Funções da linguagem

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PRIMEIRA AULA : 

Prof.ªSílvia Andrade 2009 Gramática+ Literatura + Redação PRIMEIRA AULA

O processo da comunicação : 

O processo da comunicação Em todo ato de comunicação estão envolvidos vários elementos : 1. Emissor ou remetente: é aquele que codifica e envia a mensagem. Ocupa um dos pólos do circuito da comunicação. 2. Receptor ou destinatário: é aquele que recebe e decodifica a mensagem. Ocupa, em relação ao emissor, o pólo do circuito da comunicação . 3. Mensagem: é o conteúdo que se pretende transmitir. 4. Canal ou veiculo: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida do emissor para o receptor. O canal é diferente para cada tipo de mensagem. Podem ser canais: sons, sinais visuais, odores, sabores, mãos, raios luminosos, ondas, etc...

5. Código: é um sistema de signos convencionais que permite dar à informação emitida (pelo emissor) uma interpretação adequada (pelo receptor). A língua portuguesa, por exemplo, é um código; o sistema de sinais Morse é outro código. Mas, para que o processo comunicativo se realize a contento, o emissor e o receptor devem empregar um mesmo código, do contrário não haverá comunicação.6. Contexto ou referente :é a situação circunstancial ou ambiental a que se refere a mensagem. Assim, não há texto. A palavra “sereno”, por exemplo, pode ter sentidos diversos em contextos diferentes. Veja :O céu está sereno.(=tranquilo)O sereno cai suavemente.(=orvalho)Em Portugal, chamar uma moça de “rapariga” é um tratamento respeitoso, já no Brasil, pode ser ofensa.Há ainda outros elementos que são utilizados na comunicação humana, como ruídos, signos novo, recursos eletrônicos e da informática, etc... : 

5. Código: é um sistema de signos convencionais que permite dar à informação emitida (pelo emissor) uma interpretação adequada (pelo receptor). A língua portuguesa, por exemplo, é um código; o sistema de sinais Morse é outro código. Mas, para que o processo comunicativo se realize a contento, o emissor e o receptor devem empregar um mesmo código, do contrário não haverá comunicação.6. Contexto ou referente :é a situação circunstancial ou ambiental a que se refere a mensagem. Assim, não há texto. A palavra “sereno”, por exemplo, pode ter sentidos diversos em contextos diferentes. Veja :O céu está sereno.(=tranquilo)O sereno cai suavemente.(=orvalho)Em Portugal, chamar uma moça de “rapariga” é um tratamento respeitoso, já no Brasil, pode ser ofensa.Há ainda outros elementos que são utilizados na comunicação humana, como ruídos, signos novo, recursos eletrônicos e da informática, etc...

Elementos Básicos da Comunicação : 

Elementos Básicos da Comunicação emissor / remetente – elemento que emite, codifica a mensagem; receptor / destinatário - recebe, decodifica a mensagem; mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor; código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem referente – o assunto, a situação que envolve o emissor e o receptor e o contexto lingüístico; canal – meio físico pelo qual circula a mensagem e a conexão psicológica. Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação

Texto : 

Texto Texto: é uma unidade linguística concreta, percebida pela audição(na fala) ou pela visão(na escrita), que tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa.

Elementos Auxiliares na Construção do Sentido de um Texto - o contexto discursivo. : 

Elementos Auxiliares na Construção do Sentido de um Texto - o contexto discursivo. Papel social dos interlocutores; O conhecimento de mundo do interlocutor; As circunstâncias históricas em que se processa a comunicação; A intenção do locutor.

Discurso : 

Discurso Discurso: é a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvida entre interlocutores. Texto + Contexto discursivo.

Intencionalidade Discursiva : 

Intencionalidade Discursiva São as intenções, explícitas ou implícitas, existentes na linguagem dos interlocutores que participam de uma situação comunicativa. Atividade: analisar os elementos comunicativos do texto acima.

Exemplo: : 

Exemplo: -Por favor! Me joga uma corda que eu estou me afogando! - E além disso ainda quer se enforcar? (Jô Soares, Veja, 20/05/92) Na piada, o locutor, ao pedir uma corda, naturalmente deseja ser socorrido, prendendo-se a ela. O interlocutor, entretanto, interpreta sua pergunta como se o locutor desejasse se enforcar. O humor é extraído do fato de as personagens não levarem em conta um princípio básico das interações verbais: a intencionalidade discursiva.

Funções da Linguagem: funções intrínsecas do texto : 

Funções da Linguagem: funções intrínsecas do texto Funções da Linguagem

Funções Da Linguagem : 

Funções Da Linguagem

Função Emotiva : 

Função Emotiva “ Posso te falar dos sonhos, das flores, de como a cidade mudou... Posso te falar do medo, do meu desejo, do meu amor... Posso falar da tarde que cai E aos poucos deixa ver no céu a lua Que um dia eu te dei”. (A lua que eu te dei/ Ivete Sangalo)

Características: : 

Características: Também chamada de expressiva, tal função que ocorre quando o destaque é dado ao emissor. Suas principais características são: verbos e pronomes em primeira pessoa; presença comum de ponto de exclamação e interjeições; expressão de estados de alma do emissor (subjetividade e pessoalidade); presença predominante em textos líricos, autobiografias, depoimentos, memórias .

Função Apelativa : 

Função Apelativa

Características: : 

Características: Essa função ocorre quando o destaque é dado ao receptor. Observe que a intenção principal do anúncio é estimular o receptor a adquirir a revista. As principais características dessa função são: verbos no imperativo; verbos e pronomes na segunda ou terceira pessoas; tentativa de convencer o receptor a ter um determinado comportamento; presença predominante em textos de publicidade e propaganda; Emprego da ambiguidade.

