Tronco, abdomen e coluna

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Anatomia do tronco. Tórax, abdomen e coluna vertebral

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Aulas de Anatomia Teórica (DESENHO I) Professor Dr Mamede de Albuquerque Para consulta e utilização dos alunos da Escola Universitária de Artes de Coimbra ANATOMIA DA FIGURA HUMANA Tronco, Abdómen e Coluna

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O TRONCO No nosso estudo de anatomia artística começaremos por nos ocupar do tronco, segmento do corpo humano constituído pelo tórax e pelo abdómen. A cabeça, o tronco e a bacia encontram-se ligadas entre si pela coluna vertebral que fica situada no eixo central do corpo humano.

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Servem Servem O TRONCO (cont) TÓRAX O tórax é a parte do tronco que fica entre o pescoço e o abdómen. É uma estrutura, em forma de barril achatado, que inclui o esterno, os doze pares de costelas e as respectivas cartilagens costais, e as doze vértebras dorsais ou torácicas. Protege os pulmões, o coração e todas as vísceras existentes entre o pescoço e o abdómen. COSTELAS Os sete pares superiores de costelas (costelas verdadeiras) estão ligados à frente com o esterno e atrás às correspondentes vértebras dorsais. Os três pares seguintes de costelas (falsas costelas) estão ligados à frente por meio de cartilagens flexíveis e atrás às correspondentes vértebras dorsais. Os dois pares de costelas inferiores não estão ligados ao esterno e têm o nome de costelas flutuantes.

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Servem Servem TÓRAX (cont) ESTERNO O esterno possui três partes: o manúbrio, o corpo e o apêndice xifoideu. O manúbrio é a porção superior mais volumosa com um bordo superior espesso. As extremidades internas das clavículas articulam com este osso através das articulações esterno-claviculares. O corpo do esterno é composto por quatro núcleos de desenvolvimento ósseo que se fundem no adulto. As linhas horizontais resultantes destas fusões são frequentemente visíveis, especialmente nas pessoas magras. A zona de junção entre o manúbrio e o corpo do esterno é proeminente, constituindo-se um ângulo chamado ângulo esternal, muito notório em certas pessoas. O apêndice xifoideu é uma pequena estrutura terminal que constitui a ponta inferior do esterno, por vezes saliente entre os músculos aí existentes. O esterno constitui um suporte firme mas móvel para os dez pares superiores de costelas. Os grandes peitorais, músculos que unem o tórax ao úmero, estão também parcialmente a ele ligados por uma ampla inserção.

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Existe uma grande variedade de tamanhos e configurações das diversas caixas torácicas, mas em todas elas o manúbrio, o apêndice xifoide e os arcos costais são marcos figurativos importantes a partir dos quais se pode representar, de forma proporcionada, o tronco humano.

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Servem Servem TÓRAX (cont.) A transição inferior e anterior do tórax para o abdómen constitui o arco costal importante estrutura para a representação da figura humana. Quando os músculos abdominais se contraem a referida orla ou arco costal fica perfeitamente nítida. Esta orla «livre» pode sentir-se com a ponta dos dedos a partir da área do apêndice xifóide, na linha média, e continuando para baixo e para fora. O comprimento das costelas aumenta da primeira até à sétima, sendo esta última a mais longa. O maior diâmetro da caixa torácica situa-se ao nível da oitava costela. As costelas constituem saliências que percorrem o perímetro torácico e estão inclinadas para a frente e para baixo a partir das suas articulações vertebrais. Os arcos costais e as cartilagens costais descrevem um trajecto inclinado para a frente e para cima. A extremidade vertebral da costela articula com os corpos de duas vértebras e com uma apófise transversa, possibilitando o movimento da costela no dorso. Todas as costelas estão ligadas entre si pelos músculos intercostais que preenchem os espaços entre as costelas. São músculos da respiração. À nascença as costelas são horizontais e, no caso do bebé e da criança pequena a caixa torácica é quase circular. Por volta do sétimo ano de idade o tórax começa a adquirir um achatamento antero-posterior e no adulto a caixa torácica toma a configuração de um rim. As costelas apresentam um trajecto mais circular na mulher do que no homem. Deve-se ter em conta as mudanças subtis de plano da caixa torácica, pois é através da sua interpretação que se torna possível expressar o volume desta parte dominante do tronco. Existe uma grande variedade de tamanhos e configurações das diversas caixas torácicas, mas em todas elas o manúbrio, o apêndice xifoide e os arcos costais são marcos figurativos importantes a partir dos quais se pode representar, de forma proporcionada, o tronco humano.

