logging in or signing up Medicina na Grecia antiga e na Roma anti aSGuest40197 Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 2166 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: March 10, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: Medicina Grega Romana Slide 2: O contributo da Grécia… Os médicos que se realçavam eram “escravos” das divindades. As mais antigas informações sobre médicos gregos encontram-se no épico Ilíada (Homero), escrito entre 750 a.C. e 725 a.C. A civilização grega, em seus primórdios, utilizou-se da matemática egípcia e da astronomia babilónica para fundamentar a filosofia e a lógica da medicina. Acreditava na influência dos deuses, nas questões relativas à vida e à morte, e a doença era vista, inicialmente, como castigo divino. → História Slide 3: A medicina grega, baseada na mitologia, associava cura a diversas divindades. Não apenas Apolo, Ártemis, Atenas e Afrodite, mas também os deuses do submundo eram capazes de curar ou evitar doenças. O culto a Esculápio evoluiu dessas entidades. De acordo com a lenda, Esculápio é filho do deus Apolo com uma jovem terrestre. Apolo determinou que o centauro Quíron fosse tutor e seu professor na arte de curar. Quito era o mais sábio dos centauros e um excelente cirurgião (daí o termo quirúrgico ou cirúrgico). Esculápio possuía duas filhas que o auxiliavam na arte de curar: Panacéia – versada em conhecimentos sobre todos os remédios da terra, capaz de curar qualquer doença humana (a palavra panacéia é utilizada hoje em dia para significar “o que cura tudo”) - e Hígia (ou Higéia) – responsável pelo bem-estar social, pela manutenção da saúde e prevenção das doenças, cuidava da higiene e da saúde pública (deriva dela o termo hígido = o que é sadio). Em vários momentos a Mitologia mistura-se com a História, restando a dúvida se Esculápio de fato existiu. Seu nome aparece na Ilíada como um médico famoso, bem sucedido ao tratar feridos na Guerra de Tróia. Slide 4: Nos templos destinados a Esculápio realizavam-se rituais de cura. Os mais famosos ficavam em Epidauro, Cnidos, Cós, Atenas, Cirene e Pérgamo, sendo visitados ainda no século V d.C. Quando tratamentos feitos por médicos leigos falhavam, as pessoas procuravam auxílio nesses santuários. O tratamento era constituído de banhos e jejum. Poções eram empregadas para relaxar e adormecer os doentes. As curas deveriam acontecer durante o sono do paciente, que, ao acordar, deveria relatar seus sonhos. Antes da saída do templo, o doente fazia oferendas em dinheiro ou objectos de valor e deixava registo de sua cura numa placa a ser exposta na entrada do templo, para divulgar os sucessos alcançados. A serpente – até hoje emblema médico – era presença obrigatória nesses santuários, pois, ao mesmo tempo, significava uma divindade subterrânea e poder de renovação da vida, traduzido pela troca periódica da pele que nela se processa (o médico tem de estar em constante renovação de seu aprendizado – educação continuada). Slide 5: O médico mais famoso da escola de Crotona foi Alcmeon, jovem contemporâneo de Pitágoras, que deu bases científicas à medicina grega. Era um mestre da anatomia e da fisiologia – descobriu os nervos ópticos, a trompa de Eustáquio (trompa auditiva que liga o ouvido médio à faringe) e fez a distinção entre veias e artérias. Em sua obra Sobre a Natureza ofereceu explicações plausíveis sobre doenças e sugeria meios de prevenção e cura. Entendia a doença como um desequilíbrio do corpo, sendo esta desarmonia decorrente de diversos factores, como má nutrição (dietas irregulares ou inadequadas) e factores externos (clima e altitude). Outro notável membro dessa escola foi Empédocles (500-430 a.C.), cuja teoria dos humores perdurou por vários séculos. Acreditava que o mundo era composto por quatro elementos: fogo, ar, terra e água. Os líquidos corporais representados pelo sangue, linfa, bile amarela e bile negra, eram representações destes elementos da natureza, e o seu equilíbrio a razão da saúde humana. Esta era a famosa Doutrina dos Humores Slide 6: Hipócrates (460 a.C.), considerado pai da medicina, era filho e neto de médicos, aprendeu medicina com os mesmos, na então famosa Escola de Cós. Substituiu os