logging in or signing up As Instituições Sociais arianemarzzio Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 975 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: April 30, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS: AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS Prof ª Ariane Marzzio1. Características das Instituições Sociais: 1. Características das Instituições Sociais INSTITUIÇÃO – estrutura social estabelecida, constituída na sociedade com caráter normativo e que exerce formas de controle social. Ex. Estado, Igreja, Família. Características: exterioridade - é dotada de realidade externa ao indivíduo objetividade – quase todas as pessoas admitem sua existência e legitimidade. coercitividade – poder de pressionar para padronizar o comportamento. autoridade moral – coerção e argumentos (ideologia) para convencer o indivíduo a agir de acordo com os padrões. historicidade – as instituições ultrapassam a existência do indivíduo; elas têm sua própria história.2. As instituições normatizam os grupos: 2. As instituições normatizam os grupos Grupos sociais são conjuntos de indivíduos com objetivos comuns, envolvidos num processo de interação mais ou menos contínuo. Grupo primário : o pai, a mãe e os filhos. Cada família concreta tem um período relativamente curto de vida Instituições sociais se baseiam em regras e procedimentos que se aplicam a diversos grupos. Instituição familiar : as regras e procedimentos que regulamentam as relações familiares. A instituição família é uma estrutura que existe há milhares de anos3. As instituições são interdependentes: 3. As instituições são interdependentes Qualquer alteração em determinada instituição pode acarretar mudanças nas outras. Ex. Abolição da escravidão no Brasil afetou as instituições familiar , religiosa e educacional que tiveram de reorganizar seu sistema de status , seus padrões de comportamento e suas normas jurídicas.4. A família: 4. A família Grupo primário que tem suas próprias normas de comportamento e controle. É um tipo de agrupamento social cuja estrutura varia no tempo e no espaço quanto ao número e à forma do casamento, ao tipo de família e aos papéis familiares. MONOGAMIA versus POLIGAMIA Quanto ao número a família pode ser monogâmica ou poligâmica . Na família monogâmica a pessoa tem apenas um cônjuge. A família poligâmica é aquela em que a pessoa pode ter dois ou mais cônjuges. Poliandria - a mulher com dois ou mais homens. (Filme : “Eu, tu, eles”) Poliginia - o casamento de um homem com várias mulheres .Slide 6: Casamento de um homem zulu (África do Sul) com quatro mulheres Poliginia PoliandriaSlide 7: FORMAS DE CASAMENTO Endogamia- casamento permitido apenas dentro do mesmo grupo. Sociedade de castas. Exogamia - casamento que predomina nas sociedades modernas: união com alguém de fora do grupo (religião, raça, classe social) NEM TODOS SÃO IGUAIS TIPOS DE FAMÍLIA: família conjugal ou nuclear – reúne a mulher, o marido e os filhos. família consanguínea ou extensa – engloba também todos os parentes: avós, netos, genros, noras, primos e sobrinhos. FUNÇÕES DA FAMÍLIA: a função sexual e reprodutiva – garante a satisfação dos impulsos sexuais dos cônjuges e perpetua a espécie. a função econômica – assegura os meios de subsistência e bem-estar dos integrantes. a função educacional – transmissão dos valores e padrões culturais; primeiro agente de socialização do indivíduo.O casamento: uma exigência social : O casamento: uma exigência social Em toda parte, existe uma distinção entre o casamento, isto é, um vínculo legal e aprovado pelo grupo entre um homem e uma mulher, e o tipo de união, permanente ou temporária, que resulta do consentimento ou da violência. Todas as sociedades possuem algum modo de estabelecer uma distinção entre as uniões livres e as uniões legítimas. Em primeiro lugar, quase