aula alimentacao na infancia ricardo caraffa

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ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA MOMENTO II Prof. Ricardo Caraffa

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ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA “Toda substância nutritiva é alimento, mas nem todo alimento é comida.” Roberto DaMatta Remete ao aspecto cultural da alimentação e, por conseguinte, àquilo que a transforma em comida. O alimentar-se é um ato vital, sem o qual não há vida possível, mas, ao se alimentar, o homem cria práticas e atribui significados àquilo que está incorporando a si mesmo, o que vai além da utilização dos alimentos pelo organismo.

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Dize-me o que comes, e eu te direi quem és.” ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA Representa nossa cultura com crenças, tabus, religião, hábitos que influem diretamente a escolha dos nossos alimentos diários. A alimentação parece estar mais ligada a fatores culturais do que às necessidades fisiológicas. A frase de Brillat-Savarin, datada do século XIX, indica que a alimentação é marcadora de identidade: somos o que comemos.

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A comida envolve emoção, trabalha com a memória e com sentimentos. As expressões “comida da mãe”, ou “comida caseira” ilustram bem este caso, evocando infância, aconchego, segurança, ausência de sofisticação ou de exotismo. Ambas remetem ao “familiar”, ao próximo, ao frugal. ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA É na infância é que se tem esse aprendizado!!!!

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Alimentação e cultura Onívoro, o homem come de tudo: de formigas a baleias, de alimentos vivos a apodrecidos.

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ALIMENTAÇÃO DO LACTENTE Apenas um alimento é consensual e aceito como natural em todas as culturas

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O leite materno!!!!!

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O QUE É A AMAMENTAÇÃO? Definições (OMS, 1991) Aleitamento materno exclusivo: leite materno exclusivamente Aleitamento materno predominante: Leite materno e outros líquidos Aleitamento materno complementado: Leite materno e outros alimentos.

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É o primeiro direito da criança após o nascimento. Direito da mãe e da criança e deve ser garantido, sendo essa a função do profissional da saúde O aleitamento materno é a estratégia isolada de maior impacto e menor custo na redução da mortalidade infantil. O QUE É A AMAMENTAÇÃO?

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Biologicamente determinada: Tratado como instintivo, natural e biológico Ato natural e fisiológico mas não automático e mecânico Socioculturalmente condicionado: Binômio mãe-nutriz Determinantes das condições de vida Agressivos interesses mercadológicos Raízes na sexualidade O QUE É A AMAMENTAÇÃO?

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PARADOXO DA AMAMENTAÇÃO: conhecimento das vantagens da amamentação X do desmame precoce

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POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA AMAMENTAÇÃO: PARADIGMA BIOLÓGICO ENFATIZAR: ASPECTOS SOCIAIS, POLÍTICOS, CULTURAIS E EMOCIONAIS QUE CONDICONAM A AMAMENTAÇÃO

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Situação da amamentação no Brasil Pesquisa do BENFAM – 1996: 96% das mães iniciam amamentação 11% exclusivo de 4 a 6 meses 41% mantém até 1 ano de vida Recentes pesquisas: Menos de 30% exclusivo até os 4 meses

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PNDS - 2006 Amamentação na primeira hora: 43% AME < 6 meses: 39,8% Duração mediana do AME: 1 mês (1996) 2,2 meses (2006) Duração mediana do AM: 7 meses (1996) 14 meses (2006) Situação da amamentação no Brasil

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PORQUE AMAMENTAR? VANTAGENS E DESVANTAGENS NESSA QUESTÃO

BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO : 

BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA A MÃE. PARA A CRIANÇA. PARA A SOCIEDADE.

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BENEFÍCIOS PARA A MÃE

BENEFÍCIOS PARA A MÃE : 

BENEFÍCIOS PARA A MÃE Forma prática de alimentar a criança. Benefício para a relação humana entre mãe e filho. Proteção contra anemia. Volta a estado físico anterior mais rápida. Menor taxa de câncer de mama. Efeito contraceptivo. Visão atual como direito e proteção pela legislação.

