Slide 2: Max Velthuijs
22 de Maio de 1923
Slide 27: O sapo estava sentado à beira do rio. Sentia-se esquisito.
Não sabia se estava contente ou se estava triste.
Slide 28: Toda a semana tinha andado como que a sonhar. Que é que teria?
Slide 29: Então encontrou o Porquinho. Olá, Sapo.
Não estás com muito bom ar. Que é que tens? Não sei. Tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. E aqui dentro de mim tenho uma coisa que faz tum-tum Talvez estejas constipado.
É melhor ires para a cama e meteres-te na cama.
Slide 30: O Sapo continuou o seu caminho. Estava preocupado.
Slide 31: Depois passou por casa da Lebre. Lebre, não me sinto bem Entra e senta-te um bocadinho disse a Lebre, muito simpática
Slide 32: Ora o que é que tens? Umas vezes fico com calor e outras vezes fico com frio. E aqui dentro de mim tenho uma coisa que faz tum-tum. Já sei. É o teu coração. O meu também faz tum-tum A Lebre pensou muito, como um verdadeiro médico. Depois disse: Mas o meu às vezes faz tum-tum mais depressa do que o costume. Faz um-dois, um-dois… A Lebre foi buscar à estante um grande livro e pôs-se a virar as folhas Ora ouve. Coração a bater acelerado, ataques de calor e de frio… quer dizer que estás apaixonado! APAIXONADO???
Ena pá! Estou apaixonado!!!
Slide 33: E ficou tão contente que deu um salto enorme pela porta fora
Slide 34: O Porquinho assustou-se muito quando o Sapo de repente caiu do céu. Parece que estás melhor E estou! Sinto-me óptimo. Estou APAIXONADO!
Slide 35: Bem, isso parece uma boa notícia. Por quem é que estás apaixonado? O Sapo não tinha tido tempo para pensar nisso. Já sei! Estou apaixonado pela linda e adorável patinha branca! Não pode ser. Um sapo não pode estar apaixonado por uma pata. Tu és verde e ela é branca. Mas o Sapo não se importou com isso .
Slide 36: Não sabia escrever, mas sabia fazer bonitas pinturas.
Quando voltou para casa fez uma pintura linda, com vermelho e azul e muito verde, que era a cor de que ele gostava mais.
Slide 37: À noite, quando já estava escuro, saiu com a pintura e enfiou-a por baixo da porta da Pata.
Com a emoção, tinha o coração a bater com toda a força.
Slide 38: A Pata ficou muito admirada quando encontrou a pintura. Quem é que me terá mandado esta linda pintura? Exclamou ela, e pendurou-a na parede.
Slide 39: No dia seguinte o Sapo colheu um belo ramo de flores. Ia oferecê-las à Pata. Mas quando chegou à porta não teve coragem para a enfrentar.
Pôs as flores na soleira da porta e fugiu o mais depressa que pôde.
E assim continuaram as coisas, dia após dia.
O sapo não conseguia arranjar coragem para falar.
Slide 40: A Pata andava muito contente com todos aqueles belos presentes.
Mas quem é que os mandaria?
Slide 41: Pobre Sapo!
Perdeu o apetite e à noite não conseguia dormir… E as coisas continuaram assim durante semanas.
Slide 42: Como é que havia de mostrar à Pata que gostava dela? Tenho de fazer uma coisa de que mais ninguém seja capaz. Tenho de bater o recorde do mundo de salto em altura! A Patinha vai ficar muito surpreendida, e depois ela também vai gostar de mim
Slide 43: O sapo começou logo a treinar.
Praticando salto em altura durante dias a fio.
Saltava cada vez mais alto, até às nuvens.
Nunca nenhum sapo do mundo tinha saltado tão alto.
Slide 44: Que é que terá o Sapo? Saltar assim é perigoso. Ainda acaba por se magoar! e a pata tinha razão…
Slide 45: Às duas horas e treze minutos da tarde de sexta-feira, as coisas correram mal. O sapo estava a dar o salto mais alto da história quando perdeu o equilíbrio e caiu ao chão.
A Pata, que ia a passar nessa altura, veio a correr ajudá-lo.
Slide 46: O Sapo mal conseguia andar. A Pata amparou-o com carinho e levou-o para casa. Tratou dele com toda a ternura. Ó Sapo, podias ter-te matado! Olha que tens de ter cuidado. Gosto tanto de ti! Então, finalmente o Sapo lá conseguiu arranjar coragem Eu também gosto muito de ti, querida Pata! Tinha o coração a fazer tum-tum mais depressa do que nunca, e ficou com a cara muito verde.
Slide 47: Desde então, amam-se perdidamente. Um sapo e uma pata…
Verde e branca
O amor não conhece barreiras.
Slide 49: FIM