Video

Views:
 
Category: Education
     
 

Presentation Description

No description available.

Comments

Presentation Transcript

RELAÇÕES ECOLÓGICAS : 

RELAÇÕES ECOLÓGICAS Podemos classificar as relações entre seres vivos inicialmente em dois grupos: as intra-específicas, que ocorrem entre seres da mesma espécie, e as interespecíficas, entre seres de espécies distintas. É comum diferenciar-se as relações em harmônicas ou positivas e desarmônicas ou negativas. Nas harmônicas não há prejuízo para nenhuma das partes associadas, e nas desarmônicas há.

RELAÇÕES INTRA-ESPECÍFICAS HARMÔNICAS : 

RELAÇÕES INTRA-ESPECÍFICAS HARMÔNICAS Relações que ocorrem em indivíduos da mesma espécie, não existindo desvantagem nem benefício para nenhuma das espécies consideradas. Compreendem as colônias e as sociedades.

Colônias : 

Colônias Agrupamento de indivíduos da mesma espécie que revelam profundo grau de interdependência e se mostram ligados uns aos outros, sendo-lhes impossível a vida quando isolados do conjuntos, podendo ou não ocorrer divisão do trabalho. Como exemplo, podem ser citadas as colônias de corais (celenterados), de crustáceos do gênero Balanus (as cracas), de certos protozoários, bactérias, etc.

Sociedades : 

Sociedades As sociedades são agrupamentos de indivíduos da mesma espécie que têm plena capacidade de vida isolada mas preferem viver na coletividade. Os indivíduos de uma sociedade têm independência física uns dos outros. Mas se mantêm unidos graças aos estímulos recíprocos. Pode ocorrer, entretanto, um certo grau de diferenciação de formas entre eles e de divisão de trabalho, como sucede com as formigas, as abelhas e os térmitas ou cupins  Ex: alcatéia, cardume, manada de búfalos, homem, térmitas (cupins)

Slide 8: 

Nos diversos insetos sociais a comunicação entre os diferentes indivíduos é feita através dos feromônios - substâncias químicas que servem para a comunicação. Os feromônios são usados na demarcação de territórios, atração sexual, transmissão de alarme, localização de alimento e organização social.

Relações harmônicas inter-específicas: : 

Relações harmônicas inter-específicas: Ocorrem entre organismos de espécies diferentes. Compreendem a protocooperação, o mutualismo, o comensalismo e inquilinismo

Mutualismo : 

Mutualismo É a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual ambos se beneficiam. Esse tipo de associação é tão íntima, que a sobrevivência dos seres que a formam torna-se impossível, quando são separados.  Alguns autores usam o termo simbiose para caracterizar o que definimos como mutualismo. Como a tendência atual é considerar simbiose uma associação entra indivíduos de espécies diferentes, não importando o tipo de relação entre eles, devemos usar o termo mutualismo para caracterizar a simbiose entre indivíduos de espécies diferentes, em que ambos se beneficiam.

Slide 11: 

Como exemplos de mutualismo temos, entre outros, os líquens, a bacteriorriza, a micorriza, e as associações entre cupins e protozoários e entre herbívoros com bactérias e protozoários. bactérias do gênero Rhizobium com as células das raízes de leguminosas que fixam o nitrogênio atmosférico

Protocooperação : 

Protocooperação Protocooperação ou simplesmente cooperação é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que ambos se beneficiam, mas cuja coexistência não é obrigatória. Como exemplos de protocooperação vamos destacar as associações entre o paguro-eremita e as anêmonas-do-mar, o pássaro anu e certos mamíferos, o pássaro-palito e os crocodilos e a polinização feita por animais.

Comensalismo : 

Comensalismo É a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual um deles aproveita os restos alimentares do outro sem prejudicá-lo. 0 animal que aproveita os restos alimentares é denominado comensal.  Exemplo de comensalismo muito citado é o que ocorre entre a rêmora e o tubarão. A rêmora ou peixe-piolho é um peixe ósseo que apresenta a nadadeira dorsal transformada em ventosa, com a qual se fixa ao corpo do tubarão. A rêmora além de ser transportada pelo tubarão, aproveita os restos de sua alimentação. 0 tubarão não é prejudicado, pois o peso da rêrnora é insignificante. Os alimentos ingeridos pela rêmora correspondem aos desprezados pelo tubarão.

Slide 15: 

Como exemplo também, as hienas se aproveitando de restos deixados pelo leão, ou Entamoeba coli se aproveitando de restos alimentares em nosso intestino e, até mesmo, a ave-palito comendo restos alimentares na boca do crocodilo.

Inquilinismo : 

Inquilinismo É a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um deles procura abrigo ou suporte no corpo do outro, sem prejudicá-lo. 0 inquilinismo é uma forma de associação muito parecida com o comensalismo. Desta difere por não haver cessão de alimentos ao inquilino.  Como exemplos de inquilinismo vamos destacar as associações do peixe-agulha com a holotúria e das orquídeas e bromélias com troncos de árvores.

