logging in or signing up Arquiteturas indígenas aSGuest43101 Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 171 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: April 20, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Arquiteturas indígenas : Arquiteturas indígenas Slide 2: Poucas visões são impressionantes, para alguém que anda na selva ou no cerrado, descobrir improvisamente uma aldeia indígena. A visão, no meio de um ambiente natural, é estarrecedora: Slide 3: Os artefatos humanos se destacam no meio natural como algo absolutamente curioso porque, se de um lado a estrutura e a forma denunciam a intervenção do homem, os materiais naturais da região, Slide 4: utilizados com técnica arrojada, se incorporam à paisagem, criando um estranho contraste entre materiais e forma. Slide 7: Se nos afastamos de uma visão puramente estética das estruturas, e refletimos um pouco sobre o significado, é difícil não perceber de imediato a profunda diferencia entre as duas arquiteturas. Slide 8: Nos dois casos, da arquitetura ocidental e da arquitetura indígena, deparamos com uma arquitetura vernacular, na qual os próprios ocupantes desenvolveram, com material local, formas e estruturas que não destoam com o ambiente. Slide 9: Mas as estruturas são profundamente diferentes: como notou Banham em 1969, a arquitetura ocidental é moldada sobre um clima mediterrâneo ou continental, com longos períodos de frio, e curtos períodos de calor, Slide 10: A arquitetura conservativa, feita de estruturas pesadas, capazes de representar uma barreira contra o externo, representam uma estratégia de defesa do clima importante, pode ser a única eficaz sem um excessivo dispêndio de energia. Slide 11: Quando chegamos nas terras baixas da América do sul deparamos com um clima totalmente diferente: do norte de Roraima até o estado de São Paulo, estamos em um clima equatorial ou tropical, clima no qual a variação de temperatura entre o dia e a noite é superior à variação da temperatura entre o período mais frio e o período mais quente do ano. Slide 12: Em grande parte da região o calor e não o frio é o elemento do qual o homem deve se proteger, e a umidade é o grande vilão do conforto. Slide 13: É nesse contexto que surge a arquitetura indígena, feita de estruturas leves, permeáveis ao ar, que retira o calor em excesso e, principalmente remove a umidade, que embolora e mofa qualquer coisa. Repetindo a frase de Banham (1969):, Slide 14: “o qual utiliza as estruturas não apenas para conservar as condições ambientais desejadas, mas também para fazer entrar do externo as condições desejadas.” Slide 15: “O modelo conservativo parece ter se transformado, na cultura européia, na praxe tradicional, apesar do fato de que nos climas tropicais e úmidos e também no uso diário, mas em forma menos decidida, foi necessário substituí-lo drasticamente com um modelo alternativo, o modelo “seletivo Slide 17: Os Climas Da América Do Sul A arquitetura do clima Af – quente úmido : A arquitetura do clima Af – quente úmido Na região quente e úmida da parte setentrional da Amazônia, as edificações apresentam estruturas totalmente abertas (como a maloca dos Tiriyó, ilustrada por Frickel (1973) e o Shabano dos Yanomami, ilustrado por Chagon (1968)), garantindo a circulação do ar e a eliminação da umidade. O Shabano dos Yanomami : O Shabano dos Yanomami Moloca Macuxi pintada por Edward Goodall : Moloca Macuxi pintada por Edward Goodall Transição de Af a Am : Transição de Af a Am Quando se analisa um corte transversal da América do Sul, na altura do equador, do Atlântico ao Pacífico, onde a variação altimétrica da cordilheira permite a observação da progressiva adaptação a um clima mais rígido de altitude, e no qual a abertura e o fechamento das edificações em função das variáveis climáticas mostra uma abertura total na região atlântica, como entre os Wayana (van Velthem in Novaes 1983), um fechamento (e uma troca de materiais de construção) na região andina (Calderón 1985) e uma nova abertura da edificação na vertente pacífica (Nurnberg et al. 1983). Transição de Af a Am : Transição de Af a Am Os Cofanes, no Alto Amazona, ainda na região quente úmida, utilizam estruturas