Medicina na Grecia antiga e na Roma anti

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Medicina Grega Romana

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O contributo da Grécia… Os médicos que se realçavam eram “escravos” das divindades. As mais antigas informações sobre médicos gregos encontram-se no épico Ilíada (Homero), escrito entre 750 a.C. e 725 a.C. A civilização grega, em seus primórdios, utilizou-se da matemática egípcia e da astronomia babilónica para fundamentar a filosofia e a lógica da medicina. Acreditava na influência dos deuses, nas questões relativas à vida e à morte, e a doença era vista, inicialmente, como castigo divino. → História

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A medicina grega, baseada na mitologia, associava cura a diversas divindades. Não apenas Apolo, Ártemis, Atenas e Afrodite, mas também os deuses do submundo eram capazes de curar ou evitar doenças. O culto a Esculápio evoluiu dessas entidades. De acordo com a lenda, Esculápio é filho do deus Apolo com uma jovem terrestre. Apolo determinou que o centauro Quíron fosse tutor e seu professor na arte de curar. Quito era o mais sábio dos centauros e um excelente cirurgião (daí o termo quirúrgico ou cirúrgico). Esculápio possuía duas filhas que o auxiliavam na arte de curar: Panacéia – versada em conhecimentos sobre todos os remédios da terra, capaz de curar qualquer doença humana (a palavra panacéia é utilizada hoje em dia para significar “o que cura tudo”) - e Hígia (ou Higéia) – responsável pelo bem-estar social, pela manutenção da saúde e prevenção das doenças, cuidava da higiene e da saúde pública (deriva dela o termo hígido = o que é sadio). Em vários momentos a Mitologia mistura-se com a História, restando a dúvida se Esculápio de fato existiu. Seu nome aparece na Ilíada como um médico famoso, bem sucedido ao tratar feridos na Guerra de Tróia.

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Nos templos destinados a Esculápio realizavam-se rituais de cura. Os mais famosos ficavam em Epidauro, Cnidos, Cós, Atenas, Cirene e Pérgamo, sendo visitados ainda no século V d.C. Quando tratamentos feitos por médicos leigos falhavam, as pessoas procuravam auxílio nesses santuários. O tratamento era constituído de banhos e jejum. Poções eram empregadas para relaxar e adormecer os doentes. As curas deveriam acontecer durante o sono do paciente, que, ao acordar, deveria relatar seus sonhos. Antes da saída do templo, o doente fazia oferendas em dinheiro ou objectos de valor e deixava registo de sua cura numa placa a ser exposta na entrada do templo, para divulgar os sucessos alcançados. A serpente – até hoje emblema médico – era presença obrigatória nesses santuários, pois, ao mesmo tempo, significava uma divindade subterrânea e poder de renovação da vida, traduzido pela troca periódica da pele que nela se processa (o médico tem de estar em constante renovação de seu aprendizado – educação continuada).

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O médico mais famoso da escola de Crotona foi Alcmeon, jovem contemporâneo de Pitágoras, que deu bases científicas à medicina grega. Era um mestre da anatomia e da fisiologia – descobriu os nervos ópticos, a trompa de Eustáquio (trompa auditiva que liga o ouvido médio à faringe) e fez a distinção entre veias e artérias. Em sua obra Sobre a Natureza ofereceu explicações plausíveis sobre doenças e sugeria meios de prevenção e cura. Entendia a doença como um desequilíbrio do corpo, sendo esta desarmonia decorrente de diversos factores, como má nutrição (dietas irregulares ou inadequadas) e factores externos (clima e altitude). Outro notável membro dessa escola foi Empédocles (500-430 a.C.), cuja teoria dos humores perdurou por vários séculos. Acreditava que o mundo era composto por quatro elementos: fogo, ar, terra e água. Os líquidos corporais representados pelo sangue, linfa, bile amarela e bile negra, eram representações destes elementos da natureza, e o seu equilíbrio a razão da saúde humana. Esta era a famosa Doutrina dos Humores