Relações desarmônicas intra-específicas : 

Relações desarmônicas intra-específicas Canibalismo: É a interação desarmônica onde um indivíduo mata e devora outro de mesma espécie.  Pode ocorrer na espécie humana, ratos, peixes e até com aranhas, onde a fêmea mata e devora o macho após o ato sexual.

Relações desarmônicas inter-específicas : 

Relações desarmônicas inter-específicas Relações inter-específicas desarmônicas entre espécies diferentes, em uma mesma comunidade, apresentam nichos ecológicos iguais ou muito semelhantes, desencadeando um mecanismo de disputa pelo mesmo recurso do meio, quando este não é suficiente para as duas populações. Esse mecanismo pode determinar controle da densidade das duas populações que estão interagindo, extinção de uma delas ou, ainda, especialização do nicho ecológico.

Amensalismo ou Antibiose : 

Amensalismo ou Antibiose Relação no qual uma espécie bloqueia o crescimento ou a reprodução de outra espécie, denominada amensal, através da liberação de substâncias tóxicas. Exemplos: Os fungos Penicillium notatum eliminam a penicilina, antibiótico que impede que as bactérias se reproduzam. As substâncias secretadas por dinoflagelados Gonyaulax, responsáveis pelo fenômeno "maré vermelha", podem determinar a morte da fauna marinha. A secreção e eliminação de substâncias tóxicas pelas raízes de certas plantas impede o  crescimento de outras espécies no local.

Slide 21: 

Exemplo de um dinoflagelado que causam a morte dos peixes e mariscos formando as marés vermelhas. Maré Vermelha: em certas condições climáticas e ambientais, algas podem produzir toxinas que serão concentradas por peixes e mariscos que se alimentam do fito plâncton.

Parasitismo : 

Parasitismo O parasitismo é uma forma de relação desarmônica mais comum do que a antibiose. Ele caracteriza a espécie que se instala no corpo de outra, dela retirando matéria para a sua nutrição e causando-lhe, em conseqüência, danos cuja gravidade pode ser muito variável, desde pequenos distúrbios até a própria morte do indivíduo parasitado. Dá-se o nome de hospedeiro ao organismo que abriga o parasita. De um modo geral, a morte do hospedeiro não é conveniente ao parasita. Mas, a despeito disso, muitas vezes ela ocorre.

Predatismo : 

Predatismo Predador é o indivíduo que ataca e devora outro, chamado presa, pertencente a espécie diferente. Os predadores são geralmente maiores e menos numerosos que suas presas, sendo exemplificadas pelos animais carnívoros. As duas populações - de predadores e presas - geralmente não se extinguem e nem entram em superpopulação, permanecendo em equilíbrio no ecossistema. Para a espécie humana, o predatismo, como fator limitante do crescimento populacional, tem efeito praticamente nulo.

Slide 27: 

Os predadores, evidentemente, não são benéficos aos indivíduos que matam. Todavia, podem sê-lo à população de presas. Isso porque os predadores eliminam os indivíduos menos adaptados, podendo, influir no controle da população de presas.  Tanto os predadores como as presas mostram uma série de adaptações que permitem executar mais eficazmente as suas atividades. Assim, os dentes afiados dos tubarões, os caninos desenvolvidos dos animais carnívoros, as garras de águia, a postura e o primeiro par de patas do louva-a-deus, o veneno das cobras, as telas de aranha são exemplos de algumas adaptações apresentadas pelos predadores.

Slide 28: 

Por outro lado, as presas favorecidas pela seleção natural também evidenciam um grande número de adaptações que as auxiliam a evitar seus predadores.  A produção de substâncias de mau cheiro ou de mau gosto, as cores de animais que se confundem com o meio ambiente, os espinhos dos ouriços, as corridas dos cavalos, veados e zebras são exemplos de processos utilizados pelas presas para ludibriar seus predadores.  Entre as adaptações apresentadas por predadores e presas merecem destaque a camuflagem e o mimetismo.

Formas especiais de adaptações ao Predatismo : 

Formas especiais de adaptações ao Predatismo Mimetismo é uma forma de adaptação revelada por muitas espécies que se assemelham bastante a outras, disso obtendo algumas vantagens. A cobra falsa-coral é confundida com a coral-verdadeira, muito temida, e, graças a isso, não é importunada pela maioria das outras espécies. Há mariposas que se assemelham a vespas, e mariposas cujo colorido lembra a feição de uma coruja com olhos grandes e brilhantes.

