Revolucao Francesa[1]

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RevoluçãoFrancesaProf. Ms. Dd. Gilberto AngelozziColégio Pedro II Unidade São Cristovão III : 

RevoluçãoFrancesaProf. Ms. Dd. Gilberto AngelozziColégio Pedro II Unidade São Cristovão III

A sociedade francesa do século XVIII : 

A sociedade francesa do século XVIII

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A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada.

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No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.

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No ano de 1784 Necker estimou a população francesa em 24.670.000 habitantes. Sessenta e nove anos antes (1715) esse número era de 17.000.000. O aumento populacional se processou em função do aumento da produção de alimentos, melhores condições sanitárias, ausência de invasão estrangeira e de guerra civil. A França (da classe média) respirava prosperidade, porém, isso não se estendia a toda a população, porém isso não se estendia às camadas mais baixas da população.

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A exceção de 2.000.000 de franceses que se encontravam nas áreas urbanas, o restante da população se encontrava na área rural, controlados por intendentes do rei, administradores de província, padres de paróquia e senhores feudais (26.000 em 1789).

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Entre os nobres, uma pequena parte vivia na corte e os demais declaravam-se em suas propriedades fornecendo gerência agrícola, assistência policial, tribunais, escolas, hospitais e caridade. O camponês proprietário desenvolvia suas próprias instituições para a administração local. Assim, a nobreza foi perdendo a sua função e relevância, ficando restrita ao serviço militar. Os nobres eram acusados de deixar suas propriedades ociosas, enquanto milhares de habitantes das cidades careciam de pão.

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Muitos nobres eram pobres, mantendo apenas o status da sua posição de nascimento. Essa pobreza era fruto da incompetência administrativa, por má sorte ou exaustão do solo. Assim, apelavam para o rei e dele recebiam subsídios retirados dos cofres públicos.

Organização da Igreja Católica (Clero – Primeiro Estado) na França, antes da Revolução Francesa - Isentos do pagamento de impostos : 

Organização da Igreja Católica (Clero – Primeiro Estado) na França, antes da Revolução Francesa - Isentos do pagamento de impostos Alto Clero: Seus integrantes eram provenientes da Nobreza, viviam no luxo e apoiavam o Estado absolutista. No final do século XVIII muitos de seus membros foram recrutados para exercer funções públicas. Baixo Clero: Originário do Terceiro Estado, vivia com poucos rendimentos, identificava-se com o Terceiro Estado e opunha-se ao absolutismo A caricatura mostra o terceiro estado miserável, a nobreza robusta e livre e o clero com uma coruja no chapéu, símbolo da ambição.

Organização da nobreza francesa (Segundo Estado) antes da revolução de 1789 – Isentos do pagamento de Impostos : 

Organização da nobreza francesa (Segundo Estado) antes da revolução de 1789 – Isentos do pagamento de Impostos Nobreza Cortesã: vivia em Versailles, junto a corte, usufruindo de seus bailes e caçadas, além das pensões pagas pelo rei. Começaram a ocupar altos cargos na administração e no exército, quando os burgueses perderam essas funções. Pequena Nobreza (fidalgos): Viviam no campo e explorava o trabalho dos servos e camponeses. Nobreza Togada: Burgueses enriquecidos que compraram seus cargos e títulos do Estado Absolutista. Ao enobrecer desviaram capitais do comércio e da indústria, retardando o desenvolvimento industrial francês.

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O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população francesa. Em seu topo localizava-se a burguesia, subdividida em três outras categorias: A alta burguesia formada por banqueiros, agiotas e grandes empresários. A média burguesia composta por empresários, professores, profissionais liberais e advogados. A pequena burguesia formada por artesãos, lojistas e pequenos comerciantes. Terceiro Estado (financiava a estrutura parasitária do Antigo Regime, ou seja, pagava impostos que sustentavam o Clero e a Nobreza.)

