Crises e Revolução no século XIV

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By: ACdCM (12 month(s) ago)

Boa, tarde. Que power points fant�sticos. Ficaria muito agradecida se mandasse para o meu email anacmatiasster@gmail.com Obrigada.

By: wsshist (17 month(s) ago)

Boa noite! Eu gostei muito do material.. Ficaria muito agradecido se vc pudesse mandar para o meu e-mail wsshist@gmail.com.

By: adrianosoares (29 month(s) ago)

Poderia enviar para adrianos759@gmail.com

By: ricardu (36 month(s) ago)

também não me importava de o poder receber ou fazer o download. Excelente trabalho, parabéns! (ricardup@gmail.com) Obrigado!

By: SandraSousa (37 month(s) ago)

Boa noite, ficaria muito agradecida se me pudesse enviar este powerpoint para o meu email sandramccsousa@gmail.com. Obrigada

Presentation Transcript

Slide 1:

D3 CRISES E REVOLUÇÃO NO SÉCULO XIV

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Os Factores da Crise Entre os séculos XI e XIII, a economia e a sociedade europeias conheceram uma fase de prosperidade . Contudo… …no século XIV, uma grave crise económica e social alastrou por quase todo o continente europeu. Essa crise deveu-se aos seguintes fatores : ÀS FOMES Nos inícios do século XIV , chuvas abundantes e baixas temperaturas prejudicaram gravemente as produções agrícolas. Os anos de 1315 e 1316 foram particularmente difíceis, tendo a fome afetado as populações de muitas regiões da Europa.

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As vítimas foram em maior número nos aglomerados urbanos e nos mosteiros . Em muitas aldeias, a população desapareceu totalmente. ÀS EPIDEMIAS Os períodos de fome foram agravados pela propagação das doenças … Entre 1347-1350, a Peste Negra , uma grave epidemia proveniente do oriente, atingiu quase toda a Europa. Em consequência, julga-se ter morrido cerca de 1/3 da população. ÀS GUERRAS O século XIV foi, também um século de conflitos entre as nações europeias com destaque para a Guerra dos Cem Anos (1337-1443). Esta guerra travada entre a França e a Inglaterra teve repercussões noutros países e provocou numerosas vítimas e destruições .

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Consequências da Crise Variou de região para região e teve pesadas consequências económicas e sociais ; A população da Europa diminuiu; A cultura de cereais recuou; Os preços dos géneros e os salários dos trabalhadores subiram. Os senhores, proprietários de terras, exigiam maiores rendas aos camponeses para compensar a perda de rendimentos. Nas cidades , os burgueses e os mestres dos ofícios fixaram os salários dos trabalhadores. A crise do século XIV

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…deram-se, por toda a Europa , revoltas populares acompanhadas, por vezes, de: Pilhagens; Massacres; Incêndios. Revoltas rurais - destaca-se em França as Jacqueries (1358) Revoltas urbanas – salienta-se o movimento dos Ciompi (1378) em Florença; Levantamentos dos assalariados urbanos nas cidades de Flandres (1379-1382 ). Em consequência da crise…

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A Crise do século XIV em Portugal  A crise económica e social Portugal foi, também afetado por maus anos agrícolas em resultado de deficientes condições climáticas e da existência de conflitos. Em consequência , as populações conheceram períodos de fome. Também ao longo do século XIV, as epidemias provocaram entre nós, numerosas vítimas. Destaque para a Peste Negra que entrou em Portugal em 1348. E o que aconteceu em Portugal?

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A propagação da Peste Negra

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O mal estava na ausência de higiene individual e colectiva , nos homens, infestados de pulgas ; nos dejectos acumulados nas ruas ; no vestuário de lã raramente mudado... Traje do médico, na altura da Peste Negra . Os médicos protegiam-se usando luvas , uma túnica e uma máscara em forma de bico de pássaro , onde acumulavam ervas aromáticas com o objectivo de filtrar o ar , sem sucesso, pois desconheciam que a transmissão da doença se fazia pela picada da pulga e pelo ar respirável .

