntrodução à SociolinguísticaProfa. Dra. Maria das Graças Dias pereirAAluno: William Eduardo da Silva : Programa de Pós-gradução em LetrasEstudos da LinguagemIntrodução à SociolinguísticaProfa. Dra. Maria das Graças Dias pereirAAluno: William Eduardo da Silva COMUNIDADES : COMUNIDADES O QUE É COMUNIDADE? : O QUE É COMUNIDADE? “As palavras têm significado: algumas delas, porém, guardam sensações. A palavra “comunidade” é uma dessas. Ela sugere uma coisa boa: o que quer que “comunidade” signifique, é bom “ter uma comunidade,” “estar numa comunidade”. Se alguém se afasta do caminho certo, freqüentemente explicamos sua conduta reprovável dizendo que “anda em má companhia”. Se alguém se sente miserável, sofre muito e se vê persistentemente privado de uma vida digna, logo acusamos a sociedade — o modo como está organizada e como funciona. As companhias ou a sociedade podem ser más; mas não a comunidade. Comunidade, sentimos, é sempre uma coisa boa”. (Bauman, 2003:7) Slide 4: Comunidade de fala Comunidade retórica Comunidade de prática Comunidade virtual Rede social Comunidade de aprendizagem Comunidade de paixão Comunidade imaginada COMUNIDADES : COMUNIDADES Comunidades de Fala (Gumperz, 1977; Beline, 2004; Scherre, 2006; Mulany, 2007) Comunidades de Prática (Wenger, 1998; Holmes & Meyerhoff, 1999; Mulany, 2007) Comunidades Virtuais (Erickson, 1997; Paloff & Pratt, 2002) SOCIOLINGUÍSTICA LABOVIANA : SOCIOLINGUÍSTICA LABOVIANA Teoria da Mudança Linguística e Variação “Princípio da Era de Ouro” (Golden Age Principle) Comunidade de Fala Labov (1972:121) define a comunidade de fala como um grupo de falantes que participa de um conjunto partilhado de normas, quando “essas normas são observadas em comportamento avaliativo e pela uniformidade de padrões abstratos de variação”. COMUNIDADES DE FALA : COMUNIDADES DE FALA Segundo a proposta de Guy (2001 apud Beline, 2004), uma comunidade de fala é formada por falantes que: Compartilham traços linguísticos que distinguem seu grupo de outros; Estilos de fala; variantes (padrão/não-padrão); variáveis linguísticas Comunicam-se relativamente mais entre si do que com outros; Compartilham normas e atitudes diante do uso da linguagem. Sociologia da Linguagem e Etnografia da Comunicação : Sociologia da Linguagem e Etnografia da Comunicação (Gumperz, 1977) A comunidade é definida como grupo de indivíduos interagindo, e não o sistema gramatical de línguas ou dialetos; Normas de interação da comunidade: domínio da ordem interacional: princípios de etiqueta, tipos de atividades interativas, atos de fala, formas lingüísticas; Ordem interacional – normas e restrições que regulam a conduta das relações interpessoais na vida cotidiana. Crítica à Variabilidade Linguística : Crítica à Variabilidade Linguística “Se admitirmos que a variabilidade interna é sistemática, a noção de comunidade de fala estruturalmente homogênea torna-se problemática”. (Gumperz, 1977:185) COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA (Etienne Wenger, 1998) Uma Comunidade de Prática (CdeP) é um agregado de pessoas que se encontram em torno de engajamentos num empreendimento. Modos de fazer coisas, modos de falar, crenças, valores, relações de poder – em suma, práticas – emergem no decorrer desses empreendimentos mútuos. Como um construto social, uma CdeP é diferente da tradicional comunidade, basicamente porque é definida simultaneamente por seus membros e pelas práticas nas quais os membros se engajam. (Holmes & Meyerhoff, 1999: 174) COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA Há três elementos na definição de comunidades de prática. Um é o domínio: tem de haver um assunto sobre o qual a comunidade fala. O segundo é a própria comunidade: as pessoas têm de interagir e construir relações entre si em torno do domínio. Uma página na web não é uma CdeP. Ou, se houver sessenta gestores que nunca se falam, eles não são uma CdeP ainda que desempenhem as mesmas funções. Tem de haver uma comunidade. O terceiro é a prática: tem de existir uma prática e não apenas um interesse que as pessoas partilham. Elas aprendem juntas como fazer coisas pelas quais se interessam. COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA Características de uma Comunidade de Prática (Holmes e Meyerhoff , 1999): Sustentar relacionamento mútuo harmonioso ou conflituoso; Partilhar formas de engajamento ao fazer coisas em conjunto; Fluxo rápido da informação e difusão da inovação. Ausência de preâmbulos introdutórios, como se as interações fossem meramente a continuação do processo em curso; Levantamento rápido de um