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BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO PARA A CRIANÇA

BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO PARA A CRIANÇA : 

BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO PARA A CRIANÇA Aleitamento materno exclusivo, completo até os seis meses de vida com todos os nutrientes. Proteção contra obesidades, hipertensão, diabetes, desnutrição, doenças alérgicas, anemia ferropriva, hipocalcemia, infecções respiratórias, otites, ITU, enterocolites necrotizantes e morte súbita. Proteção contra a diarréia e desidratação Melhor desenvolvimento neuropsicomotor.

BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA A SOCIEDADE : 

BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA A SOCIEDADE Menos gastos com alimentação Menos gasto com doenças. Menos crianças desnutridas. Menos óbitos. Seqüelas dos sobreviventes.

PROTEÇÃO IMUNOLÓGICA : 

PROTEÇÃO IMUNOLÓGICA Fatores solúveis: específicos e não-específicos. Específicos: IgA, IgG, IgM e IgE. Não-específicos: fator bífido, lisozima, lactoferrina, interferon. Fatores não-solúveis: neutrófilos, macrófagos e linfócitos.

Curvas de sobrevida do aleitamento materno nos primeiros 6 meses de vida de acordo com o padrão de AM com 1 mês – Porto Alegre 2003 : 

Curvas de sobrevida do aleitamento materno nos primeiros 6 meses de vida de acordo com o padrão de AM com 1 mês – Porto Alegre 2003 Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação p > 0,05 P>o,o5 p < 0,01 23

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PROTEÇÃO PELO LEITE MATERNO Maior em crianças pequenas, exclusivamente amamentadas, em locais de pobreza e péssimas condições de vida e sanitária. Estudos em vários países mostram mortalidade por doenças infecciosas em crianças que não são amamentadas 6 vezes maior que nas amamentadas

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Amamentação e mortalidade infantil por diarréia Ajustado para idade, classe social, escolaridade materna, abastecimento de água, tipo de construção, intervalo interpartal e peso ao nascer. Lancet, 1987

Amamentação e mortalidade infantil por pneumonia : 

Amamentação e mortalidade infantil por pneumonia Lancet, 1987 Ajustado para idade, classe social, escolaridade materna, renda familiar, peso ao nascer e alimentos complementares.

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Estratégias para intervenção Aconselhamento em amamentação Pré-Natal Sucção precoce Alojamento conjunto > livre demanda tempo de mamada livre evitar suplementos evitar mamadeiras , bicos,... orientações da técnica de amamentação Consulta precoce ao serviço de saúde (Primeiros 14 dias são críticos para o desmame)

MANEJO CLÍNICO DA LACTAÇÃO : 

MANEJO CLÍNICO DA LACTAÇÃO Durante a gestação: passar informações, solucionar dúvidas. Na maternidade: fazer valer as informações, princípio da prática. No domicílio: vivência do dia a dia.

MANEJO CLÍNICO DA LACTAÇÃO : 

MANEJO CLÍNICO DA LACTAÇÃO Aspectos básicos de anatomia e fisiologia: Alvéolos > canalículos > galactóforo > canal > seio lactífero

MANEJO CLÍNICO DA LACTAÇÃO : 

MANEJO CLÍNICO DA LACTAÇÃO Reflexos maternos: da produção (prolactina) e da ejeção (ocitocina). Reflexos infantis: busca, pega, sucção, deglutição.

A TÉCNICA DA AMAMENTAÇÃO : 

A TÉCNICA DA AMAMENTAÇÃO A amamentação na espécie humana não é um ato puramente instintivo. Ela precisa ser aprendida pela dupla mãe/bebê e protegida pela sociedade

PRINCÍPIOS DA TÉCNICA ADEQUADA : 

PRINCÍPIOS DA TÉCNICA ADEQUADA Posição mãe/bebê Mãe em posição confortável alinhados – corpo do bebê voltado para a mãe Bebê bem próximo à mãe e apoiado Rosto do bebê voltado para a mama, nariz em oposição ao mamilo Pés da mãe apoiados

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VARIANDO POSIÇÕES

PRINCÍPIOS DA TÉCNICA ADEQUADA : 

PRINCÍPIOS DA TÉCNICA ADEQUADA Pega Boca bem aberta Lábios virados para fora Queixo toca a mama Mais aréola visível na parte superior da boca do bebê do que na inferior Nariz fica livre

DIFERENÇAS ENTRE PEGA ADEQUADA E PEGA INEFICAZ : 