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MÚSCULOS DO TRONCO Grande peitoral Grande dentado Trapézio Grande dorsal Rombóide Angular da omoplata Músculos das goteiras vertebrais Pequenos dentados Quadrado lombar

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Servem Servem O TRONCO (cont.) MÚSCULOS DA FACE ANTERIOR DO TÓRAX GRANDE PEITORAL O grande peitoral é um amplo músculo em forma de leque que domina a face anterior do tórax. Possui ampla área insercional distal na clavícula, esterno e costelas. A inserção clavicular ocupa aproximadamente a metade interna da face anterior da clavícula. A inserção esternal verifica-se na face anterior da articulação esterno-clavicular e do esterno. A inserção costal acontece na face anterior da quinta e sexta cartilagens costais. O músculo termina proximalmente no bordo externo da goteira bicipital do úmero. Quando o peitoral se contrai o úmero aproxima-se do tórax. Assim, a sua principal acção é a de adução do braço (aproximação da linha média do corpo). A inserção umeral do peitoral tem uma configuração especial, entrançada quando o úmero está caído e encostado ao tórax. Quando o braço está levantado o peitoral desentrança-se e o seu bordo inferior pode fácilmente ser agarrado com a mão. É ele que forma a parede anterior da cavidade axilar que é sempre visível. PEQUENO PEITORAL O pequeno peitoral tem a sua origem na terceira, quarta e quinta costelas e insere-se junto à extremidade da apófise coracóide. Situa-se por baixo do grande peitoral e não é uma forma superficial, embora seja importante no movimento porque ajuda a puxar a omoplata para a frente em torno da parede torácica.

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A inserção umeral do peitoral tem uma configuração especial, entrançada quando o úmero está caído e encostado ao tórax. Quando o braço está levantado o peitoral desentrança-se e o seu bordo inferior pode fácilmente ser agarrado com a mão. É ele que forma a parede anterior da cavidade axilar que é sempre visível.

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Servem Servem O TRONCO (cont.) MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO TRAPÉZIO O trapézio é um músculo posterior do tronco, com a forma de losango, que cobre a parte de cima da omoplata, a parte de trás do pescoço e a zona interescapular (interna e posterior do tórax). Insere-se proximalmente no terço interno da linha occipital superior (na parte de trás do crânio), no ligamento da nuca e nas apófises espinhosas das vértebras torácicas. Os seus feixes musculares orientam-se segundo três direcções distintas. Os de cima estão dispostos obliquamente para baixo e para fora e inserem-se distalmente no terço externo da clavícula. Os do meio orientam-se quase horizontalmente, indo inserir-se distalmente no bordo superior da espinha da omoplata e na porção interna do acrómio. Os feixes musculares inferiores dispõem-se em sentido ascendente e vão inserir-se no bordo inferior da espinha da omoplata por meio de uma aponevrose. O trapézio suspende a cintura escapular e eleva-a quando se transportan um peso na mão. Em muitos movimentos complexos da omoplata, quando os feixes inferiores estão distendidos os feixes superiores são contraídos e vice-versa. Em tais situações as duas partes do mesmo músculo podem ter acções completamente opostas.

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Em muitos movimentos complexos da omoplata, quando os feixes inferiores do trapézio estão distendidos os feixes superiores são contraídos e vice-versa. Em tais situações as duas partes do mesmo músculo podem ter acções completamente opostas.