todas as sociedades conferem alto grau de distinção ao estado de casado. Onde existem gradações de idade, estabelece-se uma relação entre o grupo de adolescentes mais jovens, os solteiros menos jovens, os casais sem filhos e os adultos com plenos direitos. O que é ainda mais notável é o verdadeiro sentimento de repulsa que a maioria das sociedades demonstra para com os solteiros. De modo geral, pode-se dizer que entre as chamadas tribos primitivas não existem solteiros, pela simples razão de que estes não poderiam sobreviver. Uma das minhas recordações mais vívidas foi meu encontro, entre os Bororo do Brasil Central, com um homem de cerca de 30 anos de idade, sujo, mal-alimentado, triste e solitário. Ao perguntar se este homem estava seriamente doente, a resposta dos nativos constituiu uma surpresa: que tinha o coitado? - absolutamente nada, apenas era solteiro. De fato, os Bororo são uma sociedade onde o trabalho é sistematicamente dividido entre o homem e a mulher e somente o estado de casado permite ao homem beneficiar-se dos frutos do trabalho da mulher; inclui-se aí a eliminação dos piolhos, a pintura do corpo, a depilação e ainda os alimentos vegetais e os alimentos cozidos, pois a mulher bororo lavra o solo e fabrica as panelas de barro. Numa sociedade assim, um solteiro é, na realidade, apenas meio ser humano. (Adaptado de: LÉVI-STRAUSS, Claude. A família. Em: Harry L. Shapiro . Homem, cultura e sociedade. Rio de Janeiro, Fundo da Cultura, 1972.)Slide 9: Família Bororo Índios Bororo – Brasil CentralSlide 10: REORGANIZAÇÃO FAMILIAR – Papéis familiares A sociedade pós-industrial criou um novo padrão de família. “Chefe de família” ? As mulheres chefiam um terço das famílias. A participação do homem nas tarefas domésticas cresceu mais de 43% no Brasil na década de 1990. Divórcio - metade dos casamentos termina em separação nos EUA. Mães solteiras - 32% nos Estados Unidos, em 1995. 60% em alguns países. A NOVA FAMÍLIA É MONOPARENTAL “Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar” Causas: divórcio, viuvez, abandono, competitividade no mercado de trabalho.Sociedade mais competitiva exige famílias menores: Sociedade mais competitiva exige famílias menores Em um artigo publicado recentemente no Washington Post , o conhecido jornalista Alan Carlson aponta a crescente competitividade que existe nos países mais adiantados como uma das principais causas da queda dos índices de natalidades. Os filhos seriam um “obstáculo” ao sucesso profissional dos pais, por causa do tempo e do dinheiro que teriam de ser dedicados à educação das crianças. Teóricos católicos, como Valéry Fellon , argumentam que as economias de mercado desencorajam a procriação na medida em que os rendimentos que cada cidadão recebe não possuem praticamente nenhuma relação com o número de seus dependentes. Um trabalhador solteiro recebe o mesmo salário, ou quase, que outro com mulher e cinco filhos. Estudiosos de tendência social-democrata, como o sueco Gunnar Myrdal, defendem a mesma tese, acrescentando que trabalhadores jovens com filhos de pouca idade são os primeiros a serem despedidos em épocas de recessão. Myrdal cita ainda outro agravante: dispondo dos mesmos recursos e de mais bocas para alimentar, as famílias numerosas são obrigadas a morar nas habitações mais precárias. (Folha de S. Paulo)A família brasileira típica já não é mais a mesma : A família brasileira típica já não é mais a mesma Sabe aquela família típica, retratada em programas de televisão, capas de revista e letras de música? Pois é, ela anda cada vez mais escassa. De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada na 4a pelo IBGE, apenas 49% dos 56,4 milhões de domicílios brasileiros eram habitados em 2007 por um arranjo familiar composto por casais com filhos - em 1981, esse percentual chegava a 65%. Além disso, o número de