DIFERENÇAS ENTRE PEGA ADEQUADA E PEGA INEFICAZ

APOIO DA MAMA : 

APOIO DA MAMA Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

SEQÜÊNCIA DE UMA BOA PEGA : 

SEQÜÊNCIA DE UMA BOA PEGA Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

SEQÜÊNCIA DE UMA BOA PEGA : 

SEQÜÊNCIA DE UMA BOA PEGA

PEGA INADEQUADA : 

PEGA INADEQUADA Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

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PEGA INADEQUADA

PREVENÇÃO DE PROBLEMAS DECORRENTES DA LACTAÇÃO : 

PREVENÇÃO DE PROBLEMAS DECORRENTES DA LACTAÇÃO

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Período pré-lácteo, apojadura muitas mamadas/dia, intervalos curtos. Ansiedade – bloqueio da ejeção: Ocitocina nasal – bloqueio periférico pela epinefrina. Metoclopramida – pequeno aumento da prolactina Choro do RN Leite fraco DIFICULDADES:

PROBLEMAS : 

PROBLEMAS Ingurgitamento mamário Trauma mamilar Candidíase Bloqueio de ductos lactíferos Mastite Abscesso mamário Baixa produção de leite (hipogalactia)

INGURGITAMENTO MAMÁRIO : 

INGURGITAMENTO MAMÁRIO Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

INGURGITAMENTO MAMÁRIO : 

INGURGITAMENTO MAMÁRIO Prevenção Iniciar a amamentação o mais cedo possível Amamentar em livre demanda Amamentar com técnica adequada Evitar o uso de suplementos

TRAUMA MAMILAR : 

TRAUMA MAMILAR Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

PREVALÊNCIA DE LESÕES MAMILARES EM PUÉRPERAS : 

PREVALÊNCIA DE LESÕES MAMILARES EM PUÉRPERAS Na maternidade – 43,4% Aos 7 dias pós-parto – 46,7% Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

TRAUMA MAMILAR : 

TRAUMA MAMILAR Prevenção Técnica adequada Amamentação freqüente Ordenha se aréola ingurgitada Manter mamilos secos Não usar secativos/sabões Cuidado ao interromper a amamentação Evitar protetores de mamilo e bombas tira-leite

CANDIDÍASE : 

CANDIDÍASE

CANDIDÍASE : 

CANDIDÍASE Prevenção Evitar trauma mamilar Manter os mamilos secos e arejados (expô-los à luz por alguns minutos ao dia). Tratar simultaneamente a mãe e a criança com antifúngicos

BLOQUEIO DE DUCTOS LACTÍFEROS : 

BLOQUEIO DE DUCTOS LACTÍFEROS Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

BLOQUEIO DE DUCTOS LACTÍFEROS : 

BLOQUEIO DE DUCTOS LACTÍFEROS Prevenção Esvaziar adequadamente a mama Técnica adequada Mamadas freqüentes Não limitar tempo de mamada Uso de sutiã que não bloqueie a drenagem do leite Uso desnecessário de cremes nos mamilos. Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação

MASTITE : 

MASTITE

MASTITE : 

MASTITE Prevenção Prevenir ingurgitamento mamário Prevenir bloqueio de ducto lactífero Prevenir traumas mamilares Tratar precocemente com antibióticos Usar analgésicos ou antiinflamatórios Repouso

ABSCESSO MAMÁRIO : 

ABSCESSO MAMÁRIO

ABSCESSO MAMÁRIO : 

ABSCESSO MAMÁRIO Prevenção Prevenir mastite Tratar precocemente essa intercorrência Antibióticos Analgésicos e/ou antiinflamatórios Drenagem cirúrgica

BAIXA PRODUÇÃO DE LEITE : 

BAIXA PRODUÇÃO DE LEITE 20

BAIXA PRODUÇÃO DE LEITE : 

BAIXA PRODUÇÃO DE LEITE Prevenção Esvaziamento completo da mama Técnica adequada de amamentação Mamadas freqüentes, em livre demanda Evitar mamadas muito espaçadas Evitar ingurgitamento mamário Evitar uso de complemento Evitar uso de chupeta Evitar protetores de mamilo Evitar stress Repouso