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Servem Servem MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) GRANDE DORSAL O grande dorsal tem a forma de “écharpe” e insere-se no tronco através de uma vasta origem aponevrótica que se estende desde a sétima vértebra torácica (por baixo do trapézio) e as apófises espinhosas das vértebras lombares e sagradas, até ao rebordo externo da crista ilíaca. Também tem origem nas três costelas inferiores. Esta ampla faixa insercional converge para cima, dando uma meia volta ao tronco postero-inferior e indo inserir-se no lábio interno da goteira bicipital do úmero. Tal como no caso do grande peitoral, existe um espécie de enrolamento das suas fibras musculares, sendo os feixes musculares com origem distal mais inferior que têm inserção proximal mais acima. Este músculo é o principal responsável pela massa muscular da parede posterior da axila. A sua espessa orla enrolada é sempre visível na zona em que os músculos deixam a área do tronco em direcção ao braço. O grande dorsal participa em todos os movimentos em que o braço é puxado para trás. Faz rodar o úmero para a frente na respectiva cavidade articular e aproxima o braço do corpo. Quando se está suspenso pelas mãos, o grande dorsal é o principal músculo que permite erguer o tronco. O ângulo inferior da omoplata fica contido sob o grande dorsal e é controlado pela contracção deste músculo que aproxima o ângulo inferior da omoplata do plano da caixa torácica.

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O grande dorsal tem a forma de uma “écharpe” que se estende desde a parte postero-inferior do tronco para a raiz do braço

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O ângulo inferior da omoplata fica contido sob o grande dorsal e é controlado pela contracção deste músculo que aproxima o ângulo inferior da omoplata do plano da caixa torácica .

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Servem Servem MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) GRANDE DENTADO O grande dentado é uma lâmina muscular achatada, com digitações separadas, situada entre a superfície anterior (ventral) da omoplata e a caixa torácica. A sua origem (inserção distal) realiza-se por meio de inserções carnudas em forma de dedos (cada digitação inserida em cada uma das oito ou nove costelas superiores), constituindo os pontos de fixação do músculo no tórax. O grande dentado termina numa inserção proximal ao longo da face anterior do bordo vertebral da omoplata. As digitações das cinco costelas inferiores convergem para a face anterior do ângulo inferior da omoplata e são de maior interesse para o artista, na medida em que se vêem frequentemente. Têm a aparência de pequenos dedos esticados e abertos, dispondo-se num ângulo ligeiramente diferente do das costelas, e terminam onde se iniciam as digitações insercionais dos músculos abdominais. O grande dentado é o principal músculo responsável por acções como empurrar e socar e é um importante estabilizador da omoplata no levantamento do braço acima da cabeça. Quando este músculo se contrai, a omoplata, é impelida para diante deslizando de forma estável em torno da caixa torácica.

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Os feixes do grande dentado convergem para a face anterior do ângulo inferior da omoplata. Têm a aparência de pequenos dedos esticados e abertos, dispondo-se num ângulo ligeiramente diferente do das costelas, e terminam onde se iniciam as digitações insercionais dos músculos abdominais. O grande dentado é o principal músculo estabilizador da omoplata no levantamento do braço acima da cabeça. Quando este músculo se contrai, a omoplata, é impelida para diante deslizando de forma estável em torno da caixa torácica.

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Servem Servem MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) MÚSCULOS DAS GOTEIRAS VERTEBRAIS Os músculos das goteiras vertebrais (erectores da espinha) são os longos músculos raquidianos que surgem aos nossos olhos como longas formas arredondadas ladeando a linha média do raquis cervical, dorsal e lombar. A origem deste complexo muscular é uma espessa e ampla aponevrose ligada ao sacro, à parte interna e dorsal da crista ilíaca e aos fortes ligamentos circunvizinhos. Quando estes músculos raquídeos se contraem dos dois lados e de forma simétrica, provocam a extensão da coluna vertebral (curvatura para trás). Quando só um deles se contrai, ou se contraem os dois de uma forma assimétrica, o tronco é curvado para o lado. Estes músculos são mais evidentes na região lombar, onde devido à lordose lombar as vértebras lombares estão curvadas para a frente e mais «enterradas» (curvatura de convexidade anterior), de que resulta um sulco mais fundo visível na linha média do lombo. QUADRADO LOMBAR O quadrado lombar é uma curta e espessa coluna de músculo que nasce na parte posterior da crista ilíaca e se insere nas apófises transversas das vértebras lombares e no bordo inferior da décima segunda costela. A origem ilíaca é mais larga do que a inserção costal, pelo que o bordo lateral do músculo fica inclinado. Isto é por vezes visível e, como o músculo fica por baixo do erector da espinha, os seus volumes somam-se na área lombar. Actua juntamente com o erector da espinha na extensão das vértebras.