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Hipócrates (460 a.C.), considerado pai da medicina, era filho e neto de médicos, aprendeu medicina com os mesmos, na então famosa Escola de Cós. Substituiu os deuses pela observação clínica de seus pacientes. Foi idealista de um modelo ético e humanista da prática médica. Criou métodos de diagnóstico, baseado na inquirição (filosofia) e raciocínio (lógica). As descrições de Hipócrates costumavam ser precisas e objectivas. Escreveu diversas obras (a ele atribuiu-se 72 textos e 42 histórias clínicas). As obras éticas e o juramento do médico, usado até os dias de hoje, fazem parte do chamado Corpo Hipocrático (Corpus Hippocraticum). Dentre suas obras mais famosas, destacam-se: Sobre as Epidemias (descreve doenças como pneumonia, tuberculose e malária); Sobre Ares, Águas e Lugares (tratado sobre saúde pública e geografia médica); Sobre a Dieta (alerta para a importância de uma dieta equilibrada e saudável) e Aforismos (descreve sua experiência quotidiana por meio de 400 provérbios, como “A vida é tão curta, a arte demora tanto a aprender, a oportunidade vai logo embora, a experiência engana e o julgamento é difícil” e “A doença extrema requer curas extremas”).

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O contributo de Roma… Foi enorme a influência da medicina grega na prática médica romana, e os gregos foram os primeiros e mais importantes médicos em Roma. Asclepíades de Prusa, nascido cerca de 125 a.C., foi o primeiro médico grego de formação a fazer sucesso em Roma. Estudara em Alexandria, no Egipto, e fora exímio orador. Descrevia as doenças como alterações dos humores e defendia a ideia de um corpo formado por partículas (átomos) que se moviam através de poros ou canais. Saúde e doenças eram resultantes da contracção ou relaxamento dessas partículas. → História

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A medicina romana, em seu princípio, era mágica e sobrenatural, baseada na crença de vários deuses, assim como na medicina grega. Durante a República, a prática médica romana era reservada aos escravos, e o médico grego pouco valorizado por seus serviços. Durante o Império, a medicina romana, por influência de famosos e bem sucedidos médicos gregos, tomou grande impulso, em particular nas questões relativas ao ensino. Nesse período, nenhum médico em Roma foi tão aclamado e decisivo para a medicina romana como o grego Claudio Galeno. Galeno nasceu em Pérgamo, por volta de 130 d.C., estudou em Esmirna e Alexandria. No ano de 162 partiu para Roma, conquistou reputação de bom médico e escritor, contou com particular apoio de dois imperadores, Marco Aurélio e Lúcio Vero. Escreveu excelentes obras sobre anatomia (sobre Preparações Anatómicas) e Fisiologia (Sobre o Uso das Partes do Corpo). Os tratamentos empregados por Galeno derivavam do conceito da acção dos opostos – a terapia dos opostos (alopatia). Adoptava a teoria do pneuma (espírito animal, espírito vital e espírito natural) para suas explicações sobre as doenças e discordava da Teoria dos Humores: foi ferrenho crítico dos ensinamentos hipocráticos. Além das dietas e das inúmeras drogas por ele desenvolvidas, utilizava-se da fisioterapia e acções semelhantes. Galeno desenvolveu preparações farmacológicas, tornou-se o Pai da Farmácia (daí a terminologia formulações galénicas).

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Em Roma, os procedimentos médicos racionais eram mesclados com práticas excêntricas e inusitada farmacopéia. O vinho era prescrito livremente, assim como massagens, banhos, dietas e repouso. Havia mais de 200 instrumentos cirúrgicos disponíveis para as operações. O Império Romano determinou que a assistência médica fosse dada por profissionais das cidades, especialmente encarregados da saúde do povo. O atendimento individual era universal e gratuito. O atendimento da saúde pública ia além. O saneamento básico era essencial. O fornecimento de água limpa existia em Roma e em outras cidades importantes do Império. Roma tinha nove aquedutos e consumia três milhões de litros de água por dia, só para “banhos públicos”. Havia trezentos locais para esses banhos, com água fria ou aquecida. O abastecimento de mantimentos era organizado e a colecta de lixo era regular, promovia-se vigilância sobre o estado das edificações e realizava-se o controle da saúde das prostitutas. O saneamento era adiantado e difundido aos países de todo o Império. Os esgotos eram de excelente qualidade, sendo, alguns deles, utilizados até hoje.