mulheres com apenas 1 filho subiu de 26% para 31% entre 1997 e 2007. Novos modelos vão tomando o lugar da grande família no cenário nacional. O mais frequente é o modelo do lar habitado por mães que criam seus filhos sem maridos - o que no ano passado só se encontrava em 17,4% das residências. Porém, o aumento do numero dos casais sem filhos, que passou de 13% para 16% nos últimos 10 anos, também é um fenômeno que merece ser estudado com atenção. Seja porque resolveram ter filhos mais tarde ou porque decidiram não ter, essas pessoas tendem a contar com uma maior renda discricionária, podendo desviar para o consumo parte das economias que teriam que dedicar ao sustento das crianças. Vale dizer que 3,5% desses domicílios são compostos por marido e esposa que trabalham - o que significa que o IBGE conseguiu dimensionar em cerca de 2 milhões de famílias os nossos ' dinks ', sigla para ' double income no kids ' (dupla renda sem crianças).Cont. A família brasileira típica já não é mais a mesma: Cont. A família brasileira típica já não é mais a mesma Merece destaque ainda no levantamento do IBGE o aumento dos lares unipessoais, ou seja, aqueles habitados por uma só pessoa, que passaram de 8% para 11% em 10 anos. Cerca de 40% dos que vivem sozinhos no país têm mais de 60 anos. Em grande parte, isso se deve ao aumento da expectativa de vida, que passou de 63 anos em 1981 para quase 73 anos em 2007 - em outras palavras, ganhamos impressionantes 10 anos de vida, em função dos avanços sociais e da medicina. Como consequência, hoje 10,5% dos brasileiros têm mais de 60 anos de idade. Para dar uma idéia da importância desse fenômeno, basta dizer que enquanto a população brasileira cresceu 21,6% entre 1997 e 2007, o grupo de pessoas a partir de 60 anos aumentou em 47,8% e a faixa etária de 80 anos ou mais cresceu 65%. Considerando que a taxa de fecundidade continua caindo (passou de 2,54 filhos por mulher em 1997 para 1,95 em 2007), fica fácil concluir que o processo de envelhecimento da nossa população será inevitável. Em resumo, a família brasileira, definitivamente, não é mais a mesma. A composição tradicional, de homem e mulher casados com filhos está presente em menos da metade dos nossos lares. Novos formatos ganham espaço e ajudam a mudar a cara da nossa sociedade, que nunca mais será do jeito que já foi um dia. MARINHO, Luís Alberto. A família brasileira típica já não é mais a mesma . Disponível em: http://www.bluebus.com.br/show/2/86770/do_marinho_a_familia_brasileira_tipica_ja_nao_e_mais_a_mesma . Postado em: 26/09/08. Acesso em: 25/04/2011.5. A RELIGIÃO: 5. A RELIGIÃO Todas as sociedades conheceram ou conhecem alguma forma de religião A religião tem desempenhado uma função social estabilizadora. A CRENÇA NO SOBRENATURAL Para a antropóloga Ruth Benedict, enquanto a origem das outras instituições pode ser encontrada nas necessidades físicas do homem, a religião não corresponde a nenhuma necessidade material específica. RELIGIÃO E SOCIEDADE Rerum Novarum (1891) – encíclica em que o papa Leão XIII expôs o que seria chamado de “doutrina social da Igreja” Teologia da Libertação – nasce na América Latina a reflexão sobre o engajamento da igreja na luta contra as desigualdades sociais a partir da relação entre fé e política. Fides et Ratio (1997) – encíclica do papa João Paulo II sobre o diálogo entre fé e ciência.6. O estado: 6. O estado O MONOPÓLIO DA FORÇA LEGÍTIMA Segundo Max Weber, o Estado é a instituição que dispõe do monopólio do emprego da força legítima sobre um determinado território. O PODER DO ESTADO “A probabilidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo contra toda resistência” (Max Weber) Nas democracias representativas, a Carta Magna, a Constituição, fruto de uma Assembleia Constituinte, assegura o funcionamento do Estado de Direito. ICMs – IPI – IPTU - IPVA - IR