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Servem Servem MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) ANGULAR DA OMOPLATA O angular da omoplata nasce nas apófises transversas das primeiras quatro vértebras cervicais, indo terminar na parte superior do bordo interno da omoplata. Este músculo ajuda a manter a omoplata firme e controlada durante os movimentos dos braços. Actua ainda com o trapézio para levantar a omoplata. ROMBÓIDES O pequeno rombóide nasce na parte inferior do ligamento da nuca e nas apófises espinhosas da sétima vértebra cervical e da primeira vértebra dorsal e termina no bordo vertebral da omoplata. O grande rombóide inicia-se nas apófises espinhosas da segunda, terceira, quarta e quinta vértebras torácicas e vai inserir-se no bordo vertebral da omoplata. Os rombóides puxam a omoplata para trás e para cima, como indica a orientação dos seus feixes de músculos. PEQUENOS DENTADOS POSTERIORES O pequeno dentado posterior e superior nasce nas apófises espinhosas cervicais inferiores e torácicas superiores e termina no tórax (da segunda à quinta costelas). O pequeno dentado posterior e inferior nasce nas apófises espinhosas torácicas inferiores e lombares superiores e termina no tórax (da nona à décima segunda costelas). Estes músculos são ambos usados para dilatar a caixa torácica durante a inspiração.

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Localização do mamilo a 45 o de uma linha ideal com início na fúrcula esternal

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Servem Servem O TRONCO (cont.) ABDÓMEN A parede abdominal é formada por músculos achatados. Estão dispostos em várias camadas, com os respectivos feixes musculares orientados em direcções ortogonais. Trata-se de uma disposição robusta e flexível, quer para o movimento quer para a ligação entre a caixa torácica (arco costal) e a bacia. Estes músculos mantêm as vísceras abdominais no seu lugar e são usados para curvar o tronco para a frente e para o fazer rodar. Os seus tendões têm todos a forma de uma lâmina achatada e juntam-se na parte da frente do abdómen, dividindo-se para formar uma bainha que envolve o músculo recto abdominal pela frente e por trás. A forma achatada desta área aponevrótica é frequentemente visível de ambos os lados dos bordos laterais do recto abdominal. RECTO ANTERIOR DO ABDÓMEN O músculo recto anterior do abdómen é um músculo longitudinal, composto por duas longas faixas inseridas no tórax, no apêndice xifóide e nas cartilagens da quinta, sexta e sétima costelas que termina em baixo, na pelvis, na face anterior do púbis. O músculo tem intersecções tendinosas horizontais que se situam ao nível do apêndice xifóide, do umbigo, e a meio caminho entre ambos. O músculo encontra-se envolvido por uma bainha formada pelos outros músculos abdominais, que mais adiante abordaremos. Por cima do umbigo as duas faixas do recto anterior separam-se, formando um sulco mediano chamado linha branca abdominal.

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RECTO ANTERIOR Forma - duas longas faixas verticais Ins. torácica - cartilagens costais da quinta, sexta e sétima costelas e face anterior do esterno. Ins. Púbica - entre a sínfise e espinha Linha branca Acção - Aproxima a caixa torácica da bacia

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GRANDE RECTO DO ABDOMEN Por cima do umbigo as duas faixas do recto anterior separam-se, formando um sulco mediano chamado linha branca abdominal.

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GRANDE RECTO DO ABDOMEN ESTERNO - CLEIDO MASTOIDEU O músculo grande recto do abdómen tem intersecções tendinosas horizontais que se situam ao nível do apêndice xifóide, do umbigo, e a meio caminho entre ambos.

