filosofia na idade medieval

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FILOSOFIA NA IDADE MEDIEVAL Profª Ariane Marzzio Blog – http://arianemarzzio.blogspot.com/

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FILOSOFIA NA IDADE MEDIEVAL Europa com as invasões germânicas ou bárbaras no séc. V a.Ç EUROPA A IDADE MÉDIA INICIOU-SE NA Os castelos medievais representavam poder e segurança

FILOSOFIA MEDIEVAL:

FILOSOFIA MEDIEVAL INTRODUZIU: IDÉIA DE CRIAÇÃO DO MUNDO IDÉIA DE PECADO ORIGINAL IDÉIA DE TRINDADE IDÉIA DE JUIZO FINAL IDÉIA DE RESSUREIÇÃO DOS MORTOS

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Na Idade Média, a Igreja dominava o cenário religioso A arte e a educação medieval também foram fortemente marcados pela religiosidade da época. Sua primeira fase se dá entre os séculos II e o século VIII. Esta fase é chamada de patrística Representa o pensamento filosófico dos primeiros séculos. O sistema de doutrinas elaboradas pelos padres da igreja, que defendiam as “verdades” da fé cristã contra os hereges. Patrística

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A filosofia patrística vai do séc.I ao séc.VII, com as Epístolas de são Paulo e o Evangelho de são João e pelos primeiros padres da igreja para conciliar a nova religião – o cristianismo – com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, pois somente com tal conciliação seria possível convencer os pagãos da nova verdade e convertê-los a ela. A filosofia patrística liga-se, portanto, à tarefa religiosa da evangelização e à defesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dos antigos.

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Apologética Discurso argumentativa em defesa da fé cristã, comprovada pela razão, contra seus opositores. Como defesa fundamentada da fé, a Apologética está para a Teologia como a Filosofia está para as Ciências Humanas. FÉ RAZÃO +

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Agostinho defende uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da razão humana conciliava elementos da filosofia de Platão com valores de ordem espiritual Nascido em 354, Santo Aurélio Agostinho é considerado um filósofo neoplatonista, bispo de Hipona Defende a posição de que a última palavra deveria estar na revelação, porém é a razão que norteia a fé e lhe dá coerência.

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A patrística foi obrigada a introduzir idéias desconhecidas para os filósofos greco-romanos: a idéia de criação do mundo a partir do nada, de pecado original do homem, de Deus como trindade uma, de encarnação e morte de Deus, de juízo final ou de fim dos tempos e ressurreição, etc. Precisou também explicar como o mal pode existir no mundo, já que tudo foi criado por Deus que é pura perfeição e bondade. Introduziu, sobretudo com sto Agostinho e Boécio, a idéia de “homem interior”, isto é, da consciência moral e do livre-arbítrio da vontade, pelo qual o homem, por ser dotado de liberdade para escolher entre o bem e o mal, é o responsável pela existência do mal no mundo.

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Para impor as idéias cristãs, os padres da igreja as transformaram em verdades reveladas por Deus (por meio da Bíblia e dos santos) que, por serem decretos divinos, seriam dogmas, isto é, verdades irrefutáveis e inquestionáveis. Com isso, surge uma distinção desconhecida pelos antigos, entre verdades reveladas ou da fé e verdades da razão ou humanas, isto é, entre verdades sobrenaturais e verdades naturais, sendo que as primeiras introduzem a noção de conhecimento recebido por uma graça divina, superior ao simples conhecimento racional. Dessa forma, o grande tema de toda a filosofia patrística é o da possibilidade ou impossibilidade de conciliar razão e fé, e, a esse respeito, havia três posições principais:

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1. Os que julgavam a fé e razão irreconciliáveis e a fé superior à razão (diziam eles: “Creio porque absurdo”.). 2. Os que julgavam fé e razão conciliáveis, mas subordinavam a razão à fé (diziam eles: “Creio para compreender”.). 3. os que julgavam razão e fé inconciliáveis, mas afirmavam que cada uma delas tem seu campo próprio de conhecimento e não devem misturar-se (a razão se refere a tudo o que concerne à vida temporal dos homens no mundo; a fé, a tudo o que se refere à salvação da alma e à vida eterna e futura).

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A filosofia medieval (do séc.VIII ao séc.XIV) abrange pensadores europeus, árabes e judeus. É o período em que a igreja romana domina a Europa, ungia e coroava reis, organizava Cruzadas à Terra Santa e criava, à volta das catedrais, as primeiras universidades ou escolas. E, a partir do séc.XII, por ter sido ensinada nas escolas, a Filosofia medieval também passa a ser conhecida com o nome de escolástica .

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Além dos problemas da patrística e do Problema dos Universais, um dos seus temas mais constantes são as provas da existência de Deus e da imortalidade da alma, isto é, demonstrações racionais da existência do infinito criador e do espírito humano imortal. A diferença e a separação entre infinito (Deus) e finito (homem, mundo), a diferença entre razão e fé (a primeira deve subordinar-se à segunda), a diferença e a separação entre corpo (matéria) e alma (espírito), o Universo como uma hierarquia de seres, onde os superiores dominam e governam os inferiores (Deus, serafins, querubins, arcanjos, anjos, alma corpo, animais, vegetais, minerais), a subordinação do poder temporal dos reis e barões ao poder espiritual de papas e bispos: eis os grandes temas da filosofia medieval.