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Camadas Populares: Operários (minoria), artesãos e uma imensa maioria de camponeses (sujeitos ao sistema de servidão e aos tributos feudais) Sans-culottes: operários qualificados, lojistas, trabalhadores do comércio. Vale destacar: A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.

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Permanecia ainda a servidão por lei, ou seja, o homem ligado a um trecho de terra foi desaparecendo gradativamente até 1789, porém, permanecia a servidão nas propriedades monásticas (cerca de 1 milhão). Na Abadia de Luxeuil e no Priorado de Fontaine os servos perfaziam 11.000 pessoas. A Servidão

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Os servos (camponeses) ainda estavam sujeitos aos tributos feudais que variavam de região para região, mas, em geral, correspondiam a aproximadamente um ano de aluguel duplo no século XVIII, além da mão morta (taxa para transmissão de herança), as banalidades (pagamento pelo direito de utilizar moinhos do proprietário, assar nos fornos, usar prensas de vinho e pescar nos açudes – tudo que era monopólio do proprietário.

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O proprietário mantinha o direito de caçar nas terras dos camponeses. Já a corvéia tinha sido convertida para pagamento em dinheiro. A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho.

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O sans-culotte consistia no membro do proletariado. Durante o movimento revolucionário observou Momoro : "Um sans-culotte é alguém que vai em todos lugares a pé, que não está carregado com dinheiro como o resto de você, mas vidas quietamente com a esposa dele e crianças. . . no quarto ou quinto chão ." (Lewis, Gwynne. Life in revolutionary France. New York: Putnam, 1972.) Antoine-François Momoro (1756, Besançon 24 de março de 1794, Paris) foi um impressor francês, livreiro e político durante a Revolução Francesa . Uma figura importante no Cordeliers clube e Hébertisme , ele é o autor da frase Liberté, Égalité, Fraternité , o lema da República Francesa.

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Geralmente, os trabalhadores mais pobres ocupavam os andares do topo ou sótãos de blocos de apartamento. Tais descrições são evocativas, porém, enganosas. O sans-culotte necessariamente não representou a seção mais pobre da multidão urbana, como imaginado por muitos. Alguns eram pobres, mas os sans-culotte militantes eram freqüentemente os trabalhadores qualificados e lojistas da classe média. A elite do sans-culotte preferia as calças compridas, mais funcionais ao trabalho do operário. Eles desdenhavam as calças da aristocracia ou classes médias altas. Acreditavam que todas as classes eram iguais e, então, não deveria ser segregada através de moda.

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O sans-culotte descrito à direita na caricatura também está usando o traje de sans-culotte típico. Esta caricatura é de um Sans-culotte Parisiense elaborada entre 1792 e 1793. (Extraído de Furet, Francois et Mona Ozouf, eds. A Critical Dictionary of the French Revolution. London: Belknap Press, 1989)

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No campo político os membros do grupo sans-culote estiveram muitas vezes divididos por questões pessoais, ciúmes profissionais, alfabetização (nível cultural) e fatores econômicos. Embora houvessem diferenças, o sans-culotte possuía uma opinião em comum: ele se opunha aos nobres e ao clero (ricos). Enquanto grupo social eles defendiam que todos os homens eram iguais. O grupo Sans-culotte não se opôs ao conceito de propriedade privada, mas menosprezaram a riqueza indulgente da elite, ou seja, da burguesia e dos aristocratas.

O filme “Perfume, a história de um assassino”, baseado no livro de Patrick Süskind apresenta nas cenas iniciais a cidade de Paris no ano de 1738 e pode ajudar a compreender as questões sociais expostas . : 

O filme “Perfume, a história de um assassino”, baseado no livro de Patrick Süskind apresenta nas cenas iniciais a cidade de Paris no ano de 1738 e pode ajudar a compreender as questões sociais expostas .

França século XVIII Política e economia : 

França século XVIII Política e economia

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O Estado Abolutista preconizava obediência total ao rei (na época Luis XVI), sendo o único orgão expessão da população em geral os Estados Gerais, ou seja, a reunião dos Três Estados da sociedade francesa. Os Estados Gerais poderiam votar tributos criados e assim impunha certa limitação ao poder real, porém deveriam ser convocados pelo rei e a última vez que isso ocorrera datava do século XVI.