deuses pela observação clínica de seus pacientes. Foi idealista de um modelo ético e humanista da prática médica. Criou métodos de diagnóstico, baseado na inquirição (filosofia) e raciocínio (lógica). As descrições de Hipócrates costumavam ser precisas e objectivas. Escreveu diversas obras (a ele atribuiu-se 72 textos e 42 histórias clínicas). As obras éticas e o juramento do médico, usado até os dias de hoje, fazem parte do chamado Corpo Hipocrático (Corpus Hippocraticum). Dentre suas obras mais famosas, destacam-se: Sobre as Epidemias (descreve doenças como pneumonia, tuberculose e malária); Sobre Ares, Águas e Lugares (tratado sobre saúde pública e geografia médica); Sobre a Dieta (alerta para a importância de uma dieta equilibrada e saudável) e Aforismos (descreve sua experiência quotidiana por meio de 400 provérbios, como “A vida é tão curta, a arte demora tanto a aprender, a oportunidade vai logo embora, a experiência engana e o julgamento é difícil” e “A doença extrema requer curas extremas”). Slide 7: O contributo de Roma… Foi enorme a influência da medicina grega na prática médica romana, e os gregos foram os primeiros e mais importantes médicos em Roma. Asclepíades de Prusa, nascido cerca de 125 a.C., foi o primeiro médico grego de formação a fazer sucesso em Roma. Estudara em Alexandria, no Egipto, e fora exímio orador. Descrevia as doenças como alterações dos humores e defendia a ideia de um corpo formado por partículas (átomos) que se moviam através de poros ou canais. Saúde e doenças eram resultantes da contracção ou relaxamento dessas partículas. → História Slide 8: A medicina romana, em seu princípio, era mágica e sobrenatural, baseada na crença de vários deuses, assim como na medicina grega. Durante a República, a prática médica romana era reservada aos escravos, e o médico grego pouco valorizado por seus serviços. Durante o Império, a medicina romana, por influência de famosos e bem sucedidos médicos gregos, tomou grande impulso, em particular nas questões relativas ao ensino. Nesse período, nenhum médico em Roma foi tão aclamado e decisivo para a medicina romana como o grego Claudio Galeno. Galeno nasceu em Pérgamo, por volta de 130 d.C., estudou em Esmirna e Alexandria. No ano de 162 partiu para Roma, conquistou reputação de bom médico e escritor, contou com particular apoio de dois imperadores, Marco Aurélio e Lúcio Vero. Escreveu excelentes obras sobre anatomia (sobre Preparações Anatómicas) e Fisiologia (Sobre o Uso das Partes do Corpo). Os tratamentos empregados por Galeno derivavam do conceito da acção dos opostos – a terapia dos opostos (alopatia). Adoptava a teoria do pneuma (espírito animal, espírito vital e espírito natural) para suas explicações sobre as doenças e discordava da Teoria dos Humores: foi ferrenho crítico dos ensinamentos hipocráticos. Além das dietas e das inúmeras drogas por ele desenvolvidas, utilizava-se da fisioterapia e acções semelhantes. Galeno desenvolveu preparações farmacológicas, tornou-se o Pai da Farmácia (daí a terminologia formulações galénicas). Slide 9: Em Roma, os procedimentos médicos racionais eram mesclados com práticas excêntricas e inusitada farmacopéia. O vinho era prescrito livremente, assim como massagens, banhos, dietas e repouso. Havia mais de 200 instrumentos cirúrgicos disponíveis para as operações. O Império Romano determinou que a assistência médica fosse dada por profissionais das cidades, especialmente encarregados da saúde do povo. O atendimento individual era universal e gratuito. O atendimento da saúde pública ia além. O saneamento básico era essencial. O fornecimento de água limpa existia em Roma e em outras cidades importantes do Império. Roma tinha nove aquedutos e consumia três milhões de litros de água por dia, só para “banhos públicos”. Havia trezentos locais para esses banhos, com água fria ou aquecida. O abastecimento de mantimentos era organizado e a colecta de lixo era regular, promovia-se vigilância sobre o estado das edificações e realizava-se o controle da saúde das prostitutas. O saneamento era adiantado e difundido aos países de todo o Império. Os esgotos eram de excelente qualidade, sendo, alguns deles, utilizados até hoje. You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