O recolhimento de tributos só é possível porque os integrantes da sociedade reconhecem que o Estado tem esse direito e porque o Estado detém um forte poder de coerção .Monopólio da força legítima: Monopólio da força legítima Poder ParaleloSlide 17: O ESTADO O Estado corre o risco de deixar de existir quando perde o monopólio da força. Ex. revolução, insurreição, bandos criminosos... “Poder paralelo” ou “poder associado” ? As facções criminosas (PCC, Comando Vermelho, ADA) exercem um poder paralelo mesmo ou agem apenas sob a proteção dos “sócios” (policiais corruptos, empresários e políticos que fazem lavagem de dinheiro) ? OS TRÊS COMPONENTES MAIS IMPORTANTES DO ESTADO: Território – constitui sua base física, sobre a qual ele exerce sua jurisdição. População – é composta pelos habitantes do território que forma a base física e geográfica do Estado. Instituições políticas – Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Governo: grupo de pessoas colocadas à frente dos órgãos administrativos e que exercem o poder público temporariamente.Slide 18: ESTADO E NAÇÃO A nação é um conjunto de pessoas ligadas entre si por laços permanentes de idioma, tradições, costumes e valores; é anterior ao Estado, podendo existir sem ele. O Estado pode compreender várias nações: Reino Unido/Grã-Bretanha (Escócia, Irlanda, País de Gales e Inglaterra) Nações sem Estado : os judeus antes da criação do Estado de Israel; e hoje os palestinos, os ciganos e os curdos.Slide 19: ESTADO E GOVERNO O estado é a nação politicamente organizada. ESTADO – é uma instituição social permanente, ou de longa duração (Estado Monárquico constitucional da Inglaterra subsiste desde 1688) GOVERNO – componente transitório do Estado. FORMAS DE GOVERNO: MONARQUIA – o governo é exercido por uma só pessoa, que herda o poder e o mantém até a morte. REPÚBLICA - poder é exercido por representantes do povo eleitos periodicamente pelos cidadãos. TIPOS DE REGIMES: PARLAMENTARISTA – os eleitores elegem seus representantes no Parlamento e cabe a estes a escolha do Executivo. PRESIDENCIALISTA – a escolha do Poder Executivo é feita diretamente pelos eleitores. You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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Estado, Igreja, Família. Características: exterioridade - é dotada de realidade externa ao indivíduo objetividade – quase todas as pessoas admitem sua existência e legitimidade. coercitividade – poder de pressionar para padronizar o comportamento. autoridade moral – coerção e argumentos (ideologia) para convencer o indivíduo a agir de acordo com os padrões. historicidade – as instituições ultrapassam a existência do indivíduo; elas têm sua própria história.2. As instituições normatizam os grupos: 2. As instituições normatizam os grupos Grupos sociais são conjuntos de indivíduos com objetivos comuns, envolvidos num processo de interação mais ou menos contínuo. Grupo primário : o pai, a mãe e os filhos. Cada família concreta tem um período relativamente curto de vida Instituições sociais se baseiam em regras e procedimentos que se aplicam a diversos grupos. Instituição familiar : as regras e procedimentos que regulamentam as relações familiares. A instituição família é uma estrutura que existe há milhares de anos3. As instituições são interdependentes: 3. As instituições são interdependentes Qualquer alteração em determinada instituição pode acarretar mudanças nas outras. Ex. Abolição da escravidão no Brasil afetou as instituições familiar , religiosa e educacional que tiveram de reorganizar seu sistema de status , seus padrões de comportamento e suas normas jurídicas.4. A família: 4. A família Grupo primário que tem suas próprias normas de comportamento e controle. É um tipo de agrupamento social cuja estrutura varia no tempo e no espaço quanto ao número e à forma do