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O estado dirigia toda a economia do pais e tudo decidia. A burguesia não tinha liberdade de comércio. No comércio interno os burgueses pagavam várias taxas aduaneiras. No comércio externo a burguesia tinha de concorrer com as companhias de comércio monopolizadas pelos favorecidos do rei.

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Através do Mercantilismo, o Estado francês dirigia a economia e tudo decidia, porém estava desorganizado e o tesouro real se confundia com a riquesa pessoal do rei. A cobrança de impostos era arrendada por preços irrisórios a grupos de burgueses que enriqueciam explorando essa atividade.

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A monarquia francesa estava desmoralizada. O Conde de Richelieu havia advertiu o rei: “No tempo de Luis XIV, as pessoas ficavam em silêncio; no tempo de Luis XV, as pessoas murmuravam; em seu tempo as pessoas falam abertamente.”

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O pensamento iluminista se difundiu por toda a França. Nas escolas, cafés, nas sociedades de pensamento (sociedades secretas – Maçonaria). Tais idéias abalaram o prestígio das autoridades (Rei, Clero e Nobreza), minaram o Antigo Regime e contribuíram para a desmoralização da monarquia francesa. Através da filosofia das luzes (iluminismo), a burguesia francesa tomou consciência da necessidade de derrubar o Estado Absolutista, o Mercantilismo e a sociedade estamental, a fim de criar um Estado moderno, baseado na divisão dos três poderes, na liberdade de comércio e na igualdade perante a lei e favorecendo o desenvolvimento do capitalismo. O Iluminismo

Fatores que cooperaram para a crise francesa : 

Fatores que cooperaram para a crise francesa

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Ciclo do El Niño: causado pela erupção do Laki na Islândia, em 1783, cujas cinzas provocaram redução da temperatura global afetando ainda mais a agricultura francesa. Some-se a isso longas secas que se seguiram e também destruíram as plantações gerando fome. Pequena Idade do gêlo: um frio intenso vinha afetando toda a Europa no século XVIII. Os invernos rigorosos faziam com que as plantações se perdessem (especialmente o trigo, principal produto na alimentação dos europeus). Em muitos lugares da Europa a batata (mais resistente) tinha sido adotada como alimento básico, porém oas franceses se negavam a isso alegando ser comida suja ou do diabo. A praga dos coelhos: Assim ficou conhecido o acidente ecológico que levou à multiplicação do número de coelhos. Isso porque os camponeses não podiam caçar, os coelhos se multiplicavam e consumiam o pouco que restara das plantações.

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Luis XVI para vingar a derrota de seu avô Luis XV na Guerra dos Sete anos (1756-1763) enviou tropas e dinheiro para a Guerra de Independência das 13 Colônias Ingesas da América do Norte, o que aumentou ainda mais os gastos da coroa e favoreceu a crise econômica que já se instalava na França.

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A população passou a gastar mais com alimentação e assim deixou de consumir manufaturados. Em 1786 um acordo comercial entre a França e a Inglaterra aguçou a crise econômica: em troca dos privilégios concedidos aos vinhos franceses, os produtos industriais ingleses tiveram seus impostos alfandegários reduzidos. As manufaturas francesas não suportaram e houve muitas falências, aumentando o desemprego e a fome. Diante da crise o rei Luis XVI aumentou os impostos sobre a importação de trigo. A ausência do produto no mercado impedia a produção de pão, principal produto na alimentação dos franceses. Diversas revoltas se espalharam e padarias foram atacadas.

Ministros das finanças convocados por Luis XVI : 

Ministros das finanças convocados por Luis XVI

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Buscando resolver a crise econômica que assolava a França, Luis XVI convocou, em 1774, Anne Robert Jacques Turgot ( economista francês cuja obra é considerada um elo entre a fisiocracia e a escola britânica de economia clássica). Sua política econômica tentou extinguir os privilégios fiscais do clero e da nobreza. Isso fez desabar sobre ele a ira do clero e da nobreza e Luis XVI o demitiu em 1776, menos de dois anos depois de ascender ao cargo.