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GRANDE RECTO DO ABDOMEN GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN GRANDE DENTADO GRANDE DORSAL A parede abdominal é formada por músculos achatados. Estão dispostos em várias camadas, com os respectivos feixes musculares orientados em direcções ortogonais. Trata-se de uma disposição robusta e flexível, quer para o movimento quer para a ligação entre a caixa torácica (arco costal) e a bacia .

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GRANDE RECTO DO ABDOMEN GRANDE DORSAL GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN Os músculos abdominais mantêm as vísceras abdominais no seu lugar e são usados para curvar o tronco para a frente

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Servem Servem ABDÓMEN (cont.) GRANDE OBLÍQUO O grande oblíquo é a camada muscular situada mais externamente e tem origem nas sete costelas inferiores da face antero-externa da caixa torácica. Estas digitações carnudas da sua origem engrenam com as digitações do grande dentado e do grande dorsal. Os feixes musculares inferiores inserem-se na crista ilíaca entre o seu ponto médio e a espinha ântero-superior. O resto da inserção faz-se na aponevrose que cobre a frente do abdómen. A orla inferior desta aponevrose é considerada «livre» entre a espinha ântero-superior e o tubérculo púbico. Cria uma tensão linear entre estes dois pontos, marco bem definido para o artista, e constitui o que os anatomistas chamam “ligamento inguinal”. Curva para baixo na direcção do membro inferior, pelo facto de a bainha que cobre os músculos da coxa lhe estar ligada repuxando-o ligeiramente. Os grandes vasos sanguíneos que se dirigem para os membros inferiores passam-lhe por baixo, no seu trajecto do abdómen para a coxa. A aponevrose contribui para a parte da frente da bainha do recto abdominal inserindo-se na linha branca abdominal.

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GRANDE RECTO DO ABDOMEN TRANVERSO DO ABDOMEN GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN O grande oblíquo é a camada muscular situada mais externamente no complexo muscular abdominal

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As digitações carnudas do grande obliquo engrenam na sua origem com as digitações do grande dentado e do grande dorsal.

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GRANDE DORSAL Ligamento inguinal Espinha ilíaca antero-superior Crista ilíaca Linha branca GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN GRANDE DENTADO GRANDE RECTO Arco costal Púbis O “ligamento inguinal”cria uma tensão linear curva para baixo na direcção do membro inferior, pelo facto de a bainha que cobre os músculos da coxa lhe estar ligada repuxando-o ligeiramente.

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Servem Servem PEQUENO OBLÍQUO O pequeno oblíquo tem a sua origem nos dois terços anteriores da crista ilíaca e em mais de metade do ligamento inguinal. Insere-se nas quatro costelas inferiores e na linha branca abdominal e contribui para a bainha do recto abdominal.

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GRANDE RECTO DO ABDOMEN TRANVERSO DO ABDOMEN PEQUENO OBLÍQUO DO ABDOMEN O pequeno oblíquo tem as fibras orientadas perpendicularmente às fibras do grande oblíquo e contribui para a bainha do recto abdominal.

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GRANDE DORSAL Ligamento inguinal Espinha ilíaca antero-superior Crista ilíaca Linha branca PEQUENO OBLÍQUO DO ABDOMEN O pequeno oblíquo tem a sua origem nos dois terços anteriores da crista ilíaca e em mais de metade do ligamento inguinal e termina nas quatro costelas infe-riores e na linha branca abdominal

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Servem Servem ABDÓMEN (cont.) TRANSVERSO DO ABDÓMEN O transverso do abdómen tem a sua origem no ligamento inguinal, na crista ilíaca, nas apófises transversas das vértebras lombares e, através das inserções costais, na superfície interior das seis cartilagens costais inferiores. Cinge completamente o tronco, na medida em que a sua aponeurose contribui para a bainha do recto abdominal, e insere-se na linha branca abdominal.