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A falta de mão-de-obra nos centros urbanos levou muitos camponeses a emigrar para as cidades em busca de melhores salários. Em consequência…  Muitos campos ficaram ao abandono ;  As receitas dos senhores que viviam das terras diminuíram . Para compensar as perdas, aumentaram as rendas o que levou a conflitos sociais .

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Algumas propostas Problemas que afetavam a agricultura Em 1349 – D. Afonso IV enviou, aos concelhos do Reino as “Leis do Trabalho” Em 1375, D. Fernando publicou a “Lei das Sesmarias” D. Afonso IV e as “Leis do Trabalho” “Tenho por bem e mando-vos que (…) obrigueis que cada um exerça as artes e serviços a que estavam acostumados (…) e se achardes que alguns homens ou mulheres andam a pedir pelas portas (…) obrigai-os a servir naquilo que virdes de que é capaz (…).” Rei D. Afonso IV, 1349 D. Fernando e as “Leis das Sesmarias” “Estabelecemos, ordenamos e mandamos que todos os que têm herdades sejam obrigados a lavrá-las e a semeá-las; e se não o puderem fazer as dêem a um lavrador que as lavre e semeie de modo que as herdades que sejam para dar pão sejam todas lavradas e aproveitadas e semeadas de trigo, ou cevada ou de milho. (…)” Rei D. Fernando, 1375 Como resolver a crise?

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A crise política Entre 1369 e 1382… D. Fernando envolveu-se em guerras com Castela, por se julgar com direito ao trono castelhano. Mas, as suas pretensões correram mal, pois Portugal saiu derrotado do confronto. As GUERRAS FERNANDINAS empobreceram o país, em virtude dos gastos resultantes do conflito. A situação de Portugal agravou-se ainda mais em 1383, em resultado de um acordo de casamento… O contrato de Salvaterra de Magos

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Em que constava este contrato Celebrado entre D. Beatriz (filha única de D. Fernando) e o rei de Castela. S egundo o contrato...  D. Leonor Teles , (ao ficar viúva de D. Fernando) deveria conservar a regência até que D. Beatriz (a herdeira legítima) tivesse um filho que herdasse o trono de Portugal …  Caso não houvesse descendência, o rei de Castela (marido de D. Beatriz) teria direito à coroa de Portugal.

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P ouco tempo depois… Morreu D. Fernando, levantando-se o problema da sucessão ao trono . Assim… A grande nobreza E o grande clero Por juramento a D. Beatriz eram favoráveis a Castela Em contrapartida O povo miúdo A burguesia Os estratos secundários da nobreza e do clero Apoiavam D. João, Mestre da Ordem de Avis e filho bastardo de D. Pedro I

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Árvore genealógica de D. João, Mestre de Avis

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Em Dezembro de 1383… …o povo revoltou-se em Lisboa e aclamou D. João I, “REGEDOR E DEFENSOR DO REINO” Nos inícios de 1384, o rei de Castela, em defesa dos seus direitos, invade Portugal… Mas, a tentativa de conquista falhou, em virtude da peste alastrar entre as suas tropas… …obrigando-os a retirar-se para Castela.

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Nos inícios de 1385… …o Mestre de Avis foi aclamado rei de Portugal nas Cortes de Coimbra . O rei de Castela invade, novamente, o nosso país… …sendo derrotado, entre Maio e Outubro nas batalhas:  Trancoso,  Aljubarrota  E Valverde. Desta forma, Portugal conseguiu garantir a independência … Mas, a paz só veio a ser assinada em 1411.

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A Batalha de Aljubarrota http://www.youtube.com/watch?v=jNgK7zMOwrg

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No decorrer da Revolução de 1383-1385 , distinguiram-se: Álvaro Pais (destacado burguês de Lisboa e apoiante de D. João I; João das Regras (legista e defensor do Mestre de Avis nas Cortes de Coimbra); D. Nuno Álvares Pereira (comandante do exército português) As massas populares .

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A Revolução de 1383-1385 abriu caminho a uma nova dinastia – a de Avis – e a uma nova época na História de Portugal – a da Expansão Marítima .