A Proclamação da República

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Proclamação da República:

Proclamação da República

CONCILIAÇÃO DAS ELITES AGRÁRIAS:

CONCILIAÇÃO DAS ELITES AGRÁRIAS NADA DE MEXER NA GRANDE PROPRIEDADE!! NEM NO TRABALHO ESCRAVO!!

Slide 3:

No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

A QUESTÃO ESCRAVISTA:

A QUESTÃO ESCRAVISTA A crise do regime monárquico se iniciou nos anos de 1880. Para entendê-la é preciso, inicialmente, conhecer alguns elementos da escravidão no Brasil, que resultaram no seu fim, com a aprovação da Lei Áurea, em 1888.

A QUESTÃO ESCRAVISTA:

A QUESTÃO ESCRAVISTA A escravidão de africanos contribuiu para a formação de grandes fortunas no Brasil. O trabalho escravo durou quatro séculos em nosso país e foi a base de sustentação econômica brasileira, seja na cultura canavieira, mineração ou na cultura cafeeira.

A QUESTÃO ESCRAVISTA:

A QUESTÃO ESCRAVISTA O primeiro golpe contra a escravidão ocorreu em 1850, com a proibição do tráfico internacional de escravos – Lei Eusébio de Queiroz. A Inglaterra pressionava os países a abolir a escravidão. Os ingleses tinham interesse em aumentar o número de trabalhadores assalariados e por consequência aumentar o mercado consumidor .

MOVIMENTO ABOLICIONISTA:

MOVIMENTO ABOLICIONISTA A partir de 1860, o movimento abolicionista ganhou força no país, especialmente depois da Guerra do Paraguai (1864 – 1870), quando milhares de negros foram libertados das fazendas para combater nas fileiras do exército.

AS ELITES BRASILEIRAS RESISTIAM À IDEIA DE ABOLIÇÃO:

AS ELITES BRASILEIRAS RESISTIAM À IDEIA DE ABOLIÇÃO Os grandes proprietários rurais escravocratas queriam estender ao máximo a escravidão no país, pois temiam a queda da produção agrícola e uma revolta generalizada de escravos que abalassem as estruturas econômicas, políticas e sociais do Brasil.

ABOLIÇÃO LENTA E GRADUAL E SEGURA:

ABOLIÇÃO LENTA E GRADUAL E SEGURA A influência política dos fazendeiros decidiu os rumos da abolição no Brasil. Ela seria lenta, gradual e segura, ou seja, sem riscos para os privilégios dos grupos dominantes.

A LEGISLAÇÃO ABOLICIONISTA:

A LEGISLAÇÃO ABOLICIONISTA Lei do Ventre Livre (1871) – declarava livre os filhos de mulher escrava nascidos a partir daquela data; Lei dos Sexagenários (1885) – libertava os escravos com mais de 65 anos de idade; Lei Áurea (1888) – fim da escravidão no Brasil.

A RESISTÊNCIA ESCRAVISTA :

A RESISTÊNCIA ESCRAVISTA Enquanto durou a escravidão, houve resistência. Os escravos resistiram por meio da força, da desobediência, da fuga e até mesmo da busca da autonomia cultural, isto é, da liberdade de poder cantar, dançar e orar à sua maneira.

OS ESCRAVOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO:

OS ESCRAVOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO A princesa Isabel ganhou fama. Para os recém-libertos porém, a abolição não trouxe os benefícios esperados, além de persistir a discriminação racial. Eles não receberam terras para plantar e muitos deixaram as propriedades onde haviam sido escravos e rumaram para as cidades, em busca de emprego.

OS ESCRAVOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO:

OS ESCRAVOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO Os empresários porém preferiam dar empregos aos europeus, alegando que os libertos eram indolentes e não tinham experiência profissional. Diante disso, os libertos foram obrigados a aceitar os piores serviços e os mais baixos salários. Sem terra, sem instrução, sem dinheiros e sem apoio do governo, muitos caíram na marginalidade e não conseguiram viver nas áreas centrais das cidades. Foram morar nos morros ou na periferia das cidades.

REPUBLICANOS DO TREZE DE MAIO:

REPUBLICANOS DO TREZE DE MAIO A Lei Áurea desgastou a Monarquia, muitos fazendeiros escravistas aderiram à República ao se sentirem prejudicados por esta lei, que os obrigou a libertar seus escravos sem receber indenização. Os fazendeiros do Oeste Paulista viam o fim da Monarquia a oportunidade de assumir o comando da política brasileira que por tradição era conduzida pelos proprietários de terras do Nordeste e do Vale do Paraíba. Sem o apoio dos proprietários de escravos, a monarquia perdeu uma importante força de sustentação política.

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA:

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA O GOLPE QUE DERRUBOU A MONARQUIA NO BRASIL FOI CONDUZIDO PELOS MILITARES, APOIADOS POR UMA PEQUENA PARCELA DA POPULAÇÃO CIVIL.

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA:

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA Hoje o Brasil é uma República presidencialista. Em 1889, quando foi proclamada, houve muitos debates entre os republicanos sobre qual seria o modelo de República mais adequado para o país.

O MOVIMENTO REPUBLICANO:

O MOVIMENTO REPUBLICANO Em 1870, um grupo lançou o Manifesto Republicano, o qual afirmava: “Somos da América e queremos ser americanos”, o que significava dizer que eram favoráveis a que o Brasil também adotasse a República como sistema de governo.

