Combate à Dengue - ppt ERIVAN ALONÇO

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CONTROLE BIOLOGICO DO AEDES AEGYPTI

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Utilização domiciliar do Poecilia reticulata no combate às larvas do Aedes aegypti no município de Tenente Laurentino Cruz – RN: Uma alternativa eficiente Erivan Alonço da Costa (84) 9652-8125 Colaboradores: Francisco Leonardo Cicero Romão José Gean Gilvaneide Pires Introdução Como e se é possível da utilização do Poecilia reticulata (peixe Guppy) no controle biológico do Aedes aegypti no município de Tenente Laurentino Cruz - RN é aqui considerada a questão-problema deste trabalho. O Guppy, também chamado de Barrigudinho ou lebiste é um belo peixe ornamental de comportamento pacífico. Em sua forma original, possui um tom cinzento, porém a partir de cruzamentos em cativeiro costuma adquirir cores fortes, dos mais variados tipos.

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Justificativa O município de Tenente Laurentino tem enfrentado dificuldades para combater o Aedes aegypti. Paralelo ao início do trabalho de utilização dos primeiros peixes nos imóveis, foi feito o Levantamento de Índice Amostral (LIA) no município o que acusou infestação predial de 10,02%, índice considerado altíssimo até a nível nacional. Sabendo que populações de guppies já foram utilizadas para ajudar a combater a malária, já que entre as principais fontes de alimento dos guppies encontram-se as larvas de mosquito, esse trabalho, busca usar o Poecilia reticulata para ajudar no controle do Aedes aegypti, mosquito da dengue, no referido município. Acreditamos que com a utilização dos peixinhos nos reservatórios possíveis a infestação do mosquito da dengue no município de Tenente Laurentino possa ser reduzida e fique abaixo de 1% (um por cento). Ainda acreditamos que o problema das casas pendentes será amenizado devido à possibilidade de os agentes de endemias colocarem um casal de peixinhos em vários reservatórios que lá estão localizados. Logo os peixes podem ficar no reservatório por um período de até 2 (dois) anos.

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Objetivos O objetivo geral deste trabalho foi investigar a viabilidade da utilização domiciliar do Poecilia reticulata no combate às larvas do Aedes aegypti no município de Tenente Laurentino Cruz – RN. Objetivos específicos: Caracterizar padrões comportamentais do Poecilia reticulata relacionados à mortalidade, à alimentação, resistência ao hipoclorito de sódio existente na água proveniente da CAERN, manejo e reabastecimento dos reservatórios, dentre outros; Identificar a eficiência do Poecilia reticulata como larvófago; Elaborar um manual para uso geral da população do município em questão;

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Materiais e Métodos Área de Estudo O município de Tenente Laurentino Cruz tem uma extensão de 65,5 km2, o que equivale a 0,12% da superfície estadual, e está localizado na Mesorregião Central Potiguar e Microrregião da Serra de Santana, conforme a divisão territorial do Brasil. Com uma altitude média de 730 metros acima do nível do mar, situa-se a uma posição geográfica determinada pelo paralelo 06º 08 34 de Latitude Sul e 37º 45 00 de Longitude Oeste. A distância em relação a capital é de 234 km. Os limites geográficos do município são: ao Norte com o município de Santana do Matos; ao Sul com o município de São Vicente; ao Leste com o município de São Vicente; ao Oeste com o município de Florânia.

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Metodologia O presente estudo foi realizado a partir de uma metodologia de pesquisa de observação e experimentação, sempre explorando leituras relacionadas ao tema com observação de situações práticas no período que se estendeu de maio de 2008 a abril de 2009. Em experiências realizadas no período de 08 (oito) meses em domicílios de criadores anônimos e em outro cativeiro arranjado propositadamente para tal finalidade, observou-se uma real adaptação dos peixes ao teor de hipoclorito de sódio (cloro) contido na água proveniente da CAERN. Foi um período de observação e testes. Entrelaçados ao nosso objetivo central, buscamos ainda pesquisar a aceitação dos peixes nos domicílios pela própria população, analisar o teor de hipoclorito de sódio (cloro) a que suportavam e por quanto tempo, e a resistência dos alevinos à alimentação alternativa. Houve comunicação continuada diretamente com a população sempre com registro e anotações, bem como com a equipe de endemias do município. O estudo baseou-se em critérios exploratórios e descritivos, o que descrevemos como muito importante, sempre buscando compreender um pouco mais o contexto social das pessoas do município e relacionando-o à problemática do uso do Poecilia reticulata em seus lares. Para que algumas pessoas (criadores anônimos) colaborassem melhor com o trabalho, visitamos frequentemente suas residências levando novos conhecimentos sobre os peixes, explicando a situação da necessidade do uso dos guppies em seus reservatórios e pedindo sua cooperação.

