INTRODUÇÃ.. economia.

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INTRODUÇÃO À ECONOMIA MONETÁRIA : 

INTRODUÇÃO À ECONOMIA MONETÁRIA

DINHEIRO E MOEDA: CONCEITUAÇÃO : 

DINHEIRO E MOEDA: CONCEITUAÇÃO Dinheiro: o que se usa para comprar; Economia de trocas: moeda é um meio de trocas. “Moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito para liquidar as transações, isto é, para pagar pelos bens e serviços e para quitar obrigações” (GREMAUD,et al, 2004).

A ORIGEM DA MOEDA : 

A ORIGEM DA MOEDA Economias não-monetárias: trocas diretas; Escambo; Características: Necessidades limitadas (itens vitais); Desejos não rigorosamente coincidentes. 1ª mudança: Fixação de grupos; Sedentarismo: vida social mais complexa (atividade econômica).

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Intermediários de troca: mercadorias que serviam como moeda – moeda-mercadoria (aceitação geral); Características: Raridade; Aceitação geral; Valor de uso associado ao valor de troca;

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Idade moderna: moedas mercadorias foram descartadas – motivos: Mercadorias não homogêneas, indivisíveis, de difícil transporte e dificuldade de aceitação geral.

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Moeda metálica – metalismo: Metais - características: Durabilidade; Resistência; Divisibilidade (em peso); Raridade (natureza). Início: cobre, bronze e ferro. Posteriormente: ouro e prata. Cunhagem: garantia de valor e peso. Problemas: peso excessivo, perigo de saques. Casas guardavam moedas e emitiam certificados de depósito.

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Início: certificados com 100% de lastro; Posteriormente: lastro diminuiu – ourives emitiam certificados em proveito próprio (sem lastro algum). Século XVII: surgimento dos bancos comerciais privados. Emissão de notas e recibos bancários – papel-moeda.

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Estado: monopólio da emissão de papel-moeda lastreado em ouro (padrão ouro); Ouro: artigo limitado  emissão monetária limitada. 1920: fim do padrão-ouro (lastro); Moeda de cunho forçado (moeda fiduciária): aceitação por imposição legal e pela credibilidade oferecida pelo governo.

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Acordo de Bretton Woods (1944): Tentativa de manter a moeda lastreada (padrão dólar); As principais disposições do sistema Bretton Woods foram: a obrigação de cada país adotar uma política monetária que mantivesse suas moedas dentro de um determinado valor indexado ao dólar. Este, por sua vez, estaria ligado ao ouro.

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA : 

A ORIGEM DA MOEDA – EVOLUÇÃO HISTÓRICA Existência de provisão pelo FMI de financiamento para suportar dificuldades temporárias de pagamento de países deficitários. 1971 (pressões crescentes na demanda global por ouro) - Richard Nixon suspende unilateralmente o sistema de Bretton Woods, cancelando a conversibilidade direta do dólar em ouro. Moedas passaram a ser fiduciárias (baseadas na confiança).

FUNÇÕES DA MOEDA : 

FUNÇÕES DA MOEDA Instrumento ou meio de trocas; Denominador comum monetário (referencial;desenvolvimento de sistemas contábeis); Reserva de valor (preservar o poder de compra).

TIPOS DE MOEDA : 

TIPOS DE MOEDA Moedas metálicas (operações de pequeno valor); Papel-moeda ou moeda fiduciária; Moeda escritural ou bancária (depósitos à vista).

DEMANDA POR MOEDA : 

DEMANDA POR MOEDA Quantidade de moeda nas mãos dos agentes privados não-bancários ou em depósito a vista nos bancos. Motivos da demanda por moeda: Transação: pagamentos diários. Aumenta com a renda. Velocidade de circulação da moeda – moeda troca de mão em mão na economia gerando produção e renda. Hábitos dos consumidores, grau de verticalização da economia.

DEMANDA POR MOEDA : 

DEMANDA POR MOEDA Quantidade de moeda na economia influencia a determinação dos preços dos bens. Quanto mais moeda circulando, mais os gastos aumentariam  oferta rígida no curto prazo  elevação nos preços.

DEMANDA POR MOEDA : 

DEMANDA POR MOEDA Precaução: encaixes para eventuais infortúnios. Aumenta com a renda; Especulação ou portfólio: moedas são guardadas esperando o melhor momento para investir em títulos (juros pagos pela aplicação do capital).

DEMANDA POR MOEDA : 

DEMANDA POR MOEDA moeda depende da taxa de juros:  Taxa de juros /  demanda por títulos /  demanda por moedas. Inflação: quanto maior, menor a demanda por moeda. Moeda perde funções: reserva de valor; unidade de conta; meio de troca (hiperinflação).

OFERTA DE MOEDA : 

OFERTA DE MOEDA Banco Central: emissor da moeda nacional / responsável por tudo relacionado à moeda; Bancos comerciais - também afetam a oferta de moeda: Depositários e emprestadores; Bancos podem emprestar tudo menos reservas compulsórias (BACEN) e voluntárias (sem obrigação legal);

OFERTA DE MOEDA : 

OFERTA DE MOEDA Meios de pagamento emitidos pelas autoridades monetárias e pelos bancos comerciais para atender às necessidades da coletividade; Quanto menor a liquidez, maior o prêmio (juros).

