Tecnologia Assistiva (TA) e alunos com D

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Tecnologia Assistiva (TA) e alunos com deficiência visual: um recorte sobre representações na disputa entre Braille e Dosvox : 

Tecnologia Assistiva (TA) e alunos com deficiência visual: um recorte sobre representações na disputa entre Braille e Dosvox Cristiane Taveira, IHA / SME-Rio Alexandre Rosado, PUC-Rio

Deficiência e barreiras comunicacionais : 

Deficiência e barreiras comunicacionais Ideal de aluno que copia do quadro, escreve a lápis e caneta no caderno, possui desenvoltura oral (fala) e autonomia. Autonomia = a não-necessidade da ajuda do outro. Avanço do aluno em seus estudos, ou a descrença e a inviabilidade deste avanço na turma e na escola podem ficar subordinados ao que se imagina serem facilitações e ajudas oferecidas às pessoas com deficiência.

Referencial teórico : 

Referencial teórico Teoria das Representações Sociais possibilita compreender o tripé grupos-atos-idéias. Dinâmica de um saber prático pressupõe idéias, noções, significações ligadas a percepções e sentimentos, valores e grupos de pertença.

Método : 

Método Sujeitos são os professores do Ensino Público Municipal do Rio de Janeiro, que atuam com alunos com deficiência inseridos em classes comuns de escolas da 2ª Coordenadoria de Educação (2ª CRE). Objeto de estudo são as percepções destes professores frente ao processo de inclusão das práticas educativas necessárias e da tecnologia assistiva (TA). Análise de Conteúdo tendo como fonte conversação via e-mail.

A TA – Tecnologia Assistiva : 

A TA – Tecnologia Assistiva Tecnologia Assistiva (TA) entendida como equipamentos, serviços, estratégias e práticas que precisam ser planejadas e aplicadas na promoção e ampliação de uma habilidade funcional deficitária, distante do que é interpretado como essencial pelo grupo ao qual o indivíduo se insere. Exemplo pintura e recorte / oferta TA.

O caso analisado : 

O caso analisado Aluna que apresenta deficiência visual e física. Software utilizado por ela é o Dosvox Posição da aluna sobre a preferência do uso de computador em detrimento do braille gerou uma discussão entre os professores que a acompanham. Associação da tecnologia com o desempenho escolar. Estar contra / estar a favor. Metáfora discursiva Apocalipse vs Integração. Medo da substituição de objetos midiáticos ao longo da História (Rolo / Códex; Impresso / Cinema; Livro / Internet).

O caso analisado : 

O caso analisado Resistência ou Credibilidade: atribui ao objeto técnico propriedades que este necessariamente não possui. Fazer ou não pesquisa e deveres escolares. Ancoragem / Comparação ao que é familiar – Braille com escrita à tinta; Objeto impresso como algo eterno e de maior credibilidade. Modos de ser leitor e de realizar a leitura que não são necessariamente equivalentes Repreensão da aluna-usuária / poder dizer sua opinião.

Software DOSVOX : 

Software DOSVOX

Braille sendo lido / Alfabeto : 

Braille sendo lido / Alfabeto

Máquina Perkins : 

Máquina Perkins

Considerações finais : 

Considerações finais O viés mais “apocalíptico” pode vir quando se relaciona o uso do Dosvox a um empobrecimento do estudo, da ortografia e da autonomia do aluno, criando-se barreiras comunicacionais travestidas de proteção e defesa pedagógicas . A representação da professora sobre a tecnologia digital reflete uma resistência em observar e alterar sua própria rotina e prática escolar.

Considerações finais : 

Considerações finais Pensar a biografia da aluna e seu contexto, assim como o uso dos canais sensoriais que possui. Pessoa com deficiência visual como co-partícipe da avaliação sobre o uso do computador. Discutir cultura midiática juvenil extra-escolar. Não dicotomizar ou radicalizar vantagens e desvantagens da tecnologia digital.

Bibliografia : 

Bibliografia BERSCHI, R. Introdução à tecnologia assistiva. Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil (CEDI), Porto Alegre, 2008. Disponível em: <http://www.assistiva.com.br/Introducao%20TA%20Rita%20Bersch.pdf> . Acesso em: 14 jun. 2009.   DALLABRIDA, A. M.; LUNARDI, G. M. O acesso negado e a reiteração da dependência: a biblioteca e o seu papel no processo formativo de indivíduos cegos. Cadernos Cedes, Campinas, v. 28, n. 75, p. 191-208, 2008.   ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados . São Paulo: Perspectiva, 1993.   FREITAS, Maria Teresa de Assunção. Sites construídos por adolescentes: novos espaços de leitura/escrita e subjetivação. Cad. CEDES, Campinas, v. 25, n. 65, p. 87-101, 2005.   GARBIN, Elisabete Maria. Cultur@s juvenis, identid@des e Internet: questões atuais. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 23, p. 119-135, 2003.

Bibliografia : 

Bibliografia LAPLANE, A. L. F.; BATISTA, C. G. Ver, não ver e aprender: a participação de crianças com baixa visão e cegueira na escola. Cadernos Cedes, Campinas, v. 28, n. 75, p. 209-227, 2008.   MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.   ____________. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003.   OLIVEIRA, M. S. B. S. de. Representações sociais e sociedades: a contribuição de Serge Moscovici. Revista brasileira de ciências sociais, São Paulo, v. 19, n. 55, p. 180-186, 2004.

Bibliografia : 

Bibliografia PELOSI, M. B. A comunicação alternativa e ampliada nas escolas do Rio de Janeiro: formação de professores e caracterização dos alunos com necessidades educacionais especiais. 2000. 225f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2000. p. 34-57 SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Palus, 2004.