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Em duas ocasiões encarregado da economia da monarquia francesa pelos rei Luis XVI: em 1776 (substituindo Turgot), 1788- 1789 (Substituindo Brienne). Medidas adotadas Face à grande escassez de trigo, Necker aboliu as medidas liberais tomadas por Brienne em matéria do comércio de grãos a. ele interditou a exportação de cereais (7 de setembro de 1788); b. interditou a compra de grãos fora dos mercados (23 de novembro de 1788); c. forneceu incentivos para a importação de grãos e deu às autoridades de polícia os poderes necessários para abastecer os mercados (22 de abril de 1789). Jacques Necker foi um economista e político suíço do século XVIII.

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Foi o controlador geral das finanças do Estado entre os anos de 1783 e 1787. Política econômica: a. Propôs, então, um imposto direto sobre as terras; b. a chamada aportação dos conjuntos provinciais; c. um imposto sobre o selo; d. a redução de alguns privilégios dos nobres e do clero. Desencadeou a ira do Clero e da Nobreza gerando a Revolta dos Notáveis. Foi demitido pelo rei em 8 de abril de 1787. Charles Alexandre, visconde de Calonne

A caminho da Bastilha“Aux arms citoyens” : 

A caminho da Bastilha“Aux arms citoyens”

Revolta dos Notáveis : 

Revolta dos Notáveis As reformas tentadas desde Turgot visavam salvar o absolutismo, porém a nobreza e o clero não foram capazes de compreender. A manutenção dos privilégios dependia do absolutismo, porém, os Notáveis pediram ajuda à Burguesia para lutar contra o poder real e convocar a Assembléia dos Estados Gerais.

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Não querendo ceder em nada os Notáveis conseguiram a convocação dos Estados Gerais e com a reunião queriam limitar o poder do rei. Acostumados que as votações nos Estados Gerais fossem por estado e que suas propostas fossem vitoriosas, os Notáveis sequer avaliaram que estavam dando início a um movimento que conduziria a uma revolução.

Os Estados Gerais : 

Os Estados Gerais 5 de Maio de 1789 – Luis XVI abriu os Estados Gerais em Versailles e em seu discurso advertiu que não se deveria tratar de política, ou seja, de estrição do poder real, mas apenas da reorganização financeira do reino e do sistema tributário. O Terceiro Estado se opôs à proposta de votação por Estado e defendeu a votação individual com o objetivo de conquistar votos do Baixo Clero e da Nobreza Liberal que queriam a reforma do Sistema Tributário. O Clero e a Nobreza se negaram a um acordo e o Terceiro Estado reuniu-se em separado transformando-se em Assembléia Nacional Constituinte e declarando somente se separar após a elaboração da Constituição.

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11.07.1789 – O rei demitiu mais uma vez Necker devido a sua "condescendência extrema" com relação aos Estados Gerais. Luis XVI tentou fechar a Assembléia. Eclodiu em Paris a sublevação popular que foi seguida de outras cidades e do campo impedindo o fechamento da Assembléia. Aos 14 de Julho, populares armados invadiram a Bastilha, uma fortaleza que tinha sido transformada em prisão política. Caiu assim um dos símbolos do absolutismo. A massa oprimida saiu às ruas. Era a Revolução materializada na ação popular.