Slide 30: 

Falsa monarca Verdadeira Monarca- amarga: Danaus plexippus Cobra coral verdadeira    Falsa cobra coral

Camuflagem : 

Camuflagem Camuflagem é uma forma de adaptação morfológica pela qual uma espécie procura confundir suas vítimas ou seus agressores revelando cor(es) e/ou forma(s) semelhante(s) a coisas do ambiente. O padrão de cor dos gatos silvestres, como o gato maracajá e a onça, é harmônico com seu ambiente, com manchas camuflando o sombreado do fundo da floresta. O mesmo se passa com lagartos (por exemplo, camaleão), que varia da cor verde das folhas à cor marrom do substrato onde ficam. Os animais polares costumam ser brancos, confundindo-se com o gelo. O louva-a-deus, que é um poderoso predador, se assemelha a folhas ou galhos.

competição : 

competição A competição compreende a interação ecológica em que indivíduos da mesma espécie ou indivíduos de espécies diferentes disputam alguma coisa, como por exemplo, alimento, território, luminosidade etc. Logo, a competição pode ser intra-específica (quando estabelecida dentro da própria espécie) ou inter específica (entre espécies diferentes). Em ambos os casos, esse tipo de interação favorece um processo seletivo que culmina, geralmente, com a preservação das formas de vida mais bem adaptadas ao meio ambiente e com a extinção dos indivíduos com baixo poder adaptativo. Assim, a competição constitui um fator regulador da densidade populacional, contribuindo para evitar a superpopuIação das espécies.

Slide 34: 

Exemplo: Fungos e moscas competem pela mesma matéria organismo (a banana), no experimento dos decompositores.

Slide 35: 

Hipótese de Gause ou Princípio da Exclusão Competitiva (1934) Duas espécies com ecologia muito similar não podem existir juntas em um mesmo local. • A competição é rara em ambientes naturais; baixa freqüência de exclusão competitiva. • A competição tem sido evento muito comum através da história evolutiva das comunidades.

Exclusão X Coexistência : 

Exclusão X Coexistência Se 2 espécies coexistem em um ambiente estável, então elas o fazem devido à diferenciação de nichos realizados. Se não há diferenciação, a espécie competitivamente superior possui maiores chances de eliminar a outra. Coexistência é possível devido à PARTIÇÃO DE RECURSOS

A natureza e a seleção natural : 

A natureza e a seleção natural A afirmação de que a competição é necessária para a vida, põe em pauta as seguintes questões, mas e se a natureza falhasse na seleção natural ? e se de alguma forma uma espécie conseguisse driblar a seleção natural? É esse o caso da espécie humana, nós conseguimos driblar a seleção natural, pois há fartura de alimento (só precisa ser melhor distribuído), há abrigo de predadores e de forças naturais, e a disputa por parceiros, ainda que exista, não é mais necessária com o advento da reprodução artificial, e esses fatos mostram que nós seres humanos, não estamos sendo selecionados pela natureza para evoluir. O fato de não haver uma competição natural entre nós seres humanos, foi o que nos proporcionou exepcional adaptação na natureza, ao contrário do que prega a teoria neo-darwinista. Mas como que nós seres humanos, conseguimos escapar da seleção natural? A resposta está na racionalidade do ser humano.

Slide 38: 

TABELA DE REPRESENTAÇÃO DAS RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS 0: espécies cujo desenvolvimento não é afetado +: espécie beneficiada cujo desenvolvimento torna-se possível ou é melhorado –: espécie prejudicada que tem seu desenvolvimento reduzido.

Exercícios – Relações Ecológicas : 

Exercícios – Relações Ecológicas 1. A competição interespecífica é maior quando as espécies: Tem o mesmo nicho ecológico Fazem parte da mesma comunidade Vivem num mesmo hábitat Ocupam o mesmo ecossistema

Slide 40: 

2. Os pulgões alimentam-se da seiva elaborada das plantas, introduzindo um tromba sugadora nos vasos liberianos. As formigas por sua vez, aproveitam-se dos excrementos dos pulgões no interior dos formigueiros. As relações ecológicas, observadas entre planta-pulgão e pulgão-formiga são respectivamente: Desarmônica interespecífica e harmônica interespecífica Harmônica intra-especifica e desarmônica interespecífica Harmônica intra-especifica e desarmônica intra-especifica Harmônica interespecífica e harmônica intra-especifica Desarmônica intra-especifica e harmônica intra-especifica

Slide 41: 

3. A rêmora ou peixe-piloto fixa-se no corpo do tubarão, deslocando-se com ele e aproveitando os restos de suas presas. Esse é um exemplo típico de: Predatismo Parasitismo Comensalismo Mutualismo

Slide 42: 

4. O cupim vive associado a protozoários capazes de digerir a celulose, tornando o alimento acessível a ambos indivíduos. Esse tipo de associação é conhecido como: Parasitismo Predatismo Mutualismo Canibalismo

Slide 43: 

5. Em lagos públicos ou simples espelhos d´água é conveniente manter uma população de peixes larvófagos para combater a proliferação de larvas de mosquitos. Esse procedimento não poluente é um exemplo de: Simbiose Comensalismo Predatismo Parasitismo Amensalismo