Medicina na Grecia antiga e na Roma anti aSGuest40197 Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 2166 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: March 10, 2010 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: Medicina Grega Romana Slide 2: O contributo da Grécia… Os médicos que se realçavam eram “escravos” das divindades. As mais antigas informações sobre médicos gregos encontram-se no épico Ilíada (Homero), escrito entre 750 a.C. e 725 a.C. A civilização grega, em seus primórdios, utilizou-se da matemática egípcia e da astronomia babilónica para fundamentar a filosofia e a lógica da medicina. Acreditava na influência dos deuses, nas questões relativas à vida e à morte, e a doença era vista, inicialmente, como castigo divino. → História Slide 3: A medicina grega, baseada na mitologia, associava cura a diversas divindades. Não apenas Apolo, Ártemis, Atenas e Afrodite, mas também os deuses do submundo eram capazes de curar ou evitar doenças. O culto a Esculápio evoluiu dessas entidades. De acordo com a lenda, Esculápio é filho do deus Apolo com uma jovem terrestre. Apolo determinou que o centauro Quíron fosse tutor e seu professor na arte de curar. Quito era o mais sábio dos centauros e um excelente cirurgião (daí o termo quirúrgico ou cirúrgico). Esculápio possuía duas filhas que o auxiliavam na arte de curar: Panacéia – versada em conhecimentos sobre todos os remédios da terra, capaz de curar qualquer doença humana (a palavra panacéia é utilizada hoje em dia para significar “o que cura tudo”) - e Hígia (ou Higéia) – responsável pelo bem-estar social, pela manutenção da saúde e prevenção das doenças, cuidava da higiene e da saúde pública (deriva dela o termo hígido = o que é sadio). Em vários momentos a Mitologia mistura-se com a História, restando a dúvida se Esculápio de fato existiu. Seu nome aparece na Ilíada como um médico famoso, bem sucedido ao tratar feridos na Guerra de Tróia. Slide 4: Nos templos destinados a Esculápio realizavam-se rituais de cura. Os mais famosos ficavam em Epidauro, Cnidos, Cós, Atenas, Cirene e Pérgamo, sendo visitados ainda no século V d.C. Quando tratamentos feitos por médicos leigos falhavam, as pessoas procuravam auxílio nesses santuários. O tratamento era constituído de banhos e jejum. Poções eram empregadas para relaxar e adormecer os doentes. As curas deveriam acontecer durante o sono do paciente, que, ao acordar, deveria relatar seus sonhos. Antes da saída do templo, o doente fazia oferendas em dinheiro ou objectos de valor e deixava registo de sua cura numa placa a ser exposta na entrada do templo, para divulgar os sucessos alcançados. A serpente – até hoje emblema médico – era presença obrigatória nesses santuários, pois, ao mesmo tempo, significava uma divindade subterrânea e poder de renovação da vida, traduzido pela troca periódica da pele que nela se processa (o médico tem de estar em constante renovação de seu aprendizado – educação continuada). Slide 5: O médico mais famoso da escola de Crotona foi Alcmeon, jovem contemporâneo de Pitágoras, que deu bases científicas à medicina grega. Era um mestre da anatomia e da fisiologia – descobriu os nervos ópticos, a trompa de Eustáquio (trompa auditiva que liga o ouvido médio à faringe) e fez a distinção entre veias e artérias. Em sua obra Sobre a Natureza ofereceu explicações plausíveis sobre doenças e sugeria meios de prevenção e cura. Entendia a doença como um desequilíbrio do corpo, sendo esta desarmonia decorrente de diversos factores, como má nutrição (dietas irregulares ou inadequadas) e factores externos (clima e altitude). Outro notável membro dessa escola foi Empédocles (500-430 a.C.), cuja teoria dos humores perdurou por vários séculos. Acreditava que o mundo era composto por quatro elementos: fogo, ar, terra e água. Os líquidos corporais representados pelo sangue, linfa, bile amarela e bile negra, eram representações destes elementos da natureza, e o seu equilíbrio a razão da saúde humana. Esta era a famosa Doutrina dos Humores Slide 6: Hipócrates (460 a.C.), considerado pai da medicina, era filho e neto de médicos, aprendeu medicina com os mesmos, na então famosa Escola de