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A disposição ortogonal dos diversos sistemas de fibras musculares abdominais confere à cintura abdominal a sua forma em ampulheta e a sua elasticidade

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Servem Servem A COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é a haste móvel e flexível da figura humana e é constituída, no adulto, por trinta e três vértebras. A coluna considera-se a dividida em cinco regiões: sete vértebras cervicais, doze vértebras torácicas ou dorsais, cinco vértebras lombares, o sacro e o cóccix. Excepto no caso das duas primeiras vértebras cervicais, todas as vértebras individuais estão separadas por estruturas de amortecimento chamadas discos vertebrais. Trata-se de verdadeiras almofadas de uma substância fibro-gelatinosa, chamada núcleo polposo, que é rodeada por um anel de fibras concêntricas que ligam as vértebras entre si. Estes discos intervertebrais actuam como amortecedores de choques e facultam o movimento em cada nível vertebral.

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A coluna vertebral é o eixo central do esqueleto e a haste móvel e flexível que condiciona as posturas e atitudes da figura humana

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COLUNA VERTEBRAL (33 vértebras) Móvel Cervical - 7 vértebras muito móveis Dorsal - 12 vértebras semi-móveis Lombar - 5 vértebras muito móveis Fixa Sacro - 5 vértebras unidas Coccix - 4 vértebras unidas

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Servem Servem A COLUNA VERTEBRAL As vértebras empilhadas constituem uma coluna susten-tadora do peso do indivíduo. Como cada uma das vértebras participa nessa tarefa de forma progressivamente crescente, elas vão aumentando de volume, de cima para baixo, até à quinta lombar. Neste ponto o peso é transferido para o sacro, e daí, através dos ossos da anca, para os membros inferiores quando se está de pé, ou para as duas tuberosidades isquiáticas quando estamos sentados. Como a coluna cervical e lombar é mais móvel os discos são relativamente maiores nas áreas cervical e lombar.

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Servem Servem COLUNA VERTEBRAL(cont.) Embora sob o aspecto morfológico as vértebras de cada região variem, elas apresentam um design comum. A parte que sustenta o peso tem o nome de corpo vertebral e consiste num pequeno bloco ósseo cilíndrico com cerca de dois ou dois centímetros e meio de altura e de largura um pouco maior. Da parte de trás deste sólido cilíndro projecta-se um arco ósseo que cria um orifício no qual está contida e protegida a espinal medula. Estando as vértebras justapostas, estes orifícios sobrepostos formam um canal contínuo desde o crânio até ao sacro, ficando a espinal medula protegida a partir do momento em que deixa a caixa craniana. De cada um dos lados deste arco ósseo projecta-se uma apófise transversa e da parte de trás e mediana do referido arco eleva-se uma apófise espinhosa. Estas estruturas apofisárias servem de amarras para os músculos das goteiras vertebrais. Os referidos músculos ao contrairem-se apoiados nas referidas apófises funcionam como alavancas que controlam todo o movimento da coluna.

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Servem Servem COLUNA VERTEBRAL(cont.) Há quatro apófises articulares em cada vértebra. Duas para articulação com a vértebra situada acima e outras duas para articulação com a vértebra colocada abaixo. Tais articulações servem essencialmente de fulcro para os movimentos possíveis entre vértebras e evitam eventuais deslizamentos descontrolados dos corpos vertebrais empilhados uns sobre os outros.

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Servem Servem COLUNA VERTEBRAL(cont.) A coluna vertebral apresenta quatro curvaturas que estruturam a forma básica da figura humana. A curvatura cervical de convexidade anterior começa a desenvolver-se tardiamente na vida uterina e torna-se mais acentuada posteriormente, quando a criança começa a levantar a cabeça e, mais tarde, quando se senta. A curvatura torácica (cifose) já está presente no nascimento e acentua-se no envelhecimento. A curvatura lombar é convexa para diante e aparece quando a criança começa a andar, por volta dos dezoito meses. Mais acentuada na mulher, onde, conjugada com a inclinação para diante da bacia feminina, leva as nádegas a projectarem-se mais para trás. A curvatura pélvica, côncava para diante, é composta pela forma em concha do sacro e do cóccix.

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