O MOVIMENTO REPUBLICANO:

O MOVIMENTO REPUBLICANO O Manifesto Republicano inspirou o surgimento de diversos jornais, clubes e partidos republicanos. Três anos depois de seu lançamento, foi fundado em Itu, interior paulista, o Partido Republicano Paulista (PRP). Dos 133 fundadores do PRP, 78 eram grandes cafeicultores do Oeste Paulista.

O MOVIMENTO REPUBLICANO:

O MOVIMENTO REPUBLICANO Nos setores urbanos, a república tinha o apoio de profissionais liberais e das alas mais jovens do exército, que combatiam a extrema centralização do regime monárquico.

Questão Militar:

Questão Militar Durante o governo de D. Pedro II, o exército ocupou uma posição de exclusão na política brasileira. Após a Guerra do Paraguai, o Exército saiu fortalecido e passou a exigir maior participação na vida política do Brasil. Na década de 1880, houve uma série de atritos entre o governo e oficiais do Exército motivada pelo envolvimento dos militares em questões da política nacional.

Questão Militar:

Questão Militar Os constantes enfrentamentos desse período desgastaram a relação entre o Exército e o governo e enfraqueceram a Monarquia. A cada dia ficava mais evidente o projeto dos militares de assumir um novo papel na cena política brasileira.

O GOLPE DE 15 DE NOVEMBRO:

O GOLPE DE 15 DE NOVEMBRO

Slide 24:

Brasil - República (1889) Os militares liderados pelo Marechal Deodoro da Fonseca, provocaram a deposição de D. Pedro II, e os principais beneficiados deste golpe foram os cafeicultores paulistas, que receberam: autonomia fiscal, direito de contrair empréstimos no exterior e começaram a definir os impostos sobre as exportações. Para a população em geral, pouco ou nada mudou, pois, a estrutura econômica continuou a mesma e o país continuou baseado no latifúndio exportador. O Golpe – No dia 9 de novembro de 1889, D. Pedro II patrocinou um luxuoso baile na ilha Fiscal, na baía de Guanabara, parecia que tudo estava bem no governo, nas, no dia 14 houve uma rebelião na Escola Militar, Deodoro marchou à frente de seus soldados para a grande rebelião. Dom Pedro tentou reagir propondo um acordo com os revoltosos, mas eles se negaram a qualquer acordo. O ministério do Imperador foi demitido e Dom Pedro foi forçado a deixar o país na madrugada do dia 16. O Imperador Deposto foi para a Europa onde morreu dois anos mais tarde. O Reconhecimento Internacional ao novo País – Para garantir novos empréstimos, o governo assumiu todas as dívidas imperiais, e os bancos ingleses continuaram sendo os controladores da economia brasileira. O primeiro país a reconhecer a nova forma de governo foram os Estados Unidos, que na época eram os principais compradores do café brasileiro, e eles queriam ampliar ainda mais seus negócios com nosso país. Os próximos países que reconheceram nossa nova forma de governo foram: Itália, Alemanha, e logo após os países latino-americanos.

Slide 26:

O Governo Provisório O grupo que derrubou D. Pedro II era composto por militares, cafeicultores e profissionais liberais, e estas classes não demoraram a entrar em conflito político. Logo de início o governo instituiu o casamento civil, e a liberdade de culto. Imediatamente a Igreja católica protestou, pois sua hegemonia estava acabada. A próxima medida foi naturalizar todos os imigrantes. Isso descontentou setores nacionalistas. No setor econômico os problemas foram ainda maiores, pois, para agradar os cafeicultores e fornecer-lhes recursos para pagar seus assalariados, o governo, liderado pelo Ministro Rui Barbosa, começou a emitir dinheiro em grande quantidade, sem o devido lastro em ouro. Ele também criou a bolsa de valores onde eram negociadas até ações de empresas fantasmas. A reação da economia foi rápida e previsível. Houve o aumento do custo de vida e a inflação disparou. Essa política foi denominada “encilhamento”, pois a algazarra que era feita no fechamento da Bolsa de Valores se assemelhava muito com o movimento de apostas no Jóquei Clube do Rio de janeiro. No final de 1890, muitos perderam dinheiro, alguns enriqueceram, mas a queda geral no volume de negócios deixou o governo em grande dificuldade. Estes fatos foram minando o governo de Deodoro. E no campo político o problema maior, foi a nomeação de Prudente de Morais, para governador de São Paulo, esta escolha foi feita pelo Partido Republicano Paulista (PRP). Mas o Marechal Deodoro defendia o nome de Bernardino de Campos. O conflito foi inevitável. Deodoro rompeu com o PRP e fechou o Congresso Nacional, imediatamente iniciou-se uma conspiração contra o governo. Poucos dias depois, houve uma greve geral dos trabalhadores da estrada de ferro Central do Brasil. Deodoro chegou a colocar de prontidão os navios de guerra na baía de Guanabara, mas renunciou no dia 23 de novembro. O novo Presidente foi Floriano Peixoto, que assumiu com o apoio dos cafeicultores paulistas.

A REPÚBLICA DA ESPADA:

A REPÚBLICA DA ESPADA DEODORO FLORIANO MARECHAL DE FERRO ENCILHAMENTO