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Figuras : 1, 2, 3 e 4 – Visita a residência de criador anônimo de guppies para monitoramento e coletas de filhotes

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Resultados e Discussão Problemas detectados O Município de Tenente Laurentino Cruz enfrenta dois grandes problemas no controle do mosquito da dengue. O primeiro grande problema é o de casas pendentes (fechadas), o que chega a atrasar em mais de 50% ( cinqüenta por cento) o trabalho dos agentes. O segundo maior problema relativo à dengue encontrado no município é a quantidade de tanques; caixas d’água; potes e tonéis (tambores) que são respectivamente os maiores criadouros de larvas do Mosquito da Dengue. O principal deles é o tanque de cimento, um reservatório de paredes internas ásperas muito comum naquele município. A Equipe de Endemias enfrenta também um dilema; quando o larvicida é utilizado na água armazenada e essa água perde parte de seu volume, recebendo outro volume poucos dias depois, o larvicida tende a perder sua eficiência. Entendemos que a alternativa melhor para resolvermos esses dois problemas será a utilização dos peixes como solução.

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Figuras: 5, 6, 7, 8 e 9 – Reservatórios de alvenaria. Aumento do número de possíveis criadouros de mosquitos O município de Tenente Laurentino ainda passa por diversas mudanças no quadro situacional de infestação do Aedes aegypti provocadas pela implantação do Sistema de Adutora Serra de Santana. Devido a constantes faltas de água no Sistema de Adutora, principalmente na zona urbana, ainda é comum a construção e adaptação de depósitos de volume considerável para armazenamento de água. Registramos um aumento de 42 % nos depósitos tratados com BTI - G do ano de 2005 para o ano de 2007 e um aumento de 35 % nos depósitos tratados com BTI - WDG no mesmo período de 2005 para 2007. Depósitos tratados com BTI - G Depósitos tratados com BTI - WDG ANO 2005 = 1. 087 ANO 2005 = 3. 547 ANO 2007 = 1. 890 ANO 2007 = 5. 460 Aumento de 42 % Aumento de 35 % Figura: 10- Quadro demonstrativo do aumento de depósito com riscos de infestação no município.

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O primeiro Levantamento de Índice Amostral de 2009 (LIA) no município acusou infestação predial de 10,02%, índice considerado altíssimo até a nível nacional, mas que a partir de então começou a baixar como comprovou os outros três (LIA) com decréscimo bastante significativo : 1º (LIA - 2009) = 10,02%; 2º (LIA - 2009) = 6,73%; 3º (LIA - 2009) = 4.82%; 4º (LIA - 2009) = 0,59%. Fonte: FAD – Sistema de Informação do PNCD. Evidência de frequente índice alto de positividade de A. aegypty

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Conclusão Foi arranjado um criadouro de peixes como reserva, de, no mínimo, 2000 peixes, para que o município possa suprir demais necessidades e eventualidades. Fizemos a utilização de 03 (três) reservatórios com volume aproximado de 1.500 litros de água cada, e medindo uma altura de, no máximo 75 centímetros. a ) O primeiro reservatório, com água com o mínimo de cloração, foi destinado à reprodução. b ) No segundo reservatório os filhotes são colocados e alimentados, recebendo pequenas quantidades de água clorada, o que não deve ultrapassar ¼ (um quarto) da quantidade de água existente no reservatório. c ) O terceiro reservatório recebe constantemente água proveniente da tubulação da adutora, onde os peixes, com aproximadamente 01 (um) mês de vida, são colocados para adaptação à água clorada. Assim , verificamos que os animais suportaram o reabastecimento de até 30% (trinta por cento) do volume de água sem perca alguma. Figuras : 11, 12, 13, 14 e 15 – Criadouro reserva do município.