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Em relação à criança Mãe trabalhadora Mãe com doença infecciosa (HIV, Hepatite B,A,C, Tbc) Mãe fumante Medicamentos e lactação SITUAÇÕES ESPECIAIS

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Em relação à criança Ritmo intestinal Cólica do lactente Icterícia neonatal: Não suspender a amamentação Amamentar com maior freqüência (8 - 12 vezes por dia ou mais) . Erros inatos do metabolismo

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Mãe trabalhadora A trabalhadora tem direito a licença de 120 dias consecutivos (desses 120 dias, 90 têm de ser gozados a seguir ao parto). – Artigo 35º, nº1 CT Após o período de licença, a funcionária retorna ao trabalho e passa a ter direito a dois descansos remunerados de meia hora por dia para amamentar o bebê até ele completar seis meses de idade. É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da mulher trabalhadora durante o período de gestação e lactação, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

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Prevenção de Problemas Decorrentes da Lactação Campanha de Ampliação da Licença Maternidade SBP - OAB 41

Mãe com doença infecciosa : 

Doenças graves HIV+ e HTLV 1 e 2. Tuberculose: Não há necessidade de separar a mãe da criança. Fase não-contagiante Fase bacilífera Diagnóstico feito após o início da amamentação Hepatite A Hepatite B Hepatite C Mãe com doença infecciosa

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Bebê é um fumante passivo!!! Recomenda-se que a mãe suspenda seu uso durante a amamentação pois mais de 10 cigarros por dia podem causar sintomas na criança como taquicardia, agitação, náuseas, além de ganho de peso insuficiente Ou seja, o que deve ser interrompida é a prática do fumo, e não a amamentação. Mãe fumante

Seguras na dose usual : 

Seguras na dose usual Analgésicos e antipiréticos: tratamentos curtos com paracetamol, ácido acetilsalicílico, ibuprofeno; doses ocasionais de morfina. Antibióticos: penicilinas e eritromicina; Anti-tuberculosos e anti-hanseníticos. Ação sobre a tireóide: propil-tiouracil, levotiroxina Outras drogas: anti-helmínticos, antifúngicos, broncodilatadores, corticosteróides, digoxina, anti-histamínicos, anti-ácidos, drogas para diabetes, a maioria dos anti-hipertensivos, suplementos nutricionais de iodo, ferro, vitaminas. Uso de medicamentos

CONTRACEPÇÃO : 

CONTRACEPÇÃO Amamentação exclusiva - inibição da ovulação até três meses, efeito significativo até seis meses pós-parto. A amenorréia, que acompanha a amamentação não se caracteriza como período não-fértil. Método contraceptivo a partir da sexta semana após o parto: Mecânicos e contracepção oral com progesterona em baixa dosagem. Evitar contraceptivos orais mistos de estrógeno e progesterona:diminuição progressiva da quantidade de leite, alterações na sua composição, podendo levar à feminilização dos meninos.

Papel dos profissionais em relação à amamentação : 

Papel dos profissionais em relação à amamentação Agentes de saúde Auxiliar de enfermagem Enfermeiro Médico

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Introdução de alimentos complementares

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Introdução de alimentos complementares Qual é a duração ótima do aleitamento exclusivo e a idade ideal para iniciar a alimentação complementar de uma criança? Que tipo de alimento deve ser introduzido e em qual quantidade? Quais as razões que levam a família a decidir o momento em que deve oferecer outro tipo de alimento à criança, muitas vezes independentemente da orientação do profissional?

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Em 2001, a OMS estabeleceu como recomendação a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade, complementada até os 2 anos de idade, considerando que essas crianças adoecem menos e apresentam ganho pondoestatural adequado Ao longo da história diversas recomendações 2 meses 12 meses Introdução de alimentos complementares

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Diminuição da duração do aleitamento. Redução dos fatores de proteção Risco de contaminação no manuseio de alimentos complementares. Contribuição para o desenvolvimento de doenças atópicas. Perda da proteção em relação a doenças crônicas como diabetes mellitus e obesidade. Redução da eficácia da lactação no período de espaçamento e prevenção de uma nova gravidez. Desvantagens na introdução precoce

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A introdução tardia de alimentos complementares pode comprometer o crescimento da criança e associar -se a risco de desnutrição e de deficiência de micronutrientes. Desvantagens na introdução tardia

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Características da alimentação complementar

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Características da alimentação complementar A alimentação complementar: um conjunto de alimentos que são oferecidos à criança em adição ao leite materno Podem ser preparados especialmente para ela ou serem os mesmos alimentos consumidos pela família, modificados para atender às habilidades da criança até que ela receba a dieta da família, em torno dos 12 meses de idade.