totalmente abertas e ventiladas, para defender-se da humidade. Transição de Af a Cf : Transição de Af a Cf A poucos quilômetros de distância os Worani, em clima mais frio, da “montanha” já utilizam edificações totalmente fechadas, para proteger-se do frio da noite. Durante o dia a vida se desenvolve ao ar livre. Transição do Af ao Aw : Transição do Af ao Aw Passando à parte meridional da Amazônia, as construções registram um progressivo fechamento, como a maloca do Xingu (Costa 1987), mas as edificações são amplas e possuem um fechamento relativamente leve, para permitir a criação de um colchão de ar na parte alta, que suaviza a temperatura ambiente durante o período de maior calor. Finalmente, indo em direção sul, no planalto central, as construções assumem estruturas mais fechadas, e principalmente mais compactas, para uma proteção mais rigorosa do frio, como se registra na região central do Pantanal e do Chaco (Xavantes in Giaccaria 1984 e Índios da serra do Norte, in Roquete Pinto 1935). Waimiri Atroari maloca : Waimiri Atroari maloca Waimiri Atroari maloca : Waimiri Atroari maloca Waimiri Atroari maloca : Waimiri Atroari maloca Maloca Ikpeng : Maloca Ikpeng Maloca Ikpeng : Maloca Ikpeng A transição ao clima frio : A transição ao clima frio A começar do sul do Estado de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a proteção em relação ao frio chega a assumir a forma de habitações subterrâneas (Schmitz, 1982) . Curiosamente trata-se apenas de edificações sazonais, de população ainda em uma fase incipiente da agricultura. Casa Subterânea em São Paulo : Casa Subterânea em São Paulo Habitações subterâneas no mundo : Habitações subterâneas no mundo O fim da arquitetura indígena : O fim da arquitetura indígena Com a sedentarização das populações indígenas e com a imposição de modos de vida diferentes dos tradicionais, a arquitetura indígena perde sua flexibilidade e se transforma, na melhor das hipóteses, em uma arquitetura urbana, e na pior, em uma arquitetura pobre. A arquitetura pobre dos índios : A arquitetura pobre dos índios Fim : Fim You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
Arquiteturas indígenas aSGuest43101 Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 171 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: April 20, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Arquiteturas indígenas : Arquiteturas indígenas Slide 2: Poucas visões são impressionantes, para alguém que anda na selva ou no cerrado, descobrir improvisamente uma aldeia indígena. A visão, no meio de um ambiente natural, é estarrecedora: Slide 3: Os artefatos humanos se destacam no meio natural como algo absolutamente curioso porque, se de um lado a estrutura e a forma denunciam a intervenção do homem, os materiais naturais da região, Slide 4: utilizados com técnica arrojada, se incorporam à paisagem, criando um estranho contraste entre materiais e forma. Slide 7: Se nos afastamos de uma visão puramente estética das estruturas, e refletimos um pouco sobre o significado, é difícil não perceber de imediato a profunda diferencia entre as duas arquiteturas. Slide 8: Nos dois casos, da arquitetura ocidental e da arquitetura indígena, deparamos com uma arquitetura vernacular, na qual os próprios ocupantes desenvolveram, com material local, formas e estruturas que não destoam com o ambiente. Slide 9: Mas as estruturas são profundamente diferentes: como notou Banham em 1969, a arquitetura ocidental é moldada sobre um clima mediterrâneo ou continental, com longos períodos de frio, e curtos períodos de calor, Slide 10: A arquitetura conservativa, feita de estruturas pesadas, capazes de representar uma barreira contra o externo, representam uma estratégia de defesa do clima importante, pode ser a única eficaz sem um excessivo dispêndio de energia. Slide 11: Quando chegamos nas terras baixas da América do sul deparamos com um clima totalmente diferente: do norte de Roraima até o estado de São Paulo, estamos em um clima equatorial ou tropical, clima no qual a variação de temperatura entre o dia e a noite é superior à variação da temperatura entre o período mais frio e o período mais quente do ano. Slide 12: Em grande parte