Função Referencial : 

Função Referencial Portinari: valorização do Brasil e da arte Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu no dia 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café nas proximidades de Brodósqui, em São Paulo. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, uma trupe de pintores e escultores italianos que atuava na restauração de igrejas passa pela região de Brodósqui e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro.

Características: : 

Características: Função cognitiva ou referencial ou denotativa É a função que ocorre quando o destaque é dado ao referente, ou seja, ao contexto, ao assunto. A intenção principal do autor é informar o leitor sobre a vida do pintor Portinari. As principais características desse tipo de texto são: Objetividade- linguagem direta, precisa, denotativa; Clareza nas idéias; finalidade é traduzir a realidade, tal como ela é; Presença predominante em textos informativos,jornalísticos, textos didáticos, científicos; mapas, gráficos, legendas, recursos representativos.

Função Metalingüística : 

Função Metalingüística Alvo. Sm. 1. Ponto a que se procura atingir com a arma; mira. 2. Fim. 3. A cor branca.

Características: : 

Características: É a função que ocorre quando o destaque é dado ao código. Numa situação em que um linguista define a língua, observa-se que, para conceituar um termo do código, ele usou o próprio código, ou seja, definiu 'língua' usando a própria língua. Também ocorre metalinguagem quando o poeta, num texto qualquer, reflete sobre a criação poética; quando um cineasta cria um filme tematizando o próprio cinema; quando um programa de televisão enfoca o papel da televisão no grupo social; quando um desenhista de quadrinhos elabora quadrinhos sobre o próprio meio de comunicação, etc. Em todas as situações citadas, percebe-se o uso do código. O exemplo mais definitivo desse tipo de função são as aulas de gramática, os livros de gramática e os dicionários da língua.

Função Fática : 

Função Fática “- Alô, alô, marciano. Aqui quem fala é da Terra.Pra variar estamos em guerra.” (Elis Regina)

Características: : 

Características: Ocorre quando o canal é posto em destaque. O interesse do emissor ao emitir a mensagem é apenas testar o canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal, o que tem o mesmo valor de um aceno com a mão, com a cabeça ou com os olhos. Exemplo típico da função fática é a linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.

Função Poética : 

Função Poética Ex1: “Até onde existe amor De quem assume esta sina Viver é um vôo para a felicidade e a voz da verdade” (Daqui por diante/ Barão) Ex2: “Deus ajuda a quem cedo madruga”.

Características: : 

Características: Ocorre quando a própria mensagem é posta em destaque, ou seja, chama-se a atenção para o modo como foi organizada a mensagem; Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações; Exemplos de textos poéticos: além dos provérbios e letras de música, conforme citado, encontramos esse tipo de função em textos escritos em prosa, em slogans, ditos populares. Logo, não se trata de uma função exclusivamente encontrada em poesias.

Dica: : 

Dica: É importante ressaltar que, em um mesmo texto, pode coexistir mais de uma função. Isso, depende da intenção do emissor ao elaborar a mensagem.

GRAMÁTICA : 

GRAMÁTICA Finalmente, gramática é a descrição do sistema de uma língua, ou descrição da língua como sistema de meios de expressão. Como esse sistema é tríplice —fônico (de sons), mórfico(de formas), sintático (de frases) —, a gramática divide-se normalmente em fonologia, morfologia e sintaxe, ficando a estilística e a semântica como partes suplementares. Com relação à fala dos indivíduos e aos níveis de linguagem, é imprescindível o estudo da gramática para que se possa manter a unidade da língua.

LITERATURA : 

LITERATURA “Os livros não são capazes de mudar o mundo, quem muda o mundo são as pessoas, os livros só mudam pessoas” Mário Quintana

Leitura obrigatória/2010 : 

Leitura obrigatória/2010 Para a realização do exame vestibular 2010, será exigida dos candidatos a leitura prévia e completa do texto das seguintes obras: Auto da barca do inferno - Gil Vicente; Memórias de um sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida; Iracema - José de Alencar; Dom Casmurro - Machado de Assis; O cortiço - Aluísio Azevedo; A cidade e as serras - Eça de Queirós; Vidas secas - Graciliano Ramos; Capitães da areia – Jorge Amado; Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.

REDAÇÃO : 

REDAÇÃO Não é novidade que fazer uma boa redação no vestibular pode contribuir muito para que o candidato ingresse na universidade -e, às vezes, até decidir a sua entrada ou não em uma escola.Muitos estudantes tendem a preocupar-se mais com o conteúdo do que com a forma do texto. E, assim, prever o tema que será abordado pela banca examinadora pode parecer -pelo menos à primeira vista- o mais importante. Mas, para quem cultiva o hábito da leitura e se mantém informado, isso não chega a ser um problema.

Slide 29: 

Para fazer um bom texto, é preciso mais do que estar informado. Escrever uma dissertação -em geral, essa é a modalidade exigida em todos os concursos- requer do aluno um posicionamento diante do que vê, ouve ou lê. Dada a quantidade de informações disponíveis atualmente, é preciso, mais do que nunca, saber relacionar fatos, associar e hierarquizar idéias, distinguir diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema, diferençar o que é relevante do que é secundário, discernir o que é geral do que é específico, o que é causa do que é consequência.

Slide 30: 

Um texto é fluente quando conduz o leitor por meio de um raciocínio - a esse exercício da razão chamamos argumentação. Para argumentar de maneira eficaz, o redator deve não só lançar mão de exemplos pertinentes mas também prever as possíveis refutações àquilo que diz. Por mais consistente e coerente que seja, toda idéia pode ser contestada. Assim, antecipar-se às possíveis réplicas, mostrando os outros lados da questão, constitui um valioso recurso argumentativo, por meio do qual se envolve o leitor no raciocínio, conduzindo-o à conclusão pretendida.

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