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TERMOS QUE NÂO DEVEM SER USADOS: ALIMENTAÇÃO DE DESMAME e ALIMENTAÇÃO SUPLEMENTAR, Características da alimentação complementar

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A partir dos 6 meses a criança está pronta para receber, de forma lenta e em pequenas porções, alimentos complementares. Alimentação complementar

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O esquema alimentar para a criança em aleitamento materno, a partir dos 6 meses de vida, é o seguinte: • Leite materno, pela manhã, ao acordar. • Leite materno, no meio da manhã, a depender do horário em que recebeu a primeira mamada do dia. • Fruta (suco ou papa), no intervalo da manhã. • Papa salgada, no final da manhã (em horário que corresponde ao almoço). • Leite materno, no meio da tarde. • Leite materno, no final da tarde. • Leite materno, antes de dormir. Alimentação complementar

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A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança. Alimentação complementar As refeições devem ser prazerosas e possibilitar troca de afetos (toques, sorriso, conversas) entre ambos.

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Alimentação complementar A partir dos 6 meses, ocorre a erupção dos dentes, a criança mostra mais interesse pelo ambiente, tenta alcançar a comida e levá-la à boca, controla melhor a língua para a intrusão de alimentos e começa a ter movimentos de mastigação. Dificuldades podem surgir. A criança pode estranhar o gosto, a textura ou o aroma dos alimentos complementares e, no início, aceitar pouco os alimentos que são diferentes do leite. Além disso, o reflexo de protrusão da língua pode estar presente, o que pode aparentar uma recusa da criança ao alimento.

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Aos 7 meses, substitui-se o leite materno do final da tarde pela segunda papa salgada, em horário que corresponde ao jantar. Outra fruta pode ser dada como sobremesa da papa salgada ou nos intervalos das refeições. As mamadas devem ser longe (2 horas) das refeições de sal. Não devem ser substituídas as refeições e a fruta por leite materno. Com o crescimento, a própria criança regula seu apetite com suas necessidades calóricas, gradualmente, a ingestão de alimentos complementares. Alimentação complementar

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Alimentação complementar Guloseimas (refrigerantes, bolacha, salgadinhos, doces industrializados) devem ser evitados. Açúcar deve ser limitado cariogênico. Mel além de ser cariogênico deve ser evitado por ser alergênico e está associado ao botulismo. Água fervida até os 2 meses de vida e chás não são recomendados. Papa e suco de frutas naturais e feitos na hora variando sempre as frutas, não substitui refeição.

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Alimentação complementar Papa salgada No início espessa (papa ou purê) e progressivamente com “pedacinhos” maiores para que a criança se acostume e que aos 12 meses possa comer dieta da família. Importante a introdução de alimentos com ferro. Dieta variada e colorida, importante para futura aceitação de alimentos

Papa Salgada : 

Papa Salgada

Papa salgada : 

Papa salgada POR VEZES HÁ NECESSIDADE DE 8 A 10 EXPOSIÇÕES PARA QUE O ALIMENTO SEJA ACEITO PELA CRIANÇA

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Alimentação complementar Sobremesa após a papa salgada: frutas, eventualmente doces caseiros como geléia de mocotó, gelatina sem corantes, sagu e compota de frutas. Produtos industrializados são contra-indicados por conter corantes e aditivos. Gema de ovo: alto teor de ferro, proteínas de alto valor biológico, gorduras, vitaminas lipossolúveis. Deve ser dada cozida (risco de salmonelose). Clara de ovo somente após os 12 meses pela antigenicidade.

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Alimentação complementar para a criança que não pode receber AME até os 6 meses. Leite materno extraído manualmente ou por meio de bomba esterilizada. Acondicionado em frasco de vidro com tampa plástica, limpo e esterilizado por meio de fervura por 15 minutos e seco de boca para baixo sobre pano limpo. Tempo de armanezamento: até 24 horas na geladeira, 15 dias no congelador da geladeira ou freezer.