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A verificação do índice bretau (índice de positividade por depósito de água) acusou rigorosamente 0% (zero por cento) de positividade durante o período em que os peixes estiveram nos depósitos em cativeiro e nas residências dos criadores anônimos. O que comprova a eficiência dos peixinhos contra as larvas dos mosquitos. Em se tratando de benefício, também ficou em 0% (zero por cento) o índice bretau de larvas do culex (muriçoca), o que constata uma meta a mais a ser atingida pela população local. Para o caso de ocorrer problemas com a descida dos peixes pela tubulação das caixas de água, foi testado com êxito o uso de pequenas telas de alumínio retiradas de antenas de TVs usadas (antenas parabólicas) que nas mais diversas situações (a tela) pode ser moldada à mão a fim de que se encaixe dentro do cano a critério de quem o faça. Figuras: 16, 17, 18, 19, 20, 21 e 22 – Agente de Endemias fazendo instalação da tela de alumínio na tubulação para que os peixes não desçam na encanação.

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Um casal de peixes não teve problema algum em ultrapassar uma quantidade de 10 (dez) dias em uma quantidade mínima de água de 10 litros. O reservatório em constante abastecimento tem perca irrelevante dos peixinhos. Nos experimentos com alimentação alternativa tivemos ótima aceitação o uso de pequenas porções de frutas, biscoitos salgados ou adoçados triturados e sem gorduras, farinha de mandioca, arroz cozido e pequenos insetos como formigas e abelhas. O alimento alternativo de melhor aceitação para os peixes foi a farinha fina de mandioca. “A grande novidade lógica neste trabalho, que não estava em nossos objetivos, foi a descoberta de que todos os reservatórios contendo peixes servem como armadilhas para o Aedes aegypti e para o Culex . As crianças se tornaram grandes aliadas nesse trabalho, pois, além de se maravilharem com a ornamentação dos alevinos, se mostraram, na maioria das vezes, interessadas em possuir muitos peixes em suas residências, se interessando sempre pelo processo de observação e alimentação dos peixinhos . Um fato importante para o morador, que justifica a utilização dos peixes em seu domicílio, é que os reservatórios contendo peixes podem passar até 01 (um) ano para que sejam lavados, dependendo, claro, do volume de água contida e do fim a que se destina a água existente. Conseguimos com esse trabalho reativar reservatórios que tinham seu uso interrompido pelo fato de servirem de criadouros do Aedes aegypti. Cuidados e Alimentação em Domicílio Figuras: 23, 24, 25 e 26 – reservatórios considerados armadilhas , onde os donos e voluntários, criam os peixes .

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Referências PAMPLONA, L.G. C. Avaliação do impacto na infestação por Aedes aegypti em tanques de cimento do Município de Canindé, Ceará, Brasil, após a utilização do peixe Betta splendens como alternativa de controle biológico. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 37(5):400-404, set-out, 2004. BETITO, Robert. COMPARAÇÃO DA COMPLEXIDADE DAS ADAPTAÇÕES BIOECOLÓGICAS DE DOIS PEIXES ( JENYNSIA MULTIDENTATA E POECILIA VIVIPARA ) (CYPRINODONTIFORMES) NO ESTUÁRIO DA LAGOA DOS PATOS (RS - BRASIL) parte da tese de doutorado Betito (1999) defendida no Instituto Oceanográfico da USP. Revista Didática Sistêmica Volume: 3, Trimestre: abril - junho de 2006. ANDRADE, C. F. S.; Santos, L. U. O uso de predadores no controle biológico de Mosquitos, com destaque aos aedes . Instituto de Biologia. Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP 2004 Anais do I Simpósio da Engenharia Ambiental. Escola de Engenharia de São Carlos. Universidade de São Paulo, 2004 . Por: Flávio Djelson

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