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A Escolástica conciliar elementos da filosofia de Platão ou de Aristóteles com valores de ordem espiritual . A questão chave do pensamento escolástico, é Dai o surgimento das escolas, onde os professores eram chamados de mestres escolásticos. linha dentro da filosofia medieval, Vai do começo do século IX até ao fim do século XVI, ou seja, até ao fim da Idade Média. Surgida da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, porém de modo racional, buscando harmonia de duas esferas: a fé e a razão. &

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Tomás de Aquino introduz elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento da igreja,sobretudo, no movimento escolástico, Santo Tomás de Aquino nasceu na Itália em 1225. Seus estudos eram fundamentados pela filosofia aristotélica. Ele parte de Aristóteles para organizar os ramos do conhecimento num sistema completo. Tomás de Aquino defende uma certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à fé.

TOMÁS DE AQUINO – CONSIDERADO O MAIOR GÊNIO DA ESCOLÁSTICA:

TOMÁS DE AQUINO – CONSIDERADO O MAIOR GÊNIO DA ESCOLÁSTICA É dele, as provas racionais da existência de Deus e da alma.

As 5 provas da existência de Deus:

As 5 provas da existência de Deus ( 1) O "primeiro motor imóvel": o movimento existe, é evidente aos nossos sentidos. Ora, tudo aquilo que se move é movido por outra força, ou motor. Não é lógico que haja um motor, outro e outro, e assim indefinidamente; há de haver uma origem primeira do fenômeno do movimento, um motor que move sem ser movido, que seria Deus. (2) A "causa primeira": toda causa é efeito de outra, mas é necessário que haja uma primeira, causa não causada, que seria Deus. ( 3) O "ser necessário": todos os seres são finitos e contingentes ("são e deixam de ser"). Se tudo fosse assim, todos os seres deixariam de ser e, em determinado momento, nada existiria. Isto é absurdo; logo, a existência dos seres contingentes implica o ser necessário, ou Deus. ( 4) O "ser perfeitíssimo ": os seres finitos realizam todos determinados graus de perfeição, mas nenhum é a perfeição absoluta; logo, há um ser sumamente perfeito, causa de todas as perfeições, que seria Deus. ( 5) A "inteligência ordenadora": todos os seres tendem para uma finalidade, não em virtude do acaso, mas segundo uma inteligência que os dirige. Logo, há um ser inteligente que ordena a natureza e a encaminha para seu fim; esse ser inteligente seria Deus.

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Na Idade Média, as sociedades européias giraram em torno da Igreja Católica e do cristianismo: a fé cristã passou a ser o principal guia da existência humana, a Razão perdeu sua posição de condutora privilegiada do homem. O ponto de partida da Igreja era que Deus já se manifestara aos homens e apontado os caminhos para se alcançar a felicidade e a salvação

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Na concepção medieval, era muito restrito o campo de ação live e autônoma da Razão, voltada apenas para ações consideradas secundárias. Quem se arriscasse a usar a Razão como ferramenta de conhecimento não poderia jamais deixar de lado a Revelação bíblica, e muito menos entrar em conflito com ela. Ensinava-se à força ou não, que confrontar Razão e Revelação era chocar-se diretamente contra Deus (e a Inquisição).

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Os bispos tinham ordem de assalariar informantes cujo dever era denunciar todos os cristãos suspeitos, isto é, todos aqueles cuja maneira de viver divergia da dos católicos. Os bispos, então, examinavam estes cristãos e os puniam como achavam conveniente.

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Os bispos que deixassem de contribuir com suas quotas de hereges queimados eram , por ordem do papa, depostos de seus cargos. Em alguns casos , quando mostravam muita clemência com suas vítimas , eram ameaçados de prisão , sob a acusação de heresia . (Henry Thomas, A história da raça humana,2.ed.,Porto Alegre , globo,1959.)

OS TEÓLOGOS :

OS TEÓLOGOS OS MAIS IMPORTANTES FORAM: Abelardo Santo Anselmo São Tomás de Aquino Santo Alberto Magno Guilherme de Ockham Roger Bacon entre outros

AS PERSEGUIÇÕES As penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira:

AS PERSEGUIÇÕES As penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira GIORDANO BRUNO GALILEU GALILEI

AS PERSEGUIÇÕES Aos perseguidos, não lhes era dado o direito de saberem quem os denunciara:

AS PERSEGUIÇÕES Aos perseguidos, não lhes era dado o direito de saberem quem os denunciara JOANA D’ARC Uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. 1412 - 1431 Ao completar 13 anos passou a ouvir vozes sagradas. A primeira orientação feita pelas vozes à Joana foi de que a menina deveria permanecer virgem para obter a salvação de sua alma. Mais tarde as vozes passaram a orientá-la sobre política, dizendo que deveria salvar a França dos ingleses.

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Você agora esta diante de uma nova realidade a partir da Idade Medieval e a atividade filosófica desse período. Tal realidade pode ser chamada de A filosofia a partir do Pensamento Teológico Cristão. É fundamental que você tenha elementos básicos sobre o caráter diferenciado da filosofia cristã em relação à filosofia clássica nascida na Grécia. Saber perceber as diferenças o permitirá aprofundar as razões para a Revolução do pensamento a partir do Século XVI.

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