problema a ser discutido; Conhecimento entre os participantes: conhecer o que os outros sabem, o que eles fazem e como eles podem contribuir para o empreendimento; COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA Identidades mutuamente definidas; Habilidade de acessar apropriadamente ações e produtos; Instrumentos específicos, representações e outros artefatos ; Histórias partilhadas, brincadeiras e risos; Jargão e atalho para comunicação; Certos estilos reconhecidos como indicadores de pertencimento; Discurso partilhado que reflete uma certa perspectiva de mundo. COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA As CdePs criam a sua própria linguagem porque, ao longo do tempo, precisam de atalhos e, ao se juntar a uma comunidade que esteja se desenvolvendo há algum tempo, vai ser difícil perceber do que estão falando. As CdePs têm suas próprias referências. Assim, parte da construção de uma prática é o desenvolvimento de uma linguagem para falar dessa prática. COMUNIDADES VIRTUAIS : COMUNIDADES VIRTUAIS Paloff & Pratt (2002) nos apresentam o conceito de comunidade virtual como a articulação de um grupo que possui os mesmos interesses, e que se une em busca de objetivos comuns. COMUNIDADES VIRTUAIS : COMUNIDADES VIRTUAIS Características de uma comunidade (virtual) de acordo com Erickson (1997): Membro; Relacionamento; Confiança e reciprocidade generalizada; Valores e práticas partilhados; Bens coletivos; Durabilidade. COMUNIDADES VIRTUAIS : COMUNIDADES VIRTUAIS Sites de relacionamento Blogs Fóruns, grupos de discussão Sites de entidades não-virtuais (sites de empresas, grupos de sociais) Conversas on-line, seja através de salas de bate-papo ou sistemas de mensagens instantâneas Jogos on-line Sites que permitem interação do usuário, como comentários Sites de compartilhamento de conteúdo, como vídeos, fotos, ou música Sites de colaboração Sites mistos CONSIDERAÇÕES FINAIS : CONSIDERAÇÕES FINAIS “Cada grande definição focaliza faces distintas da linguagem humana – a formal, a política, a social, a interacional, a de integração simbólica etc –, e reflete o foco dos autores sobre a relação entre linguagem e sociedade, que ora privilegia o aspecto formal e o político, ora privilegia o aspecto social e interacional, ora busca o equilíbrio entre o aspecto social e o formal.” (Scherre, 2004) You do not have the permission to view this presentation. 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Maria das Graças Dias pereirAAluno: William Eduardo da Silva COMUNIDADES : COMUNIDADES O QUE É COMUNIDADE? : O QUE É COMUNIDADE? “As palavras têm significado: algumas delas, porém, guardam sensações. A palavra “comunidade” é uma dessas. Ela sugere uma coisa boa: o que quer que “comunidade” signifique, é bom “ter uma comunidade,” “estar numa comunidade”. Se alguém se afasta do caminho certo, freqüentemente explicamos sua conduta reprovável dizendo que “anda em má companhia”. Se alguém se sente miserável, sofre muito e se vê persistentemente privado de uma vida digna, logo acusamos a sociedade — o modo como está organizada e como funciona. As companhias ou a sociedade podem ser más; mas não a comunidade. Comunidade, sentimos, é sempre uma coisa boa”. (Bauman, 2003:7) Slide 4: Comunidade de fala Comunidade retórica Comunidade de prática Comunidade virtual Rede social Comunidade de aprendizagem Comunidade de paixão Comunidade imaginada COMUNIDADES : COMUNIDADES Comunidades de Fala (Gumperz, 1977; Beline, 2004; Scherre, 2006; Mulany, 2007) Comunidades de Prática (Wenger, 1998; Holmes & Meyerhoff, 1999; Mulany, 2007) Comunidades Virtuais (Erickson, 1997; Paloff & Pratt, 2002) SOCIOLINGUÍSTICA LABOVIANA : SOCIOLINGUÍSTICA LABOVIANA Teoria da Mudança Linguística e Variação “Princípio da Era de Ouro” (Golden Age Principle) Comunidade de Fala Labov (1972:121) define a comunidade de fala como um grupo de falantes que participa de um conjunto partilhado de normas, quando “essas normas são observadas em comportamento avaliativo e pela uniformidade de padrões abstratos de variação”. COMUNIDADES DE FALA : COMUNIDADES DE FALA Segundo a proposta de Guy (2001 apud Beline, 2004), uma comunidade de fala é formada por falantes que: Compartilham traços linguísticos que distinguem seu grupo de outros; Estilos de fala; variantes (padrão/não-padrão); variáveis linguísticas Comunicam-se relativamente mais entre si do que com outros; Compartilham normas e atitudes diante do uso da linguagem. Sociologia da Linguagem e Etnografia da Comunicação : Sociologia da Linguagem e Etnografia da Comunicação (Gumperz, 1977) A comunidade