TAXA DE JUROS : 

TAXA DE JUROS CONCEITO: Preço que os bancos cobram pelo empréstimo concedido; Remuneração dada pelo capital investido; Faz com que o valor presente de um direito ou obrigação no futuro seja igual ao de hoje;

DETERMINAÇÃODA TAXA DE JUROS : 

DETERMINAÇÃODA TAXA DE JUROS PRINCÍPIO DA PREFERÊNCIA PELA LIQUIDEZ Dado o nível de renda, quanto maior a taxa de juros, menor a demanda de moeda. Excesso de demanda por moeda: Taxa de juros : desestimular a posse de moeda; Excesso de oferta de moeda: Taxa de juros : estimular a posse de moeda.

A POLÍTICA MONETÁRIA E A DETERMINAÇÃODA TAXA DE JUROS : 

A POLÍTICA MONETÁRIA E A DETERMINAÇÃODA TAXA DE JUROS Investimento e consumo variam inversamente com a taxa de juros; Governo quer conter a atividade econômica   a oferta de moeda /  a demanda por moeda   a taxa de juros   a demanda agregada e o produto agregado. Constatação: política monetária afeta diretamente o produto.

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS : 

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia): taxa de negociação dos títulos públicos; É definida mensalmente pelo comitê de política monetária.

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS : 

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS TR (Taxa Referencial de Juros): criada no Plano Collor II em 1991 com a intenção de ser uma taxa básica referencial dos juros a serem praticados no mês. Hoje: é utilizada no cálculo do rendimento de vários investimentos tais como títulos públicos e caderneta de poupança.

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS : 

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo): possibilita o alongamento de prazos no mercado financeiro. Instituída pela Medida Provisória nº 684, de 31.10.94, publicada no Diário Oficial da União em 03.11.94, sendo definida como o custo básico dos financiamentos concedidos pelo BNDES.

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS : 

PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS TJLP: Calcula-se levando em conta os juros da dívida externa (25%), e da dívida interna federal (75%). É corrigida a cada 3 meses.

TIPOS DE TAXAS DE JUROS : 

TIPOS DE TAXAS DE JUROS Taxa de juros nominal: Ganho monetário obtido por determinada aplicação financeira, independente do comportamento do valor da moeda. EX: aplico hoje R$ 100,00 e resgato R$ 120,00 daqui a 1 mês, a tx de juro nominal foi de 20% a.m.

TIPOS DE TAXAS DE JUROS : 

TIPOS DE TAXAS DE JUROS Taxa de juros real: Ganho obtido em termos de poder de compra por uma determinada aplicação. É a taxa de juros nominal recebida, descontada a perda de valor da moeda (inflação). Tx real = (1 + i) (1 + taxa de inflação) - 1 Ex: tx nominal de 20% e inflação de 15% no mês. Taxa real de juros seria: (1 + 0,2) ( 1 + 0,15) = 1,0435 ou 4,35% a.m.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL : 

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Regidos e originados de duas leis: Lei nº 4.595 de 31.12.1964 (Lei da Reforma Bancária); e Lei nº 4.728 de 17.7.1965 (Lei do Mercado de Capitais). Anterior a isso – existia a Superintendência da Moeda e Crédito que fazia ao mesmo tempo o papel de todo o sistema financeiro atual.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL : 

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL É dividido em dois subsistemas: Subsistema de supervisão – tem como função editar normas que definam parâmetros para transferência de recursos dos poupadores aos tomadores e controlar o funcionamento das instituições e entidades que efetuem atividades de intermediação financeira; Subsistema Operativo – operacionaliza a transferência de recursos do poupador para o tomador. Está submetida à supervisão.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL : 

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Principais componentes do subsistema de supervisão: Conselho Monetário Nacional - criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964 com poder deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional é responsável por expedir normas e diretrizes gerais para seu bom funcionamento

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL : 

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Comissão de Valores Mobiliários autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda do Brasil, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976 Gestão do presidente Ernesto Geisel, Junto com a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) disciplinam o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de seus protagonistas. A CVM tem poderes para disciplinar, normalizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. Seu poder de normalizar abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL : 

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Banco Central do Brasil cumprir e fazer cumprir funções que lhe são atribuídas pelo CMN. Lei nº 4.595.

BCB – FUNÇÕES NO MERCADO MONETÁRIO : 

BCB – FUNÇÕES NO MERCADO MONETÁRIO Banco dos bancos; Banco do Governo Executor da política monetária (oferta de moeda); Executa a política cambial e a administração do câmbio (administração das reservas internacionais); Fiscaliza instituições financeiras.

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO : 

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO Instrumentos de controle monetário: Reservas compulsórias: Afeta a oferta monetária; Quanto maior a exigência de reserva, menor a oferta de moeda; Muito utilizado para conter a inflação.

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO : 

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO Empréstimos de liquidez e taxa de redesconto: Empréstimos concedidos pelo BCB às instituições para cobrir insuficiência de caixa; Taxa de redesconto: taxa cobrada pelo BCB aos bancos comerciais pelos empréstimos concedidos. Quanto maior a taxa de redesconto, menor a oferta monetária (manutenção de reservas nos bancos).

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO : 

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO Operações de mercado aberto (open market): BCB regula o grau de liquidez na economia pela compra e venda de títulos no mercado; Instrumento ágil; Venda de títulos públicos   MP no sistema bancário   oferta de moeda. Compra de títulos públicos   MP no sistema bancário e o volume de reservas   aumento da oferta monetária;

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO : 

BCB E OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE MONETÁRIO Assim, O BCB: Vende títulos  enxuga a quantidade de moedas; Compra títulos  expande a quantidade de moedas. PRINCIPAIS TÍTULOS: NTN (Notas do Tesouro Nacional); LTN (Letras do Tesouro Nacional); Títulos do Banco Central.