Cós. Substituiu os deuses pela observação clínica de seus pacientes. Foi idealista de um modelo ético e humanista da prática médica. Criou métodos de diagnóstico, baseado na inquirição (filosofia) e raciocínio (lógica). As descrições de Hipócrates costumavam ser precisas e objectivas. Escreveu diversas obras (a ele atribuiu-se 72 textos e 42 histórias clínicas). As obras éticas e o juramento do médico, usado até os dias de hoje, fazem parte do chamado Corpo Hipocrático (Corpus Hippocraticum). Dentre suas obras mais famosas, destacam-se: Sobre as Epidemias (descreve doenças como pneumonia, tuberculose e malária); Sobre Ares, Águas e Lugares (tratado sobre saúde pública e geografia médica); Sobre a Dieta (alerta para a importância de uma dieta equilibrada e saudável) e Aforismos (descreve sua experiência quotidiana por meio de 400 provérbios, como “A vida é tão curta, a arte demora tanto a aprender, a oportunidade vai logo embora, a experiência engana e o julgamento é difícil” e “A doença extrema requer curas extremas”). Slide 7: O contributo de Roma… Foi enorme a influência da medicina grega na prática médica romana, e os gregos foram os primeiros e mais importantes médicos em Roma. Asclepíades de Prusa, nascido cerca de 125 a.C., foi o primeiro médico grego de formação a fazer sucesso em Roma. Estudara em Alexandria, no Egipto, e fora exímio orador. Descrevia as doenças como alterações dos humores e defendia a ideia de um corpo formado por partículas (átomos) que se moviam através de poros ou canais. Saúde e doenças eram resultantes da contracção ou relaxamento dessas partículas. → História Slide 8: A medicina romana, em seu princípio, era mágica e sobrenatural, baseada na crença de vários deuses, assim como na medicina grega. Durante a República, a prática médica romana era reservada aos escravos, e o médico grego pouco valorizado por seus serviços. Durante o Império, a medicina romana, por influência de famosos e bem sucedidos médicos gregos, tomou grande impulso, em particular nas questões relativas ao ensino. Nesse período, nenhum médico em Roma foi tão aclamado e decisivo para a medicina romana como o grego Claudio Galeno. Galeno nasceu em Pérgamo, por volta de 130 d.C., estudou em Esmirna e Alexandria. No ano de 162 partiu para Roma, conquistou reputação de bom médico e escritor, contou com particular apoio de dois imperadores, Marco Aurélio e Lúcio Vero. Escreveu excelentes obras sobre anatomia (sobre Preparações Anatómicas) e Fisiologia (Sobre o Uso das Partes do Corpo). Os tratamentos empregados por Galeno derivavam do conceito da acção dos opostos – a terapia dos opostos (alopatia). Adoptava a teoria do pneuma (espírito animal, espírito vital e espírito natural) para suas explicações sobre as doenças e discordava da Teoria dos Humores: foi ferrenho crítico dos ensinamentos hipocráticos. Além das dietas e das inúmeras drogas por ele desenvolvidas, utilizava-se da fisioterapia e acções semelhantes. Galeno desenvolveu preparações farmacológicas, tornou-se o Pai da Farmácia (daí a terminologia formulações galénicas). Slide 9: Em Roma, os procedimentos médicos racionais eram mesclados com práticas excêntricas e inusitada farmacopéia. O vinho era prescrito livremente, assim como massagens, banhos, dietas e repouso. Havia mais de 200 instrumentos cirúrgicos disponíveis para as operações. O Império Romano determinou que a assistência médica fosse dada por profissionais das cidades, especialmente encarregados da saúde do povo. O atendimento individual era universal e gratuito. O atendimento da saúde pública ia além. O saneamento básico era essencial. O fornecimento de água limpa existia em Roma e em outras cidades importantes do Império. Roma tinha nove aquedutos e consumia três milhões de litros de água por dia, só para “banhos públicos”. Havia trezentos locais para esses banhos, com água fria ou aquecida. O abastecimento de mantimentos era organizado e a colecta de lixo era regular, promovia-se vigilância sobre o estado das edificações e realizava-se o controle da saúde das prostitutas. O saneamento era adiantado e difundido aos países de todo o Império. Os esgotos eram de excelente qualidade, sendo, alguns deles, utilizados até hoje.