é definida como grupo de indivíduos interagindo, e não o sistema gramatical de línguas ou dialetos; Normas de interação da comunidade: domínio da ordem interacional: princípios de etiqueta, tipos de atividades interativas, atos de fala, formas lingüísticas; Ordem interacional – normas e restrições que regulam a conduta das relações interpessoais na vida cotidiana. Crítica à Variabilidade Linguística : Crítica à Variabilidade Linguística “Se admitirmos que a variabilidade interna é sistemática, a noção de comunidade de fala estruturalmente homogênea torna-se problemática”. (Gumperz, 1977:185) COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA (Etienne Wenger, 1998) Uma Comunidade de Prática (CdeP) é um agregado de pessoas que se encontram em torno de engajamentos num empreendimento. Modos de fazer coisas, modos de falar, crenças, valores, relações de poder – em suma, práticas – emergem no decorrer desses empreendimentos mútuos. Como um construto social, uma CdeP é diferente da tradicional comunidade, basicamente porque é definida simultaneamente por seus membros e pelas práticas nas quais os membros se engajam. (Holmes & Meyerhoff, 1999: 174) COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA Há três elementos na definição de comunidades de prática. Um é o domínio: tem de haver um assunto sobre o qual a comunidade fala. O segundo é a própria comunidade: as pessoas têm de interagir e construir relações entre si em torno do domínio. Uma página na web não é uma CdeP. Ou, se houver sessenta gestores que nunca se falam, eles não são uma CdeP ainda que desempenhem as mesmas funções. Tem de haver uma comunidade. O terceiro é a prática: tem de existir uma prática e não apenas um interesse que as pessoas partilham. Elas aprendem juntas como fazer coisas pelas quais se interessam. COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA Características de uma Comunidade de Prática (Holmes e Meyerhoff , 1999): Sustentar relacionamento mútuo harmonioso ou conflituoso; Partilhar formas de engajamento ao fazer coisas em conjunto; Fluxo rápido da informação e difusão da inovação. Ausência de preâmbulos introdutórios, como se as interações fossem meramente a continuação do processo em curso; Levantamento rápido de um problema a ser discutido; Conhecimento entre os participantes: conhecer o que os outros sabem, o que eles fazem e como eles podem contribuir para o empreendimento; COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA Identidades mutuamente definidas; Habilidade de acessar apropriadamente ações e produtos; Instrumentos específicos, representações e outros artefatos ; Histórias partilhadas, brincadeiras e risos; Jargão e atalho para comunicação; Certos estilos reconhecidos como indicadores de pertencimento; Discurso partilhado que reflete uma certa perspectiva de mundo. COMUNIDADES DE PRÁTICA : COMUNIDADES DE PRÁTICA As CdePs criam a sua própria linguagem porque, ao longo do tempo, precisam de atalhos e, ao se juntar a uma comunidade que esteja se desenvolvendo há algum tempo, vai ser difícil perceber do que estão falando. As CdePs têm suas próprias referências. Assim, parte da construção de uma prática é o desenvolvimento de uma linguagem para falar dessa prática. COMUNIDADES VIRTUAIS : COMUNIDADES VIRTUAIS Paloff & Pratt (2002) nos apresentam o conceito de comunidade virtual como a articulação de um grupo que possui os mesmos interesses, e que se une em busca de objetivos comuns. COMUNIDADES VIRTUAIS : COMUNIDADES VIRTUAIS Características de uma comunidade (virtual) de acordo com Erickson (1997): Membro; Relacionamento; Confiança e reciprocidade generalizada; Valores e práticas partilhados; Bens coletivos; Durabilidade. COMUNIDADES VIRTUAIS : COMUNIDADES VIRTUAIS Sites de relacionamento Blogs Fóruns, grupos de discussão Sites de entidades não-virtuais (sites de empresas, grupos de sociais) Conversas on-line, seja através de salas de bate-papo ou sistemas de mensagens instantâneas Jogos on-line Sites que permitem interação do usuário, como comentários Sites de compartilhamento de conteúdo, como vídeos, fotos, ou música Sites de colaboração Sites mistos CONSIDERAÇÕES FINAIS : CONSIDERAÇÕES FINAIS “Cada grande definição focaliza faces distintas da linguagem humana – a formal, a política, a social, a interacional, a de integração simbólica etc –, e reflete o foco dos autores sobre a relação entre linguagem e sociedade, que ora privilegia o aspecto formal e o político, ora privilegia o aspecto social e interacional, ora busca o equilíbrio entre o aspecto social e o formal.” (Scherre, 2004)