casamento, ao tipo de família e aos papéis familiares. MONOGAMIA versus POLIGAMIA Quanto ao número a família pode ser monogâmica ou poligâmica . Na família monogâmica a pessoa tem apenas um cônjuge. A família poligâmica é aquela em que a pessoa pode ter dois ou mais cônjuges. Poliandria - a mulher com dois ou mais homens. (Filme : “Eu, tu, eles”) Poliginia - o casamento de um homem com várias mulheres .Slide 6: Casamento de um homem zulu (África do Sul) com quatro mulheres Poliginia PoliandriaSlide 7: FORMAS DE CASAMENTO Endogamia- casamento permitido apenas dentro do mesmo grupo. Sociedade de castas. Exogamia - casamento que predomina nas sociedades modernas: união com alguém de fora do grupo (religião, raça, classe social) NEM TODOS SÃO IGUAIS TIPOS DE FAMÍLIA: família conjugal ou nuclear – reúne a mulher, o marido e os filhos. família consanguínea ou extensa – engloba também todos os parentes: avós, netos, genros, noras, primos e sobrinhos. FUNÇÕES DA FAMÍLIA: a função sexual e reprodutiva – garante a satisfação dos impulsos sexuais dos cônjuges e perpetua a espécie. a função econômica – assegura os meios de subsistência e bem-estar dos integrantes. a função educacional – transmissão dos valores e padrões culturais; primeiro agente de socialização do indivíduo.O casamento: uma exigência social : O casamento: uma exigência social Em toda parte, existe uma distinção entre o casamento, isto é, um vínculo legal e aprovado pelo grupo entre um homem e uma mulher, e o tipo de união, permanente ou temporária, que resulta do consentimento ou da violência. Todas as sociedades possuem algum modo de estabelecer uma distinção entre as uniões livres e as uniões legítimas. Em primeiro lugar, quase todas as sociedades conferem alto grau de distinção ao estado de casado. Onde existem gradações de idade, estabelece-se uma relação entre o grupo de adolescentes mais jovens, os solteiros menos jovens, os casais sem filhos e os adultos com plenos direitos. O que é ainda mais notável é o verdadeiro sentimento de repulsa que a maioria das sociedades demonstra para com os solteiros. De modo geral, pode-se dizer que entre as chamadas tribos primitivas não existem solteiros, pela simples razão de que estes não poderiam sobreviver. Uma das minhas recordações mais vívidas foi meu encontro, entre os Bororo do Brasil Central, com um homem de cerca de 30 anos de idade, sujo, mal-alimentado, triste e solitário. Ao perguntar se este homem estava seriamente doente, a resposta dos nativos constituiu uma surpresa: que tinha o coitado? - absolutamente nada, apenas era solteiro. De fato, os Bororo são uma sociedade onde o trabalho é sistematicamente dividido entre o homem e a mulher e somente o estado de casado permite ao homem beneficiar-se dos frutos do trabalho da mulher; inclui-se aí a eliminação dos piolhos, a pintura do corpo, a depilação e ainda os alimentos vegetais e os alimentos cozidos, pois a mulher bororo lavra o solo e fabrica as panelas de barro. Numa sociedade assim, um solteiro é, na realidade, apenas meio ser humano. (Adaptado de: LÉVI-STRAUSS, Claude. A família. Em: Harry L. Shapiro . Homem, cultura e sociedade. Rio de Janeiro, Fundo da Cultura, 1972.)Slide 9: Família Bororo Índios Bororo – Brasil CentralSlide 10: REORGANIZAÇÃO FAMILIAR – Papéis familiares A sociedade pós-industrial criou um novo padrão de família. “Chefe de família” ? As mulheres chefiam um terço das famílias. A participação do homem nas tarefas domésticas cresceu mais de 43% no Brasil na década de 1990. Divórcio - metade dos casamentos termina em separação nos EUA. Mães solteiras - 32% nos Estados Unidos, em 1995. 