La Marseillaise : 

La Marseillaise Allons enfants de la Patrie Le jour de gloire est arrivé ! Contre nous de la tyrannie L'étendard sanglant est levé Entendez-vous dans nos campagnes Mugir ces féroces soldats? Ils viennent jusque dans vos bras. Égorger vos fils, vos compagnes! Aux armes citoyens Formez vos bataillons Marchons, marchons Qu'un sang impur Abreuve nos sillons Que veut cette horde d'esclaves De traîtres, de rois conjurés? Pour qui ces ignobles entraves Ces fers dès longtemps préparés? Français, pour nous, ah! quel outrage Quels transports il doit exciter? C'est nous qu'on ose méditer De rendre à l'antique esclavage! Quoi ces cohortes étrangères! Feraient la loi dans nos foyers! Quoi! ces phalanges mercenaires Terrasseraient nos fils guerriers! Grand Dieu! par des mains enchaînées Nos fronts sous le joug se ploieraient De vils despotes deviendraient Les maîtres des destinées.

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Tremblez, tyrans et vous perfides L'opprobre de tous les partis Tremblez! vos projets parricides Vont enfin recevoir leurs prix! Tout est soldat pour vous combattre S'ils tombent, nos jeunes héros La France en produit de nouveaux, Contre vous tout prêts à se battre. Français, en guerriers magnanimes Portez ou retenez vos coups! Épargnez ces tristes victimes À regret s'armant contre nous Mais ces despotes sanguinaires Mais ces complices de Bouillé Tous ces tigres qui, sans pitié Déchirent le sein de leur mère! Nous entrerons dans la carrière Quand nos aînés n'y seront plus Nous y trouverons leur poussière Et la trace de leurs vertus Bien moins jaloux de leur survivre Que de partager leur cercueil Nous aurons le sublime orgueil De les venger ou de les suivre! Amour sacré de la Patrie Conduis, soutiens nos bras vengeurs Liberté, Liberté chérie Combats avec tes défenseurs! Sous nos drapeaux, que la victoire Accoure à tes mâles accents Que tes ennemis expirants Voient ton triomphe et notre gloire!

La Marseillaise (tradução) : 

La Marseillaise (tradução) Avante, filhos da Pátria, O dia da Glória chegou. O estandarte ensanguentado da tirania Contra nós se levanta. Ouvis nos campos rugirem Esses ferozes soldados? Vêm eles até nós Degolar nossos filhos, nossas mulheres. Às armas cidadãos! Formai vossos batalhões! Marchemos, marchemos! Nossa terra do sangue impuro se saciará! O que deseja essa horda de escravos de traidores, de reis conjurados? Para quem (são) esses ignóbeis entraves Esses grilhões há muito tempo preparados? (bis) Franceses! Para vocês, ah! Que ultraje! Que élan deve ele suscitar! Somos nós que se ousa criticar Sobre voltar à antiga escravidão! Que! Essas multidões estrangeiras Fariam a lei em nossos lares! Que! As falanges mercenárias Arrasariam nossos fiéis guerreiros (bis) Grande Deus! Por mãos acorrentadas Nossas frontes sob o jugo se curvariam E déspotas vis tornar-se-iam Mestres de nossos destinos!

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Estremeçam, tiranos! E vocês pérfidos, Injúria de todos os partidos, Tremei! Seus projetos parricidas Vão enfim receber seu preço! (bis) Somos todos soldados para combatê-los, Se nossos jovens heróis caem, A França outros produz Contra vocês, totalmente prontos para combatê-los! Franceses, em guerreiros magnânimos, Levem/ carreguem ou suspendam seus tiros! Poupem essas tristes vítimas, que contra vocês se armam a contragosto. (bis) Mas esses déspotas sanguinários Mas esses cúmplices de Bouillé, Todos esses tigres que, sem piedade, Rasgam o seio de suas mães!... Entraremos na batalha Quando nossos antecessores não mais lá estarão. Lá encontraremos suas marcas E o traço de suas virtudes. (bis) Bem menos ciumentos de suas sepulturas Teremos o sublime orgulho De vingá-los ou de segui-los. Amor Sagrado pela Pátria Conduza, sustente nossos braços vingativos. Liberdade, querida liberdade Combata com teus defensores! Sob nossas bandeiras, que a vitória Chegue logo às tuas vozes viris! Que teus inimigos agonizantes Vejam teu triunfo e nossa glória