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Se a criança não puder ser amamentada ou receber leite materno extraído, deve receber um substituto para garantir a oferta nutricional adequada. Alimentação complementar para a criança que não pode receber AME até os 6 meses. Diferentes recomendações e possibilidades que devem ser planejadas caso a caso e sempre considerando o contexto social, cultural e familiar

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Alimentação complementar para a criança que não pode receber AME até os 6 meses. Desde a antiguidade até os dias de hoje busca-se um substituto para garantir a oferta nutricional adequada 1784 primeira recomendação uso do leite de vaca 1838 leite de vaca tem mais proteína que o LM 1845 bico de borracha 1856 leite condensado 1866 latas de leite e farinha láctea

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Leite de vaca pasteurizado fluido ou sob a forma de pó: Proteínas desnaturadas parcialmente. Pausterização reduz quantidade de bactérias. Longa vida 3 meses em temperatura ambiente. Leite em pó é pausterizado e depois pulverizado e desidratado e pode ser armazenado por 18 meses. Leite em pó instantâneos contém lecitina. Leites desengordurados e semidesengordurados. Uso do leite de vaca

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Uso do leite de vaca 3 principais problemas: Baixa concentração e biodisponibilidade de ferro. Perda de sangue oculto pelo trato intestinal. Possível sobrecarga renal de soluto

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Fórmulas infantis Fórmula caseira: LV modificado em casa diluído e enriquecido com carboidratos. Dificuldades no preparo Fórmulas infantis industrializadas: Vantagens e desvantagens Leite de cabra: Baixa quantidade de ácido fólico Leite de soja: Sem vantagens sobre o leite de vaca

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Pediatria em Consultório 5ª edição - 2010 Esquema alimentar para a criança que não está em aleitamento materno exclusivo.

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Pediatria em Consultório 5ª edição - 2010 Preparo das fórmulas lácteas

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Suplementos de vitaminas e minerais Vitamina K: 0,5 a 1,0 mg IM no RN. Vitamina D: 400 UI/dia. Vitamina A: 1.500 a 2.000 UI/dia até os 12 meses. Vitamina E: Pré-termo. Vitamina C: Reserva até os 2 meses. Complexo B: Deficiências raras em crianças normais.

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Suplementação de ferro e cálcio OMS: 12,5mg de ferro por dia de 6 a 24 meses. Ministério da Saúde: 6 a 18 meses. SBP: A partir da introdução da introdução de outro alimento 1mg/Kg/dia até os 24 meses 2mg/Kg/dia para prematuros e baixo peso (acima de 1.500 gramas) 3mg/Kg/dia (entre 1.000 e 1.500 gramas) 4mg/Kg/dia (inferior a 1.000 gramas) Cálcio: Suprido com LM ou LV

ALIMENTAÇÃO DO PRÉ-ESCOLAR : 

ALIMENTAÇÃO DO PRÉ-ESCOLAR Ritmo de crescimento menor e mais regular Comportamento alimentar imprevisível e variável Neofobia Rotina é importante Evitar compensações e monotonia alimentar Estimular a alimentação com a família Ingerir leite 2 vezes ao dia

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ALIMENTAÇÃO DO ESCOLAR Maior atividade física, ritmo de crescimento constante, com ganho mais acentuado de peso próximo ao estirão. Maior independência. Escola e amigos assumem grande importância. 1 ou 2 refeições são feitas na escola (5 dias da semana)

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MODOS DE INTERVENÇÃO EM ESCOLAS Introdução currículo escolar Matérias que forneçam informações sobre saúde, alimentação, nutrição, vantagens exercício físico Atuação junto às lanchonetes ou merenda oferecida pela escola (aumentar disponibilidade alimentos saudáveis) Promoção práticas esportivas Envolvimento professores e demais funcionários da escola

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Comportamentos em relação à alimentação

“COM AÇÚCAR E COM AFETO FIZ SEU DOCE PREDILETO.....” : 

“COM AÇÚCAR E COM AFETO FIZ SEU DOCE PREDILETO.....” Obrigado pela atenção