60% em alguns países. A NOVA FAMÍLIA É MONOPARENTAL “Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar” Causas: divórcio, viuvez, abandono, competitividade no mercado de trabalho.Sociedade mais competitiva exige famílias menores: Sociedade mais competitiva exige famílias menores Em um artigo publicado recentemente no Washington Post , o conhecido jornalista Alan Carlson aponta a crescente competitividade que existe nos países mais adiantados como uma das principais causas da queda dos índices de natalidades. Os filhos seriam um “obstáculo” ao sucesso profissional dos pais, por causa do tempo e do dinheiro que teriam de ser dedicados à educação das crianças. Teóricos católicos, como Valéry Fellon , argumentam que as economias de mercado desencorajam a procriação na medida em que os rendimentos que cada cidadão recebe não possuem praticamente nenhuma relação com o número de seus dependentes. Um trabalhador solteiro recebe o mesmo salário, ou quase, que outro com mulher e cinco filhos. Estudiosos de tendência social-democrata, como o sueco Gunnar Myrdal, defendem a mesma tese, acrescentando que trabalhadores jovens com filhos de pouca idade são os primeiros a serem despedidos em épocas de recessão. Myrdal cita ainda outro agravante: dispondo dos mesmos recursos e de mais bocas para alimentar, as famílias numerosas são obrigadas a morar nas habitações mais precárias. (Folha de S. Paulo)A família brasileira típica já não é mais a mesma : A família brasileira típica já não é mais a mesma Sabe aquela família típica, retratada em programas de televisão, capas de revista e letras de música? Pois é, ela anda cada vez mais escassa. De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada na 4a pelo IBGE, apenas 49% dos 56,4 milhões de domicílios brasileiros eram habitados em 2007 por um arranjo familiar composto por casais com filhos - em 1981, esse percentual chegava a 65%. Além disso, o número de mulheres com apenas 1 filho subiu de 26% para 31% entre 1997 e 2007. Novos modelos vão tomando o lugar da grande família no cenário nacional. O mais frequente é o modelo do lar habitado por mães que criam seus filhos sem maridos - o que no ano passado só se encontrava em 17,4% das residências. Porém, o aumento do numero dos casais sem filhos, que passou de 13% para 16% nos últimos 10 anos, também é um fenômeno que merece ser estudado com atenção. Seja porque resolveram ter filhos mais tarde ou porque decidiram não ter, essas pessoas tendem a contar com uma maior renda discricionária, podendo desviar para o consumo parte das economias que teriam que dedicar ao sustento das crianças. Vale dizer que 3,5% desses domicílios são compostos por marido e esposa que trabalham - o que significa que o IBGE conseguiu dimensionar em cerca de 2 milhões de famílias os nossos ' dinks ', sigla para ' double income no kids ' (dupla renda sem crianças).Cont. A família brasileira típica já não é mais a mesma: Cont. A família brasileira típica já não é mais a mesma Merece destaque ainda no levantamento do IBGE o aumento dos lares unipessoais, ou seja, aqueles habitados por uma só pessoa, que passaram de 8% para 11% em 10 anos. Cerca de 40% dos que vivem sozinhos no país têm mais de 60 anos. Em grande parte, isso se deve ao aumento da expectativa de vida, que passou de 63 anos em 1981 para quase 73 anos em 2007 - em outras palavras, ganhamos impressionantes 10 anos de vida, em função dos avanços sociais e da medicina. Como consequência, hoje 10,5% dos brasileiros têm mais de 60 anos de idade. Para dar uma idéia da importância desse fenômeno, basta dizer que enquanto a população brasileira cresceu 21,6% entre 1997 e 2007, o grupo de pessoas a partir de 60 anos aumentou em 47,8% e a faixa etária de 80 anos ou mais cresceu 65%. Considerando que a taxa de fecundidade continua caindo (passou de 2,54 filhos por mulher em 1997 para 1,95 em 2007), fica fácil concluir que o processo de envelhecimento da nossa população será inevitável. Em resumo, a família brasileira, definitivamente, não é mais a mesma. A composição tradicional, de