da região o calor e não o frio é o elemento do qual o homem deve se proteger, e a umidade é o grande vilão do conforto. Slide 13: É nesse contexto que surge a arquitetura indígena, feita de estruturas leves, permeáveis ao ar, que retira o calor em excesso e, principalmente remove a umidade, que embolora e mofa qualquer coisa. Repetindo a frase de Banham (1969):, Slide 14: “o qual utiliza as estruturas não apenas para conservar as condições ambientais desejadas, mas também para fazer entrar do externo as condições desejadas.” Slide 15: “O modelo conservativo parece ter se transformado, na cultura européia, na praxe tradicional, apesar do fato de que nos climas tropicais e úmidos e também no uso diário, mas em forma menos decidida, foi necessário substituí-lo drasticamente com um modelo alternativo, o modelo “seletivo Slide 17: Os Climas Da América Do Sul A arquitetura do clima Af – quente úmido : A arquitetura do clima Af – quente úmido Na região quente e úmida da parte setentrional da Amazônia, as edificações apresentam estruturas totalmente abertas (como a maloca dos Tiriyó, ilustrada por Frickel (1973) e o Shabano dos Yanomami, ilustrado por Chagon (1968)), garantindo a circulação do ar e a eliminação da umidade. O Shabano dos Yanomami : O Shabano dos Yanomami Moloca Macuxi pintada por Edward Goodall : Moloca Macuxi pintada por Edward Goodall Transição de Af a Am : Transição de Af a Am Quando se analisa um corte transversal da América do Sul, na altura do equador, do Atlântico ao Pacífico, onde a variação altimétrica da cordilheira permite a observação da progressiva adaptação a um clima mais rígido de altitude, e no qual a abertura e o fechamento das edificações em função das variáveis climáticas mostra uma abertura total na região atlântica, como entre os Wayana (van Velthem in Novaes 1983), um fechamento (e uma troca de materiais de construção) na região andina (Calderón 1985) e uma nova abertura da edificação na vertente pacífica (Nurnberg et al. 1983). Transição de Af a Am : Transição de Af a Am Os Cofanes, no Alto Amazona, ainda na região quente úmida, utilizam estruturas totalmente abertas e ventiladas, para defender-se da humidade. Transição de Af a Cf : Transição de Af a Cf A poucos quilômetros de distância os Worani, em clima mais frio, da “montanha” já utilizam edificações totalmente fechadas, para proteger-se do frio da noite. Durante o dia a vida se desenvolve ao ar livre. Transição do Af ao Aw : Transição do Af ao Aw Passando à parte meridional da Amazônia, as construções registram um progressivo fechamento, como a maloca do Xingu (Costa 1987), mas as edificações são amplas e possuem um fechamento relativamente leve, para permitir a criação de um colchão de ar na parte alta, que suaviza a temperatura ambiente durante o período de maior calor. Finalmente, indo em direção sul, no planalto central, as construções assumem estruturas mais fechadas, e principalmente mais compactas, para uma proteção mais rigorosa do frio, como se registra na região central do Pantanal e do Chaco (Xavantes in Giaccaria 1984 e Índios da serra do Norte, in Roquete Pinto 1935). Waimiri Atroari maloca : Waimiri Atroari maloca Waimiri Atroari maloca : Waimiri Atroari maloca Waimiri Atroari maloca : Waimiri Atroari maloca Maloca Ikpeng : Maloca Ikpeng Maloca Ikpeng : Maloca Ikpeng A transição ao clima frio : A transição ao clima frio A começar do sul do Estado de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a proteção em relação ao frio chega a assumir a forma de habitações subterrâneas (Schmitz, 1982) . Curiosamente trata-se apenas de edificações sazonais, de população ainda em uma fase incipiente da agricultura. Casa Subterânea em São Paulo : Casa Subterânea em São Paulo Habitações subterâneas no mundo : Habitações subterâneas no mundo O fim da arquitetura indígena : O fim da arquitetura indígena Com a sedentarização das populações indígenas e com a imposição de modos de vida diferentes dos tradicionais, a arquitetura indígena perde sua flexibilidade e se transforma, na melhor das hipóteses, em uma arquitetura urbana, e na pior, em uma arquitetura pobre. A arquitetura pobre dos índios : A arquitetura pobre dos índios Fim : Fim