Historia da Valsa.

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História da Valsa. : 

História da Valsa.

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A valsa se caracteriza pelo compasso ternário (único 3 por 4 na dança de salão atual), com o primeiro tempo forte e movimento variado (lento, alegreto, alegre). A dança alia giros a grandes deslocamentos na pista, e daí a origem de seu nome: Walzen – “dar voltas” em alemão. Suas primeiras melodias datam de 1770, mas, como há controvérsias quanto à sua origem, há estudiosos que afirmam que a primeira música foi executada no Salão Barroco da corte dos Habsburgo, em Viena (1660).

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Atuais pesquisas apontam que o gênero musical nasceu nas classes populares da Áustria e no sul da Alemanha, onde havia várias danças similares, com nomes como Dreher (“torneiro”), Deustcher tanz (“dança alemã”) ou Walzer (“girar”, “rodar”). Provavelmente é derivativa do “The Lander”, dançada com giros rápidos e contínuos pelos camponeses da Alemanha Meridional e Baviera e, mais tarde, para deixar de ser rotulada de imoral e vulgar pelas camadas sociais mais altas, absorve também características do Minueto - uma das danças da corte que foram “decapitadas” pela Revolução Francesa.

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Foi introduzida em Paris em 1775, mas, devido a proibições, levou um certo tempo para ser dançada em outros lugares. Com a abolição da proibição de dançar Valsa na Corte de Berlim, em 1812, e com a sua aprovação pelo Congresso de Viena (1814/1815 – reunião internacional que restabeleceu o equilíbrio europeu após a derrota de Napoleão Bonaparte), a Valsa foi vencendo as barreiras do preconceito e, em pouco tempo, se fez presente nos salões, palácios e cortes imperiais e passando a contar com a adesão de composição de música erudita, como Carl Weber, Joseph Lanner e Johann Strauss Pai, que desenvolvem a sua própria visão da Valsa – uma música graciosa, leve, de ritmo e melodia brilhante, um verdadeiro convite à dança. Johann Strauss Filho (1825 – 1899), o “rei da valsa”, leva-a ao auge com “an der schonen baluen Donau” (O Danúbio Azul) onde, com base na sensação impulsiva, na agilidade e no dinamismo requisitados pelos dançarinos, a harmonia foi construída de maneira a proporcionar a cada compasso um acorde próprio.

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Assim, Viena acabou por ser o grande berço da Valsa, que passou a ser considerada dança de grande elegância, vindo a substituir os minuetos e gavotas. Atualmente, a valsa mantém grande prestígio no mundo da dança de salão, sendo que nos Estados Unidos assumiu um tempo mais lento, permitindo uma dança mais suave e de deslize gracioso nos movimentos de fluxo e refluxo. Já no Brasil, numa tentativa de lembrar a grandiosidade dos salões de Viena, mantém-se presente em ocasiões tradicionais como festas e casamentos, bailes de formatura e debutantes, entre outras.

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A Valsa no Brasil

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Em 1808 a família real portuguesa a trouxe para o Brasil, onde adquire formas distintas e penetração em todos os níveis musicais, seja no folclórico, no popular e no erudito, tendo importância fundamental na vida musical urbana, tanto como música de dança nos salões aristocráticos quanto como música cantada popularmente pelos seresteiros e que posteriormente foram denominadas “serestas”. Ela figura no catálogo das obras de Alberto Nepomuceno, Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Carlos Gomes e Francisco Mignone da mesma forma como é ouvida no fundo de quintal dos chorões cariocas ou executada nas sanfonas de oito baixos do interior do país.

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A mais antiga notícia que se tem de valsas brasileiras encontra-se no diário de Sigismund Neukomm, músico austríaco responsável pela programação musical do Congresso de Viena, e que veio em 1816 para o Rio de Janeiro para ensinar composição a D Pedro I, e piano à princesa Leopoldina, entre outros. Lá, nos dias 06 e 16/11/1816, estão registrados a realização de uma fantasia sobre uma pequena valsa e os arranjos para orquestra, com trios, dentre outras seis compostas por SAR, o príncipe Dom Pedro. Pertencia assim a Sua Alteza Real, o então jovem príncipe, a autoria das primeiras valsas no Brasil.

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Embora viesse a se tornar um dos gêneros mais difundidos, a valsa somente começa a se firmar no Brasil na segunda metade do século XIX, a principio como composição instrumental, nos moldes da valsa vienense e depois se abrasileirando por ocasião da Guerra do Paraguai, até chegar como canção na virada do século XX. A partir de então, se consolidou como forma preferida de música romântica, hegemonia que só veio a perder no final da década de 40 para o samba-canção e depois para a Bossa Nova. Seu prestígio chegou a influenciar até a própria Modinha, que acabou adotando o padrão três-por-quatro.

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Foi igualmente grande, no Brasil, a influência das valsas de operetas, assim como as de café-concerto, e mesmo das valsas de filmes americanos já nas décadas de 30 e 40, período de grande popularidade dos cantores Orlando Silva, Sílvio Caldas e Francisco Alves e da consagração de dezenas de valsas como clássicos da música popular brasileira, tais como “Rosa” (Pixinguinha e Otávio de Souza), “Canta Maria” (Ary Barroso) e “Deusa da Minha Rua” (Newton Teixeira e Jorge Faraj).

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Hoje a valsa figura esporadicamente na produção de nossos compositores, mas a dança se mantém acesa, principalmente nos estados do sul, de forte imigração européia, e também pela tradição de festas formais e dos professores de dança de salão.

Pé de Valsa : 

Pé de Valsa Pé de valsa

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No Brasil é consagrado o termo “pé de valsa” para designar aqueles com habilidade para dançar a dois. A razão disso se dá pelo fato da valsa ter sido a primeira a ser dançada com homens e mulheres frente e frente, cuja posição foi tomada como escandalosa e proibida em vários países.

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Um exemplo deles foi a Inglaterra, onde a dança foi introduzida no inicio do século XIX e escandalizou a sociedade. Nunca, naquele país, um homem houvera publicamente envolvido auma dama com os braços, numa posição de revestimento pela cintura numa dança social, além de deixar à mostra a canela das moças ao rodopiarem pelo salão.

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Isto se dava posto que os cavalheiros seguravam a ponta dos vestidos para as damas não enroscarem os pés.

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