homem e mulher casados com filhos está presente em menos da metade dos nossos lares. Novos formatos ganham espaço e ajudam a mudar a cara da nossa sociedade, que nunca mais será do jeito que já foi um dia. MARINHO, Luís Alberto. A família brasileira típica já não é mais a mesma . Disponível em: http://www.bluebus.com.br/show/2/86770/do_marinho_a_familia_brasileira_tipica_ja_nao_e_mais_a_mesma . Postado em: 26/09/08. Acesso em: 25/04/2011.5. A RELIGIÃO: 5. A RELIGIÃO Todas as sociedades conheceram ou conhecem alguma forma de religião A religião tem desempenhado uma função social estabilizadora. A CRENÇA NO SOBRENATURAL Para a antropóloga Ruth Benedict, enquanto a origem das outras instituições pode ser encontrada nas necessidades físicas do homem, a religião não corresponde a nenhuma necessidade material específica. RELIGIÃO E SOCIEDADE Rerum Novarum (1891) – encíclica em que o papa Leão XIII expôs o que seria chamado de “doutrina social da Igreja” Teologia da Libertação – nasce na América Latina a reflexão sobre o engajamento da igreja na luta contra as desigualdades sociais a partir da relação entre fé e política. Fides et Ratio (1997) – encíclica do papa João Paulo II sobre o diálogo entre fé e ciência.6. O estado: 6. O estado O MONOPÓLIO DA FORÇA LEGÍTIMA Segundo Max Weber, o Estado é a instituição que dispõe do monopólio do emprego da força legítima sobre um determinado território. O PODER DO ESTADO “A probabilidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo contra toda resistência” (Max Weber) Nas democracias representativas, a Carta Magna, a Constituição, fruto de uma Assembleia Constituinte, assegura o funcionamento do Estado de Direito. ICMs – IPI – IPTU - IPVA - IR O recolhimento de tributos só é possível porque os integrantes da sociedade reconhecem que o Estado tem esse direito e porque o Estado detém um forte poder de coerção .Monopólio da força legítima: Monopólio da força legítima Poder ParaleloSlide 17: O ESTADO O Estado corre o risco de deixar de existir quando perde o monopólio da força. Ex. revolução, insurreição, bandos criminosos... “Poder paralelo” ou “poder associado” ? As facções criminosas (PCC, Comando Vermelho, ADA) exercem um poder paralelo mesmo ou agem apenas sob a proteção dos “sócios” (policiais corruptos, empresários e políticos que fazem lavagem de dinheiro) ? OS TRÊS COMPONENTES MAIS IMPORTANTES DO ESTADO: Território – constitui sua base física, sobre a qual ele exerce sua jurisdição. População – é composta pelos habitantes do território que forma a base física e geográfica do Estado. Instituições políticas – Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Governo: grupo de pessoas colocadas à frente dos órgãos administrativos e que exercem o poder público temporariamente.Slide 18: ESTADO E NAÇÃO A nação é um conjunto de pessoas ligadas entre si por laços permanentes de idioma, tradições, costumes e valores; é anterior ao Estado, podendo existir sem ele. O Estado pode compreender várias nações: Reino Unido/Grã-Bretanha (Escócia, Irlanda, País de Gales e Inglaterra) Nações sem Estado : os judeus antes da criação do Estado de Israel; e hoje os palestinos, os ciganos e os curdos.Slide 19: ESTADO E GOVERNO O estado é a nação politicamente organizada. ESTADO – é uma instituição social permanente, ou de longa duração (Estado Monárquico constitucional da Inglaterra subsiste desde 1688) GOVERNO – componente transitório do Estado. FORMAS DE GOVERNO: MONARQUIA – o governo é exercido por uma só pessoa, que herda o poder e o mantém até a morte. REPÚBLICA - poder é exercido por representantes do povo eleitos periodicamente pelos cidadãos. TIPOS DE REGIMES: PARLAMENTARISTA – os eleitores elegem seus representantes no Parlamento e cabe a estes a escolha do Executivo. PRESIDENCIALISTA – a escolha do Poder Executivo é feita diretamente pelos eleitores.